sábado, 22 de junho de 2013

SALMOS 46:10

“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” 
(SALMOS 46:10)


Por Gabriel Felipe M.Rocha

Aquietai-vos – no hebraico é igual a: “raphah” cujo significado é diverso e pode ser inserido em várias aplicações.

Mas o que nos chama a atenção aqui é que “aquietai-vos” (raphah) está diretamente ligado à: Estar parado“soltar”,“deixar ir”ou “deixar cair”.

Em vários momentos de nossas vidas quando a batalha está sendo travada ou a provação está num alto nível de força, queremos logo agir. É comum, desde os primórdios, quando o homem pecou, nós querermos agir pelo nosso impulso e com confiança em nós mesmos, já que tudo a volta parece estar perdido.

Mas Deus nos diz: “Não temas, Eu sou contigo”. Todos os servos na qual o Senhor chamou, tanto no antigo como no novo testamento, Ele confortou com uma palavra de ânimo e direcionou promessas de vitórias.

A tradução desta ordem (aquietai-vos) nos dá a idéia de que: Deus nos pede para largarmos, soltarmos, liberarmos as coisas que impedem o crente de ter fé, exaltar a Deus, dar-lhe glória e dar o seu devido lugar  em seu coração.

O segredo de nossa vitória é deixar Deus agir, pois Ele é o Senhor dos exércitos, o Senhor da guerra, o dono da peleja.

“Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois a peleja não é vossa, senão de Deus” (2 Cr.20:15).

Porém o homem no seu instinto quer agir confiando nos seus punhos e (apenas) na sua razão.

Mas o servo fiel, o verdadeiro filho de Deus sabe que há um Senhor cuja destra é poderosa em extremo e descansa.

“Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá” (Salmo 139:10)

O homem que foi remido pelo precioso sangue de Cristo sabe o quanto o poder do sangue de Jesus é eficaz e tem, assim, uma experiência na oração, sabendo que deus a partir dali tomará conta da batalha, seja ela qual for.

Mas, para isso acontecer, devemos “aquietarmos”, ou seja, “ficar parado” (de acordo com a palavra no original). Isso significa inércia em plenitude: não falar, não agir, apenas estar em oração e perseverar na fé, inclusive lá em Efésios no capítulo 6 a Palavra nos ensina que nossa luta é somente espiritual. Nós só temos ordem para lutar espiritualmente, o resto é do Senhor e ele não se agrada quando tocamos naquilo que é dele.

Quando o crente ora não existe mais a “minha luta”, mas sim a luta do Senhor. Aleluia!

Outro significado de “aquietai-vos” que vimos no início desta postagem é: “soltar”, “deixar ir”.

Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará” (Salmo 37:05)

Muitas vezes a nossa provação ou luta está ligada a uma má escolha que fizemos, ou até mesmo, pode estar ligado a um pecado cometido. Então? Como é que fica a situação? A Palavra de Deus nos diz que o sangue de Cristo nos liberta de todo o pecado e ela nos informa que temos um advogado infalível (o Senhor Jesus).

Quando oramos e pedimos a Deus a MISERICÓRDIA, Ele entra em nosso favor porque Ele é bom e não tem prazer na nossa dor. Mas é exatamente aí o momento em que nós devemos “deixar ir’ o velho homem, deixar o nosso “caminho” no altar, “soltar” o pecado que habita em nós, abandonar o mal, largar a ira, despedir o engano, libertar o rancor, liberar o perdão, abandonar a razão, jogar fora a vaidade, etc.

Sendo assim, Ele entra na peleja e não perde. Louvado seja Deus!

Algo que me chamou a atenção nesse texto (Sl. 46: 10) é: “aquietai-vos e SABEI que sou Deus”. Na medida em que nós nos aquietamos, ou seja, deixamos Deus agir e nos portamos na fé e na confiança, o nosso conhecimento de Deus aumenta.

“É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3: 30)

No deixar Deus agir, Ele cresce em nossa vida e o nosso “velho homem” diminui, pois a razão, a argumentação, a força, os recursos já não são necessários e passamos, enfim, a vencer em espírito.

Interessante ressaltar também que: Quando Deus age em nosso favor e permanecemos na entrega e na oração, nossa fé aumenta e passamos assim a “saber” mais de Deus, passamos a conhecer dali a diante que Ele é Deus e nada pode contra isso. Aleluia!

