quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Fé: evidência da eterna eleição

Fé: evidência da eterna eleição

Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2Tm 2: 9)
 “Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?(Tiago 2.5)

A doutrina da eleição não foi criada por nenhum concílio eclesiástico, mas revelada por Deus em sua palavra. Não é produto da investigação humana, mas do decreto divino.
Não se pode considerar como “algo novo”, pois não é nada criado por idéias subjetivas como as tantas “revelações” novas que surgem por aí. A doutrina da eleição, assim como o conjunto das doutrinas bíblicas evidentes são resultados da iluminação do Espírito Santo para testificação e efetivação da unidade cristã no contexto do Corpo de Cristo. Não é um conjunto doutrinário exclusivista e legalista como se vê em algumas igrejas neopentecostais que se firmam em “novas revelações”. Novas revelações essas que configuram um perigoso e duvidoso “Outro Evangelho”.
A eleição divina, portanto, é eterna e incondicional. Deus nos escolheu antes da fundação do mundo e escolheu-nos sem levar em conta qualquer suposto mérito humano. Deus nos escolheu não por causa da nossa fé, mas para a fé. A fé não é a causa da eleição, mas o seu resultado. Deus escolheu-nos não por causa da nossa santidade, mas para sermos santos e irrepreensíveis, de tal forma que a santidade não é a causa, mas a evidência da eleição. Deus escolheu-nos não por causa das nossas boas obras, mas para as boas obras, como Ele nos revela na carta de Tiago. Ele nos deu a fé (dom de Deus) para assim viver as obras como resultado da fé genuína, de tal forma que as boas obras não são a causa, mas a evidência da nossa eleição.
A eleição feita no céu precisa ser confirmada na terra. A eleição decretada na eternidade precisa ser evidenciada no nosso engajamento em relação á Mensagem da cruz.. O mesmo Deus que decreta o fim, ou seja, a nossa salvação; determina, também, os meios, ou seja, Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade. A prova que uma pessoa é eleita é se ela vive em santidade e se sua fé está firmada na verdade. Deus não nos chamou para a impureza, e sim, em santificação. Deus nos salvou não no pecado, mas do pecado. Deus nos criou em Cristo Jesus não para o comodismo, mas para as boas obras. Importa-nos confirmar nossa eleição.
Paulo, escrevendo aos crentes de Tessalônica, disse que a eleição deles era reconhecida por três evidências (1Ts 1.3,4):
Em primeiro lugar, a operosidade da fé. “Dando, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações, recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé…” (1Ts 1.3). Uma fé operosa fala mais alto do que qualquer discurso teológico. Fé operosa não é apenas um assentimento intelectual a uma verdade bíblia. Fé operosa não é apenas uma confiança passageira num momento de necessidade. Fé operosa traduz em ação o que se crê. Fé operosa transforma em prática o que se acredita. Fé sem ação é fé morta. Fé sem obras é fé espúria. Quem crê, vive o que crê.
Em segundo lugar, a abnegação do amor. “… da abnegação do vosso amor…” (1Ts 1.3). O amor é a prova irrefutável de uma vida transformada. Quem ama vive na luz. Quem ama é nascido de Deus. Quem ama prova sua eleição. O amor é um argumento irresistível. Evidenciamos aos olhos do mundo que somos eleitos de Deus e discípulos de Cristo quando amamos uns aos outros como Cristo nos amou. O amor é a apologética final. As palavras dos nossos lábios precisam ser referendadas pelas obras de nossas mãos. Nossos atos são o avalista das nossas palavras. Não somos aquilo que falamos, mas aquilo que fazemos. O amor não consiste apenas de palavras, mas, sobretudo, de atitudes. Quem ama, age. O amor deve ser abnegado e sacrificial. Assim como Deus nos amou e deu-nos seu Filho; devemos, também, amar e dar a nossa vida pelos nossos irmãos.
Em terceiro lugar, a firmeza da esperança. “… e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição” (1Ts 1.3,4). A eleição é comprovada pela fé operosa, pelo amor abnegado e pela firme esperança. Os eleitos de Deus são aqueles que são chamados eficazmente, justificados legalmente pelo sangue de Cristo e glorificados seguramente na Pessoa de Jesus Cristo. Os eleitos são aqueles que perseveram até o fim, fazendo firme a vocação em processo de santificação, busca, realização e obediência, mantendo os olhos fitos no autor e consumador da fé, cruzando todos os mares revoltos da vida, alimentados por uma firme esperança. Essa esperança é viva e gloriosa. É a esperança da volta poderosa de Jesus, da ressurreição dos mortos, da reunião dos remidos nos ares e da bem-aventurança eterna. Você é um eleito de Deus? Você está confirmando sua eleição? Tem evidências de sua eterna salvação?


