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sábado, 16 de janeiro de 2016

Como perseverar na doutrina dos apóstolos?

1) Como perseverar na doutrina dos apóstolos?

R = Seguindo a doutrina dos apóstolos.

2) Como posso saber quais são as doutrinas dos apóstolos?

R = Lendo a Bíblia, mais precisamente o livro de Atos e também as cartas neotestamentárias.

3) Uma “nova doutrina” dada segundo uma “nova revelação” pode ser também uma “doutrina dos apóstolos”?

R = Não!

4) Por que não?

R = Porque as doutrinas dos apóstolos são descritas na Bíblia (de forma explícita e não em códigos, “senhas místicas”, alegorias e tipologias). Se estão escritas na Bíblia, logo, não podem ser “novas”, mas as mesmas. Se uma doutrina é “nova”, dada por “revelação”, ela é extra bíblica e com fortes tendências para a heresia e apostasia, mesmo (aparentemente) inofensivas...

5) Bem, mas minha igreja nasceu por uma nova revelação e suas doutrinas são voltadas para os tempos do fim. Portanto, são doutrinas reveladas para o presente momento..

R = Me desculpe a franqueza, amigo, mas você está sendo enganado! O Evangelho é santo, pois é a Boa Nova do Deus Santo através de Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e eternamente, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Só há um Evangelho e todo suposto evangelho dado por "revelação" após o Evangelho é anátema segundo a Bíblia. Não há nenhuma outra "nova revelação" e o tempo que vivemos é tão especial quanto os demais. cada profecia a seu tempo. profecia não define o rumo do Evangelho e nem muda seu conteúdo santo. Ao contrário, as profecias se cumprem por decreto do mesmo Deus que nos deu o Evangelho através de Cristo Jesus. Aliás, seu argumento não é diferente dos argumentos de outras seitas que foram "reveladas" e que têm "doutrinas reveladas".

Quer saber mais?

Leia:

http://palavraserio.blogspot.com.br/2014/10/evangelho-poder-de-deus-para-todo_4.html

E também:

http://palavraserio.blogspot.com.br/2014/10/uma-reflexao-breve-sobre-obra-do.html

sábado, 10 de janeiro de 2015

Continuando a série:




"E apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira pela qual foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela" (Tito 1:9/ Bíblia King James Atualizada)

Porque não ousamos classificar-nos, ou comparar-nos com alguns, que se louvam a si mesmos, mas estes que se medem a si mesmos, e se comparam consigo mesmos, estão sem entendimento” (II Co. 10:12)

E Jesus disse-lhes: Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus(Mateus 16:6)

 

          Amigos, eu estou dando continuidade ao tema “seitas e heresias”. Como coloquei na postagem anterior, comecei pelo “maranatismo” por se tratar de um grupo religioso no qual fiz parte (I. C. Maranata). Um grupo evangélico até regular, pois prega a Cristo, sua salvação e por ter ali verdadeiros irmãos em Cristo que servem somente a Deus e não o sistema religioso que impera ali dentro. Confesso que recebi uma série de e-mails com tons de ameaças, ódio religioso e xingamentos por parte de alguns “crentes” desse sistema religioso sectário que amam mais a placa do que o Evangelho bíblico e genuíno. Mas Deus é justo!

          A minha motivação para escrever essa série se dá pelo fato de eu ter um dia participado de um farisaísmo imenso. Na verdade, não tenho mágoas nenhuma com esse sistema sujo que impera dentro da citada instituição, pois saí dali honrado – sem nenhuma dívida moral - mas creio que é meu dever folhear minha Bíblia e escrever a partir dela sobre esse sistema religioso que produz fariseus , legalistas e religiosos.

         Então, para reafirmar e organizar melhor o que já escrevi, deixo os links para melhor acesso da cada divisão.  Breve, estarei dando seqüência à série falando sobre os mórmons que, aliás, tem uma história parecida com a I. C. Maranata, pois, segundo eles, vieram de uma “nova revelação”, com “doutrinas reveladas”.

·         Postagem 1: Série Seitas e Heresias/ Maranatismo Parte 1


·          Postagem 2: O conceito de Seita e Heresia: por que a I.C. Maranata é seita e prega heresia?

·         Postagem 3: http://palavraserio.blogspot.com.br/2015/01/parte-3.html

·         Postagem 4: Igreja C. Maranata: um celeiro de fariseus:

·         Postagem 5: O desastre herético do maranatismo:

·         Postagem 6: O que o EVANGELHO nos ensina? Como devemos ser? O que Cristo quer que sejamos? Seria a ICM um modelo daquilo que o Evangelho ensina?


·         Postagem 7: Texto extra: Uma reflexão breve sobre a obra do Espírito Santo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Série Seitas e Heresias/ Maranatismo Parte 1

Série “Seitas e Heresias”:
Refutando o Maranatismo

Primeira parte

          Saudações aos amigos, irmãos e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus. Que a paz do Senhor Jesus esteja sobre nós! O artigo que propus a escrever aqui é longo e necessita ser lido cuidadosamente.  O texto ficou longo e precisei dividi-lo em seis partes. São oito capítulos. Porém, resolvi posta-los em ordem de 1 a 6 para facilitar a leitura. A leitura em partes poderá não ser tão proveitosa quanto a leitura integral. Portanto, sugiro que leiam o texto todo. Uma observação: por se tratar de um texto apologético, leia com sua Bíblia na mão e confira através dela se o que estamos escrevendo corresponde à Verdade escrita, pois nosso compromisso aqui é com a Verdade da Palavra de Deus e não com sentimentos denominacionais que se movem a partir dos interesses religiosos de instituições ou grupos seletos.

1 - Introdução: por que é importante tratar desse assunto?