Moisés quando foi chamado por Deus para a libertação de Israel do Egito, ele, querendo dar uma boa explicação a Faraó sobre quem estava ordenando a saída do povo, perguntou: “qual é o seu nome”? (Ex.3:13)

Deve ter pensado: “mesmo vendo essa sarça em fogo e não se consumindo, ainda devo confiar nessa voz”? Moisés convivia em meio aos deuses tiranos e falsos do Egito, não havia tido ainda uma experiência com o Deus vivo.

Mas a resposta do Senhor foi satisfatória: (Ex.3:14) “EU SOU O QUE SOU.Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós”.

Não havia espaço para argumentação, teologia, religião e filosofia. Moisés não faria nada, apenas transmitiria o recado de Deus para Faraó e todos saberiam ali que o Senhor é Deus.



Que Deus abençoe as nossas vidas, amém.




Gabriel Felipe M. Rocha

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SANTO E PROFANO.

SANTO E PROFANO

“A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o imundo e o limpo” (Ez 44.23)

“Para fazer a diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Lv 10.10)

Não posso me esquecer do uso dos meios de Estamos vivendo numa época de sacralização do profano e de profanação do sagrado. Nunca antes esses elementos estiveram tão misturados como nos tempos de hoje.

Percebo claramente comportamentos dos mais variados no ambiente evangélico, comportamentos exibicionistas, egocentristas, desigualdade, injustiças e outras coisas mais que não agradam a Deus.

comunicação como “palco” para expressar seus interesses pessoais, filosóficos ou ideológicos, “em nome de Deus”.

Dentro deste quandro observo a dificuldade do povo de Deus em discernir o santo e o profano, quanta confusão se faz. 
Diante da falta de discernimento abrimos espaço para pensamentos totalmente distanciados da bíblia. 

Por vivermos no tempo da graça, acreditamos que tudo o que fizermos, porque fomos "orientados" a fazer é válido, mas não é bem assim, Deus colocou regras para a igreja e para o seu povo. (Quem tem ouvidos ouça o que o Espirito diz as igrejas) Isso significa ouvir a voz do Espirito Santo e não de líder religioso.

Existem regras para as nossas igrejas, para as nossas vidas. À medida que nossos cultos são violados, as nossas vidas são violadas, estamos trocando o Santo pelo Profano. 
Quando trocamos a fé em Jesus Cristo pelas rosas, sal, mantos, coisas que vemos nós estamos trocando o Santo pelo Profano. (At 16.31). Quando introduzimos para dentro de nós coisas que desagradam a Deus, quando achamos que são coisas pequenas e que não tem importância, estamos trocando o Santo pelo Profano. (Zc 3.1-3; Ap 16.15; I Co 6.19,20).

Inicio esta semana dizendo que por não fazermos a distinção entre o que é santo e o que é profano, perdemos a oportunidade de sermos boca de Deus (Jr 15.19). Ser boca de Deus é pensar e falar conforme a vontade do nosso Senhor.
Ser boca de Deus é traduzido por Paulo como alguém que tem a mente de Cristo (I Co 2.16; Fp 2.5).

O evangelho puro e verdadeiro precisa de pessoas com o desejo de ser boca de Deus. Que orem e Deus responda, que profetizem e suas mensagens sejam cumpridas, que preguem condenando o pecado e resgatando o pecador, que ensinem com ousadia contra os modismos e alcancem resultados extraordinários, que não compactuam com erros, omissão, jugo desigual, mandos e desmandos do homem, que não seguem cegamente tudo porque apenas falaram que foi Deus que revelou, antes examinam todas as coisas e retém o que é bom.

Irmãos separemos o santo do profano, de qual lado você quer estar e ficar?

Boa semana a todos!!!
Reginaldo Nogueira                                                                                             

Serra-ES

domingo, 2 de junho de 2013

OS LIVROS APÓCRIFOS

Heresias, lendas, mitos e absurdos nos livros apócrifos


Olá, irmãos, amigos e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus, a paz do Senhor Jesus! Enquanto não termino um artigo que estou a postar aqui no blog, deixo um excelente artigo que, na verdade, é uma competente defesa da verdade. Boa leitura!

