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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O Espírito Santo ministra aos crentes

O Espírito Santo ministra aos crentes

       "Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar." 
(JOÃO 16.13,14) 
        Antes da paixão de Jesus, Ele prometeu que o Pai e Ele enviariam a seus discípulos "outro Consolador" (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7). O Consolador ou Paráclito (ou Paracleto, da palavra grega parakletos, que significa o que dá auxílio), é um ajudador, conselheiro, fortalecedor, estimulador, aliado e advogado. Outro indica que Jesus foi o primeiro Paráclito e está prometendo um substituto, que, após sua partida, continuará o ensino e o testemunho que Ele havia iniciado (Jo 16.6,7).
       O ministério do Paráclito, por sua própria natureza, é um ministério pessoal e relacional, implicando a plena pessoalidade de quem o consuma. Embora o Velho Testamento tenha dito muito acerca da atividade do Espírito na Criação (por exemplo, Gn 1.2; Sl 33.6), na revelação (p. ex., Is 61.1-6; Mq 3.8), na capacitação para o serviço (p. ex., Êx 31.2-6; Jz 6.34; 15.14,15; Is 11.2), e na renovação interior (p. ex., Sl 51.10-12; Ez 36.25-27), ele não torna claro que o Espírito é uma Pessoa divina distinta. No Novo Testamento, contudo, fica claro que o Espírito é verdadeiramente uma Pessoa distinta do Pai, assim como é o Filho. Isto é evidente não somente pela promessa de "outro Consolador", mas também pelo fato de que o Espírito, entre outras coisas, fala (At 1.16; 8.29; 10.19; 11.12; 13.2; 28.25), ensina (Jo 14.26), testemunha (Jo 15.26), busca (1Co 2.10,11), determina (1Co 12.11), intercede (Rm 8.26,27), é alvo de mentira (At 5.3), e pode ser afligido (Ef 4.30). Somente de um ser pessoal podem ser ditas tais coisas.
       A divindade do Espírito surge da declaração de que mentir ao Espírito é mentir a Deus (At 5.3,4), e da associação do Espírito com o Pai e o Filho nas bênçãos (2Co 13.13; Ap 1.4-6) e na fórmula do batismo (Mt 28.19). O Espírito é chamado "os sete espíritos" em Apocalipse 1.4; 3.1; 4.5; 5.6, em parte, parece, porque sete é um número que significa a peifeição divina e, em parte, porque o Espírito ministra em sua plenitude.
       Portanto, o Espírito é "Ele", não "ele", e deve ser obedecido, amado e adorado, juntamente com o Pai e o Filho.
       Testemunhar a Jesus Cristo, glorificá-lo, mostrando a seus discípulos quem e o que Ele é (Jo 16.7-15), e fazê-los cônscios do que são nele (Rrn 8.15-17; Gl 4.6) é o ministério central do Paráclito. O Espírito nos ilumina (Ef 1.17,18), regenera (Jo 3.5-8), guia-nos à santidade (Rm 8.14; Gl 5.16-18), transforma-nos (2Co 3.18; Gl 5.22,23), dá-nos certeza (Rm 8.16), e dons para o ministério (1Co 12.4-11) e guia a Igreja para o Triunfo final com o Noivo (Jesus Cristo). Todo trabalho de Deus em nós, tocando nossos corações, nosso caráter e nossa conduta, é feito pelo Espírito, embora aspectos desse trabalho sejam, às vezes, atribuídos ao Pai e ao Filho, de quem o Espírito é executivo.
       O pleno ministério do Espírito começa na manhã do Pentecoste, logo depois da ascensão de Jesus (At 2.1-4). João Batista predisse que Jesus batizaria com o Espírito Santo (Mc 1.8; Jo 1.33), de acordo com a promessa do Velho Testamento de um derramamento do Espírito de Deus nos últimos dias (Jl 2.28-32; cf. Jr 31.31-34), e Jesus havia repetido a promessa (At 1.4,5). A significação da manhã do Pentecoste foi dupla: ela marcou o início da era final da história do mundo antes do retorno de Cristo, e, comparada com a era do Velho Testamento, marcou uma formidável intensificação do ministério do Espírito e da experiência de viver para Deus.
       Os discípulos de Jesus foram evidentemente crentes nascidos do Espírito antes do Pentecoste, de sorte que seu batismo no Espírito, que trouxe poder à sua vida e ministério (At 1.8), não foi o começo de sua experiência espiritual. Para todos, porém, que chegaram à fé desde a manhã do Pentecoste, começando com os convertidos naquele evento, o recebimento do Espírito na plena bênção da nova aliança tem sido um aspecto de sua conversão e novo nascimento (At 2.37; Rm 8.9; 1Co 12.13). Todas as aptidões para o serviço que surgem subsequentemente na vida de um cristão devem ser vistas como a seiva emanada desse batismo espiritual inicial, que une vitalmente o pecador ao Cristo ressurreto.


Igreja Presbiteriana do Brasil/ Alfenas-MG

sábado, 4 de outubro de 2014

O outro consolador, Espírito Santo

O outro consolador, Espírito Santo
Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador(Jo 14.16)

