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sábado, 2 de janeiro de 2016

O propósito de nosso chamado (da série: meditação em Efésios)

Não é fácil ser Cristão de verdade! Definitivamente, nosso chamado não implica algum sossego ou plena paz (pelo menos por agora). Não obstante a graça maravilhosa que nos resgatou e a esperança firme que nos caracteriza como cristãos e salvos, nosso chamado é para a morte, para a renúncia, para o serviço, para a oposição, para a exposição pessoal, para o possível vitupério em diversas situações, etc.

Dizer-se eleito, afirmar-se salvo, intitular-se cristão e atribuir a si mesmo características evangélicas são atitudes que não podem ser tão simples a ponto de subsistirem apenas no âmbito das palavras. A nossa eleição é evidenciada pela nossa atuação, nossa ação. O meu cristianismo é mais o que eu faço do que o que eu digo. Nossa vida precisa evidenciar a mensagem que nos salvou. Precisamos nos aderir seriamente ao nosso chamado e fazer firme nossa vocação, pois isso dará prova, razão e testemunho de nossa fé e de nossa salvação.

Você que é cristão, freqüenta alguma igreja, carrega uma Bíblia, etc., sabe para quê foi chamado? Entende o objetivo da sua eleição? Pode evidenciar os reais motivos de ser um “escolhido de Deus”?

Sobre isso, Paulo fala em Efésios 1.

Deus elegeu o seu povo antes da fundação para que o mesmo fosse santo, irrepreensível perante ele. Em amor, Deus predestinou soberanamente cada um e, em momentos específicos, chamou cada um para que todos fossem filhos por meio de Jesus Cristo, pelo qual temos a remissão de nossos pecados. Portanto, nós fomos chamados para vivermos distantes do pecado, embora o pecado habite em nossa antiga natureza.
Não obstante a velha natureza pecadora e inimiga de Deus, o Eterno nos elegeu para sermos santos, dando a cada um de nós subsídios necessários para assumirmos em nossa vida a nova natureza, pois Cristo nos revestiu de novidade de vida e fez de cada um – por seu sangue – "nova criatura" para o louvor e para a glória de Deus. Recebemos a plenitude do Espírito Santo para que, regenerados e frutificados, venhamos nos portar dignamente conforme quer o nosso Pai que, em Cristo, adotou-nos eternamente.

Não é uma questão de sinergia, mas de evidenciar em nossa vida aquilo que Deus fez e garantiu para mim e você em Cristo Jesus.

Precisamos, então, saber, conhecer (para praticar) qual é a esperança do nosso chamamento, qual é a riqueza de sua glória da sua herança, qual é a grandeza e a eficácia do seu poder. Pois, se pela grandeza da graça de Deus, Cristo (sendo Deus) ressuscitou, agora eu e você, que morremos para o pecado, podemos ressurgir para uma nova vida cuja finalidade é sermos agradáveis a Deus em tudo e cumprir toda a sua vontade santa enquanto igreja do Senhor.
Somos a Igreja de Deus. Cristo é o cabeça da Igreja (Ef. 4.15)! É o Senhor nosso! Se nós somos, de fato, igreja e noiva de Cristo, que andemos, pois, conforme o Cabeça da Igreja, a saber, conforme o próprio Cristo.

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra [...]” (v.3-10);


“[...] Não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder; o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais,
acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (v. 16-23).

Gabriel F. M. Rocha

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Ser discípulo: lições e implicações (Parte 1)

 Série (PARTE 1)

sintesecristaescritura.wordpress.com

(Por Gabriel Felipe M. Rocha)

[…] Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus (Lucas 9: 62)

