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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A SEGUNDA VINDA DE JESUS CRISTO 2 Pe 3.1-18

A SEGUNDA VINDA DE JESUS CRISTO 2 Pe 3.1-18

PREGAÇÃO NA EBD DE 15 DE DEZEMBRO DE 2013 / POR JOSÉ HENRIQUE.

  
3.1-16 Um lembrete da vinda do Senhor
Pedro começou a sua carta com um encorajamento aos seus leitores para crescerem na piedade. Em 2.1, ele se desviou do assunto porque estava tão preocupado com o prejuízo que os falsos mestres podem causar na prevenção de tal crescimento. Agora ele volta ao tema da vida piedosa, estabelecendo a segunda vinda de Jesus como mais uma motivação para isso. Antes de fazê-lo, ele ressalta a certeza dessa vinda, e as razões por que Deus a adiou.

3.1,2 Um chamado para lembrarmos a promessa
Pedro ressalta a unidade da sua carta com a carta anterior e a coerência do seu ensino com o dos profetas e apóstolos. Em tudo isso, o seu propósito é que os seus leitores cultivem uma mente cristã (mente esclarecida). O seu coração se anima assim que ele se volta dos falsos mestres para o tópico de alimentar o rebanho de Deus, os seus amados.
Notas. 1 A segunda epístola pode ser uma referência a 1Pedro ou 2Pedro 1 e 2 (se escritos separadamente) ou a uma carta anterior, agora perdida. Em termos gerais, esses versículos podem descrever 1Pedro. Despertar é a mesma palavra usada em 1.13. Mente esclarecida ("mente sincera", NVI) contrasta com as idéias descritas no cp. 2. A expressão tem um sentido moral ("puro") como também significa "não contaminada pelo preconceito". 2 Pedro também ressalta a unidade do AT com os escritos apostólicos em 1.19-21 e 1Pedro 1.10-12. Mandamento parece referir-se ao ensino de Jesus como um todo elaborado pelos apóstolos (Jo 14.26). Senhor e Salvador é a autoridade final por trás tanto dos profetas quanto dos apóstolos (cf. Ef 2.20). Vossos apóstolos é interpretado por alguns como uma referência "àqueles que vos trouxeram a mensagem". E mais provável que a referência realce a sua confiabilidade do que a sua função — "aqueles em quem confiais, que vos ensinaram a fé ortodoxa em contraste com os falsos mestres" (cf. Jd 17).

3.3,4 Uma advertência para ignorarmos os escarnecedores
Pedro sabe como o desânimo pode se espalhar rapidamente em uma comunidade, assim ele adverte os seus leitores a que não sejam desviados e desprezados pelos que erroneamente argumentam que a aparente inatividade de Deus significa que ele não vai agir. Judas 18 atribui essa advertência aos próprios apóstolos.
Notas. 3 Tendo em conta, antes de tudo é a mesma expressão de "sabendo, primeiramente" em 1.20. Escarnecedores, em conjunção com a referência às suas próprias paixões, sugere que o autor ainda tem em mente os falsos mestres do cp. 2. Os que se entregam às suas próprias paixões sempre escarnecem de qualquer incentivo a uma vida decente. 4 Os pais pode ser aplicado aos líderes cristãos iniciais, como Estêvão, Tiago, filho de Zebedeu etc., ou aos membros mais antigos da primeira geração de cristãos que morreram entre 30 e 60 d.C. Paulo escreveu acerca do mesmo problema em 1Tessalonicenses 4.13-18, então este não pode ser considerado um argumento a favor da composição tardia da carta. A referência ao dilúvio nos v. 5-7 torna mais provável que o autor tinha em mente os patriarcas do AT.

3.5-7 Uma razão para não esquecermos essa palavra
Na verdade, o argumento dos escarnecedores no v. 4 é falso. Eles convenientemente esqueceram que Deus de fato interveio com juízo na época do dilúvio. Isso prova que a estabilidade da natureza não é argumento, que Deus não vai interromper o seu ritmo estabelecido e que ele pode cumprir novamente as suas promessas em seu tempo.
Notas. 5 Pela palavra de Deus (cf. Gn 1.3; SI 33.6; Jo 1.3; Hb 11.3). A água foi um dos elementos criados no início, dos quais Deus formou a terra (Gn 1.2). E um dos meios pelos quais ele ainda a sustenta. 6 Pela qual obviamente é uma referência ao dilúvio (Gn 6—9). 7 Os céus e terra que agora existem contrastam com os novos céus e terra do futuro (Ap 21.1).  

3.6 pela qual. Ou seja, pela água. Deus, ao criar a água em cima e em baixo, incorporou em sua criação o instrumento de sua própria destruição. veio... o mundo daquele tempo. Uma referência a ordem do mundo antes do dilúvio. Esse mundo incluía a disposição física da abóbada em cima, das águas nas reservas subterrâneas, dos rios, dos lagos e dos mares em baixo, e dos céus no meio. O mundo antes do dilúvio, protegido dos destrutivos raios ultravioletas e com um clima suave sem chuvas, tempestades e ventos, era caracterizado pela vida longa dos seres humanos (Gn 5) e pela capacidade da terra (como uma estufa) de produzir em abundância. perecer... afogado em água. O segundo grande cataclismo divino que refuta a idéia do uniformitarianismo foi o dilúvio universal que inundou toda a terra e alterou a ordem original do mundo criado. De acordo com Gênesis 7.11ss., o dilúvio ocorreu em duas direções: primero o rompimento violento das fontes de água que estavam em baixo enquanto a terra se abria, ocasionando a saída de gás, pó, água e ar; depois a abóbada se rompeu pela ação violenta de toda a massa superior, ocasionando a precipitação sobre a terra da água que havia permanecido em cima. A inundação foi tão cataclísmica que todos os habitantes da terra foram destruídos, exceto oito pessoas e os exemplares de todas as espécies animais. É certo que, por meio desses dois grandes acontecimentos, o mundo não está num processo uniformitariano.