Para que o Espírito fosse enviado, Jesus precisaria consumar a sua obra primeiro. Sua obra consumada foi a obra da cruz, noderramamento do sangue e na garantia de nosso livre acesso. Jesus esteve com os discípulos por cerca de 3 anos. Ele precisava partir para o santuário celestial onde continuaria sua obra de intercessão pelo seu povo até o último dia, mas os discípulos não ficariam sozinhos nesse ínterim, pois Jesus disse: “Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador” (Jo 14.16). Jesus foi o grande consolador de seus discípulos. A palavra grega para consolador é parakletos, e significa literalmente “aquele que está ao lado de”. Mas, agora, ele precisava partir, e não poderia mais permanecer ao lado de seus discípulos. Entretanto, não deixaria seus discípulos sozinhos, pois mandaria um companheiro para seus amigos: o Espírito Santo. A partir daquele momento Jesus seria o consolador (parakletos) no céu (1Jo 2.1), intercedendo por seus discípulos de lá, enquanto que o Espírito seria o consolador (parakletos) na terra, também intercedendo e cuidando dos discípulos aqui (Rm 8.26). Não poderia haver bênção maior para o povo de Deus do que ter, não um, mas dois “consoladores”.
Por várias vezes Jesus advertiu seus discípulos de que precisava partir. Um dos motivos principais é que somente após sua partida poderia enviar o outro Consolador (Ver Jo 7.38-39). Enquanto Jesus não fosse glorificado, o Espírito Santo não poderia ser enviado, por isso Jesus disse aos discípulos: “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei” (Jo 16.7). Era necessário que Cristo subisse aos céus e se assentasse à direita do trono de Deus, e assim glorificado, enviasse o Espírito Santo aos discípulos.
Era muitíssimo necessário que o Espírito viesse. Além de substituir Jesus, ele teria funções extras. Seria sua função lembrar aos discípulos as coisas que Jesus havia dito (Jo 14.26). Também fazia parte de sua obra convencer o mundo do pecado da justiça e do juízo (Jo 18.8). Em tudo isto, o Espírito não agiria de forma independente, pois sua função era glorificar o próprio Jesus, exaltando sua pessoa, seu poder e sua obra (Jo 16.14). Esse é um ponto de máxima importância, pois é comum, nos dias atuais, as pessoas enfatizarem mais a pessoa e a obra do Espírito Santo do que a do Pai e a do Filho. É verdade que o Espírito Santo não foi considerado como devia ao longo da história da igreja, porém, é um erro querer enfatizar a obra do Espírito acima da obra de Jesus. Como enfatizam erroneamente? Quando alguns grupos dão ênfase à curas, dons em excesso e manifestações espirituais em primeiro plano e a Palavra sempre em segundo. O mistério da TRINDADE é que: o  PAI, o FILHO  e o ESPÍRITO SANTO caminham juntos na realização da Obra de Redenção, cuja ênfase é o trabalho de remissão e redenção do Espírito Santo para a dia final. O Espírito santo, na Igreja, revela a Jesus e anuncia seu reino, sua volta e seu triunfo. A função do Espírito seria a de testemunhar de Jesus. Jesus disse: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.14). Lloyd-Jones tem algumas palavras interessantes nesse sentido: “Ao meu ver, esta é uma das coisas mais espantosas e extraordinárias acerca da doutrina bíblica sobre o Espírito Santo. Ele parece esquivar-se e ocultar-se. Ele está sempre, por assim dizer, focalizando o Filho”14. De fato, a obra do Espírito Santo não é glorificar a si mesmo e, tampouco, uma igreja específica. Ele é como um holofote, sua função é iluminar, mas não a si mesmo, e sim a pessoa de Jesus. Ele quer glorificar o Senhor Jesus, nos dando conhecimento dele e de seu amor por nós. Por essa razão, Lloyd-Jones está certo em afirmar que podemos saber o quanto temos do Espírito de acordo com o quanto consideramos o Senhor Jesus15. Como as pessoas não têm olhado para essa obra do Espírito, e têm focalizado excessivamente nele como um “fim em si mesmo”, podemos dizer que ele continua esquecido, muito embora as livrarias estejam cheias de livros a respeito do poder e da influência vencedora do Espírito.
Jesus disse que o Espírito Santo seria enviado para estar sempre com os discípulos, ou seja, eles não poderiam viver sem este Espírito. Isso nos fala da importância do Espírito Santo para a vida do crente. Não dá para conceber um crente sem o Espírito Santo, pois ele é absolutamente vital para que o crente conheça Jesus e receba a salvação. Por isso o Espírito Santo é simbolizado pelo sangue de Cristo que dá vida ao Corpo. Aliás, não há crente genuíno que não congrega no Corpo de Cristo. Um crente sem o Espírito Santo em hipótese alguma pode ser crente verdadeiro, pois a presença do Espírito Santo na vida dos discípulos é a garantia de que, de fato, conhecem a Jesus e pertencem a ele (Ver Rm 8.9, Ef 1.13-14).

Artigo Igreja Presbiteriana de Alfenas- MG

A súplica do Espírito Santo

A súplica do Espírito Santo
(Charles Haddon Spurgeon)

Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações”. Hebreus 3:7-8

As circunstâncias peculiares nas que agora nos encontramos como congregação exigem de mim que meus discursos sejam dirigidos principalmente aos não convertidos, com o objetivo de que aqueles qu despertaram se decidam, que os que seguem sendo impassíveis sejam despertados, e para que em nossa volta se propague um desejo de se buscar ao Senhor. Podemos deixar nesse momento as noventa e nove ovelhas no deserto durante um breve tempo para irmos atrás da ovelha que se perdeu. Usualmente é nosso dever alimentar os filhos, mas podemos deixar isso para outras agências durante um tempo, para que possamos distribuir alimento aos que perecem de fome. Essas épocas de avivamento não duram para sempre; vem e vão, portanto, elas precisam ser aproveitadas ao máximo enquanto estão conosco. O lavrador nos diz que se deve preparar o feno enquanto o sol brilha, e nós também devemos nos ocupar no trabalho indicado em cada temporada, e a mim me parece que esse dever aponta agora na direção dos indecisos. Enquanto Deus fale com tamanho poder, devemos rogar aos homens que ouçam Sua voz. Claramente é sábio que digamos:
“Amém” ao que Deus disse, pois quando nossa palavra concorda com a do Senhor temos a segurança de que ela será frutífera, já que Sua palavra não pode voltar para Ele vazia. Portanto, o tema de meu sermão essa manhã será de nosso autor de hinos –
“Ouçam a Deus enquanto Ele fala; por isso ouçam-no hoje;
E orem enquanto Ele ouve, orem incessantemente.
Creiam em Sua promessa, confiem em Sua palavra,
E quando Ele manda, obedeçam Seu grande Senhor.”
Escolho meu texto com a viva esperança de que Deus o abençoe, e espero que o povo do Senhor batize o texto em torrente de ansiosas lágrimas pelos não convertidos.
O primeiro ponto que temos para nossa consideração é: A VOZ ESPECIAL DO ESPÍRITO SANTO. “Como o Espírito Santo diz: Se ouvires hoje sua voz.” O apóstolo cita o Antigo Testamento; mas não é frequente que cite dessa maneira particular. No próprio capítulo que segue, referindo-se a mesma passagem, ele usa a expressão: “Dizendo... por meio de Davi,” e menciona o autor humano do Salmo; porém, nesse caso, para dar ênfase especial à verdade, cita unicamente o autor divino: “Como diz o Espírito Santo.” É certo que essas palavras são aplicáveis a toda passagem da Escritura, pois podemos dizer a respeito de todos os livros inspirados: “Como disse o Espírito Santo”; porém, aqui se usa intencionalmente isso para que a passagem tenha um maior peso para nós, pois, de fato, o Espírito Santo não somente fala assim no Salmo 95, mas que constitui uma invariável expressão Sua. O Espírito Santo disse, ou segue ainda dizendo: “Ouçam hoje sua voz.” Ele revelou certa doutrina em uma ocasião e uma verdade ainda mais profunda em outra oportunidade, segundo era necessário, ou segundo Seu povo estivesse preparado para elas; porém, essa asseveração particular é para todo tempo e para cada dia de graça. O Espírito Santo, por meio de Paulo, como antes por meio de Davi, disse: “Hoje”. Sim, essa é a carga que ainda coloca sobre Seus servos ministrantes. Em todo lugar eles rogam e persuadem aos homens dizendo “Se ouvires hoje sua voz, não endureçais vossos corações”.