No capítulo 9 (versos 57- 62) do Evangelho segundo Lucas, há um importante ensinamento para quem pretende ser discípulo de Jesus. Daremos ênfase, portanto, ao verso 62. No entanto, caberá aqui uma breve abordagem do capítulo 9.
Interessante que, em todo o capítulo 9, há uma bela sequência de ensinamentos que remetem à prática do discipulado. Creio que o último versículo do capítulo 9 (v. 62), onde Cristo chama a atenção para o exemplo do arado e da firme adesão e decisão em relação ao serviço do Evangelho, é um relevante fechamento de toda essa sequência de ensinamentos.
Nos primeiros versículos, onde houve a convocação dos doze para uma missão específica, Jesus deixa alguns ensinamentos práticos para seus discípulos, incluindo, os doze discípulos principais.
Ocorreu, então, um trabalho de campo (v. 1-6), onde Jesus ensinou que:
  1. É Ele quem convoca (v.1), sendo Deus quem nos chama;
  2. É Ele quem nos capacita para o trabalho, concedendo-nos poder, talentos e dons (v.1);
  3. É Ele quem nos envia e dá total condição para o cumprimento do serviço (v.2, 3);
  4. É nele que devemos colocar nossa confiança e não em nossos próprios recursos (v.3);
  5. E, por fim, nós devemos fazer tudo conforme suas ordens e sua Palavra (v. 4-6).
Houve também a multiplicação dos pães e peixes (v. 10-17). Foi essa a primeira multiplicação. O interessante nessa multiplicação é o fato de, a mesma ter como objetivo não só a simples alimentação da multidão ou a mera apresentação de poderes por Jesus Cristo. Não foi a experiência do milagre a única proposta da multiplicação, mas sim a prática do discipulado. Aliás, experiências que não geram ação, são experimentalismos vazios. Evangelho é ação! Ser discípulo é aprender e agir conforme quer o Mestre. Creio que dois versículos demonstram com mais veemência o que quero dizer. Esses são: “[…] Dai-lhes vós mesmos de comer” (v.13) e, “[…]abençoou e partiu e deu aos seus discípulos para que distribuíssem entre o povo” (v.16). Eles viram o milagre. Mas, eles puderam participar do milagre. Aí residia o ensinamento.
Primeiro: Jesus sabia da condição de seus doze discípulos, assim como sabia que eles não tinham alimentos suficientes para alimentar uma multidão. Mas, quando Jesus pede para que eles mesmos dessem ao povo algo para comer, queria testá-los e chamar a atenção dos mesmos (e também nossa) para a seguinte reflexão:
a) Não temos recurso algum para alimentar todo esse povo;
b) Nada podemos fazer se Deus não for conosco e operar um milagre;
c) O alimento que pode saciar o povo, não vem de nós, mas vem de Deus;
d) Contudo, podemos participar desse milagre, em obediência, distribuindo ao povo aquilo que vem de Deus. Esse é o nosso trabalho e a nossa missão! Fazer a vontade de Cristo é a nossa missão;
e) De nossos poucos recursos, Deus ampliou e multiplicou, dando-nos condição de fazer aquilo que Ele pediu e nos comissionou. Portanto, é a partir de nós mesmos que a missão será cumprida, sendo de Deus a provisão.
f) Nossa missão deve ser realizada em meio ao povo, em meio à multidão e não distante deles. Cabe a nós distribuir o alimento que vem de Deus e não deixá-los famintos.
Portanto, meus queridos leitores, mais um ensinamento, relacionado à prática do discipulado se apresenta a nós em total relevância.
Outro fato pertinente ao aprendizado dos discípulos ocorre logo após o milagre da multiplicação, a saber: a confissão de Pedro (v. 18 – 20).
Os discípulos estavam já envolvidos com o ministério de Jesus. Já haviam visto muitos milagres e ouvido muitos sermões e parábolas. Mas não tinham, porém, uma visão completa de quem era Jesus, ou seja, desconheciam a profundidade e o caráter profético do ministério de Jesus Cristo sobre a terra; eles desconheciam a divindade daquele Jesus. Para muitos deles, Jesus era o homem, o profeta e aquele que operava muitos milagres.  Alguns até o trataram como o Messias (Jo 1: 41), mas ainda desconheciam a grandeza de propósito da sua vinda. Tanto que, na resposta que Pedro deu sobre quem é o Cristo (v.20), tendo ele recebido do próprio Deus tal revelação (Mt 16: 17), Jesus destacou a bem-aventurança de Pedro, dando a entender com clareza que, em detrimento dos outros discípulos, Pedro alcançara algo espiritualmente profundo. Algo que os colegas ainda não haviam recebido, tampouco entendido.  Uma lição que temos a partir disso é a seguinte:
  • Muitos estão nas igrejas, até fazem parte de algum ministério em suas igrejas locais, mas ainda não conheceram com profundidade o Cristo a fim de fazerem a sua vontade. Em seus corações não houve ainda a real conversão e o efetivo conhecimento de Jesus como o Filho de Deus, o Cristo que é Senhor e que pode salvar;
  • O discípulo é aquele que conhece o seu Senhor e que recebeu em seu coração a revelação de Jesus Cristo pela pregação da Palavra e pela fé;
  • Não pode haver um trabalho evangélico eficaz se aquele que se diz servo não conhecer o seu Senhor e não ser participante dos mistérios de seu Senhor;
  • Na ocasião da revelação dada a Pedro sobre quem era o Cristo, o mistério ainda estava oculto aos santos, mas foi revelado após a ressurreição e pentecostes. (Jo 21: 1; At 1: 6-8; Cl 1: 26; Cl 2: 2,3). Além do mais, a Igreja tem hoje a Escritura que é a revelação especial dos mistérios de Deus, sendo ela a revelação de Jesus Cristo (Jo 5: 39; At 17: 11; 2 Tm 3: 16).
Tendo, portanto, conhecido o seu Senhor, o bom discípulo está apto para servi-lo.
Continua na próxima postagem.


terça-feira, 1 de julho de 2014

O RELACIONAMENTO COM JESUS

O QUE É RELACIONAR-SE COM JESUS?

Por Gabriel Felipe M. Rocha

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem(João 10:27)


Saúdo a todos os irmãos, amigos, selecionados leitores e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus.

No texto proposto, quem fala é Jesus. Ele é bem enfático ao dizer: “as minhas ovelhas ouvem a minha voz [...] e elas me seguem”. Há, portanto, uma relação de reciprocidade indicando que: ser servo do Senhor Jesus implica em uma relação com Ele. Jesus sempre chamou o homem para tal relacionamento. Vou dar um exemplo que, para mim, é um exemplo clássico: João 21: 15 ao 17.

Nos dois primeiros “amas-me”, Pedro não se entristecera, pois Jesus falava de um amor que já existia com forte evidência em Pedro. Mas na terceira pergunta, Jesus usara a expressão grega “phileo” que traz a ideia de “relacionamento”, “amizade”, “amor de reciprocidade”, “andar junto”, dentre outros significados que podem ser extraídos desse termo. Essa terceira pergunta entristeceu Pedro, pois ela foi mais forte e direta e tocou exatamente em pontos fracos que Pedro demonstrara em alguns momentos: inconstância no serviço e no entendimento. Mas Jesus, com muito amor, o chamava ali para um íntimo relacionamento e, nesse chamado, Pedro recebia uma importante orientação: “apascenta as minhas ovelhas”. Pedro obedeceu, Pedro ouviu, Pedro seguiu...

