Mostrando postagens com marcador vida espiritual. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vida espiritual. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Buscar as coisas do alto:

Buscar as coisas do alto:

                  [...] buscar as coisas do alto é, portanto, constante negação de nós mesmos (Cl 3: 5), pois esse é o sentido real da nossa morte e ressurreição. Vida virtuosa é isso: negação de suas aspirações e paixões para fazer aquilo que agrada a Deus. Olhar para as coisas que são de cima e focar nas coisas do alto é assumir o chamado; é esquecer das coisas que para trás ficam; é avançar para o alvo; é procurar não errar o alvo; é crescer em graça e em conhecimento; é se encher do Espírito Santo; é se preocupar com as coisas do Reino; é se alimentar de Jesus; é se envolver e se relacionar com nosso Senhor. Buscar as coisa de cima pressupõe uma vida que está determinada a carregar a cruz. Buscar as coisas de cima é poder orar com firmeza de coração: "venha a nós o teu Reino e seja feita a tua vontade!". Buscar as coisas que são de cima é buscar em Deus e em sua Palavra o sentido para viver e poder olhar para o próximo com mais compaixão.
                  Em Mateus 5: 1-48, Jesus nos deixa o modelo da vida bem-aventurada, ou da "beata vita", que supõe uma vida de plena realização pessoal. E nos ensinamentos do Sermão da Montanha, Jesus ensina que a bem-aventurança (felicidade plena) está na constante negação de nós mesmos para o serviço do Reino de Deus e no servir o próximo e amar o próximo como marca de uma vida que conheceu a liberdade em Cristo. E não só isso: conheceu a graça e a própria miserabilidade diante do amor de Jesus Cristo. Buscar as coisas do alto, assim como "pensar nas coisas de cima" é, portanto, disposição mental, física e espiritual para morrer de vez para o mundo e viver uma vida ressurreta para Deus. Nossa bem-aventurança está no entendimento da mensagem da cruz.
                 Na cruz consiste a verdadeira liberdade em Cristo. Por quê? Porque morrer para o mundo e para o pecado e vencer a carne, dizendo não para as paixões, inclinações e desapontando nossos fortes desejos em vista da glória de Deus, implica total domínio de si mesmo, numa vida frutificada pela obra do Espírito Santo.
                 Poder dizer para a oferta do maligno e da própria carne que “eu vou agradar a Deus e não a mim mesmo” é vencer – como Cristo – a tentação do Diabo e se portar como verdadeiro liberto. O escravo não consegue. O livre sim, pois seu olhar está firme em Deus e tem constantemente buscado as coisas do alto. Assumir, portanto, a liberdade que Cristo nos concedeu na cruz. Somos livres quando nossa mente está buscando as coisas do alto e pensando nas coisas do alto, pois o pecado não mais nos domina. Temos vitória sobre o maligno! Veja em 1 João, 2: 12-17.
                 Em continuidade de sua admoestação e ensino, Paulo ainda adverte sobre a importância de ainda morrermos totalmente em nossa velha natureza terrena, buscando superar e vencer toda prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e avareza. (3: 5), pois, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os homens. Muitos ainda não acordaram para a seriedade dessas palavras e vivem praticando uma ou todas essas coisas citadas. Mas a palavra de Deus para esses é: condenação! Morte eterna! Inferno. A não ser que se arrependam agora e busquem a Deus. Buscai as coisas do alto! Perto está o Senhor daqueles que o invocam (Is 55: 6).

Uma excelente noite e auto-análise, reflexão, súplicas e paz!

Gabriel F. M. Rocha.


Síntese Cristã​

https://www.facebook.com/pages/S%C3%ADntese-Crist%C3%A3/356876407817770?fref=ts


domingo, 17 de agosto de 2014

CRESCEI NA GRAÇA E NO CONHECIMENTO


"Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém." (2 Pedro 3:18)

A Bíblia é um importante meio de graça, ela é fundamentalmente um "recurso oriundo da graça". Ler a Bíblia é muito mais que uma simples leitura. Ler a Bíblia em espírito e em oração é abrir-se à transcendência pela Revelação de Jesus Cristo nela contida. É ouvir o que o Espírito Santo quer dizer e, efetivamente, ouvir a voz de Deus. O que busca o conhecimento agrada a Deus. Assim, vamos crescendo na graça, ou seja, naquilo que é da fé e naquilo que é do Espírito (aspecto espiritual) e também vamos crescendo em conhecimento. O termo grego usado no original por Pedro em sua carta para definir "conhecimento" foi "gnosis" que, exatamente, quer dizer "conhecimento", "intelectual". Ele não falava do dom espiritual descrito por Paulo em 1 Coríntios 12, embora lá também Paulo use a mesma expressão "gnosis" que significa "conhecimento" ligado ao termo "intelecto". Então Pedro diz em sua carta que precisamos crescer em graça (no aspecto espiritual) e em inteligência (razão a serviço da fé) para que assim sejamos firmes em ambos os aspectos. A fé é um dom de Deus (ela é doada por Deus/ oriunda da Eternidade). No entanto, o crescimento da mesma se dá em nossa constante busca de conhecimento, cuja referência principal para tal conhecimento é a Bíblia, a Palavra de Deus. O conhecimento promove a fé e o coração cheio de fé é o que está, de fato, apto para receber a revelação de Jesus Cristo, a saber, o Cristo vivo e glorificado que se revela pela Palavra.

A fé vem pela Palavra de Deus, O genuíno avivamento vem pela Palavra de Deus, todo dom espiritual ou toda manifestação supostamente espiritual deve estar submissa a verdade das Escrituras e deve passar pelo crivo da mesma, senão é engano. A regra de fé e prática da igreja que pretende ser fiel (eu e você) é a Palavra de Deus, nada mais.... Nada menos... Devemos prosseguir em conhecer ao Senhor e a base de todo o conhecimento de seu projeto de redenção está na Bíblia. Cresçamos em graça (naquilo que é espiritual) e cresçamos em conhecimento (naquilo que é intelectual). Jesus morreu e ressuscitou para limpar-nos de nossos pecados e não para tirar a nossa inteligência. Nossa inteligência, razão e intelectualidade devem estar submissas ao espiritual e devem ser servas da fé e da Revelação de Jesus Cristo. Devemos sim estudar a Bíblia. Quando Paulo fala da "letra", ele não fala do ensino literal da Bíblia, mas sim das exigências da Lei. Devemos conhecer todo o contexto e não apenas apegarmos a versículos isolados. É perigoso! Isso sim mata... Mas Paulo (servo de Deus que nunca ignorou o conhecimento) estava dizendo ali que a "letra" (Lei) mostra o pecado, portanto, "mata", mas o Espírito Santo mostra a vida, portanto, "vivifica". Simples, não é? 