Como o Espírito Santo fala dessa forma? Primeiro, Ele fala nas Escrituras. Cada mandamento da Escritura exige uma obediência imediata. A lei de Deus não nos é dada para ser posta em uma gaveta e para que a obedeçamos em algum tempo futuro da vida; o Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo tampouco tem por meta que lhe prestemos atenção na hora undécima e que o desatendamos durante as primeiras dez horas. Sempre que o Espírito Santo exorta, Ele fala no tempo presente, Ele manda que nos arrependamos agora, ou que creiamos agora, ou que busquemos agora ao Senhor. Eu lhes suplico que cada vez que leiam a Bíblia, recordem sempre que é o Espírito do Deus vivente quem ali os exorta a render uma obediência imediata. Os chamados da palavra inspirada não são de Moisés, Davi, Paulo ou de Pedro, antes são as solenes afirmações do Espírito Santo que fala através deles. Quanta dignidade essa verdade confere à Santa Escritura, e com que solenidade reveste nossa própria leitura dela! Contristamos o Espírito Santo colocando reparos enganosos à Escritura, tratando ela com irresponsabilidade, rebatendo suas doutrinas ou descuidando de suas admoestações; e isso é entrar em um terreno muito perigoso, pois ainda que Ele é paciente e compassivo, recordem que do pecado contra o Espírito Santo se afirma: “Nunca será perdoado”. Nem todo pecado contra o Espírito Santo é imperdoável; demos graças a Deus por isso; mas existe um pecado contra o Espírito Santo que não será perdoado jamais, portanto, quando o vejamos, estamos pisando em um terreno muito delicado, e isso fazemos se no momento de ler Sua palavra consideramos que Seus ensinos são assuntos triviais. O Espírito Santo também fala ao nosso coração quando estamos com a vida firmada em Deus, em santidade e compromisso com o Reino. Se existe uma aliança com Deus, Ele fala. Cuidem-se, digo-lhes, vocês que contam com Bíblias em seus lares e entre os quais a palavra do Senhor abunda como o pão, cuidem-se do tratamento que dão a Palavra, pois, ao rejeitarem-na, não só estão rejeitando a voz dos apóstolos e dos profetas, mas sim a própria voz do Espírito Santo. O Santo Espírito diz: “Hoje”. Ele manda que Seu povo se apresse e que não se demore em guardar os mandamentos de Deus, e ordena aos pecadores que busquem ao Senhor enquanto Ele possa ser achado, e que o invoquem enquanto está perto. Ó, que vocês ouçam Sua voz de advertência para que vivam.

A Era do Espírito Santo

A Era do Espírito Santo
 "Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado" (João 7: 38-39)