Mas, o que é exatamente se relacionar com Jesus? Quero, aqui, chamar a atenção para alguns detalhes:

As minhas ovelhas ouvem...”

O termo grego usado para “ouvir” é akoúo que significa também “obedecer” ou “atender a audiência” (ou o chamado).

Jesus estava dizendo o seguinte: suas ovelhas (de verdade) o ouvem e imediatamente o seguem. É decisão, é definição naquilo que diz respeito ao chamado, é entendimento (pelo crivo das Escrituras) da vontade de Deus. A voz do Pastor é conhecida pelas suas ovelhas.

e elas me seguem

O termo grego usado para “seguir” é akoloutheo que tem a mesma raiz semântica de akoúo e significa “acompanhar”, “obedecer ao caminho” ou “estar no mesmo caminho”.

Relacionar-se com Jesus é obedecer as suas palavras, é ouvir o que o Espírito Santo diz, é estar apegado à leitura bíblica e ao exame constante das Escrituras (que produz fé e a fé produz ação). É, portanto, Caminhar em suas pisadas e nunca abandonar o Caminho (que aponta para Ele mesmo). Ou seja, “ser fiel até a morte”.

Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10)

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:11)



No Antigo Testamento, o termo ouvir também se apresenta na tradução hebraica como obediência e fidelidade.

Exemplos:

Ouve, ó Israel...” (Deuteronômio 9:1).

Será, porém que se não deres ouvido á voz do Senhor, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos...” (Deuteronômio 28:15).

Veja que, tanto no Antigo Testamento como no Novo testamento, o genuíno servo de Deus é incentivado à obediência da Palavra. Para conhecer a vontade de Deus é necessário examinar a Palavra e não só viver das pregações que emanam dos púlpitos (por mais importantes que sejam estar ali ouvindo-as). O que pretende ser servo do Deus Altíssimo deve zelar pelo seu próprio conhecimento da vontade de Deus (pela Palavra) para que possa também ter suas próprias experiências com o Cristo vivo (testificado pela Palavra). "A fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus..."

É a obediência à voz de nosso pastor que nos faz vencer, que nos faz fortes, seguros e prósperos. Obedecer a Palavra do Senhor nas Escrituras é vida, produz vida e avivamento verdadeiro, pois atentar para obedecer a voz de Deus é dar lugar para a Revelação de Jesus Cristo na própria existência, pois a Palavra de Deus é a Revelação de Deus para o homem de fé e produz vida edificada em Cristo e vida cheia de frutos para a salvação, por isso, obediência para nós, é como o alimento diário.

O maior obreiro de todos os tempos e também o maior de todos os servos foi o próprio Senhor Jesus que tinha a obediência ao Pai algo tão importante como o seu alimento diário. Todo o projeto de Deus e toda a realização de sua Obra consistem em ouvir, obedecer, dispor e seguir.

A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4:34)

Se Jesus era obediente, por que seus discípulos não serão? Jesus nos chama para sermos como Ele, portanto, devemos carregar sobre nossos corações o DESEJO de obedecer ao Senhor em todo o tempo. Se assim fizermos, estaremos nos relacionando com Ele no mesmo amor (phileo) que Jesus quis de Pedro na terceira pergunta.

Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (João 15:14,15)

Outro detalhe de grande relevância:

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem

Eu conheço-as” – Essa afirmação de Jesus aparece exatamente no meio de sua frase. Para melhor entendermos, vamos analisar outro texto:

Em verdade vos digo que vos não conheço” (Mateus 25:12)

Nesse verso em Mateus 25:12, Jesus, como o noivo da parábola, dizia para as virgens infiéis e desobedientes que Ele não as conhecia. Pois bem, sabemos que Jesus é Deus e como Deus, além de onipresente e onipotente, Ele é onisciente. Ele conhece a todos. Mas a frase “não vos conheço” está ligada a outro sentido: remissão, novo nascimento, presença real do Espírito Santo na vida de cada um.

O termo grego usado para “conheço” é 'eido' que significa também “considerar”. Jesus considera aquele que faz a sua vontade e o tem como Senhor.

Quem o anjo da morte conheceu (ou considerou) na ultima praga sobre o Egito? O anjo conheceu os que tinham o sangue nas portas e luz em suas casas. Da mesma forma, Jesus, quando vier, conhecerá aqueles que estiverem cheios de seu Espírito Santo. Viver em espírito e em regeneração é viver com Jesus e se relacionar com Ele. "Quando vier, pois o Filho do Homem achará, pois, fé na terra?"

Como identificar alguém cheio do Espírito Santo? O indivíduo cheio do Espírito santo é aquele que ATENDE à voz do seu Senhor e o segue, fazendo a sua vontade. Vivendo o Evangelho, amando o próximo e honrando a Deus em testemunho vivo. É servir à igreja com alegria, é servir ao próximo com temor e amor, é se fazer servo o tempo todo, é ser luz para o mundo, é ser sal da terra e refutar o pecado e mostrar o Caminho ao pecador, é conseguir perdoar, é conseguir amar o que te odeia, é ser grato a Deus o tempo todo, é ter esperança na vinda de Cristo e transmitir essa mesma esperança, é amar e cuidar com extremo zelo de nossa família, é levar a Verdade aos cativos, aos pobres, aos pecadores, etc. Esse é o resumo da vontade de Deus. Não há um sequer que esteja cheio da presença do Senhor e permanece inerte diante da vontade de Deus.

