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terça-feira, 9 de junho de 2015

Estou em dívida!

SÍNTESE CRISTÃ

Refletindo sobre a Escritura, a fé e a conduta cristã!

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(Por Gabriel Felipe M. Rocha)
Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Rm 1.14)
Bem, o contexto da frase acima é o seguinte: Paulo expressa um desejo em visitar alguns cristãos romanos a fim de edificá-los na fé, confortá-los e comunicar-lhes algum dom espiritual (Rm 1. 10-12). No v. 14, Paulo expõe o motivo de ir ter com eles e anunciá-los o Evangelho de Jesus Cristo: “[…] eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (1.14). E logo completa: “estou pronto para também vos anunciar o Evangelho para vós que estais em Roma” (v.15).
A verdade do versículo 14 é esta: Paulo tinha o seu trabalho missionário em outras igrejas já conhecido pelos irmãos de Roma. No entanto, Paulo precisava passar também por lá. Ele cita gregos e “bárbaros” exatamente por isso: havia corrido a notícia de seu trabalho evangelístico em várias cidades gregas e também fora do contexto da Grécia. E o termo “bárbaro” era uma expressão pejorativa que dizia a respeito daqueles que não eram da cidadania romana e do contexto cultural de Roma.
Pois bem, o que quero destacar nesse contexto é o seguinte:
Paulo expressou uma dívida de amor para com os romanos, uma vez que compartilhou amor e entrega pessoal aos irmãos gregos. Sua expressão de dívida era tão verdadeira que, certa vez disse: “ai de mim se não pregar o Evangelho…” (1 Cor. 9: 16).
No versículo 6, Paulo, portanto, diz:
vocês também foram chamados para serdes de Cristo”.
E Paulo estava certo. Ele falava para um grupo de eleitos em Roma.
O que quero trazer para o nosso contexto?
1) A igreja (que ali foi representada na pessoa de Paulo) tem hoje um trabalho estabelecido aos arredores no mundo. Contudo, sua missão não chegou ao fim. Ainda existe um povo grande para ser alcançado pela mensagem do Evangelho. Nós, que fomos alcançados pelo Evangelho e achados pela graça e misericórdia, temos uma dívida de amor para com aqueles que hão de ser chamados para o Evangelho (ao Senhor pertence a salvação!). Precisamos transgredir o nosso contexto! Precisamos ultrapassar fronteiras!
2) Não temos uma “dívida” com Deus, exatamente, pois nossa redenção foi por soberana generosidade e, por outro lado, jamais pagaríamos tal dívida, por isso Cristo pagou por nós. O que temos, de fato, é um convite à santidade e à fidelidade. Temos mesmo é uma dívida para com o próximo, pois a mesma generosidade que mirou minha vida deve ser compartilhada com o outro. Nesse sentido, sou devedor do meu próximo e minha dívida aumenta quando não compartilho daquilo que a mim foi confiado com amor, a saber, uma mensagem! Que mensagem? A do Evangelho! Como distribuir? Com a pregação e com gestos; com palavras e com exemplos; com intrepidez e com compaixão. Com intolerância ao pecado e com tolerância total ao pecador.
3) Embora possa haver reclamação, apelação, difamação, afronta, ofensa, escárnios, perseguição, erro, intolerância, etc. (e muito disso tudo Paulo sofreu e a igreja primitiva também; assim como também falharam e erraram), a Igreja tem o seu trabalho, de alguma forma, reconhecido aos arredores do mundo. Por isso, nossa dívida se faz maior com aqueles que ainda não foram visitados, alimentados, acolhidos, vestidos, libertos, etc.
4) Temos uma dívida com os sábios, pois, para os sábios, devemos dar bom testemunho e apresentar bem o fundamento de nossa fé. Aos genuínos sábios, devemos o nosso ouvido e a nossa atenção. Devemos apresentar aos demais sábios deste mundo, aos sábios da nossa igreja, aos sábios do Facebook, aos sábios blogueiros, aos sábios ateus, etc., os fundamentos e a racionalidade da nossa fé numa santa, boa e coerente teologia! De outro modo, devemos aos sábios o bom exemplo da humildade.
5) Devemos aos ignorantes:
A) Devemos ao ignorante cujo termo diz respeito daquele (ou daquela) que não teve a oportunidade de formar-se e diplomar-se no mundo escolar e acadêmico. E, por isso, devemos a nossa compreensão, simplicidade, acessível exposição da mensagem do Evangelho, assim como devemos também o ensino.
B) Devemos também ao ignorante que ignora intencionalmente algumas verdades do Evangelho por não querer ser confrontado; devemos ao ignorante que quer difamar e afrontar a fé alheia exigindo, ao mesmo tempo, respeito e tolerância; devemos ao ignorante que desconhece o real sentido da cruz; devemos ao ignorante que deturpa a sã teologia (ou a Sã Doutrina) para promover um “outro evangelho”; devemos ao ignorante religioso e legalista que, mesmo carregando o título de “evangélico” por décadas, ainda ignora a graça do Eterno, etc.
Devemos!
O que dizer a esses, portanto?
“[…] Estou pronto para vos anunciar o Evangelho” (v. 15)
“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê […]” (v. 16);
Por fim, amigos, nas palavras do Mestre: “[…] a ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13: 8).
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