A vinda do Espírito marcaria uma nova era para o mundo, e especialmente para a igreja. Há muito tempo Deus vinha anunciando através dos profetas a chegada de uma era espetacular. Essa era foi identificada como um derramamento especial do Espírito Santo. Apesar do Espírito já estar em atividade durante todo o período do Antigo Testamento, como disse Stott, “mesmo assim, alguns profetas predisseram que nos dias do Messias, Deus concederia uma difusão liberal do Espírito Santo, nova e diferente, bem como acessível a todos”5. Isaías profetizou que depois de um tempo de muita destruição para o povo de Israel, onde os palácios seriam abandonados, as cidades ficariam desertas, as torres seriam destruídas, finalmente, Deus derramaria o “Espírito lá do alto”; então, toda uma renovação aconteceria (Is 32.14-15). Esse derramar do Espírito passou a ser uma das grandes expectativas escatológicas do povo de Deus. Isaías fala ainda: “Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” (Is 44.3). Ezequiel foi ainda mais específico sobre esse derramamento: “Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ez 36.27). E Joel fala da amplitude desse derramamento: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias” (Jl 2.28-29). Toda a expectativa sobre o derramamento do Espírito pode ser vista nas palavras de João Batista no início de seu ministério: “Eu vos tenho batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo” (Mc 1.8). João Batista anunciou que a profecia do Antigo Testamento, sobre o derramar do Espírito Santo, logo se cumpriria na pessoa daquele a quem ele anunciava, o Senhor Jesus Cristo. E o próprio Senhor, após a sua ressurreição, disse aos Apóstolos: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). Jerusalém seria o local onde finalmente o Espírito prometido viria. Bruner enfatiza a importância de Jerusalém nesse ponto: “Para receberem o Espírito Santo, os apóstolos são ordenados a não se ausentarem de Jerusalém. Jerusalém, no conceito de Lucas, será o local do penúltimo evento da história da salvação antes do último evento: a volta de Cristo”6. Jerusalém é a cidade escolhida para que a antiga profecia se cumpra, e assim, o Espírito prometido venha sobre o povo escolhido. Por isso, no dia do Pentecostes, Pedro claramente entendeu que a promessa havia se cumprido. Percebemos isso por suas palavras: “Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne” (At 2.16-17). Sobre essa base, ele teve a coragem de proclamar à multidão que o ouvia: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2.38-39). O perdão dos pecados e o dom do Espírito eram promessas divinas que haviam acabado de se cumprir naquele dia. A última expressão de Pedro de que a promessa era para todos os que “Deus chamar”, aponta para o aspecto universal da promessa do Espírito. Joel já havia dito que o derramamento seria sobre todo tipo de pessoas, incluindo jovens, velhos, homens, mulheres, servos e servas (Jl 2.29). Independente de idade, sexo, raça e classe social, o dom incluía todos os que se arrependessem e cressem7. Agora Pedro começa a alargar ainda mais a tenda, pois começa a antever a possibilidade de que outros povos sejam incluídos.
Percebemos, portanto, que desde o Antigo Testamento, sempre houve uma promessa divina de enviar o Espírito Santo a fim de iniciar uma era diferente, a Era do Espírito. O Espírito viria habitar de forma mais plena e universal o povo de Deus, que não mais seria limitado a uma nação, pois englobaria pessoas de todas as tribos, raças, línguas e nações. O momento quando aquela promessa fosse cumprida seria um momento ímpar, um momento único na história da salvação.
5 John Stott. Batismo e Plenitude do Espírito Santo, p. 17.
6 F. D. Bruner. Teologia do Espírito Santo, p. 126.
7 Ver John Stott. Batismo e Plenitude do Espírito Santo, p. 20.
O Espírito no Antigo Testamento
Se os profetas anunciaram um tempo especial quando o Espírito seria derramado, isso significa que o Espírito não estava em atuação no Antigo Testamento? Quando pensamos no Espírito Santo, logo nos lembramos do dia de Pentecostes quando Deus enviou o Espírito do céu, e ele encheu os discípulos de Jesus e os capacitou para a tarefa de pregar o Evangelho em todo o mundo. Sabemos que a partir daí a Igreja Cristã começou a se desenvolver, e também que o Novo Testamento passou a ser proclamado. Mas onde estava o Espírito Santo durante o tempo do Antigo Testamento? Qual foi a atuação dele desde o início do mundo? Sendo o Espírito Santo a terceira pessoa da Trindade, não devemos pensar que ele estivesse inativo durante todo esse tempo. Jesus disse aos discípulos que enviaria o Espírito Santo (Lc 24.49), e que eles deveriam esperar essa vinda. Precisamos entender em que sentido a vinda do Espírito caracterizaria uma novidade em relação a atuação do Espírito no Antigo Testamento.
Capacitações especiais
O Espírito Santo atuava nos seres humanos no Antigo Testamento. Uma das tarefas específicas do Espírito Santo era capacitar o homem para realizar certas tarefas. Assim, um homem chamado Bezalel foi capacitado por Deus para confeccionar os objetos que seriam postos no Tabernáculo. Deus disse: “E o enchi do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento, em todo artifício para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, para toda sorte de lavores” (Ex 31.3-5). Da mesma forma, Sansão foi cheio desse Espírito para realizar prodígios, como está relatado em Juízes 14:6, quando matou um leão: “Então, o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que ele o rasgou como quem rasga um cabrito, sem nada ter na mão”.
O Espírito também dava “força” num outro sentido. Os profetas Ageu e Zacarias encorajaram o povo na obra da reconstrução de Jerusalém e do templo, falando sobre a presença do Espírito Santo. Ageu disse em nome do Senhor: “O meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (Ag 2.5). Esse Espírito era a garantia de que a obra seria realizada, conforme Zacarias também profetizou: “Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos” (Zc 4.6). Da mesma forma os Juízes e os Reis governaram sobre Israel através da unção do Espírito Santo (Ver Nm 27.18; Jz 3.10; 1Sm 16.14), que fazia com que homens simples pudessem desempenhar ofícios de governantes. Porém, como diz Hodge,
Todas essas operações são independentes das influências santificadoras do Espírito. Quando o Espírito veio sobre Sansão ou sobre Saul, não foi com o intuito de torná-los santos, mas para dotá-los com extraordinário poder físico e intelectual; e, quando lemos que o Espírito se afastou deles, isso significa que eles foram privados dos dons extraordinários8.
Não devemos confundir essas manifestações do Espírito com a obra da Conversão.
O Espírito e a conversão
Mas será que isso quer dizer que o Espírito não agia para a salvação das pessoas no Antigo Testamento? A esse respeito, um texto de Jesus é bastante discutido. Jesus disse certa vez aos Apóstolos: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16-17). Essas palavras de Jesus têm dado margem para muitos imaginarem que o Espírito Santo não habitasse dentro dos crentes no Antigo Testamento, especialmente quando consideradas em conjunto com as palavras de Jesus registradas em João 7.38-39: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. Esses textos parecem indicar que os crentes do Antigo Testamento não tinham o Espírito, mas isso é uma impossibilidade. A opinião de Grudem é muito útil nesse ponto: “Ambas as passagens devem ser maneiras diferentes de dizer que a obra mais poderosa, mais plena do Espírito Santo, característica da vida após o Pentecostes, ainda não havia começado na vida dos discípulos”9. Não significa que o Espírito Santo não habitasse os crentes no Antigo Testamento (Ver Lc 1.15; 1.67; 2.26-27; 1Sm 10.6; Is 4.4; 11.2), mas que ele seria derramado de forma mais abundante a partir do Pentecostes. Bavinck dá duas razões porque havia diferença entre o Espírito antes e depois do Pentecostes:
Em primeiro lugar, pelo fato de que a Velha Dispensação sempre olhava para a frente, para o dia em que surgiria o Servo do Senhor, sobre quem o Espírito repousaria em toda a sua plenitude (...) Em Segundo lugar, o Velho Testamento prediz que, embora houvesse já naquele tempo uma certa operação do Espírito Santo, que esse Espírito seria derramado sobre toda a carne10.
Não há sentido em pensar que o Espírito não agisse nos crentes para salvá-los antes do dia de Pentecostes, pois como diz Stott, “no tempo do Antigo Testamento, ele estava incessantemente ativo – na criação e na preservação do universo, na providência e na revelação, na regeneração de crentes, e na capacitação de pessoas especiais para tarefas especiais”11. A regeneração é impossível sem a atuação do Espírito Santo, então, se havia crentes no Antigo Testamento, essas pessoas precisavam ter o Espírito. Encontramos no Salmo 51 uma importante declaração de Davi sobre isso. Consciente de seu pecado com Bateseba, Davi ora a Deus: “Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito” (Sl 51.11). Como diz Lloyd-Jones, “aqui estava um homem sob a velha dispensação, um homem anterior ao Pentecostes, e orou para que Deus não retirasse dele o Seu Espírito”12. Se Davi tinha o Espírito Santo, devemos também pensar que todos os demais crentes, como Abraão, Isaque, Jacó, José, etc., tinham o Espírito Santo, pois como diz Calvino, “tudo o que o Senhor tinha feito e sofrido para adquirir salvação para o gênero humano pertencia tanto aos crentes do Antigo Testamento quanto a nós. E, de fato, eles tinham um mesmo espírito que nós temos, pelo qual Deus regenera os Seus para a vida eterna.”13 Mas, há diferença no sentido de que, o derramar do Espírito era mais restrito. Após o Pentecostes, vemos um derramar generalizado, especialmente incluindo outros povos.