Há ensinamentos na Bíblia que não precisam de alegorizações e busca por algo oculto, pois já estão explicitadas e nos servem como máximas a serem seguidas (pela fé). A Bíblia carrega inúmeros ensinamentos práticos para a vida cristã, para a nossa salvação individual, para nossa prática e fé, para o serviço na igreja, para a missão da igreja, para a família, para o lar, para os pais, para os filhos, para os casamentos, para a vida estudantil, para a vida ministerial, para a santificação, etc. Todos esses ensinamentos estão explícitos na Palavra de Deus e já estão revelados, pois são já a revelação de Deus para os seus servos. Temos que ler, temos que buscar praticá-los, temos que aprende-los e ensiná-los. Assim até a volta de Jesus!

Conheço muitos crentes medíocres que ignoram o conhecimento dizendo que é "razão" e que "a letra mata....etc." e preferem, assim, 'autolimitarem'. Tudo bem, ninguém precisa estudar uma teologia sistemática ou coisa parecida, aliás, não é disso que estamos falando. Conhecimento acadêmico é ouras coisa. Alguns até podem ser perigosos sim. Deus não se interessa por teólogos ou "acadêmicos da fé", mas sim de servos humildes que, em sua humildade e fé, buscam conhecer a Deus e se aprofundar nos assuntos relativos à fé. Isso é nobreza espiritual.

Não fomos chamados para a ignorância, aliás, devemos em todo o tempo prestar o nosso culto racional. Jesus ia cumprir na cruz toda a Lei, mas antes, cresceu em graça e conhecimento e vivia no meio dos doutores. Era sábio. Deus nos dá a sabedoria para aplicá-la a serviço do espiritual (do Reino), no entanto, devemos buscar aprofundarmos em conhecimento sim e não sermos medíocres e apenas para repetir o que ouvimos.

"Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém." (2 Pedro 3:18)

"Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor..." (Oséias 6:3)


"Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu possuidor" (Eclesiastes 7:12)

O leitor poderá gostar também de: "Lendo as Escrituras"

http://palavraserio.blogspot.com.br/2014/02/lendo-as-escrituras.html

Gabriel Felipe M. Rocha

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O FRUTO DO ESPÍRITO

O FRUTO DO ESPÍRITO 

Texto base: Gálatas 5:16-26 

Introdução

Nesta parte da carta que Paulo escreve aos cristãos da igreja da Galácia, ele mostra o grande contraste que existe entre quem vive na carne e quem vive no espírito. Sabemos que aquele que se diz “cristão” é nascido do espírito, como o próprio Senhor Jesus relata a Nicodemos no texto de João 3:5-6:

“Em verdade, em verdade vos digo: quem não nascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito.” (João 3: 5-6)

Há uma diferença doutrinária entre "dons do Espírito Santo" (registrado expositivamente em 1 Coríntios, capítulo 12) e "frutos do Espírito" (da carta aos gálatas). Os dons dos Espírito são importantes para a Igreja e para a edificação pessoal, no entanto, o Senhor Deus dá conforme sua graça e conforme o Seu Santo Espírito quer. Já os frutos do Espírito Santo devem (disse devem) ser mostrados na vida do crente, pois se não existem, logo esse não é salvo. (Gabriel Felipe M. Rocha)

Desse modo, como identificamos se somos nascidos do Espírito?

Através do fruto descrito nesse texto que vamos analisar podemos identificar se somos nascidos de novo. Uma coisa é clara nesse texto – aqui o fruto do espirito é único. Muitos acham que as atitudes descritas sobre este fruto são individuais, que se você tem um ou outro você é nascido de novo. Não, irmão! Não se iluda! Todos os elementos compõem um único fruto. Leia atentamente e você perceberá que a palavra fruto está escrito no singular, e não no plural. Vemos descrito o fruto do espirito, e não os frutos do espirito.

Explanação

Sendo assim, vejamos, então, cada uma das partes deste fruto contidas em Gálatas 5.22 e, com isso, façamos uma introspecção para entendermos a nossa posição diante de Deus.

1. Amor (Afeição profunda; afeição à pessoa ou objetos; paixão; entusiasmo)

A palavra grega “ágape”, traduzida por amor, inclui o amor a Deus e ao próximo. Paulo o coloca como o primeiro fruto por causa de sua força e importância, pois se refere aos dois principais mandamentos que o Senhor nos deixou: “Amarás ao senhor teu Deus e ao próximo como a ti mesmo.”

O amor gera em nós todos os outros elementos incluídos no fruto. Claro que, nos dias de hoje, o amor não tem mais a sua honra e o seu devido valor. O amor de hoje é impuro, egoísta e interesseiro, mas, para os filhos de Deus, o amor não pode perder o seu significado real, e a prática desse amor tem que ser de uma forma santa.

O amor relatado aqui pelo apóstolo Paulo, como o primeiro fruto, é um contraste notório com o amor carnal. No versículo 19 vemos que o primeiro fruto da carne é a prostituição. O amor do ímpio é assim – prostituído, sem valor e sem decência, inundado pelo pecado. O amor do cristão tem que ser diferente, pois essa é uma forte evidência de que este alguém é amado por Deus e é nascido de novo.

Quem ama a Deus crê em seu filho como único salvador e mediador, segue sua verdade e a prática. Este tem prazer de ir à casa do Senhor para adorá-lo, ama a comunhão, tem intimidade com Deus, busca a verdade e foge de heresias. Quem ama seu próximo oferece ajuda quando este precisa, perdoa, se compadece e é amigo, independente do que o outro possa lhe oferecer. Chora com ele e também se alegra, anda mais uma milha, levanta quando este cai e sempre tem uma palavra de consolo para oferecer ao abatido. Quem possui amor pratica tudo o que está escrito em 1 coríntios 13.

O amor do mundo é imoral, obsceno, impuro e sensual; trata com injustiça e violência; é um amor covarde e traiçoeiro que não pensa no outro, mas, sim, em satisfazer a si mesmo. É o contrário de tudo que é bom.

2. Alegria (Gozo, Contentamento, júbilo; regozijo)

Como o próprio significado da palavra deixa claro, a alegria, aqui mencionada, é um contentamento em Deus. Quem ama a Deus demonstra regozijo pela sua verdade.

A palavra grega para alegria é “chara”, que é fundamentada em um consistente relacionamento com Deus. Esta alegria de forma alguma está relacionada a um triunfalismo pregado em muitas “igrejas ditas evangélicas” que vemos por ai, principalmente em “igrejas” neopentecostais, que infunde na mente dos membros que, para se ter alegria em Deus, você precisa alcançar bens materiais, como casa, carro, dinheiro etc.; ou então, para você ser feliz em Deus, você tem que ser uma pessoa saudável e cheia de vida. Irmão e irmã, isso é uma mentira de satanás para tornar os homens miseráveis, pois “aquele que espera Cristo somente nessa vida é o mais miseráveis de todos os homens” (1Cor 15.19).