Os evangélicos adotam um cânon com 66 livros, enquanto os católicos assumem um cânon maior, com 73 livros, pois incluem outros 7 livros que não constam na Bíblia canônica, sendo eles:

 Tobias
 Judite
 1ª Macabeus
 2ª Macabeus
 Sabedoria de Salomão
 Eclesiástico
 Baruque

Além disso, possuem adições ao livro de Ester e ao de Daniel. Sabermos qual cânon é o correto é extremamente importante, pois muitas heresias católicas são apoiadas por estes livros, o que foi uma das razões principais pelas quais foram aceitos pelo Concílio de Trento (1545 - 1563), em resposta à Reforma Protestante. Algumas das heresias, mitos, lendas e absurdos que podemos mencionar são:


1º Heresias:

 Artes mágicas e feitiçaria como método de exorcismo:

“Então disse o anjo: Tira as entranhas a esse peixe, e guarda, porque estas coisas te serão úteis. Feito isto, assou Tobias parte de sua carne, e levaram-na consigo para o caminho; salgaram o resto, para que lhes bastassem até chegassem a Ragés, cidade dos Medos. Então Tobias perguntou ao anjo e disse-lhe: Irmão Azarias, suplico-lhe que me digas de que remédio servirão estas partes do peixe, que tu me mandaste guardar: E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se tu puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas, o seu fumo afugenta toda a casta de demônios, tanto do homem como da mulher, de sorte que não tornam mais a chegar a eles. E o fel é bom para untar os olhos que têm algumas névoas, e sararão” (Tobias 6:5-9)

 Esmolas como método de salvação:

“É boa a oração acompanhada do jejum, dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro; porque aesmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna” (Tobias 12:8,9)

 Sabedoria como método de salvação:

“Assim se tornaram direitas as veredas dos que estão na terra; os homens aprenderam as coisas que vos agradam e pela sabedoria foram salvos (Sabedoria 8:19)

 Oração pelos mortos:

“E tendo feito uma coleta, mandou doze mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente a ressurreição, (porque, se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados (2ª Macabeus 12:43-46)

 Intercessão dos mortos:

“Senhor todo-poderoso, Deus de Israel, escutai a prece dos mortos de Israel, dos filhos daqueles que pecaram contra vós, que não atenderam à voz do Senhor, seu Deus, e por isso foram levados à desgraça” (Baruque 3:4)

 Purgatório

“As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída deste mundo foi considerada como uma aflição, e a sua separação de nós como um extermínio; mas eles estão em paz (no Céu). E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade” (Sabedoria 3:1-4)

 Pré-existência das almas:

“Eu era um menino vigoroso, dotado de uma alma excelente, ou antes, como era bom, eu vim a um corpo intacto (Sabedoria 8:19,20)


2º Mitos e Lendas

 Mulher que jejuava todos os dias de sua vida:

“E no andar superir de sua casa tinha feito para si um quarto retirado, no qual se conservava recolhida com as suas criadas, e, trazendo um cilício sobre os seus rins, jejuava todos os dias de sua vida, exceto nos sábados, e nas neomênias, das festas da sua casa de Israel” (Judite 8:5,6)

 Dragões existem de verdade e Daniel matou um deles:

“Havia um dragão enorme adorado pelos babilônios. O rei disse a Daniel: ‘Você não vai me dizer que ele é de bronze; está vivo, come e bebe. Você não pode negar que é um deus vivo. Então, adore-o também’. Daniel respondeu: ‘Só adoro ao Senhor meu Deus, porque ele é o Deus vivo. Se Vossa Majestade permitir, eu mato este dragão sem espada e sem porrete’. O rei disse: ‘A licença está concedida’. Daniel pegou piche, sebo e crinas, cozinhou tudo junto, fez com aquilo uns bolos e jogou na boca do dragão. Ele engoliu aquilo e se arrebentou. Então Daniel disse: ‘Vejam o que vocês adoravam!’ Quando os babilônios ouviram falar disso, ficaram muito indignados e revoltados contra o rei, e diziam: ‘O rei virou judeu! Quebrou Bel, matou o dragão e assassinou os sacerdotes’” (Daniel 14:23-28)

 Daniel é lançado de novo na cova dos leões!