Texto escrito por Gabriel Felipe M. Rocha com base na mensagem devocional de Pr. Hernandes Dias Lopes/ Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória e com base nos resultados dos estudos bíblicos do “grupo de estudos Palavra a Sério”.

Bíblia King James/ Bíblia de Genebra/ Bíblia “Palavras Chave/grego e hebraico”

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

As pessoas são predestinadas ao céu ou ao inferno?

As pessoas são predestinadas ao céu ou ao inferno?
O termo predestinação é uma tradução da palavra grega proorizo, que aparece seis vezes no Novo Testamento (At 4.28; Rm 8.29-30; 1 Co 2.7; Ef 1.5; Ef 1.11). Em alguns casos, refere-se à preordenação divina de todos os acontecimentos da história mundial (At 4.28; 1 Co 2.7). Em outros, refere-se à decisão de Deus, tomada antes de o mundo vir a existir, com respeito ao destino final de pecadores individuais - mais especificamente, daqueles que foram escolhidos para salvação e vida eterna (Rm 8.29-30; Ef 1.5; Ef 1.11), em contraste com aqueles que, por fim, serão condenados ao julgamento eterno.
No entanto, muitos ressaltam que as Escrituras também atribuem a Deus uma decisão prévia quanto àqueles que, em última análise, não são salvos (Rm 9.6-29; 1 Pe 2.8; Jd 4). Ademais, ao predestinar alguns para salvação, Deus necessariamente destina o restante à destruição. Diante desses fatos, tornou-se comum em vários círculos definir a predestinação por Deus de modo a incluir tanto a decisão de salvar alguns do pecado (eleição), quanto sua decisão de condenar o restante pelo seu pecado (reprovação).
É difícil negar categoricamente que as Escrituras ensinam um tipo de predestinação à salvação, uma vez que o termo grego proorizo aparece nas Escrituras. Não obstante, as tradições cristãs diferem quanto ao critério de Deus para sua decisão de predestinar alguns, mas não outros, à vida eterna. Vários ramos da igreja falam de predestinação (ou eleição) com base na presciência de Deus acerca da fé de certo indivíduos. Supõem que Deus sabia de antemão que certas pessoas escolheriam, por sua própria vontade, aceitar Cristo como seu Salvador ao ouvir o evangelho e concluem que, com base nisso, Deus predestinou tais pessoas à salvação. Nesse sentido, a presciência é uma previsão divina passiva acerca daquilo que os indivíduos escolherão fazer por sua livre e espontânea vontade, sem intervenção de Deus. Assim, Deus predetermina o destino dessas pessoas em resposta àquilo que ele sabe que ocorrerá.
No entanto, os teólogos reformados ressaltam que o termo proginosko traduzido como "de antemão conheceu" em Romanos 8.29 e 11.2 significa "de antemão amou" e "de antemão reconheceu" (veja 1 Pe 1.20, onde proginosko é traduzido como "conhecido...antes"). Passagens como essa deixam claro que proginosko expressa presciência em relação a uma pessoa, e não apenas a fatos do futuro ou às escolhas que alguém fará ao longo da vida. Na verdade, o Novo Testamento ensina que Deus elegeu com base em sua afeição e amor prévio por aqueles aos quais deu a vida eterna.
Ademais, uma vez que todas as pessoas se encontram naturalmente mortas no pecado (ou seja, separadas da vida de Deus e indiferentes a ele), ninguém que ouve o evangelho pode se arrepender e aceitar a salvação pela fé sem o despertamento interior que somente Deus pode conceder (Ef 2.4-10). Jesus disse, "ninguém pode vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido" (Jo 6.65; Jo 6.44; Jo 10.25-28). Se Deus olhar para o futuro a fim de ver as escolhas que faremos por nossa própria conta, não verá outra coisa senão a nossa rejeição total ao evangelho. Os pecadores escolhem Cristo somente porque Deus os escolhe e conduz a essa decisão ao renovar o coração deles.
A doutrina da predestinação pode ser usada indevidamente para apoiar várias formas de fatalismo. No entanto, não é esse o propósito do ensinamento das Escrituras. Antes, as Escrituras repudiam o fatalismo ensinando que as nossas escolhas e decisões são importantes, pois foram preordenadas como o meio que Deus usa para alcançar os seus propósitos (exemplo Fp 2.12-13). As Escrituras não ensinam a predestinação para incentivar o fatalismo, mas para dar aos cristãos a certeza da vida eterna, uma vez que estão em Cristo. A predestinação assegura os salvos da fidelidade de Deus e da certeza de nosso destino eterno em Cristo. Não precisamos temer, pois ninguém poderá nos arrebatar da sua mão (Jo 10.28).

