segunda-feira, 27 de maio de 2013

OS FILHOS DE JÓ

OS FILHOS DE JÓ
Por que Deus não os deu para Jó em dobro?

Texto 1: Jó 42:10 “E o Senhor virou o cativeiro de Jó quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía”.

Texto 2: Jó 42: 13 “também teve sete filhos e três filhas”.

A paz de nosso Senhor Jesus Cristo a todos os irmãos, amigos e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus.


Há vários textos e passagens na Bíblia que nos deixa em uma situação de extrema curiosidade. Sabemos que a Palavra de Deus é, sobretudo, profética e, pelo agir do Espírito Santo, se revela a nós.

Todos nós conhecemos a história de Jó. Uma história triste. Marcada por conquista, perda e reconquista.

No último capítulo do livro de Jó (um livro poético), vemos a restauração material de Jó. Não vamos entrar no âmbito do porquê Jó sofreu e porquê alcançou de Deus aprovação. Mas vamos nos ater em uma parte:

Deus restaurou tudo que Jó antes perdera. Deus deu tudo em dobro (v.10). Porém, os filhos, o Senhor deu de forma exclusiva. Não foi em dobro. Devolveu na mesma porção de antes – “ sete filhos e três filhas” (1:2/ 42:13).

Tudo que era material, Deus devolveu em dobro em bênçãos materiais. Mas por que não devolveu os filhos em dobro?

Porque Jó, como patriarca e temente a Deus, oferecia sempre uma oferta  pela vida de seus filhos (Jó 1: 1-5). Deus é fiel, por amor de Jó, tocou apenas na vida física de seus filhos. Cremos pela Palavra que Deus preservou, por amor a Jó, a vida espiritual de seus filhos e esses foram para a Eternidade.

Portanto, Deus deu sim TUDO em dobro a Jó. O que é desta terra, deu em dobro nesta terra. Mas o que é espiritual, Deus preservou na Eternidade. Jó teve 10 filhos na virada de seu cativeiro e ainda tinha os seus outros 10 filhos na Eternidade com Deus. Deus deu tudo em dobro...

Que ensinamento tiramos disso?

Deus é fiel e nos dá tudo aquilo que, de fato, nós merecemos nessa vida. Não temos dúvidas disso. Mas, com certeza (em análise do caráter santo de Jó), sua maior esperança seria rever seus filhos novamente. E, por fidelidade do Senhor, eles estariam no mesmo lar na qual Deus preparara para Jó. 

A maior esperança de quem serve a Deus não está nas coisas dessa vida, mas na Eternidade. Sabendo disso, em espírito e em caráter profético, Jó, no auge da sua aflição, clamou por Jesus Cristo, pois esse é o autor da Vida, a Porta, a própria Vida, o elo entre o homem e Deus:

“Porque eu sei que meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha carne, verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; e por isso, o meu coração se consome dentro de mim” (Jó 19: 25-27).


Gabriel Felipe M. Rocha

3 comentários:

Hamilton.botin@hotmail.com disse...

Reflexão de excelência, parabéns. Hamilton Botín Gonçalves

Gilfredo Mendes disse...

Parabéns, muito bem explicado!
Um forte abraço na paz do Senhor

thiago disse...

gostei! bem explicado. boa sorte, continue assim! um abraço e paz do senhor.