A JUSTIFICAÇÃO (análise dos textos de Paulo aos romanos)

A JUSTIFICAÇÃO (análise dos textos de Paulo aos romanos)
Referência: Romanos 5.1-5

1. Há duas verdades absolutas (axiomas) e uma conclusão lógica:
Deus é Santo e o homem é pecador, logo nenhum homem pode ser justo aos olhos de Deus. Pode o imundo ser puro aos olhos de Deus? Pode o pecador justificar-se diante de Deus? Pode, por ventura o etíope mudar a sua pele e o leopardo as suas manchas?
2. O padrão para entrar no céu é a perfeição e todo o homem é imperfeito, logo é impossível ao homem entrar no céu por seus esforços. A não ser pela GRAÇA de Deus em Cristo Jesus e através da fé (dom de Deus).
Quem obedecer a lei, pela lei viverá. Mas todos pecaram. Não há justo sequer um. Todos se desviaram. Logo, ninguém jamais poderá entrar no céu por seus méritos. A não ser que Deus o conceda a fé espiritual para crer no Filho e pelo Filho ser reconciliado com Deus.
3. Para o homem entrar no céu é preciso que Deus o justifique e para Deus justificá-lo precisa ainda continuar justo
Como Deus pode ser justo e ainda justificar o pecador? Como Deus pode justificar o pecador sem abrir mão da sua justiça? Uma boa pergunta...
I. A REALIDADE DA JUSTIFICAÇÃO – V. 1,2
1. O que é justificação?
A justificação é um ato legal, forense, judicial e declaratório de Deus no qual ele declara, sobre a base da justiça de Cristo que todas as demandas da lei estão satisfeitas com respeito ao pecador.
A justificação não é algo que Deus faz em nós, mas por nós. Não acontece dentro de nós, mas fora de nós.
A justificação é um ato e acontece uma única vez. Não há graus na justificação. O homem é justificado por completo ou não é justificado em absoluto. Ela é instantânea, completa e final. Não podemos confundir JUSTIFICAÇÃO com REMISSÃO.  Fomos justificados pela fé em Cristo num ato único. Também fomos remidos por Cristo num ato único (pois a morte da cruz aconteceu uma só vez e foi suficiente), no entanto, por continuar pecando, o Espírito Santo, em cooperação da nossa fé e busca, opera a remissão.
Pela justificação somos remidos da pena do pecado, perdoados e recebemos o favor de Deus.
2. A necessidade da nossa justificação
Todos somos pecadores e todos nós vamos ter que comparecer diante do tribunal de Deus para prestar conta da nossa vida.
Somos culpados. Seremos julgados:
a) Por nossas palavras
b) Por nossas obras
c) Por nossas omissões
d) Por nossos pensamentos e desejos.
3. A base da justificação
A base da justificação não são nossas obras, nem nossa fé, nem mesmo nosso exemplo, mas a obra expiatória de Cristo na cruz em nosso favor. Nesse sentido a fé não é “meio” para alcançar a justificação, senão ela seria por merecimento e não é. É pela graça. Mas a fé é veículo enviado por Deus (da eternidade) para que o plano de Deus se efetive em nossas vidas. Ele morreu a nossa morte. Ele pagou a nossa dívida. Ele rasgou o escrito de dívida que era contra nós. Ele levou no seu corpo no madeiro os nossos pecados. Foi traspassado e moído pelas nossas iniqüidades. O castigo que nos trás a paz estava sobre ele.
A justificação é mais do que perdão – 2 Co 5:21.
4. O instrumento da justificação
Nós não somos justificados com base na fé, mas com base no sacrifício perfeito e eficaz de Cristo. Mas pela fé nós nos apropriamos da justificação. A fé é o instrumento. A fé é a mão estendida de um mendigo a tomar posse do presente do Rei.
A fé é a causa instrumental e não a causa meritória.
A fé não expia a culpa, não remove o castigo. Ela é o instrumento de apropriação dos benefícios da redenção.
II. OS FRUTOS DA JUSTIFICAÇÃO – V. 1-2
1. Passado – Paz – v. 1
Essa paz não é paz de Deus, mas paz com Deus.
É a paz da reconciliação com Deus.
Todas as religiões do mundo são uma tentativa desesperada do homem encontrar paz com Deus.
Exemplo: Lutero desesperadamente buscava ter paz com Deus.
Cristo morreu e pelo seu sangue nos reconciliou com Deus. Agora não somos mais réus, nem inimigos de Deus. Estamos quites com as demandas da lei.
2. Presente – Graça – v. 2
A palavra “acesso” é prosagoge.
a) Refere-se à introdução ou apresentação de alguém ante à presença da realeza – Por meio de Cristo temos acesso a esta graça na qual estamos firmes. Somos aceitos, somos apresentados como filhos, como herdeiros, como cidadãos do céu.