ELEIÇÃO E REPROVAÇÃO
"Portanto, ele tem misericórdia de quem quer e endurece a quem quer." (Rm. 9.18)
       "Eleger" significa selecionar ou escolher. De acordo com a Bíblia, antes da criação, Deus selecionou — dentre os da raça humana — aqueles que seriam redimidos, justificados, santificados e glorificados em Jesus Cristo (Rm 8.28-39; Ef 1.3-14; 2Ts 2.13,14; 2Tm 1.9-10). A escolha divina é uma expressão da graça livre e soberana de Deus. Não é merecida por coisa alguma por parte daqueles que são escolhidos. Deus não deve aos pecadores nenhuma espécie de misericórdia, pois eles só merecem condenação. Por isso, é maravilhoso que ele escolhesse salvar qualquer um entre nós.
       Como toda verdade a respeito de Deus, a doutrina da eleição envolve mistério e, às vezes, levanta controvérsia. Porém, nas Escrituras, é uma doutrina pastoral, que ajuda os cristãos a verem quão grande é a graça que os salva e os move a responder com humildade, confiança e louvor. Não sabemos quais os outros que Deus escolheu entre os que ainda não são crentes, nem por que ele nos escolheu, especificamente. Sabemos apenas que, se somos crentes agora, é porque fomos escolhidos. Também sabemos que, como crentes, podemos confiar em que Deus acabará a boa obra que começou (1Co 1.8-9; Fp 1.6; 1Ts 5.23-24; 2Tm 1.2; 4.18). Por essas razões, o conhecimento da eleição é uma fonte de gratidão e confiança.
       Pedro nos diz que devemos procurar "com diligência... confirmar a (nossa) vocação e eleição" (2Pe 1.10), isto é, devemos torná-la certa para nós. A eleição é conhecida por seus frutos. Paulo sabia que os tessalonicenses tinham sido escolhidos, porque viu sua fé, sua esperança e seu amor, a transformação da vida deles, realizada pelo evangelho (1Ts 1.3-6).
       Reprovação é o nome dado à eterna decisão de Deus com relação àqueles pecadores que não foram escolhidos para a vida. Não os escolhendo para a vida, Deus determinou que eles não fossem transformados. Eles continuarão em pecado e, finalmente, serão julgados por aquilo que tiverem feito. Em alguns casos, Deus pode ir mais longe e remover as influências restritivas que protegem uma pessoa da desobediência extrema. Esse abandono, chamado de "endurecimento", é, em si mesmo, uma penalidade do pecado (Rm 9.18; 11.25; cf. Sl 81.12; Rm 1.24,26,28).