           Estou iniciando uma série sobre seitas e heresias. Creio ser pertinente e relevante falar sobre esse tema nestes dias que a Igreja de Jesus Cristo entende ser um momento especial. Inicio dizendo que não é minha intenção entristecer os irmãos que congregam nesses lugares, mas creio que a Verdade dói, machuca, traz incômodo e causa ira em alguns, mas ela LIBERTA. E é crendo nisso que me coloco a escrever este texto.  
          Eu (Gabriel F. M. Rocha) congrego hoje (com todo louvor a Deus) em uma igreja Presbiteriana séria, cristocêntrica, bibliocêntrica, genuinamente cristã, com doutrinas bíblicas universalmente validadas no âmbito cristão protestante. É importante eu falar da seriedade de minha igreja e da convenção na qual ela faz parte (IPB) pelo fato de ter recebido alguns "ataques" pessoais por vias indiretas desses crentes fajutos da igreja que antes congregava e, nesses ataques, o alvo tem sido a minha atual congregação. Escrevo também  pelo simples fato de minha igreja nunca ter estampado capas e anúncios de jornais sobre escândalos com desvios de dízimo, administração corrupta, ameaças, confusões doutrinárias e heresias. A igreja na qual faço parte é voltada para trabalhos evangelísticos maduros e efetivos, voltada para o cuidado com a família como benção de Deus, voltada para o ensino das Escrituras, voltada para um conjunto doutrinário biblicamente justificado, cujos conceitos de batismo (imersão e aspersão), fé, perseverança, salvação, etc. são devidamente explicados sem qualquer intenção que esteja ligada à formatação mental (algo comum nas seitas). Faço parte de uma igreja voltada para o avivamento congregacional e pessoal e encorajadora na busca por dons espirituais e instrumentalidade. Isso eu relato com alegra e louvor a Deus, pois deixei um sistema confuso, aprisionador, legalista, religioso e sectário para conhecer um lugar onde o Evangelho está sendo pregado com toda diligência. Diferente do que alguns crentes neopentecostais e religiosos pensam, muitas igrejas históricas, de cunho protestante, não estão confusas. Muito pelo contrário! Estão firmados na Palavra. Não “na velhice da letra” como dizem alguns incautos e insanos, mas firmados na Verdade e na Eficácia das Escrituras que produzem fé, genuína devoção a Deus, vida cheia do Espírito Santo e vida espiritual que frutifica. Isso, além de famílias estruturadas e casamentos consolidados, pois a Sã Doutrina ensinada de forma completa e dentro dos parâmetros bíblicos produz fé verdadeira e vida abençoada. Faço parte de um grupo cristão consolidado e que faz parte de uma convenção séria, tradicional, histórica e respeitada (a IPB: Igreja Presbiteriana do Brasil). Muitas igrejas tradicionais se perderam também, assim como tem se perdido as seitas que aqui mencionarei. Mas, grande parte das igrejas protestantes tradicionais merece o respeito dessas igrejas neopentecostais, pois o que existe de bom nelas, é fruto de um trabalho do protestantismo e das igrejas tradicionais, onde o Senhor operou grandemente em favor de seu Santo, Verdadeiro e Genuíno Evangelho. Se algumas igrejas por aí tem conceitos como: salvação pela graça, eternidade, sacerdócio universal do crente, Bíblia como única regra de fé e prática, dentre outros tantos conceitos, é graças às igrejas tradicionais.
Alguns crentes fajutos dessas seitas cheias de confusão e heresia, quando vão criticar os irmãos protestantes chamando-s de “tradicionais” de forma pejorativa, se esquecem que várias influências do tradicionalismo estão no meio de suas igrejas. Exemplo: conceito de “livre arbítrio” (um conceito elaborado por Santo Agostinho); conceito de salvação calvinista; Bíblia como única fonte de conhecimento e conduta é resultado da Reforma Protestante; sacerdócio universal do cristão, resultado da Reforma Protestante, e por aí vai...
           O que quero dizer falando disso? Quero dizer que me sinto na necessidade e dívida de escrever sobre o quanto viver num sistema sectário pode fazer mal quando se busca conhecer a Palavra de Deus.

