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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SALMO 139:14

“Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem” (Salmo 139:14)
Olá leitores, a paz de nosso Senhor Jesus! Eis uma mensagem para edificar o nosso coração. Obrigado e que Deus nos abençoe com sua Graça maravilhosa.
Davi expressou com este salmo o que podemos chamar de “a gratidão da alma”. Num outro salmo ele chegou a escrever: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...” (Salmo 42:2)
Um dia tínhamos uma sede plena na alma, mas essa foi saciada no encontro e na experiência viva com o Senhor Jesus.
No salmo 139:14, Davi profeticamente relata o processo que garantiu a “formação da alma remida”.
·       “Eu te louvarei”
Há um louvor nos corações daqueles que um dia tiveram um encontro com o Deus vivo; louvar ao Senhor é a escolha e a decisão do verdadeiro “servo”de Deus.
“Eu louvarei” – um ato, uma afirmação, enfim, uma escolha semelhante a que teve Josué quando disse: “eu e minha casa serviremos ao Senhor”. 
Louvarei no texto original (hebraico) foi escrito como “yadhah” que carrega o significado de “reconhecimento” (no sentido de gratidão e honras) e também de “auto reconhecimento”, ou seja: louvar a Deus também é dizer com a alma: “Senhor, pecador eu sou, homem eu sou, limitado eu sou”. Por isso a alma celebra a Vida de Deus, pois a Graça nos basta em todos os sentidos e penetra a alma do homem fazendo o mesmo ficar confrontado, pasmo e temente ante a Glória do Senhor. Essa operação é toda espiritual. O Espírito santo move esse processo e o resultado é convencimento: “Eu te louvarei”!
·       “porque de um modo terrível...”
Hoje todo o sentido de nosso louvor está no ato de Jesus na cruz.  Graças a Ele recebemos a Graça, o perdão e a certeza de vida eterna. Mas esse ato foi terrível, foi doloroso, houve silêncio no céu, o Pai se entristeceu, o Filho padeceu , mas o ato de redenção aconteceu. Foi terrível, mas o Senhor garantiu Vida para a nossa alma.
 Para eu e você que fomos remidos por essa Graça, o ato de Jesus na cruz foi “maravilhoso”.
·       [...] fui formado”.
No calvário fomos formados. Lá iniciou todo o processo de nossa formação. Antes não éramos formados para a salvação. No original hebraico o termo na qual foi escrito “formado” dá a ideia também de “estar apto”; no grego essa expressão se repete com a tradução de “ordenados”: “ordenados para a salvação”(Atos 13:48)
É através do sangue da cruz que estamos aptos para a redenção eterna. Por isso a nossa alma canta porque ela deseja ardentemente o dia do encontro com o Criador (Jó 19:23-25).

A Bíblia é profética. Ela não se mede no “kronos” (tempo humano). Seu tempo (kairos) é circular, não se mede através de um início e nem se determina num final cronológico.
 Davi disse: “fui formado”, dando uma ideia real de um ato iniciado ainda no tempo profético de Deus (Salmo139: 15 e 16).  Desde a Eternidade, Deus planejou a nossa redenção e nos elegeu e nos predestinou para a salvação. Numa atitude profética, Davi falava em seu salmo do ato que iria se confirmar para sempre em Jesus quando o mestre se entregou e de uma maneira terrível nos deu a vida eterna.
O verso 14 termina com a seguinte expressão: “Maravilhosas são  as tuas obras”
O termo usado no texto original foi “pala´” פלא
O termo expressa  o seguinte: “Diferenciada sãos as tuas obras...”; também dá a ideia de: encoberto- “encobertas são tuas obras...”. A obra que o Senhor tem realizado é especial e diferenciada daquilo que vive a RELIGIÃO  e o CRISTIANISMO MODERNO.  A obra que o Senhor tem realizado na face da Terra está encoberta para o mundo, para o poder religioso, para o homem ímpio. “e a minha alma o sabe muito bem”- Apenas a alma remida e grata tem visto os grandes feitos do Senhor. Apenas os verdadeiros servos de Jesus tem conhecido e vivido em intimidade com o Mestre, o Santo de Israel.

Precisamos estar na mesma posição do salmista e expressar com nossa alma a vida eterna que há em nós.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23-24)

Gabriel Felipe M. Rocha