       A reprovação é ensinada na Bíblia (Rm 9.14-24; 1Pe 2.8), porém, como uma doutrina, seu significado sobre o comportamento cristão é indireto. O decreto de Deus sobre a eleição é secreto; quais pessoas são eleitas e quais são reprovadas não será revelado antes do Juízo Final. Até aquele tempo, Deus ordena que o chamado ao arrependimento e à fé sejam pregados a todos.

Grupo de estudos "Blog Palavra a Sério"

domingo, 21 de setembro de 2014

O Espírito Santo dá entendimento espiritual

O Espírito Santo dá entendimento espiritual

"E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento."
(1Jo 2.20)

       O Espírito Santo dá entendimento espiritual
       O conhecimento das coisas divinas, para o qual os cristãos são atraídos, é mais do que uma intimidade formal com as palavras bíblicas e as ideias cristãs. E uma conscientização espiritual da realidade e relevância das atividades do Deus triúno, as quais a Escritura testifica. Tal conscientização não é normal nas pessoas, por mais familiaridade que tenham com as ideias cristãs (como o homem sem o Espírito em 1Co 2.14, que não aceita o que os cristãos lhe dizem, ou os cegos guias de cegos, de quem Jesus falou tão causticamente em Mt 15.14, ou como o próprio Paulo antes do seu encontro com Jesus na estrada de Damasco). Somente o Espírito Santo, perscrutador das profundezas de Deus (1Co 2.10), pode efetuar essa conscientização em nossas mentes e corações obscurecidos pelo pecado. E por isso que é chamada "entendimento espiritual" (espiritual significa "dado pelo Espírito", Cl 1.9; cf. Lc 24.25; 1Jo 5.20). Aqueles que, ao lado de uma sólida instrução verbal, possuem "unção que vem do Santo... [têm] conhecimento da verdade" (1Jo 2.20).

       A obra do Espírito de conceder esse conhecimento é chamada "iluminação". Não é uma nova revelação que esteja sendo dada, mas uma obra dentro de nós que nos capacita a compreender e amar a revelação que está ali diante de nós no texto bíblico ouvido ou lido, e explanado por pastores, professores e, talvez, escritores. Tudo que vier como "nova" revelação deve ser rejeitado, pois a Bíblia chama isso de "Outro Evangelho". Se digo que há uma nova revelação e que meu grupo religioso (apenas) alcançou a mesma, estou automaticamente dizendo que a Bíblia foi insuficiente e precisou sofrer "mudanças".
Alguns querem acreditar que o Espírito Santo concede novas revelações além das Escrituras. Mentira! O que o Espírito Santo faz é iluminar espiritualmente sobre aquilo que já está revelado nos textos inspirados.

Alguns chamam de “revelação” algumas interpretações bíblicas alegóricas, tipológicas e simbólicas. Mas, de fato, é uma iluminação, um esclarecimento sobre algum assunto ou verdade contida já nos textos bíblicos. Nada pode ser alterado.
O pecado em nosso sistema mental e moral anuvia nossas mentes e vontades, de modo que não compreendemos a força da Escritura e resistimos a ela. Deus parece-nos remoto, ao extremo da irrealidade, e diante da sua verdade somos embotados e apáticos. O Espírito, contudo, abre e desanuvia nossas mentes, sintonizando nossos corações para que compreendamos (Ef 1.17,18; 3.18,19; 2Co 3.14-16; 4.6). Como pela inspiração Ele nos proveu a verdade bíblica, assim agora pela iluminação Ele no-la interpreta. A iluminação é, pois, a apuração da verdade revelada de Deus aos nossos corações, a fim de que apreendamos como realidade para nós o que o texto sagrado anuncia.
       A iluminação, que é um ministério permanente do Espírito Santo aos cristãos, inicia antes da conversão com uma crescente compreensão da verdade acerca de Jesus Cristo e uma crescente sensação de estar sendo avaliado e exposto por ela. Jesus disse que o Espírito "convenceria o mundo" do pecado de não crer nele, do fato de Ele estar à direita de Deus Pai (como seu bom acolhimento na volta ao céu o provou), e da realidade do julgamento tanto aqui como na vida futura (Jo 16.8-11). Este convencimento triplo é ainda o meio de Deus fazer que o pecado seja repulsivo e Cristo adorável aos olhos das pessoas que antes amavam o pecado e não tinham nenhum interesse pelo divino Salvador.
       A forma de ser plenamente beneficiado pelo ministério da iluminação do Espírito é o estudo sério da Bíblia, a oração séria e a séria correspondência obediente a todas e quaisquer verdades que já tenham sido expostas. Isto corresponde à máxima de Lutero sobre as três coisas que fazem os verdadeiros cristãos em menuseio da Bíblia: oratio (oração), meditatio (pensar na presença de Deus sobre o texto), e tentatio (provação, a luta pela fidelidade bíblica diante da pressão para desatender o que a Escritura diz).