“No sétimo dia, o rei foi chorar a morte de Daniel. Chegou à beira da cova e lá estava Daniel sentado tranquilamente. Então o rei exclamou em alta voz: ‘Tu és grande, ó Senhor, Deus de Daniel! Além de ti não existe outro Deus’. O rei mandou retirar Daniel da cova e jogou aí aqueles que pretendiam matá-lo. Foram devorados num instante, na presença do rei” (Daniel 14:40-42)


3º Absurdos

 Anjos que mentem:

“E o anjo disse-lhe: Eu o conduzirei e to reconduzirei. Tobias respondeu: Peço-te que me digas de que família e de que tribo és tu? O anjo Rafael disse-lhe: Procuras saber a família do mercenário, ou mesmo mercenário que vá com teu filho? Mas para que não te ponhas em cuidados, eu sou Azarias, filho do grande Ananias. E Tobias respondeu-lhe: Tu és de uma ilustre família. Mas peço-te que não te ofendas por eu desejar conhecer a tua geração” (Tobias 5:15-19)

 Habacuque é teletransportado para a Babilônia agarrado pelos cabelos:

“O anjo do Senhor disse a Habacuc: ‘Esse almoço que você tem aí leve para Daniel, lá na Babilônia, na cova dos leões’. Habacuc disse: ‘Meu senhor, eu nunca vi a Babilônia, nem conheço essa cova!’ O anjo do Senhor pegou-o pelo alto da cabeça, carregou-o pelos cabelos e, com a rapidez do vento, colocou-o à beira da cova (Daniel 14:34-36)

 Não podemos amparar o pecador:

“Dá ao homem bom, não ampares o pecador, pois Deus dará ao mau e ao pecador o que merecem; ele os guarda para o dia em que os castigará. Dá àquele que é bom, e não auxilies o pecador(Eclesiástico 12:4,5)

 Devemos impedir que deem pão a um ímpio:

“Faze o bem ao homem humilde, e nada dês ao ímpio; impede que se lhe dê pão, para não suceder que ele se torne mais poderoso do que tu. Pois acharás um duplo mal em todo o bem que lhe fizeres, porque o próprio Altíssimo abomina os pecadores, e exerce vingança sobre os ímpios”(Eclesiastico 12:6,7)

 Trato cruel aos escravos:

“Para o jumento o feno, a vara e a carga. Para o escravo o pão, o castigo e o trabalho. O escravo só trabalha quando corrigido, e só aspira ao repouso; afrouxa-lhe a mão, e ele buscará a liberdade. O jugo e a correia fazem dobrar o mais rígido pescoço; o trabalho contínuo torna o escravo dócil. Para o escravo malévolo a tortura e as peias; manda-o para o trabalho para que ele não fique ocioso, pois a ociosidade ensina muita malícia. Ocupa-o no trabalho, pois é o que lhe convém. Se ele não obedecer, submete-o com grilhões, mas não cometas excessos, seja com quem for, e não faças coisa alguma importante sem ter refletido” (Eclesiástico 33:25-30)

 Devemos golpear até sangrar as costas de um escravo ruim:

“Não te envergonhes de não fazer diferença na venda e com os mercadores, de corrigir frequentemente os teus filhos, de golpear até sangrar as costas de um escravo ruim (Eclesiástico 42:5)

 Incentivo ao ódio aos estrangeiros e aos samaritanos que são xingados de “idiotas”:

“Há duas nações que eu detesto, e uma terceira que sequer é nação: os habitantes da montanha de Seir, os filisteus e o povo idiota que habita em Siquém (Eclesiástico 50:25,26)

 Preconceito contra as mulheres:

“A tristeza do coração é uma chaga universal, e a maldade feminina é uma malícia consumada. Toda chaga, não, porém, a chaga do coração; toda malícia, não, porém, a malícia da mulher; toda vingança, não, porém, a que nos causam nossos adversários; toda vingança, não, porém, a de nossos inimigos. Não há veneno pior que o das serpentes; não há cólera que vença a da mulher. É melhor viver com um leão e um dragão, que morar com uma mulher maldosa. A malícia de uma mulher transtorna-lhe as feições, obscurece-lhe o olhar como o de um urso, e dá-lhe uma tez com a aparência de saco. Entre seus parentes, queixa-se o seu marido, e, ouvindo-os, suspira amargamente. Toda malícia é leve, comparada com a malícia de uma mulher; que a sorte dos pecadores caia sobre ela! Como uma ladeira arenosa aos pés de um ancião, assim é a mulher tagarela para um marido pacato. Não contemples a beleza de uma mulher, não cobices uma mulher pela sua beleza. Grandes são a cólera de uma mulher, sua audácia, sua desordem. Se a mulher tiver o mando, ela se erguerá contra o marido. Coração abatido, semblante triste e chaga de coração: eis (o que faz) uma mulher maldosa. Mãos lânguidas, joelhos que se dobram: eis (o que faz) uma mulher que não traz felicidade ao seu marido. Foi pela mulher que começou o pecado, e é por causa dela que todos morremos (Eclesiástico 25:17-33)