           Minha escolha em falar do “maranatismo” primeiro se dá pelo fato de eu (Gabriel F. M. Rocha) ter saído da Igreja Cristã Maranata. Coloco aqui o termo “maranatismo” não em referência à palavra “maranata” descrita em ICor 16:22. O termo “maranata” é bíblico e não pertence ao grupo religioso em questão. O termo significa “vem senhor” ou “vem Senhor nosso”. Portanto, não refuto a volta de Jesus Cristo, pois essa verdade é irrefutável e Cristo há de vir. Essa é a esperança da Igreja de Jesus Cristo espalhada em todo o mundo. Mas refuto mesmo é o “maranatismo” como sistema religioso que se formou no seio da igreja em questão. Não tenho nenhuma inimizade e relação à Igreja Cristã Maranata, até porque conheço homens e mulheres de Deus ali dentro, pastores amados (que sofrem e não se dobram frente aos erros da igreja e às vontades dos líderes). Inclusive, escrevo com muito amor e apreço pelos irmãos que sei que estão confusos ali dentro e precisam conhecer o Evangelho. No último capítulo deste texto, vou escrever, a partir do Evangelho, como Cristo nos quer. Cristo mesmo refutou os fariseus e os “fermentadores” da massa em seu ministério terreno. Mas também deixou em sua Palavra exemplos na qual sua Igreja deve seguir. Muitos desses exemplos estão longe do que a Igreja Cristã Maranata ensina. Infelizmente!
           Certamente, muitos crentes ali na I. C. Maranata viverão bem quando viverem conforme o sistema imposto e, em suas simplicidades e humildade, até servem a Deus. Quero dizer também que a crença de que a I. C. Maranata é “obra perfeita” é pura abstração ditada pelo Inimigo de nossas almas. Essa fermentação levedou toda a massa ali dentro e hoje a ICM gera crentes confusos, insanos, parasitas e voltados para o serviço denominacional e não para o efetivo trabalho para o Reino de Deus.
           Vivi minha vida cristã ali por 11 anos completos e a igreja foi um canal de bênçãos de Deus para minha vida e para minha família. Deus falou comigo ali, assim como falaria comigo em vários outros lugares, pois Deus é Soberano e não precisa de templos físicos para converter um pecador. Portanto, minhas experiências com Deus e com a verdadeira obra do Espírito Santo, eu atribuo a Deus e não à denominação alguma. Não me entreguei e jamais compactuarei com a idolatria denominacional que foi semeada ali. Após tomar conhecimento do Evangelho como ele é (pela Palavra de Deus e não por ensinamentos dogmáticos de homens e denominação), vi que muitas coisas estão apostatadas da Verdade das Escrituras, vi que muitas doutrinas são meros usos, costumes e conceitos dogmáticos que só ali existe como algo “exclusivo” e, assim, senti a necessidade de sair dessa igreja. Isso, após quase um ano de lutas, perseguições e diálogos desagradáveis com obreiros e diáconos religiosos, loucos, insanos, perturbadores da vida alheia, santarrões, incrédulos no Evangelho, preguiçosos, crentes denominacionais, tolos, estúpidos, pessoas medíocres que não crescem e nem avançam na vida e não permitem que os outros avancem e cresçam. Alguns, inclusive (que defendem a “obra maranata”) não foram sequer capazes de defender seus próprios casamentos, além de não ter defendido sua igreja através de um bom testemunho, uma vez que alguns desses já se envolveram com escândalos diversos dentro da denominação em questão. Pois é, esses são “os defensores” desse sectarismo religioso que tomou conta da Igreja Cristã Maranata. Aliás, escândalos são comuns dentro dessa igreja. Eu pude (nesses 11 anos) freqüentar a I.C.M. em três regiões diferentes: Vale do Rio Doce (especificamente em Caratinga-MG), Vale do Aço (especificamente em Timóteo-MG) e na região de Belo Horizonte (especificamente em Santa Luzia –MG). Em todas essas regiões pude ver casos de: divórcio, gravidez fora do casamento, traição, lares cheios de dificuldades, prostituição, jovens que não se firmam no Evangelho, escândalos, roubos, etc. Isso tudo sem citar os escândalos que estamparam revistas, jornais e noticiários televisivos em todo o Brasil, revelando a fraude dessa igreja, a liderança corrupta (cujo alguns ainda estão em suas funções) e o sistema religioso falido desse grupo. Você poderia me dizer que isso tudo é normal dentro de qualquer igreja e eu com certeza concordaria contigo. Todo escândalo e problema são normais e comuns em qualquer igreja. Aliás, onde há homem há erro, não é verdade? No entanto, esses exemplos ocorrem dentro da Igreja Cristã Maranata em números exorbitantes e não existe ali nenhum trabalho da igreja em prol dos casamentos, da juventude, da família, etc. Por quê? Porque os “Maanains” da citada igreja, são seminários que vivem sob introdução dos dogmas e as “formas de vida” da igreja. Porque dão tanta primazia aos dogmas e formas de vida da igreja e se esquecem de temas importantes da caminhada cristã como “família, “casamento”, juventude”, etc.? Pois querem “fortalecer os muros” da “obra”. Importa é fortalecer as paredes e os portões do que oferecer um banquete rico conforme quer a Bíblia. Pois todos esses temas (família, juventude, casamento) são temas que a Bíblia trata com enorme importância. Mas para quê eles colocam os ensinos de seus dogmas acima de tudo? Porque o Reino de Deus está em primeiro plano para eles? Não sei! Mas sei que eles querem que todos se tranquem e se fechem apenas no entendimento de “obra” deles. Desprezam o verdadeiro ensino sobre a obra do Espírito Santo. Por isso a liderança tem medo de que os membros estudem a Palavra e avancem no conhecimento, pois a Bíblia dá um entendimento de obra do Espírito Santo de forma diferente da deles e trata a ação do Espírito Santo na redenção como algo geral a todo genuíno crente, independente da denominação em que congrega. Mas a I.C.M. como boa seita que é, introduz que a “obra” (deles) é exclusiva e foi dada por “revelação”, como se Deus ignorasse toda a triunfante História da Igreja, e abandonasse todos os seus servos que freqüentam outras denominações. Todas essas características são de SEITA.  Observação: quando a Bíblia cita que em primeiro lugar está o Reino de Deus, ela não ensina que todas as áreas da vida humana (como a vida matrimonial, familiar, sentimental, etc.) devem ser esquecidas. Mas todas essas fazem parte da construção e do anúncio do Reino. Aliás, se eu sou membro da igreja, prego, uso terno e gravata, mas minha família está abandonada ou meu casamento destruído, minha fé já fracassou e vivo apenas de aparência. Isso hoje tem definido o que é a Igreja Cristã Maranata.


          Outro fato que me leva a escrever sobre tal seita (Igreja Cristã Maranata) é fato de ela elaborar um conjunto doutrinário confuso que, grande maioria, não se justifica no ensinamento hermenêutico da Palavra de Deus. No entanto, rejeitam isso, pois acreditam que suas doutrinas estão “além da letra”. A Bíblia acusa esse tipo de interpretação (“além da letra”) e, várias cartas do Novo testamento, denunciam essa prática como o ultrapassar daquilo que já está escrito, fazendo surgir, assim, um “outro evangelho”, como se a Bíblia fosse mesmo insuficiente e precisou ser “completada”. Grande heresia!  A Bíblia não ensina que o Espírito Santo ditaria “novas doutrinas” e nem “novas práticas”, mas sim ensinaria todas as coisas conforme a Palavra (Bíblia). Logo falarei aqui sobre a heresia do “além da letra” e sobre a artimanha sutil que há nesse conceito herético.  
           Embora a Igreja Cristã Maranata se firme em alguns fundamentos bíblicos até corretos (porque saiu de uma igreja correta e séria, a saber, a Igreja Presbiteriana), ela – a Maranata – se deixou levar por conceitos subjetivos de seus fundadores pela égide da boa intenção de querer agradar ao Senhor e ser a “igreja como Davi” que ouve a voz de Deus e faz “toda” sua vontade, a I.C.M. se lançou nos dons espirituais colocando-os acima da Bíblia (Escrituras), causando assim um celeiro de heresias e dogmas que surgiram após essa chuva de “dons” que partiam de um grupo seleto da liderança. Não que os dons não devam ser buscados. Dons espirituais (segundo a Bíblia) são bênçãos sem medida para a edificação e trabalho da Igreja, porém, os dons devem estar sujeitos à Palavra. Na I.C.M. os dons aparecem acima da Palavra, sendo que lançaram a heresia de que: “se não tiver dom, não tem culto”. Partindo dessa lógica estranha às Escrituras, o centro de adoração passa a ser a evidência dos dons e não a evidência da Palavra. O sustentáculo da fé está nas experiências subjetivas e não nas Escrituras. E a Bíblia ensina tão claramente que é a Palavra de Deus quem testifica do Cristo vivo e revelado. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Dons são sinais extras que devem ocorrer tão somente pela vontade do Espírito Santo a através de uma vida firmada em Cristo. São sinais que acompanham os que já crêem na Palavra. Mas lá não! Qualquer um “integrado” ao “sistema maranata” entrega os “dons”. Assim, a igreja coleciona inúmeros casos de “profecias” não cumpridas e vários absurdos através do uso abusivo dos dons espirituais que, geralmente são forçados nos chamados “cultos proféticos”. Inclusive, os dons que se evidenciam são os dons “revelativos” onde se lançam tão comumente às adivinhações. Quando descobri que a prática da adivinhação era algo comum ali na ICM, logo minha vida cristã mudou ali dentro. No decorrer desse texto, falarei sobre algumas doutrinas confusas e questionáveis dessa denominação.
          Contudo, apesar de ter nascido de um racha, movido por interesses particulares e orgulhosos de uma família (família Gueiros) e a partir de uma “nova revelação”, configurando um “outro evangelho” como “forma de vida”, a I.C.M. se consolidou como mais uma igreja evangélica no Brasil que, como igreja evangélica de cunho neopentecostal, foi instrumento de Deus para a salvação de muitas almas e para transformação de muitas vidas (inclusive a minha).
           Vou falar muito ainda sobre as Testemunhas de Jeová, sobre os mórmons, sobre o adventismo, espiritismo e sobre o maranatismo. Sobre o maranatismo, abro a série.