Voltando para João 21:15-17, (na terceira pergunta de Jesus), Pedro entristecido respondeu: “Senhor, tu sabes de tudo” (conhece tudo). O Senhor conhece tudo, Ele sabe quem são seus. Ele sabe quão fraco somos, mas Ele mesmo nos fortalece e nos capacita para que possamos ouvir a sua voz.

Relacionar-se com Jesus é, enfim, obedecer (ouvir) a sua palavra, seguir o seu caminho e reconhecer que Ele conhece e sonda constantemente o nosso coração e vê a verdadeira intenção de nossa mente. Mesmo na nossa fraqueza e considerável limitação por sermos tão pecadores, Ele considera-nos como servos e amigos, pois vê o quanto queremos estar com Ele, apascentar o seu rebanho e realizar a sua Obra.

Quero finalizar dizendo que: Se relacionar com Deus não implica apenas pedir, mas também agir, fazer produzir, dar frutos. A oração é fundamental na vida do verdadeiro servo de Deus e, muitas vezes define o nível de intimidade que se tem com o Senhor, porém, ter vida com Deus sugere uma vida de obediência e trabalho.

Louvado seja o Senhor!


Gabriel Felipe M. Rocha

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Amor "Phíleo"

PARA OS QUE O AMAM:
Selecionados leitores do Blog Palavra a Sério, a paz! Esta postagem que aqui publico é antiga e como  tem surtido bons efeitos em redes sociais e o testemunho a respeito dela tem sido variado e maravilhoso naquilo que diz respeito à edificação pessoal, venho mais uma vez postá-la aqui. Boa leitura!
Disse-lhe terceira vez: Simão,filho de Jonas,amas-me ? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17)

Mas,como está escrito: As coisas que o olho não viu,e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (I Coríntios 2:9)


Pedro fazia parte do ciclo íntimo de Jesus e, como tinha um caráter maleável, estava ainda sendo tratado pelo Mestre. Permaneceu inconstante em todo o ministério de Jesus e assim foi até a sua morte na cruz quando o mesmo o negou três vezes.

Mas no capítulo 21 de João, Jesus havia já ressuscitado e se revelado a toda sua igreja e, sendo assim, Pedro seria intimamente tocado pelo Senhor Jesus. Interessante que Pedro estava satisfeito com o que seus olhos viam e com o que seus ouvidos ouviam, pois o mestre estava ali ressurreto e glorificado, tanto que na primeira pergunta de Jesus para ele foi fácil responder: 

Senhor, tu sabes que te amo”.

Mas, como Pedro era bastante maleável, no mesmo capítulo, no versículo 3, Pedro havia dito: “vou pescar”. Ainda não tinha entendido o seu chamado e a sua ordenação e, por pouco, voltava à pesca e ao lugar de onde Cristo havia o tirado. Diante de um momento confuso, Pedro estava regressando ao seu lugar de origem.

Mas Jesus estava ali e tinha um propósito na vida de Pedro, pois, embora seja fácil para nós esquecermos o chamado e as promessas de Deus, o mesmo Deus não muda e mantém firme a sua Palavra. Jesus chamava Pedro, então, para uma conversa que marcaria muito sua vida.

Jesus, diante da congregação, chama Pedro e pergunta: “
Simão Pedro, amas-me?”. 
Jesus queria ouvir da boca de Pedro sobre esse amor. 

Sobre o amor que Jesus questionou a Pedro na primeira e na segunda pergunta é importante afirmar que se trata de um amor interessante e maravilhoso. O termo usado foi “agapao” de “ágape”. Era um termo muito abrangente, tão abrangente que o homem Pedro teve certa facilidade em responder. O termo “agapao” de “ágape” nos ensina sobre um amor muito profundo e remete sempre ao amor de Deus ao homem, amor de Cristo à Igreja, etc. É aquele amor que estamos acostumados a cantar em louvores. Muitos estampam esse amor em camisas, outros falam tão facilmente em seus sermões. É o amor que um dia o Senhor Deus nos amou, por isso não requer de nós tão grande compromisso, afinal, Deus nos amou e isso não muda. Ele nos amou primeiro.
Trata-se também de um amor moral e social, mas, demonstra um amor profundo que levou o próprio Cristo se entregar pela Igreja. Não houve nenhum trabalho nosso para que fosse cumprido o plano da redenção, aliás, a única participação nossa foi no pecado que levou o Filho do Homem à cruz. Então, hoje nos é fácil abrir a boca e dizer: “Senhor, eu te amo”! Muitos fazem com sincera devoção, outros nem tanto.

Naquela circunstancia onde se encontrava Pedro estava fácil e propício responder a essas duas perguntas de Jesus: “te amo”, pois se tratava de um amor ainda superficial para Pedro (mesmo no seu significado profundo).

Muitos têm respondido as duas primeiras perguntas de Cristo, mas não conseguem responder a terceira.

As duas perguntas iniciais estão sendo respondidas nas camisas com inscrições de “Deus é fiel”, “eu amo Jesus”, nas bandeiras e faixas da ‘Marcha pra Jesus’, tem sido respondidas nos shows evangélicos onde muitos choram e se quebrantam de emoção, etc.

