Mostrando postagens com marcador onisciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador onisciência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Considerações sobre os atributos Divinos de Jesus como homem

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14


Irmãos A paz do Senhor Jesus, estamos felizes pois o Blog tem crescido ultimamente, o que nos tem motivado a escrever ainda mais, para gloria do Senhor. Bom eu estava meditando e acabei tendo uma duvida que buscando na Palavra eu esclareci, sobre os atributos divinos Onipotência, Onisciência e Onipresença de Jesus como homem, digo isto porque era necessário que Ele padecesse como homem, sem usar o seu poder para padecer:

Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. 
Hebreus 4:15

Então vemos no texto acima que ele foi tentado em tudo como nós, ou seja não usou os seus atributos para vencer as tentações e o mundo, do contrario Ele mesmo disse que se pedisse o Pai enviaria uma legião de anjos para o livrar (Mateus 23:53), mas por amor a mim e a você Ele não pediu, para poder nos justificar. Irmãos se Jesus usasse seus atributos por Ele mesmo, para vencer, Ele não nos justificaria, então como estamos mostrando neste blog os atributos Divinos de Jesus? Simples resposta: pois Jesus nunca usou seus Atributos Divinos para Ele mesmo, nunca os usou para vencer nenhuma tentação; Você pode me questionar que Jesus ficou 40 dias e 40 noites jejuando, ora mas Elias e Moisés ficaram também, tenho um estudo sobre isto que postarei depois, pois Elias e Moisés aparecem juntos de Jesus em certo momento, e no Apocalipse aparecem duas testemunhas, (acho melhor falar sobre isto depois).

O que quero que os irmãos entendam é que Jesus só usou os seus Atributos Divinos para se revelar ao homem, para efetuar curas, como quando Ele fala com a mulher samaritana sobre o seu pecado, como quando Ele acalma a tempestade, como quando ele ressuscita Lazaro, sempre usou seu poder pelo homem e não por Ele mesmo, tanto que Ele sabia o que havia no coração do homem, "E não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem." João 2:25. Jesus manifestou o seu poder para se revelar, para se mostrar ao homem como Deus e Senhor, isso tudo sem deixar de ser humano, pois vemos o mesmo Jesus cansado, "E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta." João 4:6; vemos Jesus sentindo fome após jejuar, tudo que Ele passou ele passou como homem, como carne, "...o Verbo se fez carne...".

Eu pergunto: Jesus poderia evitar tudo que passou? Sim:

E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. 
João 12:23

A todo momento Ele poderia ter evitado, tanto que Ele sabia a hora que iria ser preso, que iria ser preso na cruz, que iria morrer, mas em nenhum momento vemos isto, "E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres." Mateus 26:39, mas vemos Jesus se entregando, se entregando tanto que no momento que Ele viu que estava consumado Ele disse:

"E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isto, expirou." Lucas 23:46

Irmãos até mesmo o seu Espirito Ele não tirou, mas o entregou ao Pai, podemos então concluir que:


  1. Jesus não usou em nenhum momento a sua Divindade a seu favor;
  2. Padeceu como homem, como qualquer homem padeceria, sofreu todo tipo de dor e enfermidade como nos fala o livro de Isaías (Isaías 53:4);
  3. Jesus é o nosso Salvador por isto, Ele se humilhou, se despindo de toda a sua glória;
  4. Jesus somente manifestou sua glória aos homens, para salvar, para se revelar, para trazer salvação.


Mateus Morais
Servo de um Deus Maravilhoso

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

JESUS CHOROU!


 

 Por que quem se compadeceria de ti ó Jerusalém? Ou quem se entristeceria por ti? Ou quem se desviaria a perguntar pela sua paz?” (Jeremias 15:5)

(uma pequena análise de Jesus Onisciente, Onipresente e Onipotente)

 

A paz de nosso Senhor Jesus!

Jerusalém estava vivendo um período crítico em sua história.  O profeta Jeremias intercedia por seu povo, mas Deus, naquele momento, já os tinha tido como abomináveis aos seus olhos. Grande era o pecado do povo, grande era a tristeza de Deus. O capítulo 15 do livro de Jeremias começa já de uma forma pesada: “Disse-me, porém o Senhor: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não seria a minha alma com esse povo; lança-os de diante da minha face, e saiam”.

O povo havia pecado. Já não queriam ouvir ao Senhor. O Senhor é amor, mas também é juízo. Ele não poderia jamais ir contra si mesmo. Um juízo sobre o povo viria. O cativeiro era iminente.

Jeremias chorava. Sua angústia pelo povo era tão grande que a sua própria alma desfalecia e se enchia de dor.