            As principais motivações que tenho para escrever tal série e para falar das heresias da Igreja Cristã Maranata se dão pelos seguintes fatos:

A)   A Bíblia relata sobre o crescimento da heresias nos últimos tempos;
B)   Acreditamos que estamos vivendo um momento histórico e profético peculiar, onde alguns sinais que apontam para a Vinda de Jesus se evidenciam;
C)   Porque é preciso julgar segundo a reta justiça todo esse engano, pois, não é só Jesus quem julga. A Igreja de Cristo tem o dever de julgar todas as coisas (Jo 7:24). Quando a Igreja não julga, falsas doutrinas e falsos mestres são infiltrados no meio da Igreja. Devemos julgar, criticar e examinar todas as coisas, como faziam os bereianos (At 17:10-11).
E mais: "E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as." (Efésios 5:11).
D)   Outra motivação: embora eu tenha me convertido ao Senhor (em 2003) através da Igreja Cristã Maranata, tenho entendido nos últimos três anos que a mesma não tem andando conforme as Escrituras e tem dado lugar para dons espirituais subjetivos acima da Palavra e tem se firmado encima de uma “nova revelação”, o que fez surgir em 1968 através de um racha com a igreja presbiteriana de Vila Velha-ES. A Bíblia nos ensina tão claramente que qualquer “outro evangelho” além daquele que já foi ensinado e deixado (pela Palavra) deve ser anátema.

         

            A Igreja Maranata era até uma igreja boa, mas as coisas começaram a ganhar uma nova estruturação com o findar da década de 90 e início dos anos 2000 quando a referida igreja se configurou como uma igreja sectária, cheia de conceitos confusos e que não se justificam pela Escrituras. Para “fortalecer seus muros” e não permitir que os membros conheçam o Evangelho como ele é de verdade, a igreja passou a se fechar e a introduzir uma forte mudança de mentalidade através de ensinos altamente manipuladores como “síndromes da queda” onde colocava o questionar a “obra” (obra deles) como resultado de uma vida espiritual enfraquecida, como se questionar fosse um tipo de pecado, sendo que a Bíblia diz que tudo deve ser examinado, retido conforme o bem. A Bíblia até chamou de “nobres” os bereianos que ouviram os ensinos de Paulo e foram examinar nas Escrituras se estava dentro da Verdade da Palavra divina. Para a Igreja Cristã Maranata, esses estariam em “queda espiritual”. Heresia! A igreja passou a usar doutrinas que provocavam medo e mudez através de ameaças de que “quem toca na obra, toca na arca”, passou, portanto, a usar jargões e termos comuns no neopentecostalismo e no sectarismo. Inclusive, vários jargões usados no maranatismo, são usados também para defender práticas heréticas e manipular pessoas em instituições como Igreja Universal do reino de Deus, Igreja Mundial do reino de Deus, etc.

CONTINUA NA POSTAGEM POSTERIOR

Parte 2

Segunda parte

2 – O conceito de Seita e Heresia: por que a I.C. Maranata é seita e prega heresia?

          Seita é uma palavra oriunda do latim "secta" cujo significado central é “seguidor”. O termo é utilizado para designar um grupo numeroso de uma determinada corrente religiosa, filosófica ou política que se destaca da doutrina principal. Sectário é um termo que designa o indivíduo que faz parte de uma seita. Uma seita pode também ser considerada uma "divisão", "partido" ou "facção". Nesse aspecto, a seita é ambígua, pois pode se tratar do próprio cristianismo em si. Aliás, o cristianismo no início foi chamado de “seita” pelos líderes religiosos do período apostólico. No entanto, o termo “seita” cabia ali, pois, de fato, o cristianismo era algo novo que surgia. Mas, hoje, o cristianismo, a Bíblia a o Evangelho é já estruturado e conhecido por grande parte do planeta, portanto, qualquer “novidade”, ou “nova revelação”, “doutrina revelada” e “outro evangelho” é sectário. A palavra seita vem da mesma palavra grega que a palavra heresia. Essa palavra é háiresis, que em grego significa escolha, tomar partido, corrente de pensamento, escola, etc. Quando a palavra háiresis passou para latim, transformou-se em secta.
           Em muitos casos, a palavra "seita" serve para descrever uma divisão ocorrida no cristianismo. Heresia já implica qualquer afastamento da Verdade. Veja bem:
·         Existe já a Bíblia. A Bíblia é a junção de livros inspirados e revelados que são a Palavra de Deus, certo? Sua mensagem não pode ser ultrapassada e ali contém toda a Verdade na qual Cristo se revela como Filho de Deus. Nela está tudo que o crente necessita saber sobre a vida eterna e sobre o plano da salvação. Correto?
·         Pois é, mas se sua igreja diz que ela surgiu de uma “nova revelação”, onde as “doutrinas” foram “reveladas”, isso não deixa de configurar um “outro evangelho”. E a própria Bíblia chama de amaldiçoado o “outro evangelho”. Portanto, sua igreja é uma seita. A I.C. Maranata é seita nesse sentido, pois defende um conjunto subjetivo de heresias e ensinamentos que não se justificam pela verdade geral das Escrituras, mas nascem de textos isolados. Toda igreja que isola textos, versículos e temas para defender um conceito, é seita e está praticando uma heresia. Porque, além de se colocar como “igreja especial” e “única detentora” da “revelação”, ela modifica, transtorna e ultrapassa a Sã Doutrina de Jesus Cristo. Exemplo: a Bíblia fala sobre o PODER DO SANGUE DE JESUS, mas não fala NADA sobre o ato litúrgico repetitivo que eles chamam de “clamor”. Usam textos isolados, como o de Hebreus 10: 19 para tentar justificar o ato repetitivo do “clamor”, mas em Hebreus 10: 19, assim como em outros textos que falam do sangue, mostram apenas que é através do sangue de Jesus derramado que hoje nós temos acesso a Deus em Jesus Cristo, pelo NOME de Jesus.  Mas falarei sobre a confusão do “clamor” aqui neste texto ainda.
           Contudo, a Igreja Cristã Maranata se iguala hoje às outras seitas pseudo-cristãs como a Congregação Cristã do Brasil, Testemunhas de Jeová, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias, Igreja Adventista do Sétimo Dia, espiritismo cardecista, Igreja Universal do reino de Deus, etc. Tirando algumas, como a IURD, todas essas seitas têm uma história parecida com a da I.C. Maranata. Todas nasceram como “vontade de Deus”, para criar uma igreja onde Ele “falaria de forma especial” e que “mostraria novas coisas”, “revelaria”, etc. A I. C. Maranata tenta se justificar como não sendo uma seita através de ensinos onde explica que ela é aberta, cultos abertos, prega Jesus, etc. Mas todas as seitas que citei acima também fazem isso e não deixam de ser seitas. As Testemunhas de Jeová tem a reunião aberta, mas é seita! Os mórmons poregam (e muito bem) sobre Jesus e sobre a salvação. Inclusive dão ênfase à volta de Jesus, mas é seita! Para os mórmons mesmo, o “evangelho” deles e “as revelações” vieram do céu através dos “dons espirituais”. A I.C.Maranata nasceu também assim (segundo eles). Surgiu de uma “nova revelação” a um grupo específico, pois “todo o Evangelho ao redor se encontrava corrupto”. De fato, o cristianismo ao redor do mundo se corrompeu bastante, mas Deus teve a necessidade de formatar um “outro evangelho” revelando a um específico grupo religioso? Pois é! Eu acreditei um dia nessas mentiras e até as defendi como fazem hoje os religiosos “maranáticos”, mais amantes da placa de suas igrejas do que o verdadeiro crescimento cristão. A placa e a denominação está acima até mesmo das famílias, cuja algumas se destroem ali dentro sem sequer haver um estudo, uma palavra ou uma exortação constante sobre a primeira instituição divina, a saber, a família.