A alegria mencionada por Paulo é um gozo em Deus. É um prazer único em Deus e em sua verdade. Nos momentos de tristeza e lutas, a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8: 10d). Isaias 12:3 mostra que das fontes da salvação tiraremos agua com alegria. Como diz o rei Davi: “Então, irei ao altar de Deus, que é minha grande alegria” (Salmo 43:4).

2. Paz (Tranquilidade, sossego, descanso) 

A palavra paz, no grego “eirene”, refere-se fundamentalmente a uma paz com Deus. Essa paz foi conquistada por Cristo na cruz. É uma paz que o mundo não pode nos dar. Quem possui essa paz descansa em Deus em meio às tribulações da vida; confia que o Senhor está na direção e que sabe o que é melhor. Possui a tranquilidade de que um dia habitara num reino governado por um Rei justo e que, “nem a morte, nem a vida, nem anjos e principados e nem potestades, nem o antes nem o porvir... nada pode nos separar do Amor de Deus que está em Cristo Jesus” (Rm 8: 38-39).

Estes três primeiros elementos que compõem o fruto do espirito estão diretamente ligados a Deus e a nossa relação com Ele. O três a seguir: Longanimidade, benignidade e bondade estão ligadas ao nosso relacionamento com o próximo.

3. Longanimidade (Firmeza de ânimo; coragem)

A palavra grega “makrothumia” significa longanimidade; refere-se a alguém que tem ânimo espichado, ou, como dizem na linguagem popular – alguém com pavio longo. Uma pessoa longânime é tardia em irar-se. Não pensa em vingança mesmo se houverem possibilidades. Não se abala com as investidas do diabo. Não se derrete com as tribulações da vida, pelo contrário, se mantêm firme e constante, pois possui sua vida fundamentada em Cristo. 

Quando alguém lhe faz o mal, a pessoa longânime não paga na mesma moeda, pois ela tem facilidade em perdoar, haja vista que possui um espírito reto. Por amar a verdade de Deus, a defende, e por ser assim, é um ótimo (a) apologista.

4. Benignidade
(Bondade; brandura)

Uma pessoa benigna é considerada uma pessoa branda, suave. Suas palavras são temperadas pelo espirito de Deus. Não usa um linguajar obsceno e nem torpe. Suas atitudes revelam sua doçura e seu caráter revela o amor de Deus.

No grego, a palavra “crestotes”, que traduzida significa benignidade, revela um tipo de pessoa gentil e bondosa com os outros. Uma pessoa benigna sempre age de forma misericordiosa. O benigno não age com bondade só com os seres-humanos; a sua compaixão e amor se estende sobre toda a criação de Deus – animais, plantas, terra e todo ser vivo. Paulo, em sua carta aos Efésios, diz: “Antes, sedes uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo Jesus, vos perdoou” (Ef 4:32).

5. Bondade (Qualidade do que é bom; boa índole)

A pessoa considerada bondosa age de forma honesta, é verdadeira, pura e justa. Suporta algumas injúrias com paciência e mansidão. Mesmo sendo pecador consegue agir de forma correta e não dá mau testemunho. Uma pessoa benigna também corrige, disciplina e exorta por amor ao próximo.

A palavra bondade, no grego “agathosyne”, possui um princípio energizante. Trench diz que Jesus usou essa palavra quando purificou o templo expulsando os que estavam transformando o Templo de Deus em um mercado. Porém, mais tarde, usou “crestotes” (benigno) com a mulher que ungiu seus pés, pois manifestou com esta uma atitude amável.1 A pessoa que manifesta bondade em suas atitudes não faz somente a outras pessoas, mais faz bem a si mesmo como está escrito em provérbios 11:17.

6. Fidelidade (Fé/ Lealdade)

É tão bom conhecer alguém fiel. O fiel é alguém que podemos confiar sempre. Alguém que é amigo e confidente, que te apoia nos seus objetivos quando estes são para o seu bem e te repreende quando está errado. O fiel é benigno, bondoso, amoroso, longânime, transmite paz, é manso, possui domínio sobre seu sentimentos e emoções e é alegre. 

Alguém assim não é fiel somente ao seu próximo; antes, é fiel primeiramente a Deus e a sua palavra. Pode o mundo desabar que ele continua com a sua fé inabalável. Pode ser comparado ao servo João que seguiu ao Senhor Jesus até ao seu calvário. A própria palavra grega “pistis”, traduzida por fidelidade, significa fé, que é o nosso firme fundamento que nos mantêm no caminho em direção a Deus. A fidelidade depende da fé, não age de forma individual.

Devemos seguir a fidelidade de Jó, que mesmo diante de tanta dor, em momento algum, blasfemou contra seu Senhor. Ele era fiel no muito e também no pouco. Existem vários exemplos na palavra de Deus em que podemos nos apoiar para nos tornamos fiéis, como: Moisés (Nm 12: 17); Davi (1Sm 22:14); Hananias (Ne 7:2); Daniel (Dn 6:4) dentre outros.

7. Mansidão (Qualidade de manso; índole pacifica)

A palavra grega “prautes”, que traduzida significa mansidão, nos passa um ar de uma dócil submissão. Uma pessoa mansa, por mais que ela tenha inteligência, poder ou status, se mantêm humilde e nunca abusa das qualidades que possui. É como se fossemos cães ferozes domesticados pelo Espírito. O manso de espírito têm facilidade de se submeter. Mesmo quando tem razão tenta de forma pacifica mostrar seu ponto de vista, e mesmo que o outro não concorde, não age de forma arrogante ou obstinada. Este tipo de mansidão nos leva a se submeter a vontade de Deus. Segundo Donald Guthrie, esta qualidade não é natural e precisa ser cultivado pelo Espírito Santo. O desenvolvimento da mesma nos leva a harmonia e não a discórdia.2 John Stott nos diz que esta mansidão é aquela atitude de humildade que Cristo tem (Mt 11:29; 2Co 10:1).3

8. Domínio Próprio/ Temperança
(Autocontrole)

A palavra grega “egkrateia” significa autocontrole, domínios dos próprios desejos. Uma coisa que pega o Cristão são o desejos sexuais. Talvez esta seja uma das coisas mais difíceis de conseguirmos controlar. Ter domínio sobre seus desejos e ações requer a intervenção do Espirito, pois, sem isso, digo que impossível dominar a fera que somos. É muito difícil domar nossos instintos. Se alguém fala algo que não nos agrada, logo já queremos partir para agressão.

Quando estamos solteiros e passa uma mulher ou um homem atraente, logo olhamos com cobiça e daí vem os pensamentos pecaminosos. E quando os hormônios do nosso corpo começam a gritar e nos levam a assistir sites pornográficos para acalmar a agitação dentro de nós? Quando passamos por momentos de tribulação, nossa mente já nos induz a trair nosso cônjuge. Quando passamos por dificuldades, já pensamos em encher a cara nos embriagando.