No texto em que lemos acima, Jeremias, com tamanha tristeza na alma, faz três perguntas ao seu povo:

·       Quem se compadeceria?

·       Quem se entristeceria?

·       Quem se desviaria a perguntar pela sua paz?  

Compaixão e tristeza leva qualquer um ao choro. Se o choro não se torna externo, a alma por dentro chora. E Deus? Ele choraria a nossa dor?

“Jesus chorou” (João 11.35)!

Ele viu quão crítico era o nosso estado.

A humanidade hoje vive da mesma forma que Jerusalém vivia naquele momento: longe do Senhor, em pecados diversos, apostasia, heresia, incredulidade, infidelidade, ausência de amor e descaso pelo profético.

Desde o pecado do primeiro homem, a humanidade inteira foi posta sob um juízo: a morte. Quem poderia reverter essa situação? Quem poderia adentrar o coração duro do homem e remover a pedra? Quem estaria presente com a humanidade pecadora e doente? Quem ouviria a voz e os clamores de uma alma sem Deus? Quem conheceria a dor alheia de forma tão plena?  Quem choraria conosco? Quem curaria toda essa gente sem Deus?

Foram três perguntas. Três tem um significado profético: É o tempo do Senhor para a redenção do homem. Poderíamos aqui dizer: o número que corresponde ao tempo de Deus não poderia ser três, mas sete, pois em sete dias tudo se fez. Sim! O projeto de Deus é perfeito e tudo que Ele fez é bom. Mas, e o homem em meio a isso tudo? O que preparou para Deus?

Deus anelava o louvor do homem e esse não correspondeu. Antes pecou e deixou a face do Senhor. Deus queria se relacionar com o homem. O termo usado no original para relatar o início foi “bereshit” e, desse termo hebraico temos a raiz gramatical “shirtaev” que relata exatamente isso: “anelo por um louvor”. Apenas isso Deus queria do homem.

Naquele momento, Jerusalém não tinha nenhum louvor para ofertar a Deus, antes rebeldia e apostasia.

O que vemos hoje no mundo não é nada diferente (para não dizer pior).

A alma de toda a criatura humana geme querendo Deus. Todos tem sede do Deus vivo. E muitos se perdem em seus pecados.

Assim como foi com Jeremias, muitas almas cansadas e abatidas querem saber: “Quem se compadeceria por mim?”, “Quem se entristeceria por mim, ou comigo?”, “Quem se desviaria a perguntar pela minha paz, ou quem daria uma palavra eficaz nesse momento?”.

Com três dias essas três perguntas foram respondidas!

Quem se compadeceria? O Pai se compadeceu.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...” (João 3.16)

Deus se compadeceu do homem. A ira de Deus em Jeremias, para nós, se tornou em amor. Jesus foi a expressão e a revelação desse amor. Mas Ele também foi a expressão e a revelação do juízo (que seria nosso), pois, sobre si, Jesus levou toda a nossa culpa e se fez maldição subindo em uma cruz.

Jesus pôde fazer isso, pois Ele se tornou como nós: frágil, sujeito às lutas e provas, humilhações, doenças, cansaço, medo, dor, etc.

Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas…” Mt 9.36

 Ele conheceu o homem, pois Jesus é Deus onisciente. Ele andou com o homem e com esse falou, pois é Deus onipresente. Manifestou-se como a resposta à pergunta de Jeremias naquele triste momento. Nele há solução para tudo, Ele é onipresente. Estava profeticamente presente no anseio e na pergunta de Jeremias e se revelou mais tarde no seio da terra.

Deus se compadeceu, pois conheceu a nossa fraqueza. Ele sabe quem somos, o que falamos, o que pensamos, o que nos prende, o que nos entristece, o que nos afeta,... Ele sabe! O ato dessa compaixão foi Jesus, o Verbo de Deus.

O termo grego usado em João 3.16 “amou” é agapao, que quer dizer também “benevolência” (graça). O termo agapao traz a ideia de “muito”, ou seja: Deus amou muito o mundo... Tal termo serviria também para traduzir o texto em Jeremias 15:5 “compadeceria”, pois tem uma correspondência com o termo hebraico usado para designar “compaixão”. Analisando a etimologia do verbo “compadecer”, temos uma surpresa: o termo pode, sem mudar sua raiz, ser substituído por: “capacidade para aceitar algo inadmissível” (graça/favor imerecido). Enfim, se cumpriu em Jesus, o Ato da criação, o Verbo que tem TODO o poder...

Quem se entristeceria?

Quando Deus criava os céus e a terra, o Espírito de Deus estava sobre a face das águas, pois a terra ainda era sem forma e vazia. Isso aconteceu no mundo físico, mas teve também todo um caráter profético. Apontava para o coração do homem que estava como Jerusalém quando Jeremias escreveu as palavras de seu livro. O Senhor procurava corações que pudessem receber o seu Espírito. Muitas vezes não encontrou.