3– A verdadeira história da Igreja Cristã Maranata: Contra fatos, não há argumentos!

          Hoje se conhece a verdadeira motivação para a criação da Igreja Cristã Maranata, conforme relatado em ata oficial e noticiado pela imprensa local do Espírito Santo.

A)  Nasceu de um “racha” – A I.C. Maranata é uma igreja neopentecostal que surgiu de um racha da Igreja Presbiteriana. O cisma veio em uma eleição para pastor, que Jedaias Gueiros perdeu. Ele é irmão de Gedelti Gueiros, atual presidente da Maranata (Ata Oficial da IP de VV/ Livro de Joel Brinco/jornal A GAZETA, TERÇA-FEIRA, 27 DE NOVEMBRO DE 2012, CIDADES 5).

B) Insatisfação – Insatisfeitos com a situação e com o argumento de que era necessário uma renovação espiritual, um grupo fundou uma nova congregação na Toca – atual Divino Espírito Santo –, em Vila Velha, que deu origem à Maranata (Ata Oficial da IP de VV/ Livro de Joel Brinco jornal A GAZETA, TERÇA-FEIRA, 27 DE NOVEMBRO DE 2012, CIDADES 5).

           Além disso (racha e insatisfação), dissimular o verdadeiro motivo de sua origem pode revelar um “espírito” estranho, o que é preocupante.

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele.” (1 Co 1.27-29).

“Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe.” (3 João 9).

           É preciso ter humildade e, sobretudo, aceitar, quando o Senhor está nos aperfeiçoando. O que aconteceu na Igreja Presbiteriana naquele momento (década de 60) pode ter sido uma operação do SENHOR Deus, que estaria colocando as coisas nos seus devidos lugares.
          Quer dizer, Deus estaria escolhendo as coisas loucas e fracas, para confundir as sábias e fortes, e as vis e desprezíveis e as que não são, para aniquilar as que são, a fim de que ninguém fosse levado à presunção. Mas a I.C Maranata preferiu o caminho da presunção religiosa.
        Querer ter a primazia pode-se incorrer no risco de não se receber mais a “Verdade” e o “Amor”, como aconteceu com Diótrefes.
        O escândalo noticiado pela mídia, e que está sendo apurado pelas instituições competentes, é um fato, não há como negar. O que se apura são as responsabilidades de cada parte.
        Que os fiéis não fixem o seu olhar somente nisso, MAS que deem atenção também aos aspectos doutrinários, teológicos, e aos ensinos e práticas dessa denominação, o que é sempre bom nesses momentos conturbados.
        Agradeço ao amado irmão da Igreja Presbiteriana de Vila Velha-ES (Joel Brinco) pelas informações a respeito da origem da denominação Igreja Cristã Maranata.

3. 1 – Maranata: "uma igreja que surgiu da luta pelo poder".

(História contada em livro escrito a partir de atas oficiais)

           A "igreja do seu Abílio". Assim era conhecida a instituição freqüentada pela família de Abílio Gueiros, que, no fim dos anos 60 – após um racha com a Presbiteriana –, deu origem à Maranata. Hoje, a instituição, que possui quase 5 mil templos espalhados pelo país, é comandada por um de seus filhos, Gedelti. 
        A criação da Maranata foi relatada em um livro escrito por Joel Ribeiro Brinco. A intenção do autor, que conviveu com os Gueiros desde os 7 anos, foi a de contar a história de sua igreja – a Presbiteriana – em Vila Velha, uma história que está ligada à criação da Maranata. 
       Segundo os relatos de Joel, a nova igreja surgiu de um racha ocorrido no seio da Presbiteriana. "A paz terminou em 28 de janeiro de 1965", relata. Ele refere-se à data em que o irmão de Gedelti, Jedaias, perdeu a eleição para pastor, pondo fim à hegemonia da família Gueiros à frente da Presbiteriana.
       Jedaias havia sido eleito pastor por três vezes consecutivas, mas não chegou a assumir o último mandato. Decidiu aceitar um convite para pastorear uma outra unidade presbiteriana no Rio de Janeiro. Seis anos depois, após passar em um concurso para juiz no Estado, decidiu retornar e reassumir o comando da igreja, em uma nova eleição. "A família Gueiros dava como certa a eleição de Jedaias", conta Joel.

Surpresa

          Para surpresa de todos, o resultado foi outro. "Jedaias perdeu para um pastor humilde, recém-chegado a Vila Velha, do interior do Estado", conta Joel. Era o reflexo, diz o autor, do crescimento do município, de sua população e, por consequência, do número de presbiterianos.
          Esses novos fiéis, pondera Joel, não tinham ligação com a família Gueiros. "Os Gueiros, reconhecidamente, fizeram muito por Vila Velha. Mas para os novos moradores eram desconhecidos". Pesava ainda o fato de que Jedaias estava fora da comunidade havia seis anos. 
          O irmão de Gedelti perdeu as eleições para Sebastião Bittencourt dos Passos por uma diferença de 21 votos, resultado que não foi aceito. "A família Gueiros julgava ser muito improvável a eleição do Sebastião, face a grande influência que sempre exerceu na igreja", diz Joel.