b) É também o termo comum para referir-se à aproximação do adorador a Deus – Jesus nos abre a porta à presença do Rei dos reis e quando estas portas se abrem o que encontramos é graça, não condenação, nem juízo, nem vingança, mas pura misericórdia, o glorioso favor de Deus.
c) O termo prosagoge traz também a idéia de porto, cais – Significa que por mais que tratemos de depender de nossos próprios esforços somos varridos pela tempestade, como marinheiros que enfrentam impotentes um mar revolto que os ameaça destruir totalmente. Mas, agora, temos ouvido a Palavra de Cristo, temos alcançado o porto da graça. Por meio de Cristo temos entrado à presença de Deus e encontrado segurança no porto da graça.
3. No futuro – Glória – v. 2
Quem foi justificado não teme a morte, não teme o amanhã, não teme a eternidade, ele tem garantia do céu.
Aqueles que não foram reconciliados com Deus têm medo da morte. Mas o salvo entende se gloria na esperança da glória de Deus.
O apóstolo Paulo – Está na masmorra, na ante-sala do martírio. Ele não está com medo da guilhotina, mas diz: “Eu sei em quem eu tenho crido. Chegou a hora da minha partida. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada”.
A mãe da Isabel – Depois que foi convertida seu rosto passou a resplandecer.
O enfermo – “O senhor está preparado para morrer. Não, eu estou preparado para viver”.
III. A PEDAGOGIA DA JUSTIFICAÇÃO – V. 3-5
A justificação não apenas nos prepara para o céu, mas também nos prepara para vivermos vitoriosa aqui na terra. Paulo não está tratando de algo apenas para o porvir, mas algo que nos capacita a viver vitoriosamente no meio das tensões da vida.
1. Nos gloriamos nas próprias tribulações
Não somos masoquistas.
Não somos estóicos.
Não nos gloriamos no sofrimento ou por causa do sofrimento, mas por causa dos seus frutos, dos seus resultados.
O cristão não olha para vida com uma visão romântica, pessimista ou irreal. Ele não nega a existência da dor e do sofrimento.
A palavra tribulação – thlipsis = pressão. A vida cristã é o enfrentamento de muitas pressões: pressão do diabo, do mundo, das nossas fraquezas.
A palavra tribulação é tribulum (latim) = descascador de trigo, separa o trigo da palha.
Rm 8:28 – Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem…
2 Co 4 – A nossa leve e momentânea tribulação produz eterno peso de glória.
Paulo diz que nos gloriamos com grande e intenso júbilo, sabendo que Deus está trabalhando em nós, esculpindo a imagem do seu Filho.
2. Sabendo que a tribulação produz perseverança – v. 3
A tribulação é pedagógica. Ela produz paciência triunfadora.
A palavra grega é hupomone = paciência vitoriosa, que não se entrega, que não é passiva, mas que triunfa. É paciência com as circunstâncias. É saber que Deus está no controle. Que Ele está trabalhando em nós. Ele está esculpindo em nós o caráter de Cristo.
As grandes lições da vida nós as aprendemos no vale da dor. Salmo 119:71 – “Foi me bom ter passado pela aflição para que aprendesse os teus decretos”.
Jô – A paciência nasce do sofrimento.
3. A perseverança produz experiência – v. 4
A palavra grega é dokime = provado – metal que era passado pelo cadinho e provado como legítimo, puro. A palavra significa caráter provado e aprovado como resultado de um teste de julgamento.
Davi não quis a armadura de Saul porque nunca a havia provado, não havia submetido à prova.
Não podemos ter uma fé de segunda mão. O Deus que agiu na vida de Abraão, Moisés, Davi, Paulo tem agido na sua vida. Você conhece a Deus, tem experiência com ele: da sua bondade, livramento.
4. A experiência produz esperança – v. 5
Esta não é uma esperança vaga, vazia. É uma esperança segura.
Como saber que esta esperança não é uma ficção: Porque o amor de Deus é derramado em nossos corações. Há uma efusão do amor de Deus. O céu desce à terra.
CONCLUSÃO
Gloriamo-nos em Deus (v. 11).
Se nada sobrar, se tudo se perder. Ainda temos Deus. Gloriamo-nos nele.
Habacuque 3 – Ainda que falte oliveira na vida e gado no curral, ainda assim me alegrarei no Deus da minha salvação.
Romanos 8:31-39.
O palácio em que somos admitidos é o céu. O portão de entrada é Cristo. O único passaporte é a fé.