O Espírito Santo é uma Pessoa da Trindade. Suas características são semelhantes à de uma pessoa distinta (como Jesus/Filho), pois o Espírito Santo é Deus. Ele se entristece, assim como também se alegra.

Mas a pergunta de Jeremias era: Quem se entristeceria? Ou: Quem ficaria triste comigo? Quem sofreria a minha dor? Quem tomaria nota de minha desesperança?

O Espírito Santo se entristeceu ao contemplar a situação espiritual do homem e ao perceber que em seus corações não havia lugar para a sua habitação.

“Mas eles foram rebeldes e contristaram o SEU Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles”. Isaías 63:10.

 

Mas quem sofreria a tristeza comigo? Muitos perguntariam. O homem sem Deus não tem a esperança e nem a verdadeira alegria, pois não tem o Espírito Santo. Sua alma clama por essa alegria. A alma humana clama pela presença de alguém suficiente no momento da angústia: “quem ouvirá meu clamor?”.

“Tais coisas anunciadas não alcançarão a casa de Jacó. Está irritado o Espírito DO SENHOR? São estas as suas obras? Sim, as minhas palavras fazem o bem ao que anda retamente”. Miquéias 2:7.

Jesus, através de seu Espírito Santo, nos deu uma nova situação diante de Deus.

Ele se faz presente em todos os momentos, pois Ele, como já dissemos, é Deus onisciente, onipresente e onipotente. Ele pode ser a resposta para os nossos anseios e pode ser a resposta para o homem sem Deus. Ele sofreu a nossa tristeza. Ele venceu a morte, Ele é a própria Vida.

Quem se desviaria a perguntar pela sua paz?

O Filho se desviou para perguntar pela nossa paz.

Desviar aqui aponta para o ato da GRAÇA proveniente de Deus na Eternidade. Quem seria o Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo? Algum anjo do céu? Algum homem da terra para sem nenhuma estrutura divina? Não! Foi o Filho. O Rei da Glória. Aquele que se assentava no trono. O Filho do Homem.

Jesus, se não fosse a compaixão (graça) do Pai, não precisaria deixar o esplendor de sua Glória.  Ele é Deus! Mas deixou toda a sua glória para se ver no dentro do ventre de uma jovem virgem. Fez-se homem.

Tal ato nos lembra da misericórdia de Deus em favor dos gentios. Nós não merecíamos a graça de Deus através do Sangue de Jesus. Mas obtemos. Era para Israel, mas veio a nós.

Jesus perguntou pela nossa paz.

A palavra “perguntar” está no original hebraico como “saal” ou “sael” que quer dizer: inquirir, pedir, exigir, desejar, solicitar, requerer, entre outros termos.

Jesus, pelo seu sangue, inquiriu a nossa paz, ou seja: Ele pediu por ela. Ele exigiu, pois a comprou com alto preço – sua vida. Mas antes, Ele desejou, Solicitou.

Quem perguntaria pela nossa paz? Somente aquele que a comprou!

O termo em hebraico pode ser traduzido como “orar”. No Evangelho de João, no capítulo 17, Jesus inquire diante do Pai a vida de seus discípulos:

“...guarda em teu nome aqueles que me deste...” (João 17:11)

Grande é o amor de Jesus por nós.

Durante seu ministério, Jesus perguntou muito pela paz alheia:

“Queres ficar são?”, “queres ser curado?”, “o que queres que eu te faça?”.

Desviou-se algumas vezes também para entrar na casa de quem o convidasse.

A mulher de Samaria teve uma experiência com o Senhor Jesus ao lado do poço. Jesus não passaria ali se fosse um homem como qualquer outro ali, mas “era-lhe necessário passar por Samaria” (João 4:4). Jesus conhecia aquela mulher, Ele esteve presente ali com aquela mulher, Ele teve ciência de toda a sua vida, Ele a deu uma nova forma de vida.

Jerusalém não teve, naquele momento, essa mesma experiência, mas Jesus veio até nós, se compadeceu e chorou pela nossa vida, se revelou como um Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente.

 

Gabriel Felipe M. Rocha

domingo, 27 de janeiro de 2013

O MEU REDENTOR VIVE (Jó 19: 23-25)


O MEU REDENTOR VIVE!

 (Jesus Onipotente, Onipresente e Onisciente)

Por Gabriel Felipe M. Rocha

Quem me dera agora que as minhas palavras se escrevessem! Quem me dera que se gravassem num livro!

E que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!

Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. (Jó 19:23,24,25)

 

Sabe-se que Deus tem, essencialmente, atributos morais. Dentre esses estão: Misericórdia, Bondade, Longanimidade, amor, juízo, fidelidade ,etc. Todos esses atributos (morais) de Deus se revelam  (basicamente) em três atributos pessoais: ONIPOTÊNCIA, ONISCIÊNCIA e ONIPRESENÇA.

O prefixo “oni” vem do latim omnia que quer dizer “todo”. Portanto, se Deus é, por exemplo, onipotente, Ele tem TODO o poder.

Tais atributos (morais e pessoal) contidos na Pessoa do PAI encontram-se também na Pessoa do FILHO, a saber, JESUS CRISTO. Ele é o “Rei da Glória”, “Senhor dos Exércitos”, “Pai da Eternidade”, “Príncipe da paz”, “Conselheiro”, “Emanuel” e “Deus forte”.

Jesus, portanto, se revela várias vezes no Antigo Testamento no âmbito da profecia. Ele é a rocha ferida, o cordeiro que tira o pecado, o pão que alimenta, a água que mata a sede, o ribeiro que refrigera, etc.

No texto que nós lemos em Jó (19:23-25) vemos um exemplo dessa manifestação profética de Jesus.

Jó estava num momento em que, nós sabemos bem, sua aflição chegava ao auge. Já perdera tudo o que tinha (bens, fazenda e família) e, como se não bastasse, seus amigos estavam presentes ali com palavras acusativas, duras e insuficientes para a cura de sua alma. Os que estavam ao redor de Jó não conheciam o seu íntimo, não sabiam o que se passava em seu coração aflito e angustiado, não estavam presentes no momento em que tudo aconteceu, estavam ali, mas nada podiam fazer, não tinham poder algum para mudar aquela situação.

Mas Jó conhecia o seu Deus. Sabia em quem estava depositando a sua fé.

No verso 23 ele clama: “Quem me dera agora”. Este era um grito de sua alma. Era um anseio do seu espírito.

Jó tinha um desejo profundo de que alguém fizesse algo, mas sua esperança estava mesmo no Senhor, aquele que era o Conhecedor, Deus Presente e Poderoso. Sua alma esperava em Deus assim como o salmista também esperaria estando no momento crítico de sua angústia: “Por que estás abatida, ó minha alma [...] espera em Deus, pois ainda o louvarei” (Salmo 42:11).

“Que minhas palavras se escrevessem” -  Jó queria que toda a sua dor tornasse conhecida. Jó queria sair da agonia subjetiva para uma relação intersubjetiva com o seu Criador. Quem escreve algo anseia que tais palavras sejam lidas por alguém, senão não haveria sentido em escrevê-las.  Jó, portanto, queria que alguém tomasse nota de todo o seu sofrimento, sondasse a sua vida como Davi mais tarde pediria ao Senhor. Quem tomaria conhecimento de nossa fraqueza tão bem quanto Jesus? Ele é Onisciente.

Essas palavras de Jó eram proféticas e se cumpriram em Jesus. Jesus estava com Deus, era Deus (João 1:1), mas o “Verbo” se fez carne e habitou entre nós (João 1:14). Jesus se fez homem e conheceu (viveu em sua carne) toda a nossa fraqueza e corrupção. Ele foi “Emanuel”, o Deus conosco. Habitou com o homem, esteve presente no seio da terra. Fez-se maldição por nós e, em si, toda a nossa angústia e dor foi escrita com penas de ferro. Foi escrita com os pregos da cruz, pois foi o nosso pecado que levou Jesus à cruz. Ele sofreu o peso (chumbo) da nossa culpa.  Foi a rocha ferida onde nossas fraquezas foram gravadas para sempre.Tudo isso para nos tornar justos. Diz a Bíblia que Jó era um homem reto, mas não menciona que ele era um homem justo. A justificação veio pela fé em seu Redentor (v.25). Jesus estava ali, era um Deus presente. Hoje as nossas palavras são escritas no livro da vida, pois Jesus pagou o preço. Morreu, mas ressurgiu. Ele é Poderoso, Onipotente. Venceu a morte. Nosso Redentor vive!

“Porque eu sei que meu redentor vive”- Nesse momento Jó mostra o quanto estava firme em Deus e em suas promessas.  Conhecia com todo o seu íntimo o Deus que servia.

Essas palavras foram também proféticas, pois apontavam diretamente para Jesus, o Redentor Onipotente. Esse Redentor não viveu ou viveria um dia, mas “vive”. O verbo foi empregado no tempo presente, pois Jesus estava presente ali naquele momento na vida de Jó (mesmo esse ainda não o conhecendo como nós hoje o conhecemos). Jesus se revelara ali como aquele que tem TODO o poder para salvar e livrar o homem da angústia, e da morte.