Irmão e irmã, se não tivermos domínio sobre nossa mente e corpo, pecaremos contra Deus de todos os modos. Talvez este seja o elemento do fruto mais difícil de alcançarmos, mais não é impossível. O Próprio Senhor Jesus, em sua natureza humana, foi tentado de todas as formas e não caiu em nenhuma delas. Que possamos usá-lo como nossa fonte de motivação.

Conclusão

Depois da analise a respeito do Fruto do Espirito, percebemos o porquê devemos nascer de novo. Se somos filhos de Deus, temos o seu “DNA”. E qual seria, então, o seu “DNA”? O fruto do Espirito!

Todos os elementos que formam o fruto mencionado em Gálatas fazem parte do caráter de Deus. Ele é perfeito em todos eles, e por sermos filhos de seu amor através de cristo precisamos ter o caráter semelhante ao de nosso Pai.

Nós somos a bíblia do ímpio. Muitas vezes, o mundo observa nossas atitudes diante de diversas situações. Ele vê a diferença ao praticar as coisas que, para este mundo caído, não são normais. Amar quem nos persegue, bendizer quem nos maldiz, perdoar uma traição, praticar atos de justiça, dar a outra face, submissão são loucuras para aqueles que não conhecem a Deus.

Sabe por que não conseguimos todas as partes do fruto? Porque o nosso amor é imperfeito! Se ao ler esse texto você percebe que falta uma dessas coisas mencionadas, não se apavore! Busque em Deus aquilo que te falta. O Fruto do Espirito é completo, e todos os seus pedaços estão perfeitamente enraizados. Um depende do outro. Busque aperfeiçoar aquelas qualidades que você tem mais dificuldade e se esforce em praticá-las. Assim, o mundo vai ver que você é um amado de Deus.

____________
Notas:

1 Hernandes Dias Lopes. Gálatas, pág 250.
2 Donald Guthrie. Gálatas, pág 180.
3 John Stott. A mensagem de Gálatas, pág 135.

Artigo escrito Por Priscila Dâmaso

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O Significado da Cruz:

O Significado da Cruz:

Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mateus 16: 24,a 28)


Existem alguns enganos sobre a expressão "carregar a cruz". Engano esse, muitas vezes gerado por falta de uma boa leitura bíblica e por não entenderem o conteúdo espiritual do Evangelho.


Aproveitando da não- alfabetização bíblica de muitos crentes, alguns líderes e algumas igrejas impõem cargas pesadas de legalismo e religiosidade para os tais carregarem  sendo essas ordenanças, dogmas, usos e costumes como a “cruz” que o Evangelho se refere. Mas o aspecto profético da Palavra de Deus é já explicitado nos versos de Mateus 16: 24 a 28. A cruz significa a negação de nossa própria vida para uma entrega completa a Deus.Isso implica arrependimento, regeneração, santificação, serviço (do Evangelho), renúncia, etc. Isso, muitas igrejas não querem pregar por não ser, talvez, um assunto tão lucrativo.

Carregar a cruz para Cristo foi o cálice que só Ele podia tomar, pois era o Cordeiro Perfeito plenamente apto para doar sua vida para a redenção humana através de seu Sangue. Enfim, a entrega e morte de Jesus na cruz significou VIDA para nós. O segredo da cruz é MORTE e RESSURREIÇÃO. A morte e ressurreição de Jesus Cristo nos garantiu a entrada no Reino. Esse foi o cálice de Cristo e dele não podemos beber. Mas qual cálice podemos (e devemos) beber?

Nós cristãos autênticos (remidos pelo sangue derramado na cruz) devemos - agora - carregar a nossa cruz que, embora não tenha o mesmo peso espiritual e qualitativo de Cristo (pois a morte dele garantiu Vida a todos os que Deus chamou para a salvação e nós não podemos garantir isso), tem - pelo menos - o mesmo significado prático. Ou seja:

Nossa cruz agora significa, do mesmo modo, MORTE e RESSURREIÇÃO. Como assim? 

A cruz que agora carregamos até o Dia do Senhor é a constante negação de nós mesmos, morrendo para o mundo e ressurgindo para Deus. Esse é o primeiro e principal significado da cruz: morrer para o mundo e para o pecado (negação pessoal) para ressuscitar para a vida espiritual e para a genuína santidade (vida com Deus). Essa é uma responsabilidade pessoal/ individual.

Mas a cruz tem o segundo significado bíblico: sofrer as aflições de Cristo, portanto - em referência à Palavra de Deus - carregar a cruz é também sofrer as AFLIÇÕES DE CRISTO. Pois o próprio Cristo não nos enganou quando nos chamou para a Vida. Ele disse que o mundo nos odiaria, mas Nele venceríamos. Muitas lutas surgem por causa do Evangelho e assim, sofremos as aflições de Cristo. Assim está escrito nos Evangelhos e nas cartas neotestamentárias. 

Logicamente, hoje não temos as mesmas lutas que os cristãos da Igreja Primitiva, de Paulo, Pedro, João, etc. mas temos nossas provas constantes e lutas travadas, pois o intento do adversário de nossa alma é nos tirar do Caminho. Mas, conforme Paulo escreveu: quando fraco estamos (por causa das lutas e provas), somos fortes. Por quê? Porque nossa vida carnal as vezes perece e carece, mas a espiritual é forte, pois tem ressuscitado para a vida em meio a provação. E por quê? Porque o sofrer com Cristo gera fé e a fé gera a genuína experiência com o seu poder. Quando temos experiências com o Deus vivo, nossa alma revive mais forte e nosso corpo de subjuga à vontade santa de Deus. E assim vamos negando nosso eu e vamos vivendo para Cristo.

Louvado seja Deus!


As aflições, lutas e tristezas dos ímpios, dos idólatras e demais pecadores que não estão caminhando na fé e na graça não são as aflições de Cristo. Essas são as aflições do mundo e a constante amargura do pecado. Portanto, para esses o sofrimento não é cruz, pois não negam a sua vida e não conseguem morrer para o mundo. Em pecado, jamais ressurgirão para Deus.

Mas nós que conhecemos a Revelação da graça, a saber, Jesus Cristo, amamos a mensagem da cruz e, até morrer, vamos proclamá-la!


Se agora sofremos as aflições de Cristo, logo participamos de sua glória, diz a Palavra de Deus. Então, a cruz significa também para nós, servos do Altíssimo, o sofrimento cotidiano por causa da mensagem da cruz. E assim, de fé em fé, vamos morrendo para o mundo e revivendo para Deus pela cruz de Cristo.


E a Verdade prevalece!

Gabriel Felipe M. Rocha.

Vencendo a Religiosidade

Vencendo a Religiosidade

É possível ser religioso sem ser religioso? Não, a pergunta não está errada. O problema provavelmente está em nossa interpretação do que é ser “religioso”.