A FÉ, AS OBRAS E O MEDO

A FÉ, AS OBRAS E O MEDO
(Por Dan Russel)
A fé, segundo Hebreus 11:1, é "o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem". Trata-se da certeza de coisas aparentemente incertas e da prova de fatos improváveis. Essa fé, por ser certa e precisa, deve ser seguida de atitudes, caso contrário não é fé.
Por isso Tiago escreveu que a "fé sem obras é morta". A palavra original usada pelo escritor e traduzida como "obras" é a palavra grega "ergon", que significa "ato, atitude". Tiago, então, complementa o ensinamento de Paulo, que disse que não são as atitudes (obras, "ergon") que nos justifica, mas a fé, contudo, a fé, se não for seguida de atitudes que a comprovam, é morta.
Isso pode ser muito bem exemplificado em Abraão, o "pai da fé”. O que fez Abrãao ser aceito por Deus foi sua fé, não suas atitudes, por isso está escrito: "Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." (Rom 4:3). Mas o que provou sua fé? Suas atitudes! Logo, sua fé não era morta. "Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia." (Hebreus 11:8). Abrãao poderia ter crido, mas permanecido onde estava. Nesse caso, ele provaria a todos e a Deus que, na verdade, não tinha fé.
A verdadeira fé é um impulso interno que se exterioriza nas atitudes. É uma força invisível que leva o homem a tomar decisões claras e visíveis.
Assim, a fé deve se sobrepor ao medo. Enquanto o medo paralisa, a fé move, e move até montanhas. Seguindo o exemplo de Abrãao, certamente ele sentiu medo quando Deus o mandou sacrificar seu filho Isaque. Mesmo temeroso, seguiu em frente, creu em Deus e contemplou a bondade divina.
Isso se vê em Josué, Davi, Paulo, Pedro e em tantos outros. Homens vencedores. Veja o relato de um homem vitorioso, rico e feliz que a bíblia narra, o qual conquistou tudo por meio de sua fé:
"Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um.
Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;
Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez.
Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas
." 2 Coríntios 11:24-28.
Viram só! Esse homem não teve medo do presente, nem mesmo do futuro. Não teve medo de sair de seu conforto farisaico e seguir um caminho que Deus havia lhe mostrado. Fez valer sua fé, sua crença, seus valores por meio de suas atitudes. Isso lhe custou caro, custaram marcas no corpo, inimizades, ofensas, espinho na carne, tribulações, mas nada disso pôde tirar desse homem o louvor triunfal que marcou o término de sua vida:
"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda
." 2 Timóteo 4:7-8.
Talvez estejam alguns temerosos em seguir o curso que sua fé tem lhes mostrado. De fato, não é fácil. Um conselho: medite em Hebreus 11. Você quer ser contado entre os medrosos ou entre o "os homens dos quais o mundo não é digno"? Lembre-se dos exemplos bíblicos. Deus nunca rejeitou um homem ou mulher de fé. Por fim, lembre-se também de que a fé sem obras é morta.