Jesus está presente e quer se revelar ao homem. Quer ser a esperança da nossa alma. Quer lutar a nossa batalha, pois é Deus forte. Quer nos aconselhar e nos dirigir, pois é Conselheiro e Pai da Eternidade, sabe o que é melhor para os seus. Quer estar sempre ao nosso lado, pois é Emanuel, amigo e quer garantir a nossa paz.

Jesus conhecia o passado de Jó. Viu toda a sua riqueza e viu toda a sua tristeza. A dor de Jó era grande, mas estava firme na fé de que: “o meu Redentor vive”. Isso aliviava o sofrimento de Jó. A certeza de estar com Cristo é confortante em cada momento de nossa vida, até mesmo quando um familiar que amamos parte para a Glória do Senhor, pois estar na presença desse Jesus é algo que supera toda a dor e desesperança. Aliás, Ele é a Esperança.

O Redentor vive!

Analisando o termo “vive” no original, percebe-se que o termo  usado “hay” é um termo que deriva, na gramática hebraica, o termo “hayah” (derivado de hay), que se traduz em “avivar”, “conservar”, “restaurar”, “ressuscitar”, “renascer”, “livrar” (salvar), “vivificar”, “proteger”, entre outros.

O Redentor vive! O Redentor aviva – nos enche de seu Espírito Santo e nos dá a conhecer de suas maravilhas espirituais. O Redentor livra e conserva- Jesus é presente em todo instante. Livra-nos (salva) e nos conserva em sua presença, pois está ao nosso lado e é poderoso em obras. E tantas outras coisas pode fazer Jesus, o Redentor de nossa alma.

Ele nos conhece bem. Ele, como homem, viveu e sofreu no próprio corpo as aflições da humanidade perdida, no entanto, só Ele pôde ir à cruz. Aleluia!

“E por fim se levantará sobre a terra”- Jesus é o início de todas as coisas e também o fim. Ele é o Alfa e o Ômega. O verbo criador de Genesis e o Rei cheio de Glória e Majestade de Apocalipse.

É o desfecho de toda a história. O desfecho daquele que espera em Deus é: gozar de uma redenção eterna.

Louvado seja Deus!

 

Gabriel Felipe M. Rocha

sábado, 19 de janeiro de 2013

Os atributos Divinos de Jesus - A experiência de Natanael

Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.

Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê.

Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.

Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira.

Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.

Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.

E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. 

João 1:45-51


Irmãos Jesus sempre quis se revelar ao homem como Deus em seu ministério, tudo que Ele viveu, viveu como homem, teve sede como homem, chorou como homem, apanhou, sofreu, sangrou... tudo como homem, mas para salvar ao homem e mostrar o poder de Deus, Ele manifestava a sua divindade; Vemos um exemplo disso na maneira que Ele se revela a Natanael, vejamos:

"Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo."

Jesus sem mesmo ter se encontrado com Natanael revela um segredo do seu coração, que nele não havia dolo. O que é dolo?

dolo |ô| 
(latim dolus, -i, sagacidade, esperteza, manha, engano, erro, falta) 

s. m.
1. Artifício fraudulento.
2. Engano; fraude.
3. [Direito] Intenção ou vontade consciente de cometer acto ilícito ou de violar a lei.
4. Espécie de punhal antigo, com bainha de madeira.

Ou seja só alguém que nos conhece muito para afirmar isto de nós. Mas Natanael questiona de onde ele era conhecido de Jesus, ou seja, Jesus nunca havia estado com ele. Neste dialogo vemos Jesus se revelando como Onisciente, pois Jesus afirmou que nele não havia dolo, vemos acima o significado profundo disto, só alguém Onisciente(Aquele sabe tudo e conhece todas as coisas), capaz de enxergar a alma para afirmar tal coisa.

"Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira."

Vemos aqui algo maravilhoso, Jesus que nunca havia estado com ele disse ter o visto debaixo da figueira, dizendo isto Jesus se revela para Natanael como Onipresente(Aquele que está ao mesmo tempo em todo lugar), pois Felipe chama Natanael estando Jesus com outras pessoas em outro lugar e Felipe e Natanael chegando juntos. Podemos observar que algo aconteceu debaixo daquela figueira, pois quando Jesus disse isto, imediatamente Natanael o reconheceu como filho de Deus e Rei de Israel. Não sabemos o que aconteceu ali mas alguma coisa Natanael estava fazendo ali, e o fato de Felipe lhe dizer "...achamos..."nos mostra que assim como Felipe, Natanael também procurava o Messias. E naquela figueira ele estivesse talvez orando, talvez chorando, talvez clamando para Deus enviar o Messias, não sabemos, mas uma coisa sabemos, o Deus Onipresente estava ali, "...te vi eu...".

"Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.

E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. "

Naquele momento Jesus já havia ganhado o coração de Natanael, e a fé já havia brotado; Mas Jesus lhe diz mais "...coisas maiores que estas verás..." .O chamado de Natanael não parava por ali, ainda haviam coisas maiores, mais poder para ser mostrado, ou seja, Jesus queria ainda se revelar como Onipotente.

Irmãos está é a experiencia de Natanael, esta é a experiência que Deus quer que nós tenhamos:

  • Um dia Jesus o Deus Oniscriente se revelou como conhecedor de nossos corações através de sua igreja, revelando nossa condição, nossa vida, nossos sentimentos, Ele mostrou que entende nossas aflições e nosso coração;
  • Um dia pensávamos estar sozinhos mas o Deus Onipresente estava ali ao nosso lado, mesmos antes de o conhecermos, ele já nos conhecia e nos protegia, nos livrava de todo mal;
  • Hoje depois de termos conhecimento deste chamado Jesus tem uma palavra para nós: "...coisas maiores do que estas verás...", ou seja irmãos, não é nem o começo, Deus todos os dias quer nos mostrar mais do seu poder, da sua Onipotência, passamos por provas sempre maiores, mas quando vencemos passamos por vitórias ainda maiores, pois servimos ao Deus Onipotente.

Jesus queria mostrar que os anjos subiam e desciam por Ele, ou seja, Ele é quem liga o homem a Eternidade e ninguém mais, somente Ele carrega esta honra, por isso oramos em nome dEle, anjos subindo para levar nossas orações, anjos descendo para batalhar em nosso favor e trazer as respostas de Deus (Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação? - Hebreus 1:14), ou seja os anjos são enviados por Deus para ministrar em nosso favor. Esta declaração de Jesus é a visão de Jacó no seu sonho, uma escada que ia da terra ao céu, esta escada é Jesus e se você quiser hoje, Ele vai te levar ao Pai e te dar paz, vida eterna, Ele conhece o seu coração.

Natanael também chamado Bartolomeu(significa filho de Tolomeu), continuou servindo ao Senhor participou das "coisas ainda maiores", pois exerceu seu ministério na Anatólia, Etiópia, Armênia, Índia e Mesopotâmia, pregando e ensinando. Foi esfolado vivo e crucificado. Outros dizem que teria sido golpeado até a morte. (Está informação não é bíblica mas histórica) Mas o que nos importa é que Ele participou de algo ainda maior, foi salvo por Jesus.

Mateus Morais
Servo de Jesus o Deus Onipotente 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A ONISCIÊNCIA DE DEUS


 

 
Olá amigos, irmãos e leitores do Palavra a Sério. A paz de nosso Senhor Jesus. Dei uma “remexida” em meus arquivos e encontrei esse texto. Li e separei o que era importante, escrevi alguns pontos que considero interessante, citei algumas outras referências e adaptei para o blog. Espero que gostem. Boa leitura!

 

Quando Massillon levantou-se para fazer a oração funerária de Luiz XIV, sua frase inicial foi "Somente Deus é grande". Lutero disse certa vez a Erasmo que seus pensamentos sobre Deus eram demais humanos. Um membro criticava certo pregador ao dizer que ele não engrandecia bastante a Deus. Cremos que esta é uma das falhas no ministério dos dias atuais: não engrandecemos bastante a Deus em nossa pregação. Deus é grandioso, incompreensivelmente grande, em cada atributo. O salmista diz que Seu entendimento é infinito. Salmo 147:5.

 

O conhecimento de Deus é chamado de onisciência, que significa que Seu saber é universal, abrangendo todas as coisas, todas as pessoas, e todos os acontecimentos. A diferença aqui entre Deus e o homem é notável. O homem conhece pouco, pois seu entendimento se obscureceu com o pecado. Ele começa sua carreira terrestre em quase completa ignorância, e após uma vida de estudos, conhece pouco do que deveria conhecer. 1 Coríntios 8:2. Enquanto vive neste mundo, o homem mal pode virar a primeira página do saber. Quanto mais sábio o homem se torna, mais conhecedor é de sua ignorância. O louco é que pensa que sabe de tudo. Ainda mais; quanto mais valiosa for a verdade, mais ignorante é o homem a seu respeito. A verdade sobre Deus e sobre as coisas eternas é a mais preciosa entre as verdades, mas a ignorância do homem é mais notável aqui do que em outras coisas. As verdades morais e espirituais são escondidas dos sábios e prudentes e são reveladas aos bebês. Lucas 10:21.