O termo “religião” não é um termo etimologicamente ruim como alguns pensam. Na verdade há uma confusão entre as expressões “religião” em seu significado real e  “religiosidade” que expressa já uma outra idéia (um sentido mais qualitativo). O termo “religião”, portanto, vem do latim “religare”, tem o significado de religação. Essa “religação” se refere a uma nova ligação entre o homem e Deus. Sabendo disso, conclui-se que o real significado da palavra é JESUS CRISTO, pois Ele é o único mediador entre Deus e os homens, não há outro capaz de religar o homem a Deus a não ser pelo Nome de Jesus Cristo.

A Bíblia assim diz, na pessoa de Jesus: ninguém vai ao Pai senão por mim. Todos pecaram e foram destituídos da Glória de Deus.

Mas o quadro foi totalmente mudado quando Ele se ofereceu em sacrifício em nosso lugar. O que a maior parte das pessoas toma por religião é, na verdade, denominação. Católicos, Assembleianos, Metodistas, Batistas, etc. são denominações. Jesus morreu por todos e para se ter uma religião é só se converter a Ele. Ele é a “religião pura e imaculada”.

A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo(Tiago 1: 27)

A religiosidade em seu sentido estrito é inerente ao ser humano, até mesmo para o ateu, que elege a razão e a ciência como substituto das coisas espirituais. Jesus Cristo era, sob certo aspecto extremamente religioso no sentido sadio da expressão, pois era zeloso em relação ao estudo da Lei e vivia em contato com as Escrituras, sendo reconhecido por onde passava como um Rabi, um Mestre nas questões do Judaísmo. Entretanto, ninguém confrontou os religiosos de sua época com tanta autoridade como nosso Senhor, sendo até reconhecido por seus ouvintes como alguém que “ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7.29). Pois Jesus não vivia numa “religiosidade”.

A religiosidade nociva trata-se já de uma situação semelhante a dos escribas e fariseus descritas por Jesus nos evangelhos. Esses eram sectários, vaidosos em relação às suas “denominações” (como farisaísmo, e outros grupos sectários ali existentes), se diziam “melhores”, ou afirmavam que eram mais “especiais” que os outros, “donos da verdade”, e que apenas seus grupos identificados com sua forma de vida e ação eram a obra genuína de Deus. Esses estavam apegados mais aos fatores externos do que a verdadeira transformação de vida. Preocupavam-se com alguns itens da Lei, mas ignoravam os outros tantos. Cobravam atitudes dos outros, mas não moviam uma palha sequer. Vigiavam a vida alheia, mas se faziam de santarrões ao publico, no entanto, eram como “sepulcros caiados”. Jesus foi severo com esses e o juízo ainda está sobre o religioso da religiosidade nociva, vaidosa, sectária e cega.

O grande desafio para o discípulo de Jesus não é deixar de ser religioso ou desprezar a religiosidade, mas, como o Mestre, vencer a religiosidade vazia e ritualística para viver uma religiosidade sadia e conectada com o Espírito Santo, pois a obra do Espírito Santo na vida do autêntico servo de Deus frutifica-o para a vida eterna em atitudes visíveis de arrependimento, definição, testemunho, frutos do Espírito, vida em espírito (de verdade), etc. Pois a obra do Espírito Santo não se limita a grupos religiosos, mas, em sua real essência, trata-se da operação do Espírito Santo na vida do eleito até o completar da sua redenção, aperfeiçoando-a no coração do crente até o Dia do Senhor:

Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1:6)

Uma religião verdadeira consiste em uma vida genuinamente aos pés de Cristo, onde o crente autêntico (verdadeiro servo do Senhor) engaja-se sem reservas ao serviço e ao testemunho do Evangelho, sendo um imitador de Cristo com suas atitudes. O crente que é crente só no âmbito de sua denominação religiosa não consegue viver por completo essa verdade bíblica. No entanto, viver  a obra redentora de Deus por intermédio do Espírito Santo perpassa-se nas seguintes etapas: 1) conhecimento da Verdade (pela Palavra); 2) frutificação da fé (dom de Deus/ fé salvífica); 3) arrependimento; 4) Batismo (águas e com o Espírito Santo); 5) transformação de vida/ frutos do Espírito Santo; 6) santificação; 7) instrumentalidade/ dons espirituais; 8) crescimento na graça e conhecimento e, conforme a obra específica do Espírito, a evidência de algum ministério na vida desse crente. Aí se resume a vida que vive a genuína religião, a religião pura e imaculada onde Jesus é revelado ao mundo através de uma vida cheia do Espírito Santo. O religioso da religiosidade doentia já não vive isso.

Quando Martin Luther King, Jr. enfrentou os racistas no meio do século passado, muitos deles das igrejas cristãs, ele não se levantou dizendo que precisávamos de menos religião. Ao contrário, ele disse que precisávamos de mais religião, mas da religião de acordo com o verdadeiro ensinamento do Evangelho de Jesus, e não das regras moldadas por homens.

A religiosidade vazia que devemos combater é a religiosidade que preza o exterior ao invés do coração. É aquela que valoriza mais as supostas manifestações do Espírito, experiências pessoais e subjetivas, tradições históricas do que a prática da Palavra de Deus. Esta vivência religiosa foi abertamente combatida por Jesus em Marcos 7:1-23, quando ele e seus discípulos foram criticados por comerem sem lavar as mãos. Os fariseus eram velozes em cumprir alguns aspectos da Lei que lhes interessavam (a consagração de bens ao Senhor), ainda que estes mesmos aspectos contrariassem valores mais importantes (o honrar pai e mãe). Para aqueles, Jesus foi bem direto, chamando-os de hipócritas.

Não é difícil cair nesta mesma armadilha hoje em dia. Geralmente temos os conceitos preestabelecidos de como o cristianismo deve ser vivido, de o que um crente deve fazer, como deve se vestir e que palavras usar. Até criamos o chamado “evangeliquês”, em que basta inserir um “bênção” ou um “glória a Deus” na frase para passarmos por espirituais. Usar tais palavras não constituem religiosidade vazia, desde que o conteúdo do coração esteja alinhado com essa “glória de Deus”. As palavras que saem de nossa boca devem refletir, sim, o estado do nosso coração – se está diante de Deus ou não. Se vivemos uma religiosidade vazia, podemos até falar palavras “bonitas”, mas nossas atitudes comunicam falta de amor e graça. Em contrapartida, se nossa religiosidade é recheada da presença do Espírito Santo, as palavras mais simples e cotidianas vêm repletas do poder transformador de Jesus Cristo.
Sim, é possível ser religioso sem ser religioso. Para isto, basta ter como modelo e referência não pessoas religiosas, mas a maior e mais verdadeira com Deus foi mostrada por Jesus Cristo. Ele é a nossa religião e ser como Ele é nosso objetivo. Para isto, precisamos buscá-lo através de uma comunhão genuína pela oração e pela compreensão da Palavra de Deus, vivendo seus ensinamentos como Ele mesmo viveu, sem medo algum de ser imitador de Cristo.