 O próprio autor reconhece que seu livro é medíocre:

Por isso, aqui ponho fim à minha narrativa. Se o fiz bem, de maneira conveniente a uma composição escrita, era isso que eu queria; se fracamente e de modo medíocre, é o que consegui fazer (2ª Macabeus 15:37,38)

Tendo em vista tudo isso e muito mais, vemos que não é sem razão que devemos zelar pela manutenção do legítimo e verdadeiro cânon bíblico com 66 livros, pois estes outros sete livros adicionados estão repletos de heresias, lendas, mitos, absurdos e aberrações que algumas vezes chegam a beirar o ridículo. Se crermos na autenticidade canônica dos sete livros acrescentados pelos católicos, teremos consequentemente que reformular toda a ortodoxia bíblica que nega explicitamente todos os pontos mencionados acima. E por conta disso é importante defendermos o verdadeiro cânon e mostrarmos o porquê que os livros apócrifos são invenções humanas, e não inspiração divina.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.


 (apologiacrista.com)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ!

NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ!

Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio(Atos 27:22)


A paz de nosso Senhor Jesus a todos os irmãos, amigos, leitores assíduos do Blog Palavra a Sério e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus.

Na palavra de Deus, encontramos muitos pontos importantes e, que muitas vezes, passam despercebidos.
 Aqui nós vamos tratar do momento em que o navio que levava Paulo para a condenação em Roma foi naufragado.

Muitos pensam que “o barco onde Jesus está” não afunda. Bem, não sou contra essa crença, mas, com Paulo, esse ditado não foi válido. Jesus estava no barco com Paulo, pois Paulo era cheio do Espírito Santo e representava ali o único alento para aqueles homens em meio à tribulação da tempestade e do naufrágio. Mas, como sabemos, o barco afundou.
O Senhor permite algumas situações em nossa vida para seu Nome ser exaltado. De fato podemos dizer: Deus não abandona os seus, mesmo se o “barco” chegar a afundar. O que importa não é o “barco” (nossas preocupações terrenas e aflições humanas carregadas de cargas pesadas), mas sim a presença viva e eficaz de Jesus em nós. Inclusive, o que tem que ser preservado em nossas é a obra do Espírito Santo que não está edificada no "barco", mas em nossos corações. Se o barco afundar, a obra em nós não afundará se estivermos edificados em Cristo Jesus.

Pois bem, vamos ao que interessa:

Paulo era um prisioneiro. Por ser cidadão romano e  ter feito o apelo à César, foi imediatamente enviado à César. O imperador romano da época, César, era o tão temido Nero, um admitido adversário da Igreja de Cristo.
Curiosamente, todo prisioneiro que era enviado para um julgamento e para uma condenação, seja pelo mar, seja por terra, ia para o destino junto com as cédulas de sua condenação, ou seja, junto com o prisioneiro ia também todo o relatório de suas acusações.

Qual era a essência de toda a acusação contra Paulo? Estar em Cristo Jesus. Paulo seria condenado por ser cristão e pregar o Evangelho da salvação.

Agora você entende por que o barco afundou? Porque nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.

Em Atos, é registrado que nenhuma vida de fato se perdeu. Todos os homens foram poupados, mas o barco foi totalmente destruído. Junto com o barco estavam as acusações contra Paulo. Todas se perderam no mar do esquecimento.

É assim que Jesus opera com seu precioso sangue em nós. Ele limpa toda a acusação do inimigo sobre a nossa vida. Ele rasga toda a cédula de condenação que antes estava posta junto a nós, cujo destino nosso era a morte.
Mas Deus foi gracioso. Enviou Jesus, a expressão maior de sua graça. Ele se esquece de todos os nossos pecados quando a Ele clamamos com o coração arrependido. O que é acusação e injúrias contra nossas vidas é deixado no mar (no mundo), pois do mundo é o pecado, cujo pai é o adversário de nossa alma. Junto dessas acusações contra Paulo estavam muitas injustiças e falsos testemunhos. Todos foram a pagados. Quantas injustiças nós já recebemos nessa vida? Jesus tem apagado, pois Ele é a nossa justiça. Basta estar firmado nele, pois Ele é a salvação. Ele é a Rocha eterna.