8 Charles Hodge. Teologia Sistemática, p. 395.
9 Wayne Grudem. Teologia Sistemática, p. 533.
10 Hermann Bavinck. Teologia Sistemática, p. 424.
11 John Stott. Batismo e Plenitude do Espírito Santo, p. 17.
12 D. M. Lloyd-Jones. Deus o Espírito Santo, p. 45.
13 João Calvino. As Institutas, (1541), II.7.
Artigo da Igreja Presbiteriana de Alfenas-MG

domingo, 21 de setembro de 2014

O Espírito Santo dá entendimento espiritual

O Espírito Santo dá entendimento espiritual

"E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento."
(1Jo 2.20)

       O Espírito Santo dá entendimento espiritual
       O conhecimento das coisas divinas, para o qual os cristãos são atraídos, é mais do que uma intimidade formal com as palavras bíblicas e as ideias cristãs. E uma conscientização espiritual da realidade e relevância das atividades do Deus triúno, as quais a Escritura testifica. Tal conscientização não é normal nas pessoas, por mais familiaridade que tenham com as ideias cristãs (como o homem sem o Espírito em 1Co 2.14, que não aceita o que os cristãos lhe dizem, ou os cegos guias de cegos, de quem Jesus falou tão causticamente em Mt 15.14, ou como o próprio Paulo antes do seu encontro com Jesus na estrada de Damasco). Somente o Espírito Santo, perscrutador das profundezas de Deus (1Co 2.10), pode efetuar essa conscientização em nossas mentes e corações obscurecidos pelo pecado. E por isso que é chamada "entendimento espiritual" (espiritual significa "dado pelo Espírito", Cl 1.9; cf. Lc 24.25; 1Jo 5.20). Aqueles que, ao lado de uma sólida instrução verbal, possuem "unção que vem do Santo... [têm] conhecimento da verdade" (1Jo 2.20).

       A obra do Espírito de conceder esse conhecimento é chamada "iluminação". Não é uma nova revelação que esteja sendo dada, mas uma obra dentro de nós que nos capacita a compreender e amar a revelação que está ali diante de nós no texto bíblico ouvido ou lido, e explanado por pastores, professores e, talvez, escritores. Tudo que vier como "nova" revelação deve ser rejeitado, pois a Bíblia chama isso de "Outro Evangelho". Se digo que há uma nova revelação e que meu grupo religioso (apenas) alcançou a mesma, estou automaticamente dizendo que a Bíblia foi insuficiente e precisou sofrer "mudanças".
Alguns querem acreditar que o Espírito Santo concede novas revelações além das Escrituras. Mentira! O que o Espírito Santo faz é iluminar espiritualmente sobre aquilo que já está revelado nos textos inspirados.

Alguns chamam de “revelação” algumas interpretações bíblicas alegóricas, tipológicas e simbólicas. Mas, de fato, é uma iluminação, um esclarecimento sobre algum assunto ou verdade contida já nos textos bíblicos. Nada pode ser alterado.
O pecado em nosso sistema mental e moral anuvia nossas mentes e vontades, de modo que não compreendemos a força da Escritura e resistimos a ela. Deus parece-nos remoto, ao extremo da irrealidade, e diante da sua verdade somos embotados e apáticos. O Espírito, contudo, abre e desanuvia nossas mentes, sintonizando nossos corações para que compreendamos (Ef 1.17,18; 3.18,19; 2Co 3.14-16; 4.6). Como pela inspiração Ele nos proveu a verdade bíblica, assim agora pela iluminação Ele no-la interpreta. A iluminação é, pois, a apuração da verdade revelada de Deus aos nossos corações, a fim de que apreendamos como realidade para nós o que o texto sagrado anuncia.
       A iluminação, que é um ministério permanente do Espírito Santo aos cristãos, inicia antes da conversão com uma crescente compreensão da verdade acerca de Jesus Cristo e uma crescente sensação de estar sendo avaliado e exposto por ela. Jesus disse que o Espírito "convenceria o mundo" do pecado de não crer nele, do fato de Ele estar à direita de Deus Pai (como seu bom acolhimento na volta ao céu o provou), e da realidade do julgamento tanto aqui como na vida futura (Jo 16.8-11). Este convencimento triplo é ainda o meio de Deus fazer que o pecado seja repulsivo e Cristo adorável aos olhos das pessoas que antes amavam o pecado e não tinham nenhum interesse pelo divino Salvador.
       A forma de ser plenamente beneficiado pelo ministério da iluminação do Espírito é o estudo sério da Bíblia, a oração séria e a séria correspondência obediente a todas e quaisquer verdades que já tenham sido expostas. Isto corresponde à máxima de Lutero sobre as três coisas que fazem os verdadeiros cristãos em menuseio da Bíblia: oratio (oração), meditatio (pensar na presença de Deus sobre o texto), e tentatio (provação, a luta pela fidelidade bíblica diante da pressão para desatender o que a Escritura diz).


sexta-feira, 27 de junho de 2014

O Espírito Santo e o crescimento da igreja

O Espírito Santo e o crescimento da igreja

Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. 1 Coríntios 3:6
Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. 1 Coríntios 3:7

Se o Senhor Jesus não tivesse em mente a redenção daqueles que o Pai haveria de lhe dar, Ele poderia, talvez, se preocupar com “números”, “muita gente”, “multidões”,e teria dado uma ordem diferente daquela que deixou para a Igreja (discípulos) antes de Sua ascensão aos céus. Mas graças a Deus Ele agiu conforme o desejo do Pai e, como Deus, amou a salvação dos perdidos em imensurável graça. Suas palavras, talvez as mais lembradas pela igreja e, paradoxalmente, as mais negligenciadas também, foram (e ainda continuam sendo) estas: Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” (Mateus 28.19 – NVI). Não sabemos quantos discípulos o Senhor Jesus tinha em mente, mas quando menciona nações, deixou claro que a missão da Igreja envolveria avanços, crescimentos, multiplicações.

Como Igreja do Senhor, precisamos rejeitar a numerofobia (o medo do crescimento – às vezes justificado da seguinte maneira: “Prezamos pela qualidade, não pela quantidade”) e a numerolatria(o culto aos números). Tanto a numerofobia como a numerolatria não fazem parte do propósito original do Senhor Jesus para a Igreja. A primeira trava a Igreja e constrói muito mais “muros” do que “pontes”. A segunda transforma o crescimento em um fim em si mesmo, onde os números são mais importantes do que as pessoas.

