quinta-feira, 24 de novembro de 2011

CRISTIANISMO MODERNO 7

Mais um pouco sobre : Neopentecostalismo

A LEI OU A GRAÇA ou os dois? Para onde a Graça sem Lei ("terra" sem lei) nos levou desde o Século II com a teologia da substituição e está nos levando pós Reforma? Como não existe crime sem lei, também não haveria pecado se não houvesse a Lei de D'us que o apontasse (Rm. 7:7). Mas como há a Lei de D'us então existe o pecado. Em existindo o pecado, como fica a Graça (Nova Aliança) sem a Lei? Vale tudo? "Eis que venho sem demora"...Ora vem, Senhor Jesus! (Ap. 22: 20). "Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Ap. 14:12). A Graça (fé) + A Lei (mandamentos) prevalece.

Neopentecostalismo , um movimento onde o desvio doutrinário tem sido assustador.


Não confunda neopentecostalismo com o poder de Deus e dons espirituais ativos na Igreja do Primeiro Século, sendo uma promessa para todos os que viessem a crer até a volta de Jesus. "E estes sinais seguirão aos que crerem" (Mc. 16:17).



Neopentecostalismo.

Assista esse vídeo acima.


"Examinai tudo. Retende o bem." (ITes. 5:21)

O evangelho dos Evangélicos!

Movimento Neopentecostal - Cenas estranhas!!! Fogo estranho?


Dividimos a história do protestantismo no Brasil em três períodos: o consenso, o dissenso e o confuso.

A Era do Consenso (1855-1960) foi marcada pelas igrejas históricas de missão: congregacionais, presbiterianas, metodistas, batistas e episcopais (anglicanas), únicas no início, hegemônicas depois. Sob restrições de direitos no Império e discriminações e perseguições na República, os pioneiros adentraram o país ao lombo de burro, pregaram o evangelho, distribuíram Bíblias, fundaram igrejas e colégios, iniciando uma saga memorável. Essa epopeia se dá em um consenso evangélico da Reforma, e de movimentos como o puritanismo, o pietismo, os avivamentos e as missões. Movia-se pelo idealismo de uma fé superior, da democracia e do progresso. Une-se no apoio à Escola Bíblica Dominical, e na criação da Confederação Evangélica (1934-1964), quando o espírito do Congresso do Panamá prevalece sobre o Congresso de Edimburgo (1910), afirmando a América Latina como campo missionário. Restrições e dificuldades não impedem o crescimento quantitativo e qualitativo, o treinamento de líderes, a produção de um pensar nacional, a afirmação da ética, quando todos (salvo aspectos secundários) anunciavam a mesma mensagem. A chegada posterior do pentecostalismo não trouxe alterações na hegemonia dos históricos, em virtude do seu, então, isolacionismo. A Igreja Romana ia do regalismo, do ultramontanismo, e do integrismo (triunfalista) ao humanismo integral da Ação Católica. A presença do presidente Kubitschek no centenário do presbiterianismo, em 1959, e o encher do estádio do Maracanã no encerramento do encontro da Aliança Batista Mundial, em 1960, sinalizavam a consolidação do projeto e da presença protestante no Brasil.

A Era do Dissenso (1961-1990) viu as igrejas refletirem a Guerra Fria, as divisões entre esquerda e direita, e entre tradicionais, renovados e ecumênicos. A pneumatologia, com o movimento de renovação espiritual, fragmentou as igrejas históricas. O Golpe Militar teve um forte rebatimento no espaço eclesial, aprofundando conflitos, desmobilizando projetos, fomentando a alienação. A Confederação Evangélica -- órgão aglutinador e representativo -- é fechada. O fundamentalismo, antes marginal, cresce. Ao pentecostalismo de línguas se soma o de curas, menos isolacionista. O espírito do Congresso de Lausanne não emplaca. Uma amnésia histórica é promovida, quanto à dimensão social, cultural e política. As ações unificadoras ainda se dão via entidades paraeclesiásticas (ABU, MPC, Vinde, FTL, CBE). Há um lento e doloroso retorno das novas gerações aos espaços públicos: anistia, constituinte, diretas já, campanha presidencial de 1989. O protestantismo amplia a sua presença em termos geográficos e de segmentos sociais. A polêmica sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo reflui, com muitos históricos aceitando a contemporaneidade dos dons, e renovados e pentecostais revalorizando a história e a teologia. O pensamento norte-americano mais conservador invadiu nossas livrarias e seminários, atrofiando a reflexão nacional. A presença de líderes mais velhos e de alguns novos, ainda concede uma imagem de seriedade e de dignidade, mas o dissenso vai substituindo o consenso. A Igreja Romana conhecera o Concílio Vaticano II, com um misto de renovação, insegurança e divisões, e ia do aplauso ao Golpe Militar à militância de esquerda com a Teologia da Libertação.