Você pode até questionar: “mas Paulo, mesmo com o naufrágio do navio, não foi levado á julgamento e lá recebeu a condenação”? Sim! Mas lá, perante César foi necessário reformular e registrar outras acusações. Inclusive, Paulo não foi condenado  pelas acusações que vieram junto dele no barco, mas por ter exercido e levantado uma igreja em Roma. Paulo estava preso em casa, apenas sendo vigiado pela guarda romana, mas exercendo sua fé em Cristo, escrevendo suas cartas, recebendo seus irmãos e amigos. As acusações que levaram Paulo à morte foram escritas ali em Roma. Eram novas acusações. Roma interpretou o apostolado de Paulo como afronta ao império, por isso foi morto. Mas, mesmo nessa ocasião, estava ali a mão de Deus chamando Paulo para o seu galardão e para, enfim, possuir sua coroa de glória.

O naufrágio do navio traz um ensinamento para nós, servos de Deus:

Se estivermos em Cristo, nenhuma condenação há. Há poder no sangue de Jesus. Muitas 

vezes pecamos, aliás, essa é a nossa natureza. Uma vez nascido em Cristo, nossa natureza

 humana não morreu totalmente, apenas foi mortificada pelo nosso novo nascimento no ato de

nossa vida espiritual.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:9).

Mas, se pecamos, temos um advogado junto ao Pai (1João 2:1) e seu sangue tem poder para

 perdoar qualquer pecado. E nossa vida segue rumo à Eternidade de Deus, rumo à Herança 

que nos foi oferecida, em uma novidade de vida, em santificação e em esperança.

Aleluia!

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1João 1:7)

Gabriel Felipe M. Rocha

Gostaria de sugerir aos irmãos o site: Servos ICM. É um site cujo objetivo é anunciar a Palavra de Deus, a Obra que o Espírito Santo tem realizado e, sobretudo, a grandiosa volta do Senhor Jesus.

Servos ICM

JESUS, A EXPRESSÃO DA GRAÇA DE DEUS

JESUS, A EXPRESSÃO DA GRAÇA DE DEUS


Texto: Mateus 17:1 – 5

(v.1) “Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte”.
(v.2) “E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tronaram brancas como a luz”.
(v.3) “E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele (Jesus)”.
(v.4) “E Pedro tomando a palavra, disse: Senhor, bom é estarmos aqui (...) façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias”.
(v.5) “E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o”.

A paz de nosso Senhor Jesus Cristo a todos os meus irmãos, amigos e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus.

A nossa salvação é proveniente da GRAÇA de Deus manifestada em Jesus no ato do sacrifício. Jesus, portanto é a expressão da graça de Deus. Em toda a Bíblia podemos ver a respeito disso e, nos Evangelhos, podemos perceber várias passagens onde Cristo é, no ato de seu ministério, a expressão da graça de Deus. Porém aqui veremos apenas uma passagem. Uma passagem bíblica que desperta a curiosidade e incentiva à hermenêutica desse acontecimento em Mateus 17:1-5.
Jesus escolhera a Pedro, Tiago e João de forma particular e os levou a um alto monte. Certamente para as orações que constantemente Jesus fazia.

Mas um evento espiritual acontecera ali que marcaria a vida daqueles pobres e limitados homens (Pedro, Tiago e João). Podemos dizer, embora esses homens viésseis a falhar posteriormente em algumas ocasiões, que a vida desses três apóstolos nunca mais foi a mesma. O que comprova isso é o fato de, exatamente os três, serem, no início da Igreja, as três principais colunas da Igreja de Deus.

Esse importante e interessante evento ficou conhecido universalmente como a transfiguração de Jesus.  Na sua transfiguração, Jesus foi transformado na presença de Pedro, Tiago e João (que representava ali a Igreja de Cristo que o veria glorificado), que viram a sua glória celestial, conforme Ele realmente era: Deus em corpo humano. A experiência da transfiguração foi um alento para Jesus ante a sua iminente morte na cruz; um comunicado aos discípulos (Igreja) de que Jesus teria de sofrer na cruz, mas ressuscitaria e uma confirmação por Deus que Jesus era verdadeiramente seu Filho, todo poderoso e suficiente para redimir a raça humana.

Mas por que apareceu ali Moisés e Elias? Isso tem um forte significado.