Essas duas primeiras perguntas não entristeceram a Pedro porque parecia óbvio responder naquela hora: “Eu te amo, Jesus”, pois Pedro estava ali cara a cara com o seu Mestre e no meio da congregação.
Mas, independente da resposta sendo fácil ou não, Jesus escutou-a com amor e disse: “APASCENTA AS MINHAS OVELHAS”. Jesus estava passando a responsabilidade para a Igreja, pois Ele iria ao Pai. A tarefa de levar o Evangelho e apascentar seria, a partir daquele momento, da Igreja. Mas para que esse trabalho venha a ser feito, temos que conhecer esse amor perguntando nas duas primeiras perguntas. Correspondia ao amor de Cristo à sua Igreja, agora a mesma igreja teria que amar e trabalhar para aqueles que ainda viriam pertencer ao rebanho de Deus, pois eram os amados e escolhidos do Senhor. 

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta
”. (1 Coríntios 13:1-7).

A obra de Deus é realizada com amor. 

Mas a terceira pergunta entristeceu muito a Pedro, porque se tratava já de outro tipo de amor, muito mais envolvente e que, diferente do amor nas duas primeiras perguntas, envolvia nesse a participação do crente. 

“Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me”?

O amor que foi empregado na terceira pergunta já era diferente das duas primeiras. Tratava-se do amor “phileo”.

Phileo, na verdade, é um resultado de ágape. Ágape é um termo abrangente e conhecido como um amor superior na cultura cristã, porem phileo é o amor ágape na prática diária. É a prova de que se ama de forma ágape. Poderíamos até arriscar dizer que ‘ágapao’ é um amor abrangente e teórico, teológico, ético, social e moral, mas, phileo é a prática disso tudo. Não parte e nem nasce propriamente do homem, mas lhe é dado para assumir sua posição de ‘crente’ e carregar a cruz. Sem esse amor (phileo) não se carrega a cruz de Cristo.

Significa: “gostar muito de alguém”, “querer viver com o outro”, “relacionamento”, “compromisso”, “amizade”, “pacto e amor”, enfim, “relacionamento”.

Jesus então, com a terceira pergunta, não quis saber de Pedro se o mesmo era simplesmente um cristão definido e convencido da verdade, mas quis saber se Pedro o amava a ponto de andar com Ele, se relacionar com Ele, ser amigo, ser íntimo, morrer pelo nome dele.

Isso entristeceu Pedro. Por certo, Pedro não se sentia ainda preparado. Poderíamos conjecturar que Pedro caiu em si nesse momento e viu que não era tão fácil a carreira que havia sido-lhe proposta.

Jesus perguntava dessa forma: “Pedro, quer ser meu amigo” ou “quer ter um relacionamento comigo” ou até mesmo “Pedro, quer viver só para mim”? Responder a essa pergunta é difícil demais...

Pedro nessa hora foi confrontado. Pois seu amor ainda não era um amor capaz de fazê-lo renunciar tudo (inclusive a vida) para viver a vida de Cristo.

Mas, seu coração se fez humilde e o seu homem interior já quebrantado com a presença de Deus disse: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Pois era isso que Pedro, mesmo não sendo tão capaz, queria.

Ele tinha o desejo de servir ao Senhor com toda a sua alma e entendimento. Foi assim também com Davi no salmo 139:23: “
sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos”.

Inclusive, na terceira pergunta Jesus se dirigiu mais intimamente, tocou na identidade de Pedro: “Simão, filho de Jonas”. Só quem teve a identidade confrontada um dia pelo Espírito Santo, pode realizar a obra do Senhor, fazendo a sua vontade e dele ser amigo. Na terceira pergunta, quando Jesus usava a expressão "phileo" e perguntava Pedro se esse queria, de fato, um relacionamento com Ele, Pedro se via incapaz de tal voluntariedade e é nesse momento que a graça de Deus se mostra, pois, sem dúvidas, é Deus quem nos escolhe e não nós a Deus. 
Mas, antes, há a remissão dos pecados, logo, o chamado para o serviço na obra de Deus. A resposta de Pedro ("senhor tu sabes tudo") mostra exatamente o seguinte: Deus conhece o que há e o que se passa em nós e apenas o seu poder remidor é capaz de restaurar e vivificar, de fato, o nosso coração. A tristeza de Pedro não foi vã diante da terceira pergunta. O verdadeiro arrependimento é marcado pela tristeza, aliás, a tristeza gera o arrependimento e, com Pedro, não foi diferente: para cuidar das coisas de Deus e estar inserido em seu plano e participar do seu Reino, o velho Pedro teria que morrer e um novo Pedro ressurgir. Não foi sem querer que Jesus disse o nome e, ainda, citou a origem de Pedro. Ele queria mostrar que o Pedro pescador ainda estava ali. Mas Jesus queria gerar em Pedro um novo viver.

Uma curiosidade: Jonas significa Pomba, uma tipologia do Espírito Santo. Quem tem nos gerado para uma nova vida? Se nascermos da água e do Espírito estamos prontos para apascentar (trabalhar para o nosso Senhor). Para respondermos a pergunta que Jesus fez a Pedro, devemos estar cheios da benção do Espírito Santo e viver em renovação, em novidade de vida.

O amor que Deus quer do homem é o amor phileo. Ele quer que o homem se relacione com Ele, tenha um compromisso com ele, seja amigo dele.