Texto escrito adaptado e reescrito por Gabriel F. M. Rocha/ Grupo de Estudos “Palavra a Sério- Escrituras”;

Referências: sermão de Ver. Hernandes Dias Lopes/ Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-ES/ Bíblia King James/ Bíblia de Genebra/ Livro: Carta aos Romanos de Karl Barth/ artigos bíblicos da fé reformada/ Tradução grego-português pela Bíblia de Estudos Palavras Chave/ Hebraico/ Grego.

Eu (Gabriel Felipe) em minha sala de estudos com o precioso livro de Karl Barth ("Carta aos Romanos"):


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Análise de 1 Coríntios 1: 7 e 8

Análise de 1 Coríntios 1: 7 e 8

"De modo que não falta a vocês nenhum dom espiritual, enquanto vocês esperam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado. Ele os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Coríntios 1:7-8)


Será que o versículo acima se refere aos diversos dons naturais (ou talentos), como: louvar, tocar, servir, oratória, ministrar, etc. ou refere-se aos dons do Espírito Santo mencionados por Paulo ainda na primeira carta aos coríntios no capítulo 12? Eis a questão!


Bem, na verdade, analisando os originais, vemos que o termo "dom" é o mesmo empregado por Paulo ao falar dos dons do Espírito Santo em sua primeira carta aos coríntios.

Isso não refuta a ideia de se tratar, talvez, de dons ou talentos naturais, mas a língua grega (coine/ usada na escrita do Novo Testamento) traz algumas pegadinhas e dá sempre dicas importantes. Por exemplo: o fato de Paulo mencionar "dom espiritual" dá já uma ideia explícita de algo oriundo do Espírito como algo dado (em e por graça) por Deus e não um talento específico que poderia ter nascido com a pessoa. O termo "dom espiritual" está como "dorea"/ uma dádiva, uma graça (de karis) e "pneumátikos" (do espírito). Portanto, podemos crer que pode se tratar ali de dons espirituais conforme relatado em 1 coríntios 12, ou seja, Paulo está falando sim dos dons espirituais do Espírito Santo como algo fundamental para a Igreja. Pois, através desses dons, o Espírito Santo dirige e assegura a igreja quanto às coisas concernentes ao espiritual. Os dons promovem a edificação pessoal, a corroboração e a confirmação da mensagem bíblica, edifica o Corpo de Cristo e seus membros em particular, guia a igreja em trabalhos missionários e evangelísticos, acrescenta a fé por meio dos sinais (que acompanham os que crêem) e dá a possibilidade de uma comunicação mais íntima entre a igreja (cada um de nós) com Deus por intermédio do Espírito Santo, na Revelação de Jesus Cristo.

Essa idéia se sustenta assim, pois a exortação de Paulo para que não faltem os dons do Espírito está diretamente relacionada ao anseio por parte dos crentes de Corinto de contemplarem o Senhor glorificado. Portanto, para que haja a revelação de Jesus, deve haver a operação do Espírito Santo.

Mas há uma advertência: Paulo em momento algum em sua carta aos coríntios coloca os dons espirituais em um patamar superior em relação a Palavra de Deus, a saber, as Escrituras. Inclusive, ela, a Palavra de Deus, é quem revela o Cristo glorificado por intermédio da Revelação obrada pelo mesmo Espírito Santo. Os dons na igreja devem apenas confirmar a mensagem e a verdade bíblica, sem ultrapassá-la e sem acrescentar algo a ela. Mas, antes, deve corroborar com a mensagem do Evangelho e com a Revelação de Jesus Cristo nas Escrituras. Ela (as Escrituras) é quem promovem a fé (pois a fé vem pelo ouvir a Palavra) e é ela (a Palavra de Deus) quem produz o genuíno avivamento espiritual.

Por fim, Paulo deixa isso severamente claro para que a igreja caminhe seu caminho e realize sua missão (já revelada nas Escrituras) em constante glorificação, edificação e que a mesma possa ser guiada com segurança pelo Espírito Santo, tendo como alvo a Cristo e sua grandiosa redenção. A Palavra, enfim, é quem mostra (revela) o Jesus glorificado à Igreja e os dons espirituais confirmam em edificação e sinais a mensagem do Cristo vivo. A igreja deve ter (dinamicamente) experiências pessoais com Jesus Cristo. Portanto, Paulo assevera: “Ele (Jesus) os manterá firmes até o fim, de modo que vocês serão irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Os dons espirituais devem promover também a separação e a santificação da igreja em relação ao mundo. O termo "irrepreensível" dá a ideia de "não haver nenhuma condenação" ou "nenhum pecado", mas, antes, devemos caminhar em Jesus (o Caminho). Os dons espirituais então são resultados da graça divina para que a igreja tenha sempre uma experiência pessoal com Jesus Cristo. No entanto, os mesmos dons (como em específico o de discernir espíritos) devem servir para que a igreja não se abra a experimentalismos estranhos e evidenciem mais o dom espiritual do que a pregação pura do Evangelho. É a Palavra quem deve ser o referencial único a qual Cristo será revelado. Os dons virão como a confirmação em edificação pessoal e conjunta da mensagem da cruz.

Em fé, edificação espiritual e dependência do Espírito Santo, a Igreja caminha firme até a volta gloriosa de Jesus.



Gabriel Felipe M. Rocha

terça-feira, 2 de julho de 2013

A EXPRESSÃO MARANATA

MARANATA! 