Como Jesus olhava para as almas e para as nações a receberem sua Palavra, a Igreja não pode deixar de fazer o mesmo; não pode querer só para ela o que foi ordenado que fosse compartilhado com todos. Olhando para o nascedouro da Igreja e seus “primeiros passos”, não temos dúvidas quanto ao propósito do Senhor Jesus em relação ao crescimento. Todavia, não podemos deixar de considerar que este crescimento contava com a saúde divina. O avanço da Igreja glorificava o nome do Senhor Deus.
O Espírito Santo foi derramado sobre um pequeno grupo e logo foi sendo derramado sobre mais e mais pessoas. O propósito do batismo fpi e é aperfeiçoar e capacitar a Igreja para o trabalho da obra do Pai. Em seguida já passamos a ouvir falar de multidões (falamos aqui do exemplo de Atos dos Apóstolos). Sob o poder e atuação do Espírito Santo os discípulos faziam sinais e prodígios: os Doze, Estêvão, Filipe, Paulo…  Conosco ainda pode ser semelhante se nos atentarmos para a verdade da Palavra, se buscarmos o genuíno avivamento espiritual (pela Palavra), pelos dons do Espírito, pela regeneração, santificação e transformação do Espírito que nos dá poder para testemunhar ao mundo da grande salvação, etc.
A ação do Espírito Santo é indispensável ao crescimento que glorifica o Senhor. Pelo Espírito Santo a Igreja recebe instrução e direção da parte do Senhor (sua função é ensinar à Igreja, conduzindo-a a Verdade – João 16.13-16). Esta mesma direção foi fator preponderante para que a mensagem do Evangelho do Reino chegasse à Ásia (Atos 16.6-10). Pelo Espírito as conversões passaram a acontecer em proporções jamais vistas; somente ele pode convencer e converter o ser humano, transformando-o em um discípulo de Cristo (João 16.8). A Igreja foi/é liderada pelo Senhor (Ele é o Cabeça do Corpo/ Igreja) e o Espírito capacita homens que tem a mente de Cristo e não somente a mente denominacional ou sectária. Só quem tem a mente de Cristo atrai vidas para Cristo. A Igreja é formada por pessoas santificadas pelo Espírito Santo e remidas pelo mesmo Espírito Santo e é liderada por homens separados pelo Espírito Santo (Atos 13.1-3). Pela ação do Espírito Santo, a obra missionária foi/é largamente impulsionada (Atos 13-28). Por todo o livro de Atos há registros de que a Igreja crescia, mesmo tendo contra si todo o esforço do inferno – Atos 5.14; 6.7; 9.31; 12.24; 14.1; 16.5; 17.4; 19.20 (Jesus havia predito que isto ocorreria: oposição e crescimento – Mateus 16.18).
Sem a ação do Espírito Santo, a Igreja pode até avançar, mas isto não será considerado “crescimento” diante de Deus; será um enchimento de prédios e não um “povoamento do céu”.
Nem numerofobia, nem numerolatria; simplesmente números, os números de Deus. Todos quantos Ele escolher, separar e chamar, a Igreja deve estar pronta para buscar, acolher e cuidar. Este é o crescimento saudável, o crescimento resultante da ação do Espírito Santo sobre a Igreja.


Pr. Gidiel Câmara Jr. / Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O Generoso e Soberano Deus nos doou o Espírito Santo

O Generoso e Soberano Deus nos doou o Espírito Santo

“E eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês. Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês. Dentro de pouco tempo o mundo não me verá mais; vocês, porém, me verão. Porque eu vivo, vocês também viverão. Naquele dia, compreenderão que estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês. Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele [...])".(João 14: 16 a 26)


No início de todas as coisas encontramos muitas explicações para a vida. Olhando para o início de tudo podemos acertar mais, viver de maneira mais “leve”, vencer mais, fazer mais, santificarmos mais, louvar mais e melhor ao Criador… 

No início vemos DEUS no controle, ordenando a criação. No início descobrimos o propósito original do ser humano: adorar o Criador. No início também vemos a tentativa de eliminação deste projeto, mas também a ação protetora, restauradora e mantenedora deste projeto.

No princípio Deus usou a Palavra (no Novo Testamento é dito que esta Palavra é Jesus, o Verbo [o Logos Criador] – “
Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus” – Jo. 1:1,2). 

No princípio Deus também doou o seu Santo Espírito: “
Então Deus formou o corpo humano usando para isso o pó da terra. Depois soprou nele o sopro da vida, e ele veio a ser alma vivente” (Gn. 2:7). Com nenhum outro ser criado Deus agiu desta maneira. Somente sobre o homem Ele soprou o “fôlego” de vida, o que fez dele uma “alma” vivente. O que Deus fez ali foi doar seu Espírito como uma nítida declaração do seu projeto de manter íntima relação com o ser humano. Ele estabeleceu uma OBRA de redenção humana. O Espírito Santo é o Espírito “de Deus”; Ele é Deus. Tem poder, sentimentos, autoridade e função bem definida no plano de salvação.

O Espírito Santo de Deus agiu em toda a história da humanidade: capacitou pessoas para obras específicas; comunicou a mensagem do Senhor àqueles que faziam parte do projeto de Deus, para anunciar a salvação que seria encarnada na pessoa de Jesus (2 Pe. 1:20,21; Ne. 9:20, 30); concedeu habilidades especiais e específicas a algumas pessoas, para realizarem a obra de construção de tudo que o povo necessitava para a realização do culto (registrados nos livros de Êxodo e Levítico).

No Novo Testamento o Espírito Santo esteve presente em todo o ministério de Jesus. Lucas registrou: “
Jesus voltou para a Galiléia no poder do Espírito, e por toda aquela região se espalhou a sua fama” (Lc. 4:14). Por sua ação poderosa fomos e somos convencidos a respeito do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16:8). A igreja avançava e avança no poder do Espírito – os discípulos receberam o Espírito e ficaram cheios dele; o resultado foi a realização de muitos milagres e a conversão de milhares de pessoas. É o Espírito Santo quem concede dons à Igreja no Corpo de Cristo, para que ela – a Igreja – cresça com poder e saúde espiritual.

O nosso generoso Deus nos doou Seu Espírito, para reconhecermos nossa terrível condição de pecadores. Pela ação do Espírito somos conduzidos ao arrependimento que, por sua vez, nos leva a Jesus. Conscientes da condição de separados de Deus por causa do pecado, e sob forte atuação do Espírito Santo, clamamos a Jesus (no Nome de Jesus) pelo perdão e recebemos dele a salvação. Esta é a realidade nas Escrituras: sem Jesus não há salvação; sem a ação do Espírito Santo não há convicção da necessidade desta salvação e não conseguimos enxergar o Cristo Glorificado, pois é o Espírito Santo quem revela o Cristo.