Resultado

          O resultado disso se viu nos anos seguintes. O primeiro passo foi uma tentativa da família Gueiros de anular a eleição. Num primeiro momento até conseguiram. A cúpula da Presbiteriana aceitou o pedido e manteve Sebastião na igreja apenas como pastor evangelista e não titular.
           Essa decisão não agradou a outros membros da igreja, que alegavam desconhecer os motivos que levaram a eleição a ser anulada. Com a pressão dos fiéis, a cúpula da Presbiteriana decidiu confirmar a vitória de Sebastião, que voltou a ser pastor titular. "Essa decisão foi um balde de água fria nos propósitos dos Gueiros", pondera Joel.
           Nos meses seguintes, os Gueiros começaram a se reunir em outra congregação, numa comunidade chamada Cruz do Campo, no bairro da Toca, em Vila Velha. Lá recebiam pastores de outras denominações. "Com uma doutrina diferente da presbiteriana, que incluía revelações e línguas estranhas", diz o autor.
           Foi dessa pequena congregação que surgiu uma nova igreja, a Cristã Presbiteriana. Alguns anos depois seu nome foi trocado para Maranata. "Uma igreja que surgiu a partir de uma luta por poder", assinala Joel, cujo livro foi baseado nas atas históricas mantidas nos arquivos da Igreja Presbiteriana.

Igreja Maranata diz que história é outra

          A Maranata garante que a história da igreja é outra. Por intermédio de nota, informou que o primeiro culto aconteceu em 1968, na Igreja Cristã Presbiteriana, em Itacibá. O pastor, Milton Leitão, falou para um grupo de 200 membros "que desejava uma maior comunhão com Deus". 
       O grupo expandiu-se no ano seguinte, com membros de Vitória, Vila Velha, Ataíde, Campo Grande e Afonso Cláudio. A construção do primeiro templo foi em 1972, no bairro de Belém, conhecido como Toca. "Uma igreja de taipa, coberta de telha de amianto", diz a nota. 
        A partir daí, a igreja cresceu, organizou sua doutrina e alterou o nome para Maranata. "Emergiu do seio da comunidade evangélica mundial, com ênfase no batismo com o Espírito Santo e nos dons espirituais", diz a nota.
       No entanto, adquirindo formatações exclusivistas, se colocando como “Obra Filha Única”, sendo que as outras igrejas eram inferiores. Além disso, o sistema religioso da ICM foi sustentado através de ameaças como “perder a salvação”, a benção do Espírito Santo ou até mesmo “morrer” caso alguém deixasse a seita. Portanto, nasceu uma igreja de cunhos sectários sutis e ás vezes evidentes.


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Parte 3

Terceira parte


4- O trabalho de manipulação da I.C. Maranata e a introdução do sectarismo e religiosidade na membresia:

            Para promover a manipulação e prender junto de si os membros, o sistema religioso da I.C. Maranata aplica, introduz, ensina, repete e ameaça através de alguns jargões e termos que também são comuns em outras igrejas neopentecostais. Dentre os tantos, destaco:

A)    “Não toqueis em meus ungidos”: para evitar que alguém denuncie as práticas abusivas, errôneas e vergonhosas de alguns pastores ali dentro e para amedrontar quem questiona os ensinos contrários à Palavra e atitudes dos mesmos. Observação: existem muitos pastores ali que são homens de Deus. Verdadeiros servos de Jesus Cristo, mas citamos aqui os lobos que estão ali dentro e que, infelizmente, fazem parte da “elite” dessa igreja e estão no governo da mesma;
B)    “Não julgueis para não serdes julgados”: Outro jargão presente nessa igreja e que é usado para fins como: não denunciar as falhas graves de algumas lideranças dentro da igreja; não denunciar junto à Justiça os abusos espirituais, financeiros e morais dentro dessa denominação religiosa. Observação: o “não julgueis” serve apenas para os membros em geral, pois os líderes, muitas vezes, vivem julgando e “disciplinando” a partir de juízos feitos através dos usos e costumes e da “aparência de santidade” e legalismo que a instituição (ICM) impõe. São verdadeiros fariseus!
C)    “A letra mata, mas o espírito vivifica” – Esse versículo é um texto isolado de 2 Cor. 3: 6. Como é comum nas seitas, se usa muito textos isolados para justificar ensinos e conceitos heréticos. Quem usa "a letra mata, mas o Espírito vivifica" para condenar o ensino teológico e o estudo da Palavra de Deus, “se esquece que foram alguns desses estudiosos que ralaram atrás dos livros e gramáticas para que estes desavisados pudessem entender το γαρ γραμμα αποκτεννει, το δε πνευμα ζωοποιει” (Augustus Nicodemus Lopes). É preciso ler o contexto de II Corintios 3.6, para entender esta expressão usada por Paulo.
No seu contexto, esta linha de II Coríntios 3.6 expressa um contraste importante entre a impropriedade do sistema do Velho Testamento e a suficiência de Cristo para nos salvar do pecado. A "letra" representa o "ministério da morte, gravado com letras em pedras" que foi dado aos israelitas através de Moisés (3.7,3). O “Espírito” representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Espírito Santo e escrita em nossos corações (3.3,4,6,8). A letra que mata era justamento isso: a antiga aliança, o código penal mosaico utilizado pela nação de Israel, durante o advento da Lei. A passagem em questão nada têm haver com estudo Bíblico e Teologia.
Quem desta forma procede, ou seja, utilizando a expressão "a letra mata mas o espirito vivifica", a fim de justificar algum ensino doutrinário humano e antibíblico, ou para verberar contra os servos de Deus que anseiam por sua Palavra, estudando-a diligentemente e medita nela dia e noite (Josué 1.8), demonstra total negligência para com as coisas de Deus e apresenta uma "bela" desculpa para não estudar as Escrituras e assim crescer na graça e no conhecimento de Deus. (II Pedro 3.18). Muitos religiosos e "igrejólatras" de plantão na Igreja Cristã Maranata, que estão presos a dogmas e costumes doutrinários confusos, de fato, matam verdadeiramente as pessoas, quando usam a palavra de Deus, para condenar àqueles que outrora caíram em pecado, privando-a de toda a esperança de perdão e salvação que Cristo concede, e que poderia conduzir o filho arrependido de volta à casa do Pai. Para ensinar erros e para produzir frutos de inveja, contenda e engano. Sobre isso, veja em minha postagem:
http://palavraserio.blogspot.com.br/2014/12/o-conceito-biblico-de-letra-mata-e-o.html
D)   “Não olhai para o homem” – Outro jargão comum das seitas e que é usado sem nenhum pudor na ICM. Se a liderança falha, ensina heresias nos púlpitos e comete algum erro passivo de repreensão, a membresia insatisfeita tende a reclamar e requerer o correto. No entanto, o maranatismo diz que não se pode olhar para o homem, porque a obra é de Deus, etc. No entanto, quando o homem está em evidência em seus famigerados satélites, justificando suas mazelas (como fez Gedelti uma vez em pleno domingo a noite, concedendo uma entrevista à Radio Maanaim sobre a citação de seu nome em processos judiciais), eles não empregam esse jargão. Estranho, não? Não querem olhar para o homem, mas aceitam cegamente tudo que vem do homem. Sabia que grande parte dos conceitos doutrinários e dogmas da Igreja Maranata provém de estudos e entendimentos pessoais de alguns líderes e são ensinados como “verdade absoluta” repetidas vezes?
E)   Satélite: um meio de comunicação manipulador de mentes: Os incautos e loucos que defendem a “obra de Gedelti” vão dizer que os que falam do satélite, não “entenderam nada” e não discerniram a “revelação”. Quanta bobagem! Quanta infantilidade! É um pecado horrível atribuir a Deus essas estratégias de ensino e manipulação. Como instrumento de evangelização, ensino (ensino da Verdade) e meio de divulgação de algo realmente importante, o satélite é até um bom instrumento, mas, desde seu lançamento em 2008, esse instrumento tem sido usado para formatação de mentes, introduzindo “as formas de vida” da maranata, gerando crentes zumbis, não conhecedores da Palavra e conhecedores de um Evangelho fragmentado por um sistema que quer o tempo todo, mês a mês, ano a ano, provar sua fé através da manipulação e da repetição de ensinos. Vem cá, me responde essa: se o ensino for mesmo do Espírito Santo e tem mesmo a eficácia transformadora desse Espírito Santo, porque é necessária tanta repetição? Quando um sistema ditatorial e sectário repete seus ensinos e suas “formas de vida”, é porque não suportam a ocorrência de questionamentos. Por isso, muitos crentes ali dentro que passam a conhecer a Palavra e o Santo Evangelho como ele é, são perseguidos. Sistemas falhos e que não tem segurança própria, precisam “fortalecer os muros” sempre. Mas igrejas sérias já fazem diferente: a membresia de igrejas sérias e comprometidas com a Palavra não “prendem” seus membros, mas forma uma Igreja sadia, solta para realizar a vontade do Pai, firme nas promessas e na Palavra e que VIVE o Evangelho, sendo luz e sal do mundo. Não se fecha como as seitas se fecham.
F)   Terror psicológico: usam de terror psicológico e as vezes agrassão moral e espiritual quando percebem que um irmão ou irmã deseja abandonar esse barco podre que é a igreja maranata. Dizem que quem deixar “a obra” vai morrer, vai perder a benção, vai ficar sem o Espírito Santo, “porque nessa obra tem de tudo”, etc. Mentira! Engano! Astúcia! Eles quando fazem isso, desdenham do poder do Espírito Santo e do poder do Evangelho. Há vida fora desses sistemas religiosos! Eu mesmo quando saí, descobri o quanto eu estava equivocado sobre um monte de coisas. Hoje posso enxergar um Evangelho real e eficaz. Sobre isso, leia:

Na verdade, amigos, existem mais conceitos e jargões que a igreja em questão usa, mas para que nosso texto aqui fique mais objetivo, vou passar direto.




5 – Algumas doutrinas confusas da I.C. Maranata:

          Nem todas as doutrinas da I. C. Maranata são heréticas. Existem muitas doutrinas ali que são herança do protestantismo histórico na qual ela saiu. Muitos conceitos válidos e bons dentro da ICM, assim como muitos modelos de postura e entendimento, são influências recebidas da Igreja Presbiteriana. O conceito de salvação (soberania divina, graça e fé) da ICM veio da Presbiteriana. Posso provar através de inúmeros documentos antigos que a IPB possui; o conceito de Eternidade é conforme a tradição cristã protestante; embora cheio de problemas conceituais, o “livre arbítrio” é um conceito tradicional e é empregado na ICM. O sacerdócio Universal do Cristão é falado (só falado) na ICM e é conceito tradicional protestante; “meios de graça” é um conceito oriundo do prebiterianismo histórico. Assim, muitos conceitos dentro da ICM são conceitos que ela trouxe do protestantismo. Porém, miseravelmente, alguns crentes que defendem a “obra filha única”, atacam o protestantismo histórico e diz ter superado o protestantismo através de “novas revelações” de seu “outro evangelho”. É dessa confusão mental das “novas revelações” que nasceram alguns conceitos dogmáticos da ICM Como aqui veremos.
             Alguns dogmas da IC Maranata já ultrapassam completamente as Escrituras e não se justificam na hermenêutica completa da Bíblia, mas sim a partir do conceito de “Bíblia além da lera” que alguns loucos criaram para deturpar algumas mensagens bíblicas para defenderem posicionamentos doutrinários estranhos que só a ICM tem. Sobre esses, destaco:

A)   O Clamor Pelo Sangue de Jesus – Para falar desse ato repetitivo que eles chamam de “clamor”, devo ter cuidado, pois é a menina dos olhos desse povo. O problema de falar desse ato repetitivo, é que, segundo eles, quem fala dessa prática, está “tocando no sangue de Cristo” e tem “negado toda a fé”. Mentira! Engano! Farsa! A Bíblia fala do Poder do Sangue de Jesus e de sua eficácia na vida da Igreja. Mas o “clamor” como frase repetida que deve ser sempre colocada anterior às orações não é bíblico e é um ato litúrgico, um dogma, um uso, um costume. Não vejo o clamor como algo prejudicial, mas não podemos negar que é reza repetitiva que a Bíblia não impõe. A ICM, como uma igreja sectária e legalista, impõe usos e costumes. Em Gálatas, Paulo fala dos transtornadores que tentam ultrapassar o Evangelho de Cristo através de seus legalismos e imposições. São fariseus! São capazes de dizer que Deus não ouviu sua oração porque você não disse uma palaavrinha no incício. Seria o “clamor” uma palavra mágica? Oh! Deus, como fui enganado assim? Como pude ensinar isso um dia?
O maior terrorismo psicológico, espiritual e moral que existe na IC Maranata se passa pelo questionamento do clamor. Eles são muito sutis nisso. O que mais prende um membro nessa igreja é o medo de perder a benção do Espírito Santo por simplesmente não repetir frases em suas orações. Engano! A Bíblia não ensina essa prática.