Já não vos chamarei servos [...] mas tenho vos chamado amigos [...]” (João 15:15)

É com esse amor que estaremos aptos para atender a vontade de Deus e cumprir o seu chamado em nossas vidas: “Apascenta as minhas ovelhas”. É um compromisso selado.

É com esse amor que podemos ser instrumentos do Senhor; é com este amor que caminhamos em intimidade com Deus e em comunhão com o Espírito Santo. É com esse amor que entendemos o que, de fato, é a obra do Espírito e quão suave ela é.

No versículo 18 do capitulo 21 de João, Jesus ainda dá pistas a Pedro de como ele morreria pelo Evangelho e ainda diz no verso 19: “segue-me”.

Jesus tem chamado para sua boa obra pessoas que vão o amar e honrar com suas próprias vidas, Ele tem chamado pessoas que vão (de verdade) renunciar a tudo pelo amor de seu Nome.

Independente das respostas de Pedro e das perguntas de Jesus nas três oportunidades, o pedido do Senhor foi o mesmo: APASCENTA OS MEUS CORDEIROS. O Senhor nos chamou para viver em favor de seu Reino e isso requer TRABALHO e serviço. Apascentar cordeiros era o chamado específico de Pedro. Deus, da mesma forma, tem um chamado específico para cada um de nós. Temos que realizar a obra...

Mas isso só será possível se estivermos firmes no amor ‘phileo’, a saber, no amor de Cristo e no genuíno envolvimento com as questões do Reino.

Finalizando:

Paulo, ao dizer que “aquilo que o ouvido não ouviu, nem o olho viu e o que não subiu ao coração do homem é o que Deus tem preparado”, ele quis mostrar que: Tudo que o Senhor tem preparado para aqueles que o amam está longe da pura razão e da limitação humana, mas, para aqueles que vivem no amor ‘phileo’, íntimos e amigos de Deus, receberão com certeza.

“Deus preparou para aqueles que o amam”

PARA ESSES, DEUS PREPAROU TUDO !

Não se turbe o vosso coração [...] na casa de meu pai há muitas moradas [...] eu vou preparar-vos lugar...” João 14:1-2-3

Gabriel Felipe M. Rocha


sábado, 13 de abril de 2013

MINISTÉRIO E CHAMADO



MINISTÉRIO E CHAMADO

Hebreus 5:4 - “Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão.”
Atos 20:24 -  “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. 

O chamado ao ministério é uma honra.Começamos nossos dias na presença do Senhor e no passar dos mesmos um anseio crescente foi tomando proporções grandiosas em nosso coração. Ver nossos pastores pregando nos dava um anseio de um estar ali. Fazer mais por cada irmão e irmã em Cristo.
Paulo nos fala de um ministério que recebeu do Senhor Jesus. Sua experiência transcendia a coisa comum religiosa.Nada podia dizer ao contrário a respeito de seu encontro com o Senhor e o fato de ser chamado um vaso nas mãos de Deus para testemunho e anunciação do evangelho da Graça (Atos 21:19 E, havendo-os saudado, contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios).
Ora, temos aprendido nessa Obra do Espirito Santo que o chamado é de Deus e não de homens. Assim, vivemos uma experiência tal como Paulo. Cada um teve a marca do encontro com o Senhor. É inegável. Se esse chamado é de Deus e não de homens e sabendo que Deus não é Deus de confusão sabemos que primeiro devemos a Ele nossa fidelidade e depois a cada ovelha nos confiada nesse ministério (Romanos 11:13 Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério; . I Pe 5:2 – “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele “).

Paulo, expressa que seu ministério e apostolado eram para os gentios. Seu dever era com a palavra de Deus e atendimento ao plano eterno de Salvação. (Atos 21:19 E, havendo-os saudado ,contou-lhes por miúdo o que por seu ministério Deus fizera entre os gentios). 
Spurgeon, um dos maiorespregadores Batista, se referindo a obra do ministério disse:
“Ora, nem todos de uma igreja podem superintender ou governar; alguns têm que ser dirigidos ou governados. E cremos que o Espírito Santo designa na igreja de Deus alguns para agirem como superintendentes, e outros para se submeterem á vigilância de outros, para o seu próprio bem. Nem todos são chamados para trabalhar na palavra e na doutrina, ou para serem presbíteros, ou para exercerem o cargo de bispo. Tampouco devem todos aspirar a essas obras, uma vez que em parte nenhuma os dons necessários são prometidos a todos. Mas aqueles que como o apostolo (Paulo), crêem que receberam “este ministério” [II Co 4:1],devem dedicar-se a essa importantes ocupações.”
            Ainda a respeito do chamado no antigo testamento, servos de Deus, foram separados para ministrarem como profetas de Deus e notadamente assumiram o posto de pastores do povo:

§  Isaías: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós...Eis-me aqui, envia-me a mim “ (Is 6:8)
§  Jeremias: “Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei...Então disse eu: Ah Senhor Jeová! Eis que não falar; porque sou uma criança. Mas o Senhor me disse: Não digas: eu sou uma criança; porque aonde quer que eu te enviar, irás, e tudo o quanto de mandar dirás...“ (Jr 1:4-10)
§  Ezequiel: “E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo... em te enviou aos filhos de Israel, ás nações rebeldes que se rebelaram contra mim, até este mesmo dia... Filho do homem dizei-lhe a minhas palavras“ (Ez 2:1-3; 3:1-4)
Observemos que no novo testamento Deus nos trata como despenseiros dosmistérios de Cristo. Estes são aqueles que tomam conta da propriedade dealguém, e se quiser tomar conta da propriedade de alguém sem o devido chamadodesagradará a dono da mesma (I Co 4:1).
§  Tito recebeu a exigência de só reconhecer como ministros aqueles Tt 1:5 - “...constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível..”
§  A Timóteo foi exigido que não se precipitasse a reconhecer alguém como ministro sem que antes houvesse provas do chamado.
I Tm 5:22 – “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice depecados de outrem.”
Deus é soberano e decide o vaso que quer utilizar. Ele não escolhe qualquer vaso, ele mesmo descreve o tipo de vaso escolhido por ele:
II Tm 2:21 - “vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra”
O chamado de Paulo é um exemplo de como Deus escolhe os vaso que usa. At. 9:15 - “Este é para mim uma vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios.”
Ef 4:11 – “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,”
Colossenses 4:17 E dizei a Arquipo: Atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para que o cumpras.

Deus é quem chama e constitui seus verdadeiros pastores dando-os a suas igrejas comissionando os para um excelente ministério. O chamado é Dele e para Ele. Nenhuma Igreja como denominação pode ir contra esse chamado nem mesmo ela por si mesma pode desqualificar esse chamado correndo o risco de ir contra a palavra de Deus. Cremos sim que o pastor dentro da sua denominação pode sim ser chamado e ou censurado pelo presbitério e ou convenção na medida que deve ser corrigido em seus atos pastorais quando trazem prejuízo para o rebanho do Senhor e ou até mesmo amparado nas suas necessidades. Em certo texto escrito por alguém (não tem a identificação) achamos a seguinte afirmação:  

“O não atendimento das orientações do Senhor dadas pelo seu corpo caracteriza o insubordinado e desordenado impedindo-o de permanecer no corpo.”

É evidente que aqui há uma incoerência, pois não é o corpo que ordena, mas sim o cabeça e este é Cristo. As orientações do Senhor estão determinadas na palavra de Deus.O corpo as administra e vive por elas doutrinariamente. Veja bem e se estas orientações forem contrárias a palavra de Deus? Contrárias a sua graça e misericórdia?  O que se faz? Então somente a palavra de Deus pode determinar orientações seguras para o servo. A igreja romana agiu da mesma forma no passado e no presente onde o governo papal e de seus bispos tem o mesmo poder para determinar os rumos da Igreja e ainda pior dá a este governo humano a autoridade até superior a palavra de Deus, pois suas determinações por muito suplantam determinações da Bíblia.
 O pastor foi chamado pelo Senhor e não pela vontade humana de uma denominação embora,sabemos que isso acontece muito mas aqui tratamos de chamado de Deus. Talvez dentro dela, mas, pelo Senhor. O Senhor deu seus pastores à Igreja. Tirou do meio do rebanho e os apresentou a este um dia. A negação desse chamado só pode ser feito pelo próprio pastor seja por sua negligência, por causa de pecado seu ou recusa em atendimento a determinação da palavra de Deus o que em si é também uma negligência. Esses assumem um grave peso sobre suas almas e aí sim devem ter repreenda da Igreja quanto mais do Senhor.Outra vez o escritor do texto citado acima escreve:

“A ordenação é feita no propósito de unidadepara que os momentos de vacilação do homem o conjunto mantenha o equilíbrio. OPresbitério é o conjunto que não quer e não aceita as determinações da mente eda carne antes vive e prega as decisões por fé embora mais difíceis...”  

Aqui nãopodemos discordar embora saibamos que o presbitério e outras convenções écomposto por homens falhos (ninguém é perfeito) também e se é composto porhomens falhos pode falhar. Aqui então invocamos novamente a palavra de Deuscomo regra de segurança fundamental para que não sejamos transtornados na nossafé. Em tempo lembramos a experiência papal onde esse assumiu tal grandeza queum dogmas católicos reza que o papa como representante de Deus sobre a terranão falha (dogma da infalibilidade papal).

 João 10:12 Mas o mercenário, e o que não épastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge;e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas.
II Corintios 6:3
 Não dando nós escândalo em coisa alguma, paraque o nosso ministério não seja censurado;
            Resta nos o conselho:
At20:28 - “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos [pastores], para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.”
O verdadeiro ministério deve vir de Deus e não da parte dos homens Gl 1:1 – “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos,”
Spurgeon disse: “Não entre no ministério se puder passar sem ele “ – “...A Palavra de Deus deve se um fogo em nossos ossos, do contrário, se nos aventurarmos ao ministério, seremos infelizes nisso, seremos incapazes de suportar as diversas formas de abnegação que lhe são próprias, e prestaremos pouco serviço àqueles aos quais ministramos”.
O pastor deve se identificar como:

§  Alguém que tem o chamado interior da parte do Espírito Santo e o chamado reconhecimento exterior da igreja, e que foi devidamente consagrado para proclamar o evangelho; (At 13:2-4);
§  O Pastor deve se-lo(apascentador) pelo Espírito Santo para pastorear a Igreja de Deus. (At 20:28; I Pe 5:1-4; Ef 4:11))
§  Ele tem uma comissão sublime e de alta responsabilidade: Pastorear o rebanho de Deus (I Pe 5:2)
§  Ele é o guia do rebanho, e o guia basicamente através da pregação da Palavra (Hb 13:7)
§  Ele vela pelas almas orientando-as e alertando-as pela pregação oda Palavra (Hb 13:17)
§  Quem tem um alvo: Uma igreja plenamente madura servindo de todo coração ao Senhor. Alguns trechos acima do trabalho do PR. JOSÉ LAÉRTON(IBR EMANUEL – 30/abril/99)