A atual Era do Confuso (1991-?) assistiu à rápida expansão das seitas paraprotestantes pseudo(neo)pentecostais, da teologia da prosperidade e da batalha espiritual, do G-12, dos “decretos”, dos “apóstolos” e “bispos”, do “gospel”, do mercado religioso, da falta de ética, e de uma miríade de novidades, redes, métodos e macetes importados e pragmáticos, com o saber moderno substituído pelo sentir pós-moderno, individualista, subjetivista e de resultados, ao lado do sincretismo dos “encostos” e dos “descarregos”. Depois de um quarto de século do fim da Confederação Evangélica, se buscou a criação de um novo órgão aglutinador: a Associação Evangélica Brasileira (AEVB), quando as diferenças tinham se aprofundado e a fragmentação institucional (denominações e “ministérios”) atingido níveis escandalosos. Refletindo o personalismo da época, a AEVB foi montada em torno de um líder carismático e não de uma liderança coletiva. A crise do líder feriu de morte a instituição. Instalou-se, mais ainda, o caos, onde todos falam para alguns. O liberalismo teológico dominou algumas igrejas (IECLB, IEAB), cresceu a presença em outras, com setores do evangelicalismo abjurando de suas origens, e lideranças com suas convicções abaladas e “batendo fofo” diante da agenda GLSTB. Cresceu o misticismo nas massas e o secularismo nas elites. A Igreja Romana reprimiu a Teologia da Libertação e promoveu a Renovação Carismática. O Protestantismo deu lugar a protestantismos e “protestantismos”. A epopeia, inacabada, foi abandonada. Porém, para o remanescente fiel, a saga prossegue! •

Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada.




"As falhas do Apóstolo Paulo" ( uma ironia, é claro)

Assista com atenção a este vídeo abaixo:







culto estranho! assista o vídeo abaixo:

2 comentários:

susanahaas disse...

Boa tarde!!!Gostaria de saber qual a religião de vcs...e o que vcs pensam sobre Edir Macedo e Silas M.

Gabriel Felipe disse...

Boa tarde !!! Sobre a nossa vida espiritual,gostaria de especificar e testemunhar por email,pois não queremos causar brechas a ponto de alguem vincular o Blog com 'placa de igreja'. Mas,sobre Edir Macedo, Silas Malafaia e cia temos uma posição,não contra esses homens "de Deus", mas refutamos aquilo que PARECE ser Evangelho e,que na verdade, não é. Não temos uma acusação neste blog relacionada a esses nomes e nem mesmo relacionadas a nomes piores que esses (apostolos-shows),mas temos uma apologética bem aguçada ao Evangelhgo genuíno do Senhor Jesus. Nosso objetivo aqui é mostrar que o Evangelho de Cristo é simples,porém poderoso e transformador. Temos tambem a intenção de mostrar que a Palavra de Deus é séria, maravilhosa e que, vivendo em espírito, esta pode ser revelada. Mostramos aqui também que existe uma OBRA que o Espírito Santo tem feito ,preparando a Igreja Fiel para ser arrebatada e que todos podem ser pasticipantes dela. Mas sobre nomes, líderes e sobre o pseudoevangelho deste mundo,tenho a te dizer o que Paulo tambem disse: "Aqueles qua não amam o Senhor Jesus,sejam anátemas, MARANATA" !!!