Uma questão: se Deus “revelou” o clamor para a ICM e o “clamor” é uma doutrina fundamental, porque Ele não revelou para outros grupos cristãos? Para responder isso, só existem três respostas: 1) ou Deus abandonou seus eleitos e seu povo (que existia antes da criação da Maranata) e resolveu revelar “segredinhos especiais” para um povo novo; 2) Ou Deus é confuso, pois antes da existência da Maranata, muitos crentes fieis e sinceros oravam sem repetir frases e Deus os ouvia, mas depois da existência da Maranata, só repetindo frases do “clamor” que Deus ouvirá. 3) Ou Deus não tem essa prática como fundamental, pois se fosse mesmo uma “doutrina para os tempos finais” Deus não a revelaria para toda sua Igreja na face da terra? Confuso, não! Não creio nesse Deus confuso e segregador da Maranata.
Fazem uma exegese totalmente deturpada das Escrituras, tentando mostrar que essa prática é válida, mas se enganam. Todos os textos que usam falam a respeito do poder libertador, remidor, transformador do Espírito Santo e não de uma prática repetitiva chamada “clamor”. O clamor verdadeiro da Igreja não se dás por “palavrinhas mágicas”, mas sim em NOME de JESUS CRISTO, o Cordeiro Perfeito que, através de seu sangue, abriu-nos um Novo e Vivo Caminho.
B)   Consulta a Palavra/ Bibliomancia – Tentam negar que essa prática seja bibliomancia, mas é inegável. É pura adivinhação e bibliomancia sim. O ato de o crente abrir sua Bíblia em oração e deixar Deus falar com ele através de um texto, contexto, passagem, história, salmo, etc. é totalmente válido e bom. Mas a “consulta a Palavra” da ICM não é apenas isso. A Bíblia afirma que toda adivinhação é pecado e muitas vezes essa prática se passa no âmbito da adivinhação. Tentam fundamentar a partir de Davi. Mas ignoram o contexto histórico de Davi e o contexto histórico da Igreja. Com isso, tentam fundamentar a prática através do Velho testamento. Usam o exemplo do Éfode, do Urim, do Tumim, etc. Mas se esquecem que a graça e o derramamento do sangue de Jesus (Nova Aliança) aboliram essas práticas. Desafio qualquer defensor da “obra revelada” me mostrar no Novo Testamento algum crente “consultando a Bíblia”.

Pegadinhas que destroem essa heresia da Maranata:
·         Mostre onde em Hebreus 4: 12 fala da “consulta a Palavra”. Lá fala apenas da eficácia da Palavra de Deus como instrumento gerador de fé e transformação pelo poder de um Espírito Santo e um Deus que pode discernir todas as intenções do coração do homem. O autor de Hebreus não ensina que o “discernir” as intenções se dão através de colocar o dedo num versículo bíblico. Isso é heresia! Falácia!;
·         Ensinam que, para “consultar a Deus”, devem “clamar” e colocar o dedo num versículo. Pois bem, sabia que a divisão da Bíblia em versículos e capítulos é uma herança da Tradição? Da Tradição católica ainda, ein... E aí? Ah! Mas Deus “revelou...” Confusos! Hipócritas! Fariseus! Enganadores! Parem de levedar a massa com esse fermento podre!

C)   Consultar para batizar – Um abismo puxa o outro. Já não basta a prática da “consulta” e adivinhação que Deus abomina, mas criaram a “consulta para batizar”, assim como “consulta para subir ao Maanaim”. Até hoje me assusto com o fato de ter participado desse engano. Alguns loucos e insanos que defendem essas práticas por aí, vivem criticando as forma de batismo do protestantismo histórico, mas se esquecem que estão firmado numa heresia. Num ato que a Bíblia não ensina. Onde a Bíblia ensina sobre o “consultar” para batizar? O modo correto é a pregação da Palavra, a evidência da fé, o ensino, discipulado e preparação pessoal de cada candidato ao batismo. Mas “consultar” é insultar um Deus transformador.
D)   Palavra Revelada – Esse conceito se dá da seguinte forma; para um “maranata”, a Bíblia já está ultrapassada. Deus mudou de idéia e resolveu ditar tudo de novo. Ele deve ter se confundido lá no Céu, pois em sua própria palavra, Ele afirma que falaria com os seus santos e servos através das Escrituras. Escritura é aquilo que está escrito, não? A Bíblia é a revelação de Jesus Cristo. No Antigo Testamento, Deus falou por meio de figuras que revelavam a Cristo. “Além da letra”? Não! Nada está além da letra. Isso é heresia. Mas a Escritura atreves de uma interpretação correta, firmada na Verdade e em espírito mostra  e revela o Cristo vivo. Já no Novo Testamento, o Evangelho já nos vem como revelação direta de Jesus Cristo. Já é ali o Cristo revelado. Não é mais a figura, mas o Deus vivo. Nas cartas, esse Jesus é explicado através dos escritos dos memoráveis irmãos apóstolos. “Além da letra” é ocultismo. A Bíblia não é para fins ocultistas.  Alegorias, simbologias e tipologias são métodos de interpretação bíblica e não “bíblia além da letra”. Quanto engano! Mas esse engano do “Além da Letra” é justificado por eles través de II Cor 3: 6 onde diz que a “letra mata, mas o Espírito vivifica”. Porém, meus amado, é preciso LER e  ENTENDER  o contexto todo e não somente o texto isolado. Sobre isso sugiro urgentemente que leia:





          Existem mais doutrinas heréticas ali. Poderia falar aqui, por exemplo, da heresia da Quarta Trombeta. Uma interpretação totalmente equivocada de Apocalipse, feita através de uma suposta “revelação” do líder religioso deles. Inclusive, até pararam de falar muito sobre essa besteira, pois a interpretação bíblica geral não dá margem nenhuma (disse nenhuma) para tal heresia. A Maranata é uma seita! Poderia citar outras, como o mau uso e o mau entendimento de Corpo, onde eles afirmam que o Corpo é a igreja deles e as quatro paredes do templo. Poderia falar do abusivo uso dos dons espirituais que faz gerar muitos absurdos e enganos nessa igreja, etc. Mas vamos direto...

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