 

Deus transformou em loucura o conhecimento deste mundo sobre as coisas espirituais. 1 Coríntios 1:20. O mundo por seu saber não pode conhecer a Deus. 1 Coríntios 1:21. Para ser sábio, o homem tem que se tornar louco, isto é, ele tem que renunciar a seus próprios raciocínios e aceitar a revelação de Deus concernente às coisas eternas.

 

Paulo pregou o Evangelho tanto aos judeus quanto a gregos; para o judeu preconceituoso era um escândalo, e para o grego orgulhoso era loucura. 1 Coríntios l:23. Antes que vissem a sabedoria e o poder de Deus no Evangelho de Cristo, tinham que ser chamados; só assim suas mentes eram iluminadas pelo Espírito Santo, para que o Evangelho lhes tornasse claro. 1 Corintios l:24; 2 Coríntios 4:4, 6.

 

O entendimento de Deus é infinito. Salmo147:5. No original lemos: "De seu entendimento não há número". A mente humana não tem a capacidade de sondar o entendimento de Deus. Davi escreveu em relação ao conhecimento (sabedoria) de Deus, e após poucas linhas, disse: "Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir". Salmo 139:6.

 

"Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento". Salmo 139:2. Deus nos observa quando nos assentamos para meditar, e quando nos levantamos para seguir nas atividades da vida. E Ele conhece os pensamentos que regulam nossos caminhos. Ele os conhece mesmo antes de nós os pensarmos. Antes do pensamento se tornar uma ciência a nós, ele já é presciência com Deus. A respeito de Israel, Deus disse: "Porquanto conheço a sua boa imaginação, o que ele faz hoje, antes que o introduza na terra que tenho jurado". Deuteronômio 31:21. Deus conhecia seus pensamentos e ações antes que entrassem em Canaã. Cristo sabia quais seriam os pensamentos e ações de Pedro e até os profetizou antes que ele O negasse.

 

"Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos". Salmo 139:3. Deus conhece nosso caminho e nosso leito. Ele nos conhece quando acordados ou quando dormindo. "Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis a:4. andar, atributo. o que Tu não a conheces completamente". Salmo 139:4. Deus conhece nosso falar. Ele sabe quando os homens tomam Seu nome em vão, e declarou que tal homem não escapará de Seus juízos. Êxodo 20:7. Ele sabe quando os homens negam Sua Palavra e quando "fazem pouco" dela. E Ele ouve o menor sussurro e ouve o grito mais alto. Quando os homens desejam esconder algo, cochicham um ao outro, mas Deus ouve os nossos segredos e mesmo os sussurros de nossos corações.

 

"Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão". Salmo 139:5. Davi sentiu-se cercado por Deus. Verdadeiramente, não há como escapar de Deus! Ele está atrás de nós registrando nossas faltas ou adiante de nós apagando os pecados pela graça de Cristo. Ele está diante de nós, conhecendo nossos feitos, e vendo as nossas necessidades. Deus é uma prisão de punição para os perversos, e um céu de descanso aos esmorecidos. Cada pessoa vai ter que prestar contas a Deus, portanto "prepara-te para encontrares com teu Deus".

 

COMO É QUE DEUS TEM TANTA ONISCIÊNCIA?

 

1. Deus não precisa adquirir conhecimentos. Sua sabedoria não é resultado de observação, consultas e estudos laboriosos. Deus não faz esforço para saber. O saber com o homem é alcançado por árduos esforços; com o homem a vida toda é uma escola.

 

2. Deus não aumenta em sabedoria. Ele não sabe nada mais agora do que há séculos passados. Seu entendimento é infinito por toda a eternidade. Ele sempre teve sabedoria perfeita em todas as coisas. Deus não precisa matricular-Se na universidade humana. Não existem dias de aula para Deus.

3. Deus sabe naturalmente. A onisciência pertence à própria natureza de Deus; uma de Suas perfeições pessoais. Calvino definiu onisciência como: "Aquele atributo pelo qual Deus Se conhece a Si mesmo e a todas as outras coisas em um simples ato eterno". O saber de Deus é direto, sem intermediários. Romanos 11:34.

 

OS OBJETOS DO CONHECIMENTO DE DEUS

 

1. Deus conhece a Si mesmo. As criaturas racionais recebem de Deus a capacidade de conhecerem a se mesmas. Mesmo o ímpio sabe certas coisas a respeito de sua própria pessoa, da composição do corpo e das faculdades da alma. E se criaturas têm este conhecimento próprio, então o Criador cujo entendimento é infinito, conhece-as perfeitamente.

 

Além disso, existe associação perfeita entre as três pessoas da Trindade. O Espírito Santo conhece perfeitamente a mente de Deus, e pode assim fazer intercessão pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Romanos 8:26-27. Jesus falando de Deus, Pai, disse: "Conheço-o e guardo a sua palavra?. João 8:55.