Olhando para o “início” vemos o Espírito Santo em ação na criação. Olhando um pouco mais adiante vemos o Espírito Santo sendo derramado sobre a Igreja. Olhando para frente, vemos o Espírito Santo juntamente com a Igreja Triunfante, convidando o Cordeiro para a celebração da festa de entrada na glória eterna (Ap. 22:17).

Graças a Deus pelo Espírito que convence com relação ao pecado, que caminha em momentos de dificuldade, que nos ensina no caminho da adoração verdadeira, que nos enche de dons para proclamarmos o Evangelho do Reino com fidelidade e ousadia, que nos ensina tudo que necessitamos para sermos autênticos discípulos do Senhor Jesus. Quanto mais dele nos enchemos, menos de nós resta e passamos a viver na prática as palavras de Paulo: "
não mais vive eu, mas Cristo vive em mim". Quanto mais D’ele, mais de Deus. Quanto mais D’ele, melhor.

segunda-feira, 24 de março de 2014

O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO (repostando)

·         O PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO

Há perdão para esse pecado?

(Mc 3: 28,29)

"Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda sorte de blasfêmias, com que blasfemarem. Qualquer porem, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo"


3:28,29 Cristo está respondendo à acusação de que o milagre que realizara (a expulsão de um demônio) fora feito pelo poder de Belzebu, que era um príncipe dos demônios (Mt 12:22-30;Mc 3:20-270. Com esta acusação, estes homens estavam blasfemando contra o Espírito Santo ao atribuírem ao Diabo os milagres operados por Cristo através do poder do Espírito(v.22,30).Na verdade, a obra de satanás opõe-se à OBRA DO ESPÍRITO(Jo16:08).

A atitude desses escribas revelava a sua completa rejeição do poder e da autoridade de Cristo como o Filho de Deus.

A “blasfêmia contra o Espírito Santo”, a que Cristo se referiu no verso 29, é descrita como imperdoável (Mt 12:31,32 e Lc 12:10). Mateus 12:32 diz: “não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro”(JFAr.c). O verbo ouk aphethesetai (ουκ αφετηêsεtαi), traduzido como “não será perdoado”, está na forma passiva pontual futura, o que significa que não será perdoado por Deus, e,em particular, por Jesus Cristo, em alguma ocasião específica no futuro.

Mateus diz: “não lhe será perdoado”, o que poderia ser mais apropriadamente traduzido como “não será removido dele”, ou, na forma afirmativa, “será computado contra ele”, impedindo o seu acesso ao céu. Das três passagens nos Evangelhos onde isto é discutido, somente Marcos 3:29 traz a conclusão: “mas será réu do eterno juízo”, o sentido literal do texto grego.

A palavra original enochos (εvoxoS), “réu”, significa literalmente “alguma coisa que está segura ou presa”, ou seja, algo que merece punição(Mt26:66;Mc14:64). Devemos observar que o verbo estin (εστιν de ειμι, eimi) está no presente. Isto significa que esta culpa está sempre presente naquele que não reconhece o Espírito Santo como o poder por trás da obra de Cristo. A última expressão de marcos 3:29. Em alguns textos gregos, é aiôiou (αìωíou), que significa “juízo ou condenação eterna”.

Em outros manuscritos , em lugar de Kriseos (κρισεως),”juízo”, é usada a palavra hamartematos , que descreve o “pecado individual ou o resultado do pecado”. Esta forma está de acordo com o significado do termo hamartemata ,encontrado no versículo 28, nas expressões “todos os pecados” e “toda sorte de blasfêmias”. O adjetivo aioniou refere-se ao juízo eterno, especificamente àquele juízo que terá lugar no futuro, ou seja, na “era” que há de vir ( 2Ts 1:9;Jd 7). O Espírito Santo representava a manifestação do poder que Cristo possuía. Ao negar este poder, os escribas eram culpados de um pecado para o qual não havia perdão.

VEJAMOS MAIS EM HEBREUS 10:26,27

“porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários”.

A idéia essencial expressa nestes versículos é que não haverá uma expiação a favor daquele que voluntariamente rejeitar a Cristo. A ênfase está na palavra grega ouketi , que é traduzida como “não mais”.

Tendo uma vez rejeitado a Cristo, não pode haver outro sacrifício na cruz para perdoar esse indivíduo (Mc3:28,29 e Hb 3:1-6). A única conseqüência possível para esta pessoa é “juízo e ardor de fogo”, refletindo o juízo de Deus em relação ao pecado(v.27).Isto se refere à punição definitiva para aquele que recebeu o conhecimento da verdade de Deus,mas preferiu abandoná-lo ( Rm 1:21,25).definitiva para aquele que recebeu o conhecimento da verdade de Deus,mas preferiu abandoná-lo ( Rm 1:21,25).

Gabriel Felipe M. Rocha.

APOSTASIA ESPIRITUAL

APOSTASIA ESPIRITUAL

HEBREUS 6: 1- 6

1 Pelo que deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, 2 e o ensino sobre batismos e imposição de mãos, e sobre ressurreição de mortos e juízo eterno. 3 E isso faremos, se Deus o permitir. 4 Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, 5 e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro, 6 e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério”

6:1-6: O propósito do cristão é plenamente expresso pela palavra grega teleioteta de teleiotes, que é traduzida como “perfeição”. O conceito é de que o crente deve buscar um estado de maturidade, em lugar de retroceder para os rudimentos iniciais do cristianismo e da fé básica. 

A expressão “lançando de novo o fundamento” refere-se à idéia de que, se um cristão perdesse a sua salvação, precisaria ser regenerado novamente. Para interpretar esta perícope é necessário um entendimento apropriado da seção controversa dos versículos 4 a 6. A noção principal é de que toda a passagem é hipotética. Por exemplo, é preciso aceitar a suposição de que alguém pode passar pelo processo de salvação. 

E então “recair”(v.6), ou perder a salvação . A explicação nos versículos seguintes pretende mostrar como esta posição é estranha (v.4). A impossibilidade está diretamente conectada ao infinito do versículo 6, “renovar” (
anakainidzen, de anakainidzo).

No texto grego há cinco particípios, no versículo 4, há a palavra grega
photisthentas, de photidzo. Este vocábulo é traduzido como “ os que já uma vez foram iluminados”. Contudo, deve ser vertido como “tendo sido iluminados”, observando o uso da voz passiva. Este último significado revela que o processo de salvação inicia-se com Deus concedendo “luz” a todos os homens (Jo 1.9).