Texto escrito com base no estudo de Luis Fernando Nacif (Pastor da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte)

Adaptações e acréscimos de Gabriel Felipe M. Rocha

quarta-feira, 25 de junho de 2014

SALMO 25:1


“A ti,Senhor,levanto a minha alma”


O momento atual, requer atenção, caminhada constante rumo ao alvo (salvação) sem se desviar jamais.

A igreja foi instituída pelo Senhor Jesus com um propósito dinâmico de receber e levar a salvação. Testemunhar do Reino e anunciá-lo ao mundo. Isso requer trabalho, caminhada constante, posição firme e segura em sua presença e, necessariamente, definição.

No salmo 25, Davi ora a Deus por causas particulares como: o livramento dos inimigos e o perdão de Deus. No entanto, Davi humildemente se coloca neste salmo como um mero servo que quer “saber os seus caminhos” v.4. Quer lutar, vencer em Deus, quer fazer a perfeita e agradável vontade do Senhor como um soldado alistado para a guerra. É este o salmo do servo que quer ser do Senhor um instrumento e, que reconhece sua miséria humana assim como reconhece a grande misericórdia do Senhor.

Vamos entrar um pouquinho no Salmo 25:1 ao 3.

A ti Senhor,levanto a minha alma” v.1

“levanto” no original hebraico está ligado diretamente ao verbo: “nasáh”, e correspondente também aos verbos "erguer", "aceitar", "suportar" e "produzir". Todos pertencem à mesma raiz de "nasáh".

- nasah = aceitar. Então o salmista diz: “a ti Senhor, aceito-te, com minha alma (entendimento). Para servir ao Senhor e se achegar a ele é preciso estar disposto e se levantar com entendimento. Por exemplo: Senhor, eu te sirvo porque me resgataste da morte e,porque eu quero e te aceito como Deus,entendi o que é salvação. Com o entendimento de SUA VONTADE.

- nasah = suportar/padecer. Então o servo do Altíssimo , no entendimento do plano redentor de Deus, suporta as aflições de Cristo pela fé e se faz co-herdeiro com Ele da Glória Eterna na fé em Cristo e nos gestos de Cristo.Carrega sua cruz.Padece pela Cruz de Cristo.

-nasah= produzir- trabalha e dá frutos. Não será jamais cortado e lançado ao fogo , mas é um servo como árvores que produzem bons frutos. (Ver em João 15)

é um verbo associado com o substantivo: Pajem (função), o que leva as armas, carrega-as. Efésios 6: 11 “revestis de toda a armadura...”. Nos texto então é valido: “A ti,Senhor,me alisto para combater com minha alma” (existência). E a promessa para isso é firme: “ao que vencer...darei de comer da árvore da vida”.

- nasah= exaltar- adorar, louvar a um só Deus, o Senhor. Quer ser servo? Quer ser amigo de Deus? Seja grato! Não se alista para uma guerra,se não há um desejo e uma gratidão pela nação defendida. Em Jerusalém (celestial) está o nosso louvor.

nasah= também significa perdoar; dar; doar; Todo o caráter do servo do Senhor está contida numa única palavra: “Levanto”. Tal caráter tem a semelhança de Cristo se dando pelos outros, doando-se, perdoando sempre. Quer ser servo? Sirva! Quer chegar a Deus como Davi chegava? Entregue-se totalmente.

O ato de se levantar para Deus e à Deus traz consigo um segredo. Não se faz servo por uma escolha racional e nem por uma condição emocional humana, mas pela graça e pela regeneração do Espírito Santo na transformação de caráter (nascendo da água) pelo Espírito Santo que nos “impulsiona” a levantar.

Vários atos na Bíblia relacionados a levantar, estão ligados a uma operação de Deus e de seu Espírito na vida do que foi erguido. Ezequiel teve essa experiência no capítulo 2,verso 1: “e disse-me: Filho do Homem, põe-te de pé, e falarei contigo”. Estar de pé diante de Deus é uma escolha. Estar de pé diante de Deus é uma transformação dinâmica de vida e, ao mesmo tempo, resultado da eficácia da Palavra em nossas vidas.

Elias em 1Rs 19: 7,8 também teve tal experiência. Para prosseguir no caminho, teve de se levantar. E para comer do manjar preparado (pão cozido), foi preciso estar de pé diante de Deus. Para o servo conhecer mais de Jesus, e se alimentar dele de verdade conhecendo de fato a Revelação de Jesus Cristo, é preciso primeiro fazer como Davi: “A ti, Senhor, Levanto a minha alma”. Alma dá a ideia no original de "existência". Significa. Portanto, no original: “para ti, Senhor, levanto, minha existência”.

Davi orava a Deus neste salmo “levantando sua alma” mas,ao mesmo tempo, descendo totalmente diante do Senhor. Nota-se que a partir do verso 7, Davi se expõe por inteiro como pecador e transgressor diante de Deus e roga misericórdia. Ele se levantou (em oração) para descer (reconhecer seu estado de "homem necessitado"). E desceu (humilhou-se) para se levantar (em espírito) para o renovo de Deus.

Davi, primeiro,estabeleceu um elo vertical para com Deus: “A ti levanto”; v.2 “ em ti confio”; “és o Deus da minha salvação” v.5. A oração estabelece esse elo vertical, pois ela liga o homem (de fé) a Deus. É a comunicação entre o ser finito com o Transcendente. Nessa comunicação (oração), o ser finito se abre à sua infinitude essencial e sobe (em espírito) ao patamar transcendental, ou seja: se coloca em espírito no tempo da Eternidade. Só podemos estabelecer esse elo pala graça do próprio Deus que quis se revelar em Jesus e, agora pelo Sangue derramado da cruz, nós podemos (em Nome de Jesus) chegar a Deus.

Logo Davi, na condição de homem, se expõe ao Senhor num elo horizontal (humano/terreno): “não te lembres dos pecados” ; “minha mocidade”; “minhas transgressões”. E é exatamente neste ato horizontal que Davi se abre para Deus , como se estivesse com os braços erguidos e abertos ao Pai, ligado e dependente por inteiro da misericórdia de Deus.

Nota-se uma semelhança com a cruz. A ti levanto minha alma (minha existência, no original), ou seja: Levanto a minha vida e abro-me pelos meus pecados.Revelo os meus erros e minhas falhas.

A oração de Davi neste salmo é uma oração voltada à cruz de Cristo e com a essência direta na sua mensagem, mas num ato de entrega e morte de si mesmo.

Para se estar diante de Deus é necessário carregar nossa cruz, mas , para morrer nela o velho homem e ressurgir o novo homem com Cristo.

Levantar a alma (a ti,Senhor levanto minha alma) é entregar a Deus a nossa existência humana, carnal, e terrena. Como no sacrifício do antigo pacto, levantando a oferta e depositando no altar para ser queimada.