Grupo de Estudos “Palavra a Sério: reunidos para buscar a perfeita e agradável vontade do Senhor”

21/09/14

Jesus, o cabeça da Igreja

Jesus, o cabeça da Igreja

Jesus, o cabeça da Igreja
Rev. Hernandes Dias Lopes
O mundo inteiro acompanha, surpreso, a renúncia de Bento XVI, como líder maior do Catolicismo Romano. O alemão Joseph Ratzinger é o 265º papa e um dos maiores expoentes teólogos da Igreja Romana. Homem culto, que domina seis idiomas, entre eles o Português. É autor de vários livros, pianista e membro de várias academias científicas. É reconhecidamente conservador. Combateu firmemente a teologia da libertação. Como chefe de Estado e líder de um dos maiores segmentos religiosos do mundo, é uma das pessoas mais respeitadas de nosso tempo. Porém, o momento é oportuno para fazermos algumas reflexões sobre a posição que o papa ocupa. É o papa o cabeça da igreja, a pedra fundamental sobre a qual a igreja está edificada, o supremo mediador e o substituto do Filho de Deus, como preceitua a dogmática romana? Vejamos o que a Palavra de Deus ensina:
Em primeiro lugar, Jesus é o cabeça da igreja. Essa verdade está meridianamente clara em Efésios 5.23. Nenhum homem, por mais culto ou piedoso, poderia ser o comandante da igreja universal. Somente Jesus tem essa honra. Jesus é o dono da igreja, o Senhor da igreja, o cabeça que governa a igreja, o bispo universal da igreja.
Em segundo lugar, Jesus é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. O papado está alicerçado na interpretação de que Pedro é a pedra sobre a qual a igreja está edificada e que todo papa é sucessor de Pedro. A grande questão é se essa interpretação tem amparo bíblico. O contexto de Mateus 16.18 está todo voltado para a Pessoa de Cristo. O próprio Pedro deixou claro que Jesus e não ele é a pedra sobre a qual a igreja está edificada. No começo do seu ministério Pedro disse que Jesus é a pedra (Atos 4.11) e no final do seu ministério, quando escreveu sua primeira carta, tornou a enfatizar esse mesmo fato (1 Pedro 2.4-8).
Em terceiro lugar, Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. O título concedido aos papas, “Sumo Pontífice”, significa supremo mediador. Essa expressão não cabe em nenhum líder religioso, pois a Bíblia é categórica em afirmar que só existe um Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo (1 Timóteo 2.5). O próprio Jesus disse: “Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida e ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
Em quarto lugar, Jesus enviou o Espírito Santo como seu substituto. O título atribuído aos papas “Vicarius Fili Dei”, ou seja, substituto do Filho de Deus, também, não pode ser concedido a nenhum homem. O substituto do Filho de Deus não é o papa, nem qualquer outro líder religioso, mas o Espírito Santo (João 14.16). O Espírito Santo, sendo Deus, está para sempre com a igreja e na igreja. O Espírito Santo veio para exaltar a Cristo e nos conduzir à verdade.
Em quinto lugar, Jesus é o dono da igreja. Foi o próprio Jesus quem disse a Pedro que ele mesmo edificaria a sua igreja (Mateus 16.18). A igreja é Deus, pois foi comprada com o sangue de Jesus (Atos 20.28). Jesus nunca passou-nos uma procuração, dando-nos a liberdade para sermos os donos de sua igreja.
Em sexto lugar, Jesus é o edificador da igreja. Nós somos os cooperadores de Deus, mas é Deus mesmo quem edifica a sua igreja. Um planta, outro rega, mas o crescimento vem de Deus (1Coríntios 3.9). Jesus disse: “Eu edificarei a minha igreja” (Mateus 16.18). Não conseguiríamos acrescentar nem um membro ao corpo de Cristo, mesmo que usássemos todos os recursos da terra.
Em sétimo lugar, Jesus é o protetor da igreja. A igreja não caminha vitoriosamente à parte da assistência e proteção de Cristo. Ele disse: “… e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Os inimigos da igreja são muitos e perigosos, mas Jesus é o nosso escudo e protetor. Ele é o general desse glorioso exército que caminha triunfantemente rumo à glória. Bendito seja seu santo nome!