A próxima expressão a considerar neste processo de salvação é: “ e provaram o dom celestial”(v.4). O termo
geusamenous de geuomai seria mais apropriadamente traduzido como “tendo provado”. Neste caso, a voz média é usada para revelar que uma pessoa está reagindo à luz que Deus lhe deu. O foco passa para a responsibilidade do homem, ao iniciar uma reação para o seu “estado iluminado”. Este fato está sempre claro, no processo da salvação: Deus oferece o dom, mas o homem deve tomar a iniciativa de recebê-lo (Jo 1:12;3:16).

O terceiro particípio (v.4) é
genethentas de giomai , traduzido como “se fizeram”. Este particípio também deveria ser vertido na voz passiva, como “tendo sido feitos”, indicando um resultado do fato de o homem receber o dom de Deus. Conectado à expressão “participantes do Espírito Santo”, ele expressa que, em virtude do recebimento, o individuo é feito participante. Portanto, o Espírito Santo está envolvido no processo, vindo a habitar no crente. Todavia , o Espírito Santo não somente opera, habitando no crente, mas também está indicando que a revelação divina e o processo de condenação anterior à salvação são o resultado da atividade do Espírito Santo.

Ao examinar o quarto particípio grego (v.5),
geusamenous, devemos considerar que a interpretação é semelhante á da voz média na expressão “provaram”. Ela aparece nesta forma para revelar ao homem a sua responsabilidade para com a Palavra de Deus. O cristão não é apenas responsabilizado a seguir a “boa Palavra de Deus”, mas também incentivado a compreender o plano futuro de Deus. A palavra usada no versículo 5 para “virtude” (dynameis, de dynamis) refere-se aos milagres que Deus irá operar nos crentes, e não ao iminente juízo e a destruição que haverão de vir.

Voltemos a nossa atenção mais uma vez para a expressão “é impossível” (v.4), e combinemo-la com o infinitivo grego
anakainidzein , que significa “renovar outra vez”(v.6). Aplicado ao versículo 6, este termo refere-se a um arrependimento que é qualitativamente novo e diferente. Se fosse necessária uma forma diferente de arrependimento, Cristo também teria que morrer na cruz uma segunda vez. Isto, no entanto, é inconsistente com o contexto do restante da Epístola aos Hebreus (Hb9:28;Hb10:11,12).

O ensinamento é óbvio: Cristo morreu uma vez pelo pecado do homem(pecado original). Se sua morte fosse insuficiente, não haveria segurança para os crentes.

É precisamente por isto que o autor da Epístola aos Hebreus usa este exemplo. Em linguagem filosófica, esta forma de raciocínio é chamada reductio ad absurdum (redução a um absurdo). A partir de uma suposição falsa, chega-se a conclusões absurdas. Seria falso supor que um crente poderia cair, porque o seu arrependimento, baseado na divindade de Cristo, seria invalidado. Não haveria segurança, e Cristo precisaria ser crucificado novamente.

A dificuldade com estes versículos é removida quando se reconhece que a decisão a seguir a Cristo (pela fé) torna-se a verdadeira salvação. Uma pessoa é salva no ponto da aceitação genuína do dom de Deus, ou de sua “luz”, e somente então ela é recebida por Deus (Efésios 1:6). No final, Deus julga todos os corações humanos, e conhece os verdadeiramente arrependidos. A decisão pela salvação torna-se ineficaz quando se baseia em emoções e nas próprias habilidades (2Ts 2:13).


Gabriel Felipe M.Rocha.
Graduado em História (licenciatura e bacharelado);
Pós- graduado em Sociologia (lato sensu);
Mestrando em Filosofia/ área de atuação: Ética e Antropologia (stricto sensu);
Bacharel em Teologia (ênfase em História da Igreja);
Estudou Francês Instrumental na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte (Faje-BH) e Grego N.T.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SANTO E PROFANO.

SANTO E PROFANO

“A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o imundo e o limpo” (Ez 44.23)

“Para fazer a diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Lv 10.10)

Não posso me esquecer do uso dos meios de Estamos vivendo numa época de sacralização do profano e de profanação do sagrado. Nunca antes esses elementos estiveram tão misturados como nos tempos de hoje.

Percebo claramente comportamentos dos mais variados no ambiente evangélico, comportamentos exibicionistas, egocentristas, desigualdade, injustiças e outras coisas mais que não agradam a Deus.

comunicação como “palco” para expressar seus interesses pessoais, filosóficos ou ideológicos, “em nome de Deus”.

Dentro deste quandro observo a dificuldade do povo de Deus em discernir o santo e o profano, quanta confusão se faz. 
Diante da falta de discernimento abrimos espaço para pensamentos totalmente distanciados da bíblia. 

Por vivermos no tempo da graça, acreditamos que tudo o que fizermos, porque fomos "orientados" a fazer é válido, mas não é bem assim, Deus colocou regras para a igreja e para o seu povo. (Quem tem ouvidos ouça o que o Espirito diz as igrejas) Isso significa ouvir a voz do Espirito Santo e não de líder religioso.

Existem regras para as nossas igrejas, para as nossas vidas. À medida que nossos cultos são violados, as nossas vidas são violadas, estamos trocando o Santo pelo Profano. 
Quando trocamos a fé em Jesus Cristo pelas rosas, sal, mantos, coisas que vemos nós estamos trocando o Santo pelo Profano. (At 16.31). Quando introduzimos para dentro de nós coisas que desagradam a Deus, quando achamos que são coisas pequenas e que não tem importância, estamos trocando o Santo pelo Profano. (Zc 3.1-3; Ap 16.15; I Co 6.19,20).

Inicio esta semana dizendo que por não fazermos a distinção entre o que é santo e o que é profano, perdemos a oportunidade de sermos boca de Deus (Jr 15.19). Ser boca de Deus é pensar e falar conforme a vontade do nosso Senhor.
Ser boca de Deus é traduzido por Paulo como alguém que tem a mente de Cristo (I Co 2.16; Fp 2.5).

O evangelho puro e verdadeiro precisa de pessoas com o desejo de ser boca de Deus. Que orem e Deus responda, que profetizem e suas mensagens sejam cumpridas, que preguem condenando o pecado e resgatando o pecador, que ensinem com ousadia contra os modismos e alcancem resultados extraordinários, que não compactuam com erros, omissão, jugo desigual, mandos e desmandos do homem, que não seguem cegamente tudo porque apenas falaram que foi Deus que revelou, antes examinam todas as coisas e retém o que é bom.

Irmãos separemos o santo do profano, de qual lado você quer estar e ficar?

Boa semana a todos!!!
Reginaldo Nogueira                                                                                             

Serra-ES