Mais que uma expressão, é um anseio da alma. Se é anseio da alma, tal anseio exprime-se numa forma de vida.
“Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema. Maranata!” 1Co 16:22

Para os judeus, a expressão "maranata" exprime com júbilo e certeza: "o Messias veio". Para a IGREJA e para o mundo, a expressão é corroborada pelo momento profético cuja ênfase é "Jesus vem!" Maranata!
Na época do Velho Testamento, o Rei viajava para fazer justiça. Um arauto (Mensageiro do Rei) ia adiante dele tocando a trombeta e advertindo o povo: O Rei está vindo, Maranata !. Aqueles que esperavam por justiça desejavam a vinda do Rei. O povo da terra a ser visitada preparava-se para sua chegada limpava e reparava os caminhos, demonstrando assim obediência e desejo de agradar ao Rei. Neste caso empregava-se a expressão “Maranata” pelo fato da presença do Rei e pela evidente certeza de sua passagem pela terra a ser visitada. Assim sendo, a expressão “Maranata”, historicamente, foi uma expressão popular relacionada a um aviso de passagem do rei terreno em exercício, o que não parecia relacionar-se com o povo de Deus, por não constar tal expressão em qualquer livro do velho testamento.

Durante o seu ministério, em momento algum Jesus, nem tão pouco a multidão, alguns gregos, Judeus e todos aqueles que subiram a festa a Jerusalém, fizeram uso da palavra “Maranata”, quando da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, conforme texto bíblico a seguir:

“No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão, que viera à festa, que Jesus vinha a Jerusalém, Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor.” João 12:12-13.

Não usaram a expressão “Maranata”, por que? Porque, tradicionalmente era usada a expressão “Maranata” ao Rei da terra dos povos antigos, aquele estabelecido por uma monarquia ou seja por um poder humano específico. Assim sendo, como Jesus foi estabelecido por Deus como Rei espiritual, entendendo a autoridade espiritual de Jesus o povo clamou dizendo: “...Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor.”

"Hosana" (da transcrição grega: ὡσαννά, hōsanna) é o grito de exaltação ou adoração entoado em reconhecimento ao messianismo de Jesus em sua entrada em Jerusalém, Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor.” João 12:12-13.

Quando um judeu encontrava um outro, antes da vinda de Jesus diziam Marãn, que significava Senhor Nosso ou o Messias Virá, pois em seu entendimento os Judeus esperavam que o messias viesse caracterizado como Rei da terra, porém Jesus veio como Rei espiritual um salvador espiritual, porém, o Messias enviado de Deus para o povo de Israel, mas este o rejeitaram, e até hoje esperam o messias com as características idealizadas por eles.

Após o sacrifício de Jesus, que tudo se consumou em caráter espiritual e permanente, proposta de salvação e vida eterna para o que crê, conforme João 3:16, quando os judeus não convertido a Jesus se encontravam continuavam dizendo “Marãn”, porém encontrando-se com um judeu convertido a Jesus, porém, tendo este considerado Jesus o messias esperado Rei da terra, por ainda não ter alcançado a plenitude do reinado de Jesus, este acrescentava a palavra “Athá”, assim essas duas palavras juntas eram ouvidas “Marãn” + “Athá” que tem o significado "o messias veio” ou seja o nosso Rei da terra veio. Isto corrobora com a afirmação de que a expressão “Maranata”, tradicionalmente, era usada, pelos povos antigos, em aclamação ao Rei da terra.
“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.” João 18:36

Por ter sido usada uma única vez, a expressão “Maranata”, tal característica já indica ser tal expressão motivo de profunda pesquisa, para se alcançar o correto sentido que o apóstolo Paulo quis fazer entender aqueles a quem ele se dirigiu. Corroborando com tudo que foi exposto acima, acerca da expressão “Maranata”, vamos relatar a história da cidade, onde se estabelecia a igreja para a qual o apóstolo Paulo escreveu e usou a expressão “Maranata” em 1Co 16:22 “Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema. Maranata!”.

Graças a colaboração de Silas e Timóteo e do casal Priscila e Áquila, Paulo desenvolveu uma intensa e fecunda atividade missionária. Os primeiros adeptos da Igreja de Cristo em Corinto eram provenientes da comunidade judaica, mas a maioria dos cristãos pertencia ao círculo de pagãos, originários dos povos antigos, que tradicionalmente entendiam o significado da expressão “Maranata” simpatizantes do monoteísmo judaico.

A igreja em Corinto, apesar de contar com muitos dons (1Co 1:4-7), faltava-lhes a maturidade e firmeza espiritual (1Co 3:1-4). Isto posto, e considerando uma grande influência do judaísmo na cidade de Corinto, pois parte dos Cristãos da igreja de Corinto eram oriundos da comunidade judaica, que por certo demandou um reforço doutrinário acerca da identidade de Jesus, relacionado ao judaísmo, sobre a questão de ser Jesus o messias, o Rei terreno dos Judeus, a quem estes esperavam.

“E foi Jesus apresentado ao presidente, e o presidente o interrogou, dizendo: És tu o Rei dos Judeus? E disse-lhe Jesus: Tu o dizes.” Mateus 27:11.