Alma , no original hebraico está ligado à: “nephes” que quer dizer: criatura, corpo (carne), fôlego, desejo, eu, mente, prazer.

Muito interessante e maravilhoso isso. No texto em original, Davi orava assim:

Verso1º “ Para ti, Senhor, dedico em entrega,gratidão,satisfação e devoção a minha existência , carnalidade, meu corpo e mente,meus desejos pessoais e meus prazeres terrenos”.

Verso 2º “Deus meu, em ti confio (verbo “batah”/ verbo hebraico = corro em busca de refúgio;estou preso e firmado;deposito tudo), não me deixes confundido...”

Confundido, no original, “bôs”, dá a idéia de : estar atrasado, fora de uma zona desejada.

Então Davi orava: “ Em ti corro todos os dias, não me deixes chegar atrasado ao meu desejo”. O desejo de nossa alma é a Eternidade de Deus. Nossa alma anseia pelo Criador.

Ele falava (em teor profético) a respeito daquele em que nós hoje corremos, Jesus, o caminho, corremos pelo premio, para não chegar atrasados ao banquete na eternidade e para jamais nos atrasarmos como as cinco noivas imprudentes que, por falta de óleo, não entraram à meia noite.

Quer estar salvo em cristo? Levanta-te e entrega-te. Entrega o seu caminho ao Senhor e viva uma nova caminhada rumo à Vida Eterna. Amém!

Gabriel Felipe M. Rocha

Jesus vem!

terça-feira, 24 de junho de 2014

A reconciliação com Deus

A reconciliação com Deus

“De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano. Ainda que antes tenhamos considerado Cristo dessa forma, agora já não o consideramos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus.  Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:16 ao 21)


Em 2 Coríntios 5:16-21, Paulo descreve como a salvação através de Cristo funciona atraindo o conceito de reconciliação. Por que Paulo escolheu esse termo? Em Português, reconciliar significa “Fazer voltar à antiga amizade (aqueles que se malquistaram).” Vem do Latim reconciliare que significa “reunir-se novamente.” Esse contexto é bem aplicável, pois, quando o primeiro homem pecou, rompeu-se completamente a amizade com Deus e, sendo assim, a humanidade se encontra em constante inimizade com o Criador. Mas Cristo é a proposta divina para a reconciliação. E isso partiu da própria generosidade de Deus (graça) que, por Ele mesmo, quis se reconciliar com o pecador por intermédio de seu Filho através do sangue inocente. Hoje, nós todos, podemos chegar a Deus como amigos quando cremos na eficácia desse sacrifício perfeito.

Escrevendo em Grego, Paulo usa uma palavra diferente: καταλλάσσω (katallassō). No coração desta longa palavra se encontra a raiz ἄλλος (allos) que significa “outro”. Então o verbo katallassō significa “trocar uma coisa por outra coisa.” É utilizado normalmente no Grego Clássico para referir-se a troca de bens ou dinheiro. Depois foi aplicado às relações de apaziguamento entre pessoas ou nações em disputa; as duas partes deixam o rancor de lado e voltam a ser amigas.

Autores Gregos nunca utilizaram o termo katallassō em um contexto religioso. A inovação de Paulo é a utilização do idioma de troca/escambo para explicar a mensagem cristã da salvação. Ele diz que Deus faz as pazes entre ele e a humanidade, trocando sua própria justiça pelos pecados da humanidade. Essa justiça estaria no sangue do único Justo, a saber, Jesus Cristo. Este termo, que teria lembrado a audiência de Paulo sobre relações internacionais, é especialmente propício porque mostra a necessidade da morte de Cristo em uma cruz e a importância do derramamento de sangue para tal reconciliação. Ou seja, sem esse derramamento, não pode haver a troca no sentido empregado por Paulo, pois só há a troca quando Deus recebe nosso pecado dando-nos o perdão e a reconciliação.

O interessante é notar que: nós, seres humanos, somos seres em constante pecado e, sendo assim, constantemente necessitamos de um renovo para chegar diante de Deus.

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós”
(1 João 1:7-10)

Neste acordo de reconciliação, Cristo funciona como o mediador, o agente que vai e volta entre as duas partes até que a fenda seja remendada: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Cor 5:19). Sem Cristo como facilitador da troca, a reconciliação seria impossível.

" A cruz é aquela grande e última palavra de Deus ao homem que explica tudo o que precisa ser explicado e responde as nossas persistentes perguntas sobre o propósito e a obra de Deus entre os homens” (Paul Washer)







(Por Gabriel Felipe M. Rocha/ Interpretação grego/português por Jonathan A. Lipnick)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

JESUS, O BOM PASTOR (João 10:1-5)

JESUS, O BOM PASTOR (João 10:1-5)

Por Gabriel Felipe Rocha





Irmãos, amigos e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus, a paz de nosso Senhor Jesus Cristo!


Mais uma vez trazemos aos amigos e leitores o tema “Jesus, o bom Pastor”, registrado no Evangelho segundo João, capítulo décimo.


Para quem ainda não leu as postagens aqui publicadas a respeito desse precioso tema, indico:





No texto que selecionamos hoje, vamos tratar de algo muitíssimo importante para quem é servo do Senhor: A diferença entre o “bom Pastor” e o que está de fora do aprisco.

No início do capítulo 10, Jesus já faz a denúncia: Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas (ou aprisco), mas sobe por outra parte é ladrão e salteador (João 10:1).

É interessante verificar que no início dessa frase, Jesus repete por duas vezes a frase “Na verdade”. O termo usado no original para “verdade” foi “amen” (gr.αμήν). Esse termo é muito conhecido em nosso meio, por exemplo: quando terminamos as nossas orações, dizemos “amém”. Pois é, “amém” é proveniente desse termo grego que significa “assim seja (ou será) feito” e, também, pode significar “firme” ou “confiável”.

Então Jesus quando diz “na verdade, na verdade” (por duas vezes), Ele está afirmando que sua Palavra é confiável, digna de aceitação, firme (não volta atrás) e conclusiva. E se Ele falou por duas vezes, é porque isso também é profético, pois Ele falava ao seu Corpo (sua Igreja, seu aprisco santo) e 2 é tipo da comunhão. No aprisco de Deus há, sobretudo, comunhão uns com os outros, amor, reuniões e orações por todos. No Corpo, a Palavra de Jesus se faz firme, pois é confiável.  e das minhas ovelhas sou conhecido (João 10: 14).

Jesus afirma nesse texto que só Ele é quem entra pela porta, ao mesmo tempo em que diz: Eu sou a porta. Ele estava mostrando que, em sua Obra redentora, Ele se daria a conhecer de forma mais íntima às suas ovelhas, porém, dentro do aprisco e não fora. O fato de Jesus ser a “porta” nos remete ao seguinte: nós entramos e saímos por essa porta todos os dias. 
A vida das ovelhas não são tão estática e ociosa quanto se imagina. Há uma dinâmica.