 

Deus conhece Sua criação. Ele de tudo sabe na natureza. Ele sabe o número das estrelas e chama-as pelo nome. Salmo 147:4. Os passarinhos não caem por terra sem Seu conhecimento e permissão. Mateus 10:29.

 

Deus conhece tudo no plano da experiência humana. Ele conhece o pensar dos homens, os seus caminhos e suas palavras.

 

"Diante dos homens somos opacos como uma casa de abelha. Eles podem ver os pensamentos entrando e saindo, mas o efeito deles dentro do homem, não podem dizer. Diante de Deus somos como uma casa de abelhas feita de vidro, e tudo o que nossos pensamentos estão fazendo ao nosso interior, Ele perfeitamente vê e entende". Henry W. Beecher.

 

Deus sabe das obras dos homens. Os homens podem esconder suas obras uns dos outros, mas nunca de Deus. Nenhum olho humano viu Caim matar Abel, mas Deus testemunhou o crime. Acã certamente pensava ter cometido o crime perfeito quando roubou o ouro e escondeu-o na terra, mas Deus trouxe seu pecado à luz. Davi encobriu seu pecado com Bate-Seba, mas Deus o descobriu e enviou o seu profeta Natã para dizer a Davi: "Tu és o homem". Não há pecado secreto a Deus; "todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar". Hebreus 4:13.

 

Deus conhece as tribulações e tentações de Seu povo. "E disse o Senhor: "Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores,porque conheci as suas dores". Êxodo 3:7. Contemos ao nosso Pai todas as nossas aflições, pois não existem tristezas terrenas que não possam ser curadas pelos céus.

 

Deus conhece todos os acontecimentos passados, presentes e futuros. Ele conhece todo o passado e nunca esquece. "Pois quando inquire do derramamento de sangue, e lembra-se deles: não se esquece do clamor dos aflitos". Salmo 9:12. Este versículo é para Hitler e todos os outros senhores da guerra. Sua misericórdia nos faz esquecer certas coisas do passado. Há quem pense tanto sobre o passado que se tornam loucos. Esta atitude não deve existir no crente. Ele deve esquecer as coisas do passado, e fixar sua atenção nas coisas do futuro esforçando-se pelo prêmio do alto chamado de Deus por Jesus Cristo. Filipenses 3:13-14. Há perdão em Deus pela fé em Seu Filho. Quando Deus nos perdoa, Ele jamais se lembrará de nossos pecados, por toda a eternidade.

 

Deus conhece o presente e o futuro. Seu conhecimento do futuro é melhor que o conhecimento do passado pelos homens. A perfeita sabedoria de Deus quanto às coisas futuras é demonstrada em centenas de profecias cumpridas. A profecia é o registro de fatos antes de acontecerem.

 

A CONTEMPLAÇÃO DA ONISCIÊNCIA DE DEUS

 

Não há melhor exercício para a alma que contemplar as perfeições de Deus. Aqui jaz o segredo de toda piedade verdadeira. Aquele que teme a Deus deve ter sua mente ocupada com os pensamentos de Deus.

 

"Os ímpios odeiam a verdade da sabedoria de Deus. Eles desejam que não existisse testemunha de suas iniquidades, nem sondador de seus corações, nem juiz de seus feitos". A. W. Pink.

 

Esquecem-se de que Deus Se lembra de todos os seus pecados. Oséias 7:2.

 

A contemplação do conhecimento de Deus deve encher a alma de admiração exaltante. Quão grande deve ser Aquele que conhece todas as coisas! Nenhum de nós sabe o que um dia trará a nós, mas Deus sabe o que há de suceder no tempo e eternidade.

 

O conhecimento infinito de Deus deve encher os homens de santo temor. Tudo o que dizemos, pensamos ou fazemos é conhecido a Ele a quem prestaremos contas. Meditar nesta divina perfeição será um poderoso contra-peso aos caminhos da carne. Em horas de tentações nós devemos dizer como disse Hagar: "Tu és Deus que vê". Gênesis 16:13.

 

Estar ocupado com o infinito saber de Deus encherá o filho de Deus de humildade, adoração e louvor. "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos"! Romanos 11:33.

 

A verdade diante de nós é um encorajamento à oração. Não há perigo de nossas orações não serem ouvidas, que nossos clamores e nossas lágrimas escapem da atenção de Deus. Não há perigo de um dos santos não ser notado por Deus entre as multidões de suplicantes. Uma mente infinita é capaz de prestar atenção a milhões de súplicas como se fossem a súplica de um só homem. E não pomos em perigo nossas orações pelo uso inapropriado de palavras, pois Deus é conhecedor de nossos pensamentos e lê os intentos do coração.