Possivelmente, para confirmar ser Jesus, também, o Rei da terra de Israel, numa dispensação diferenciada, embora que rejeitado pelos judeus, o apóstolo Paulo fez uso da expressão “Maranata” o messias veio, precedido do que lhes sobressaltava, a falta de amar Jesus e sua consequência “...não ama ao Senhor Jesus, seja anátema...”.

Como no referido texto bíblico de 1Co 16:22 o apóstolo Paulo não detalha o conceito da expressão “Maranata” e nenhum conceito referente a tal expressão se encontra em toda a bíblia, se recorre, para um entendimento coerente, acerca da origem da palavra “Maranata” na história dos povos antigos e, como acima exposto “Maranata” significa, para os povos antigos, o Rei está vindo e, para os Judeus, o Messias veio.

Como a resposta de Jesus em Mateus 27:11 permite entender ser Ele identificado, também, como Rei dos Judeus, bem como a aclamação do povo em Sua entrada triunfal em Jerusalém, como Rei de Israel em João 12:12-13, torna coerente o significado da expressão “Maranata” como “O MESSIAS VEIO, referindo-se a Sua primeira vinda, isto reforça a concepção histórica dos Judeus convertidos na época do apóstolo Paulo.

Nada anula o anseio da igreja pela volta de Jesus, conforme Este assegurou:

“E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória.” Marcos 13:26;

“E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” João 14:3;

“Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.” João 14:18;

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.” Apo 22:20

quinta-feira, 30 de maio de 2013

NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ!

NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ!

Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio(Atos 27:22)


A paz de nosso Senhor Jesus a todos os irmãos, amigos, leitores assíduos do Blog Palavra a Sério e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus.

Na palavra de Deus, encontramos muitos pontos importantes e, que muitas vezes, passam despercebidos.
 Aqui nós vamos tratar do momento em que o navio que levava Paulo para a condenação em Roma foi naufragado.

Muitos pensam que “o barco onde Jesus está” não afunda. Bem, não sou contra essa crença, mas, com Paulo, esse ditado não foi válido. Jesus estava no barco com Paulo, pois Paulo era cheio do Espírito Santo e representava ali o único alento para aqueles homens em meio à tribulação da tempestade e do naufrágio. Mas, como sabemos, o barco afundou.
O Senhor permite algumas situações em nossa vida para seu Nome ser exaltado. De fato podemos dizer: Deus não abandona os seus, mesmo se o “barco” chegar a afundar. O que importa não é o “barco” (nossas preocupações terrenas e aflições humanas carregadas de cargas pesadas), mas sim a presença viva e eficaz de Jesus em nós. Inclusive, o que tem que ser preservado em nossas é a obra do Espírito Santo que não está edificada no "barco", mas em nossos corações. Se o barco afundar, a obra em nós não afundará se estivermos edificados em Cristo Jesus.

Pois bem, vamos ao que interessa:

Paulo era um prisioneiro. Por ser cidadão romano e  ter feito o apelo à César, foi imediatamente enviado à César. O imperador romano da época, César, era o tão temido Nero, um admitido adversário da Igreja de Cristo.
Curiosamente, todo prisioneiro que era enviado para um julgamento e para uma condenação, seja pelo mar, seja por terra, ia para o destino junto com as cédulas de sua condenação, ou seja, junto com o prisioneiro ia também todo o relatório de suas acusações.

Qual era a essência de toda a acusação contra Paulo? Estar em Cristo Jesus. Paulo seria condenado por ser cristão e pregar o Evangelho da salvação.

Agora você entende por que o barco afundou? Porque nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.

Em Atos, é registrado que nenhuma vida de fato se perdeu. Todos os homens foram poupados, mas o barco foi totalmente destruído. Junto com o barco estavam as acusações contra Paulo. Todas se perderam no mar do esquecimento.

É assim que Jesus opera com seu precioso sangue em nós. Ele limpa toda a acusação do inimigo sobre a nossa vida. Ele rasga toda a cédula de condenação que antes estava posta junto a nós, cujo destino nosso era a morte.
Mas Deus foi gracioso. Enviou Jesus, a expressão maior de sua graça. Ele se esquece de todos os nossos pecados quando a Ele clamamos com o coração arrependido. O que é acusação e injúrias contra nossas vidas é deixado no mar (no mundo), pois do mundo é o pecado, cujo pai é o adversário de nossa alma. Junto dessas acusações contra Paulo estavam muitas injustiças e falsos testemunhos. Todos foram a pagados. Quantas injustiças nós já recebemos nessa vida? Jesus tem apagado, pois Ele é a nossa justiça. Basta estar firmado nele, pois Ele é a salvação. Ele é a Rocha eterna.

Você pode até questionar: “mas Paulo, mesmo com o naufrágio do navio, não foi levado á julgamento e lá recebeu a condenação”? Sim! Mas lá, perante César foi necessário reformular e registrar outras acusações. Inclusive, Paulo não foi condenado  pelas acusações que vieram junto dele no barco, mas por ter exercido e levantado uma igreja em Roma. Paulo estava preso em casa, apenas sendo vigiado pela guarda romana, mas exercendo sua fé em Cristo, escrevendo suas cartas, recebendo seus irmãos e amigos. As acusações que levaram Paulo à morte foram escritas ali em Roma. Eram novas acusações. Roma interpretou o apostolado de Paulo como afronta ao império, por isso foi morto. Mas, mesmo nessa ocasião, estava ali a mão de Deus chamando Paulo para o seu galardão e para, enfim, possuir sua coroa de glória.