Moisés representava um primeiro período do povo de Israel como nação: o período da Lei. Por fim, Moisés representava a Lei. O que era Lei? Era (e é ainda) um conjunto de regras, estatutos e observações que o homem não podia cumprir integralmente. A Lei apenas apontava o erro e mostrava o pecado e a fraqueza humana perante Deus.

O povo de Israel (nação eleita) recebera a Lei, porém não a suportou ao longo da história, embora essa fosse a tradição cultural e religiosa de Israel mais expressiva (até aos dias de hoje). Em suma, o homem não ouvia a essência da Lei. Se tratando de entendimento espiritual (naquilo que representava a Lei) a humanidade não  assimilou, portanto, não ouviu.
Elias já representava um outro período da história espiritual do povo: o período dos profetas. A profecia, embora fosse de Deus e fosse plenamente válida para o momento, ela apontava erros. Ela indicava falhas. Nelas, muitas vezes, prescrevia ameaças.

Quando ouve a transfiguração, estavam juntos então Moisés (Lei), Elias (profecia) e Jesus (o cumprimento da Lei e das profecias), a expressão da GRAÇA de Deus.

“A Lei e os profetas duraram até João; desde então, é anunciado o Reino de Deus” (Lucas 16:16).

Jesus não veio para apontar erros, mas para conceder o perdão e indicar o caminho. Jesus não estava ali para ser pesado como a Lei era, mas para ser manso e suave.

“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve. 
Mateus” (Mateus 11:28-30).

Jesus não estava veio para apontar os nossos erros, mas veio para redimir a nossa alma e nos colocar no Caminho, na Verdade e na Vida.

A graça de Deus se cumpriu em Jesus. Ali no evento da transfiguração, Deus estava mostrando à Igreja (representada por Pedro, Tiago e João) que Jesus era maior que a Lei e que os profetas. Nele estava o cumprimento da Lei e nele estava a Profecia (o Messias). Para nós, resta uma importante profecia: Jesus vem (maranata)!

Interessante que, estando ali, Pedro, Tiago e João representando a Igreja de Deus, nos remete a uma coincidência ou, como prefiro acreditar, uma colocação profética: Pedro significava “fragmento da rocha” (petrus), Tiago é a versão grega para “Jacó” (Yakov = Tiago), que significa enganador. Tudo isso mostrava que a Igreja, a Obra redentora de Cristo seria composta por homens como nós: fragmentos sem importância, mas eleitos; pecadores e enganados pelo pecado, mas escolhidos para uma Herança. Por fim, João significa: “Deus é gracioso”. 

Embora esteja em nossa natureza pecaminosa e caída todos os adjetivos que, por muito tempo, nos manteve afastados do Senhor, Deus foi gracioso e nos enviou Jesus. Não para apontar os nossos erros e  sobrecarregar a nossa vida com encargos pesados, mas para, simplesmente, perdoar. Aleluia!

Pedro, na sua natureza de “fragmento de rocha”, no momento da transfiguração tomou a palavra e sugeriu: “bom é que estejamos aqui, ergueremos um tabernáculo (ou uma tenda) para ti, para Moisés e para Elias. Pedro ainda estava com a mente voltada para o deserto, para a tradição do povo. Deus não queria mais tabernáculos. Tendas e tabernáculos era somente para peregrinos que andavam pelos desertos. Deus queria o homem, a partir daquele momento, numa situação firme e estável diante dele. Com Jesus vivo e glorificado, não havia espaço para tendas e tabernáculos, mas para uma adoração íntima, em espírito e em verdade.

Quando Pedro, cheio de si, ainda falava, a voz de Deus foi ouvida. Deus foi enfático:
“Este é meu filho, na qual eu me alegro. A ele (somente) ouvi”.

Hoje, esse mesmo Jesus glorificado e exaltado fala à igreja. Ele se revela ao seu povo. Essa experiência não ficou limitada a um momento histórico como muitos (cheios de tradição) pensam. Jesus fala, alenta, se revela, caminha conosco, mostra sua glória, opera maravilhas, salva, cura, liberta.

Antes da experiência da transfiguração, Jesus chamou os três homens para um alto monte. Da mesma forma, Jesus tem nos chamado para um alto monte: o monte da sua santidade. Ele quer se revelar. Subir ao monte é se afastar do vale,  do lugar baixo, das gentes, da rotina do dia-a-dia e ter uma intimidade com Deus.

Ele quer te dar essa oportunidade. A Ele ouvi! Jesus é a expressão da graça de Deus.




Gabriel Felipe M. Rocha