Todos os dias elas saem aos campos, aos pastos, se alimentam, correm riscos, se perdem ás vezes, entram pela noite aos apriscos, são tosquiadas (nas fases próprias), etc. É, portanto, uma vida corrida. Assim é com a Igreja: evangeliza, se alimenta, leva o alimento, sofre as lutas, se reúne todos os dias em um só corpo e, nessa perspectiva de dinâmica, caminha lado a lado com o Pastor Amado. Jesus também delegou a função de “pastor” a alguns homens (não mulheres) fiéis à doutrina e amáveis entre o rebanho. Eles entram pela porta. Para esses, o porteiro (Espírito Santo) abre e a Igreja Fiel é edificada na Verdade.

Mas é exatamente nesse ponto que Jesus faz a denúncia: “aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas (ou aprisco), mas sobe por outra parte é ladrão e salteador”.

Muitos “pastores” travestidos de ovelhas, mas, na verdade, são lobos cruéis, apóstatas e impiedosos, tentam entrar no aprisco, mas nunca entram pela “Porta” pelo fato de não estarem em Jesus.

Achei interessante o termo original usado para “ladrão”. Foi usado o termo “kleptés” (gr. κλέφτης) que indica o que “rouba de maneira secreta”, não como o assaltante ou um arrombador (lestés). Esse tipo de ladrão denunciado por Jesus é o ladrão que rouba sem alguém perceber. Isso acontece nas igrejas como? Muitos “ladrões” têm roubado a Herança do Senhor na vida de muitos santos e têm ferido a Vinha nos corações de muitos fracos e doentes espirituais. E tudo é de forma suave e serena. Muitos desses ladrões são até queridos e transmitem bem uma “mensagem do Evangelho”, porém não a vive. Não estou tratando aqui de roubos materiais e de valores como dízimos e ofertas (para esses tem um severo e justo juízo e os tais também não entram pela porta). Estou tratando do espiritual, isso nos interessa mais. Muitos estão entrando nas igrejas de forma sutil e mansa e lá disseminam erros, doutrinas de Balaão, apostasias sem limites e mundanismo. 

O que não entra pela porta muitas vezes se parece com Jesus. parece, mas não é. Está sendo, hoje em dia, oferecido um "evangelho" que se parece com o Evangelho de Cristo, mas na verdade não tem nenhum compromisso com a cruz. Não quer carregar a cruz. Esses tem entrado como ladrões, não entram pela porta. Não conhecem de fato Jesus.

Jesus chama a esses também de "salteadores".  Salteadores eram criminosos que não só roubavam, mas matavam, organizavam motins pelas cidades, assaltos, rebeliões, etc. Assim como a multidão escolheu Barrabás (salteador), muitos "crentes" contemporâneos têm escolhido salteadores ao invés de Cristo. Tem preferido um "evangelho" agressivo, preso nas contingências dessa vida, voltado para a satisfação de necessidades e carências materiais. Os salteadores ferem a doutrina e dispersam as ovelhas. Quantos têm andado dispersos acreditando que são crentes em Jesus? Muitos!

Para entrar pela porta, necessário é ter a experiência que Pedro teve em Mateus 16:16 (confira).

Só se conhece Jesus de forma íntima se tiver uma experiência real com Ele. Ter uma experiência real com Ele é ter uma experiência com a revelação. A revelação é a “chave” oferecida por Jesus à Igreja (e não a Pedro somente). Em suma, só se entra no aprisco de Deus e faz parte do Corpo de Cristo quem teve uma experiência com a luz. A luz (revelação) foi quem fez Pedro dizer “na verdade” que “Jesus é o Cristo...”. Nesse momento, me atendo um pouco nessa passagem bíblica, Pedro conheceu o bom Pastor, por isso foi “bem aventurado”. Ele conheceu a voz do Pastor.

Se não tiver a chave, não entra. Isso é que Jesus ensinou. Essa chave foi dada quando Ele, Jesus Cristo, nosso Senhor, derramou seu sangue precioso na cruz. Hoje a Igreja Fiel de Cristo conhece a Jesus e ouve sua voz todos os dias, pois conhece e crê na eficácia desse “sangue”, a saber, a constante regeneração do Espírito Santo. 

 Esse é o principal segredo para se entrar pela porta e ter uma experiência pessoal com Cristo. Essa é a bem-aventurança da Igreja que vai ser arrebatada: poder, mediante a eficácia da ação do Espírito Santor, ouvir a voz do Pastor amado que fala às igrejas e diz: "Eis que estou a porta e bato", Maranata!

O porteiro (Espírito Santo), enquanto não chega o pastor (que foi resgatar “as outras ovelhas” – João 10:16), não abandona o aprisco. Continua sempre junto à porta. O porteiro ajuda o pastor. Ele cuida das ovelhas e deixa protegido o aprisco. Interessante que, no período da noite, principalmente em Israel, o pastor quando tinha de sair rapidamente para buscar ou tratar de uma ovelha, deixava o porteiro junto ao aprisco e, quando era noite, o porteiro mantinha a luz da candeia acesa para indicar e identificar o aprisco e também para afastar a presença de lobos ou outros predadores. A Igreja espera o bom Pastor e o Espírito Santo tem feito uma Obra de redenção em nosso meio. A luz (revelação de Jesus Cristo) não falta.

Quando chegava o dia, as ovelhas saiam para os pastos. Elas conheciam a voz do pastor, por isso não se dispersavam.

No verso 4, a Palavra diz: “...as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz”.

seguem” aparece no original como “akoloutheo” que significa “estar no mesmo caminho”. O termo também pode se referir a “uma estrada”, um “caminho”. Mas o que me chamou mais a atenção foi o fato desse termo também ser traduzido como “atender a alguém”.
Assim é a caminhada da Igreja que vai morar na Eternidade com Deus: atendendo o chamdo de Cristo e a revelação do Espírito Santo que fala a Igreja.

No mesmo verso diz o seguinte: “seguem porque conhecem a sua voz”.

Analisei também o termo “conhecer” e fiquei surpreso. O termo usado para “conhecer” é “eido” que pode ser traduzido como “estar seguro”, “desejar” e “observar”. Então essa frase em João 10: 4 poderia ser lida ou escrita assim:

·         “As ovelhas me seguem porque estão seguras em relação à minha voz” (veja em João 6:68);

·         “As ovelhas me seguem (ou andam no mesmo caminho) porque desejam ouvir minha voz” (veja em Lucas 10:39);

·         “as ovelhas me seguem (ou andam no mesmo caminho) porque observam o que Eu (com minha voz) tenho feito” (veja em Marcos 2:9-12).

Assim eu termino essa singela postagem desejando a todos a paz de nosso Senhor Jesus!


Gabriel Felipe M. Rocha