O naufrágio do navio traz um ensinamento para nós, servos de Deus:

Se estivermos em Cristo, nenhuma condenação há. Há poder no sangue de Jesus. Muitas 

vezes pecamos, aliás, essa é a nossa natureza. Uma vez nascido em Cristo, nossa natureza

 humana não morreu totalmente, apenas foi mortificada pelo nosso novo nascimento no ato de

nossa vida espiritual.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:9).

Mas, se pecamos, temos um advogado junto ao Pai (1João 2:1) e seu sangue tem poder para

 perdoar qualquer pecado. E nossa vida segue rumo à Eternidade de Deus, rumo à Herança 

que nos foi oferecida, em uma novidade de vida, em santificação e em esperança.

Aleluia!

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1João 1:7)

Gabriel Felipe M. Rocha

Gostaria de sugerir aos irmãos o site: Servos ICM. É um site cujo objetivo é anunciar a Palavra de Deus, a Obra que o Espírito Santo tem realizado e, sobretudo, a grandiosa volta do Senhor Jesus.

Servos ICM

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

SAINDO DA CARNE E ANDANDO EM ESPÍRITO


SAINDO DA CARNE

“Digo, porém: Andai no Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne. Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.” (Gálatas 5:16,17)

 

Olá, leitores de bom gosto e amigos do blog Palavra a Sério, a paz do Senhor Jesus!

 

Vivemos em guerra vinte e quatro horas por dia; sete dias por semana. Trata-se de uma batalha ininterrupta, não só contra o nosso adversário, mas contra a nossa própria carne. Muitos ainda pensam erroneamente que “estar na Carne” se trata apenas de pecados sexuais, mas não é só isso. Estar na carne é a sina do crente que converte ao Senhor Jesus. Ele, quando aceita seu Salvador, passa a viver, então, uma guerra (muitas vezes desigual se olharmos á luz da nossa razão carnal). O apóstolo Paulo declarou que via em seu corpo uma guerra entre seu homem interior - que tinha prazer na lei de Deus, e a sua carne - que se via dominada pela lei do pecado.

Deus nos comissionou a vencer a carne; e, se Ele comissionou, podemos fazê-lo! Seu Espírito Santo é quem capacita.

Esta é uma das áreas aonde o Espírito Santo veio trabalhar em nossas vidas para nos conduzir a um viver santo e vitorioso. E os benefícios da oração no espírito estão diretamente ligados às áreas de ação do Espírito do Senhor em nós. Em suma, se é ministério do Espírito nos fazer vencer a carne e nos preparar para o Dia do Senhor, então temos por certo que precisamos deixar Deus operar a sua Obra em nós. E somente andando no Espírito venceremos os desejos e inclinações da carne.

O capítulo áureo na Bíblia sobre andar no Espírito e massacrar a carne é Romanos 8. No capítulo 7 Paulo declara que passava o conflito interior que todos nós também passamos: “o bem que quero este não faço, e o mal que não quero este faço”. Depois faz a pergunta: “quem me livrará do corpo desta morte?”, externando assim a sua incapacidade de vencer a carne. Muitos pensam que esta pergunta ficou sem resposta; mas não!

Logo a seguir, ele mesmo afirma: “Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor.” (Romanos 7:25).

 

A nossa condição de andar em espírito está em Jesus. Jesus é revelação e, portanto, só na revelação andamos em espírito e conforme a vontade de Deus como “filhos” e coerdeiros com Cristo. Andar na revelação é discernir a vontade do Espírito Santo, buscando profundidade em sua Obra.

 

E o capítulo 8 revela como Jesus Cristo nos dá esta vitória. Temos a provisão de Cristo para vencermos. Jesus como revelação (da GRAÇA) nos dispõe pelo seu Santo Espírito recursos provenientes dessa graça, como: oração, jejum, louvor, madrugadas, exame da Palavra entre outros recursos que a graça de Deus promove ao crente em Jesus.

 E da mesma forma como havia dito aos gálatas que o segredo de não cumprir os desejos da carne é ANDAR NO ESPÍRITO, o apóstolo também o diz em outras palavras aos crentes de Roma.

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” (Romanos 8:2)

Há duas leis em funcionamento na vida dos que servem a Deus: A DE VIDA E A DE MORTE!

Enquanto a lei do Espírito vivifica, a lei do pecado mata.

No verso 6 lemos: “Porque a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do espírito é vida e paz”. Mas nesta exposição das leis, temos mais do que um mero contraste entre uma e outra; as Escrituras estão nos dizendo que uma lei é maior e sobrepõe a outra. A lei do Espírito da vida NOS LIVRA da lei do pecado e da morte!