Pastor David/ ICM -Caratinga-MG, 12 de abril de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

O ALIMENTO DE JESUS


O ALIMENTO DE JESUS

Por Gabriel Felipe M. Rocha


“E, entretanto os seus discípulos lhe rogaram,dizendo: Rabi, come. Ele, porém, lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém algo de comer? Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra” (João 4:31-34)

Esta mensagem pode ser vista também no endereço: http://servirjesus.com.br/promotion/372/  

(M.Web. Servir Jesus)

 

Uma das razões do fracasso espiritual de muitos obreiros e servos do Senhor está na sua comida, ou seja, do que tem se alimentado (diariamente).

Observe a qualidade do alimento do Senhor Jesus. Em primeiro lugar, Ele se alimentava de fazer a vontade daquele que o enviou. Esse é o ‘arroz com feijão’ do Evangelho, é a base diária que faz uma pessoa suportar o peso das lutas, tribulações, perseguições e calúnias que ela passará, inclusive quando estiver fazendo a obra de Deus.

Fazer a vontade de Deus nada mais é do que sacrificar a sua vontade, obedecendo a Palavra nas coisas mais básicas do seu dia-a-dia. Fazer a vontade do pai é negar a si mesmo e seguir Jesus, o Verbo, a Palavra viva do Pai.

Fazer a vontade do Senhor, portanto, é: alimentar-se de Jesus. Jesus é a expressão da vontade de Deus. Deus, no início, fez a terra e os céus por sua vontade e com sua PALAVRA. O verbo da vontade do Pai é seu Filho, Jesus. É dele que nos alimentamos diariamente. Desse pão vivo que desceu do céu. Alimentamos-nos, porém, trabalhando de uma forma dinâmica para a Vida Eterna fazendo firme a nossa vocação.

O relacionamento com Deus inclui jejuns, relacionamento com sua Palavra, oração a todo o tempo, madrugadas, gratidão, entendimento de nossa posição miserável como humanos e simples mordomos e disposição para servir, às vezes até sem palavras, mas em pensamentos, buscando sempre saber qual é “a boa, perfeita e agradável vontade de Deus’’ para a sua vida. Além de uma vigilância constante no que se fala, ouve, vê, pensa e sente. Este é o alimento mais nutritivo que um ser humano pode ter para crescer espiritualmente saudável.

Lembre-se que: quando Jesus, na Ceia, pegou o pão e vinho e entregou-os aos discípulos, ele estava transferindo a sua comida (simbolizando Ele mesmo). Ele ia se entregar por nós. Hoje a nossa comida é a mesma dele. “Não mais vive eu, mas, Cristo vive em mim”. Todo o dia carregamos nossa cruz.

Em segundo lugar, o Senhor Jesus se alimentava de “realizar as obras do Pai”.  Ele manifestava a fé com força total, curando, libertando e anunciando as boas novas do Reino. Hoje, o nosso alimento é o mesmo: servir! Não mudou. Precisamos realizar a OBRA do Pai. Trabalhar e servir nessa OBRA Redentora, comprada com sangue. Jesus se alimentava disso, por isso foi forte espiritualmente para vencer a morte na cruz. Quer vencer também a morte? Sirva-se do pão. Sirva ao pai. Ouça sua voz, ouça o que “o Espírito diz às igrejas”.

Somos o Corpo de Cristo, Precisamos nos alimentar daquilo que JESUS se alimenta, fortalece todo o corpo. A Igreja Fiel é fortalecida hoje porque Jesus fez a vontade do pai num gesto muito nobre e caro. E hoje comemos desse pão, bebemos desse vinho, a presença real e eficaz do Espírito Santo em nossas vidas que, nos mostra o caminho e nos unge para servir e fazer a vontade daquele que o enviou.

No texto diz que a comida é: REALIZAR sua OBRA. No original grego, ‘realizar’ enquadra um contexto de: dedicar-se por inteiro e num tempo gramatical dinâmico. Estar forte e alimentado é estar envolvido com os negócios do Pai. Davi foi ungido rei no momento que ‘cuidava das coisas do pai’.

Foi assim no início do ministério de muitos e na vida espiritual de muitos obreiros e servos.  Estavam fortes, saudáveis, no primeiro amor e prontos para a boa obra, mas com o tempo começaram a se alimentar apenas com a prática das boas obras e não com a vontade de Deus (revelação), com isso foram se enfraquecendo e acabaram caindo pelo caminho.

Visto que, se não nos alimentarmos, ficaremos sujeitos a todos os tipos de doenças, e assim também é o nosso espírito, sem o alimento necessário ele estará sujeito aos maus espíritos.

Não é isso que temos visto nos últimos dias?

Engano, apostasia, heresia, queda espiritual, etc.

ATENÇÃO! OBREIROS, PASTORES, LÍDERES, PRESBÍTEROS, DIÁCONOS, ENFIM, SERVOS DO SENHOR.

A PERGUNTA É:

QUAL TEM SIDO O SEU ALIMENTO DIÁRIO?

“mas esforçai-vos e não desfaleçam as vossas mãos, porque a vossa obra tem uma recompensa”.  II Cr 15:7

A PAZ DO SENHOR JESUS !!!

Gabriel Felipe M. Rocha