 

Graças a Deus! Embora a lei operante na maioria dos homens seja a do pecado, nós temos o antídoto: a lei do Espírito da vida. Quando a segunda entra em operação, a primeira é anulada. Basta andar no Espírito, acionando voluntariamente esta lei, e você experimentará a vitória. Caso contrário, jamais agradará a Deus:

“Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus.” (Romanos 8:7,8)

O que é estar na carne?

 

É viver a vida sem Cristo, desprovida por completo da lei do Espírito. Este não é o caso dos cristãos verdadeiros, pois o texto prossegue dizendo:

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Romanos 8:9

Depois desta declaração profunda, de que ninguém que serve a Cristo está desprovido do Espírito Santo para vencer, Paulo estabelece claramente ONDE cada uma das duas leis opera: a do pecado, na carne; e a do Espírito da vida, em nosso próprio espírito.

“Ora, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça”. Romanos 8:10

O quê, exatamente, significa a expressão “corpo morto por causa do pecado”?

Fala da operação da lei do pecado na nossa carne; mais à frente o escritor usa o termo “corpo mortal”. Mas assim como a carne está sob a lei do pecado, nosso espírito, por sua vez, está sob a vida; ou seja, tem nele a operação do Espírito da vida! Enquanto a Bíblia chama nossa carne de corpo morto (ou mortal), chama nosso espírito de vivo (ou vivificado) e diz que esta vida do espírito pode fluir para o corpo, anulando a lei da morte.

“E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita”.
Romanos 8:11

 “vivificar o corpo mortal” fala da lei do Espírito da vida anulando a lei do pecado e da morte na carne já neste tempo presente. Logo, no Arrebatamento, estaremos com o corpo em plenitude de renovação e vivificação. Mas, antes disso, ainda no preparo para esse dia, Deus nos dá seu espírito para andarmos segundo SUA VONTADE.

 

Resumindo, só vencemos a carne pelo operar do Espírito Santo em nós: “porque, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm.8:13). Não há outro meio de vencer a carne, a não ser anulando esta lei mortal do pecado mediante o poder e ação do Espírito de vida.

 

O CATIVEIRO DO PECADO

 

Para melhor enxergarmos a atuação do Espírito Santo quebrando o domínio do pecado e da carne em nossas vidas, precisamos reconhecer que Paulo trata a lei do pecado como sendo um cativeiro:

“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros”. Romanos 7:22,23

Preste atenção na frase usada pelo escritor “levando cativo”. É nesta linha de raciocínio que ele declara em Romanos 8:15 que não recebemos o “espírito de escravidão”. A lei do pecado e da morte, é na verdade, uma escravidão.

Depois o raciocínio deste cativeiro do pecado se estende e apresenta a própria criação escravizada e ansiando pela libertação:

“Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.” Romanos 8:19-23 .

E a Palavra de Deus traça um paralelo entre a natureza e a humanidade nestes termos: ambos estão no “cativeiro da corrupção”; ambos aguardam a libertação. E logo a seguir, veremos Paulo usando a frase “do mesmo modo também o Espírito”... A Bíblia Sagrada está dizendo que assim como a criação e a humanidade gemem, ASSIM TAMBÉM o Espírito Santo geme! Não geme por necessitar de libertação, mas geme em nós, levando-nos a uma vida de mais entrega. E é exatamente neste ponto que aparece a oração no Espírito Santo ligada ao vencer a carne:

“Do mesmo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por com gemidos inexprimíveis”.Romanos 8:26

Somos ajudados na fraqueza. E que fraqueza é esta? O contexto de todo o capítulo - e mesmo dos anteriores - fala de uma só fraqueza: a inclinação da carne. A única maneira de vencer a carne é com a ajuda do Espírito. E como Ele nos ajuda? Visto que não sabemos orar como convém, o Espírito intercede por nós...

É usando OS RECURSOS DA GRAÇA na revelação de Jesus, assim, conheceremos o toque libertador do Espírito Santo.

É interessante também, o significado desta palavra traduzida como “ajuda” (ou assistencia). No original grego é sunantilambanomai, que quer dizer “pegar firme contra algo, juntamente com”. Tal palavra cabe bem no exemplo de alguém que ajuda outro a carregar algo pesado, como um piano. É literalmente “pegar a outra ponta do peso”, o que reflete, na verdade, uma sociedade. É ajuda em parceria. Isso também nos afirma a ideia da VIDA NO CORPO. Aquele que está envolvido com a Obra de Deus e vive como participante das bênçãos espirituais do Corpo de Cristo está vacinado contra a inflamação da carne e pelas flechas malignas do inimigo. No Corpo de Cristo, o crente mortifica a cerne em SANTIFICAÇÃO constante.

 

Aleluia! Deus nos deu uma poderosa arma contra a inclinação da carne, e devemos usá-la dia após dia. Sei muito bem na prática, que, à medida que oramos mais, santificamos mais, dedicamos mais, nossa carne é enfraquecida. O próprio exercício do espírito nos faz mais consciente da presença de Deus e nos alerta para as sutis armadilhas da carne.

 

Gabriel Felipe M. Rocha