3.7 que agora existem. Desde o dilúvio, a humanidade vive na segunda ordem do mundo. Uma das diferenças óbvias entre as duas ordens do mundo é que as pessoas atualmente vivem 70 anos, e não 900 anos, que era uma idade comum dos seres humanos antes do dilúvio. E Pedro estava defendendo a idéia de que há uma terceira forma dos céus e da terra que ainda está por vir após outro cataclismo. agora existem... pela mesma palavra. O atual sistema do mundo está reservado para o castigo futuro, que virá pela Palavra de Deus, assim como aconteceu com a criação e o dilúvio. Deus irá pronunciá-lo também, depois que a atual ordem for destruída novamente. entesourados para fogo. Deus pôs o arco-íris no céu para indicar que ele nunca destruiria o mundo novamente por meio da água (Cn 9.13). No futuro, Deus destruirá os céus e a terra por meio do fogo (cf. Is 66.15; Dn 7.9-10; Mq 1.4; Ml 4.1; Mt 3.11-12; 2Ts 1.7-8). No atual universo, os céus são repletos de estrelas, cometas e asteróides. O centro da terra também está cheio de um lago líquido de fogo que ferve a uma temperatura de aproximadamente 6.800 °C. A raça humana está separada do centro ardente da terra por uma crosta fina de 16 km. Além disso, toda a criação é uma bomba em potencial por causa de sua estrutura atômica. Do mesmo modo que o ser humano cria a partir de átomos bombas destrutivas que deixam um rastro de morte, Deus pode desintegrar todo o universo com uma explosão de energia atômica. para o Dia do Juízo... dos homens ímpios. A terra espera o dia do juízo e da destruição dos ímpios. Os piedosos não estarão presentes na terra quando Deus pronunciar o juízo por meio do fogo. (cf. 1Ts 1.10; 5.9).

3.8,9 Razões por que a volta de Cristo se dará no tempo divino e não humano:
Visto que a promessa de Deus de outra intervenção nas questões humanas não pode ser rejeitada, Pedro dá dois fatores que explicam por que Deus está adiando tal intervenção o quanto ele quer: o tempo não importa para ele e ele está dando tempo para que as pessoas se arrependam (os eleitos ainda não despertados pela luz do evangelho, visto que os ímpios serão condenados no verso anterior).
Notas. 8 Não deveis esquecer contrasta com o esquecimento intencional dos falsos mestres nos v. 5,6. Para o Senhor cita Salmos 90.4, apontando para o fato de que Deus está além do tempo, e assim não tem pressa alguma para trabalhar (cf. Hb 2.3). Citado por alguns como argumento a favor do universalismo, esse versículo na verdade ensina o oposto. Mostra que após a segunda vinda, que dará início ao juízo de Deus, não haverá mais oportunidades para o arrependimento.

3.10-13 Uma reafirmação do fato e suas consequências
O argumento concernente à certeza da vinda de Cristo é concluído com mais um lembrete do fato da sua subitaneidade. Pedro comenta a seguir sobre as consequências que isso terá para o mundo físico como o conhecemos e as consequências que o conhecimento disso deve produzir na vida do crente. Visto que os novos céus e a nova terra serão a casa da justiça, devemos nos tornar familiares com ela e nos sentir em casa nela já aqui e agora.
Notas. 10 Como ladrão retoma o ensino de Jesus em Mateus 24.42,43. Os céus passarão também é mencionado por Jesus (Mc 13.31). Elementos pode ser aplicado tanto às substâncias das quais o mundo é composto quanto aos outros corpos celestes. As obras que nela existem pode ser uma referência às suas construções e outras realizações materiais, ou a obras no sentido moral; depende de qual variante do verbo é aceita. Serão atingidas (lit. "descobertas"; "[a terra] será desnudada", NVI; "se queimarão", ARC). A formulação mais provável é a que traz a idéia de desnudamento, havendo ainda outras possibilidades (e.g., "desaparecerão"). Então as obras seriam as obras da humanidade. 11 Jesus (e.g., Lc 12.35-40), Paulo (Rm 13.11-14; ITs 5.3-11) e Pedro (1Pe 1.13; 4.7-11) usam o juízo final como um incentivo à vida piedosa. 12 Apressando a vinda é preferível a "aguardando com ansiedade a vinda" (nota mrg. NVI) destacando a importância da at ividade humana de evangelismo etc. (cf. At 3.19-21; 17.30,31) durante o período da paciência divina. 13 Exemplos da sua promessa são Isaías 65.17-25 e 66.22,23.

3.14-16 Um chamado ao comportamento correto, apoiado por um apelo aos escritos de Paulo
Isso conduz ao chamado renovado à santidade, na expectativa da volta do Senhor e em gratidão por sua paciência. Esses são temas acerca dos quais Paulo também escreveu, e a menção a ele conduz à ad-vertência de que certas pessoas (talvez os falsos mestres do cp. 2) estão inclinadas a interpretar mal as suas palavras.
Notas. 14 Empenhai-vos retoma o conselho de 1.10. Por serdes achados pode referir-se ao "ser desnudado" do v. 10. Sem mácula e irrepreensíveis está em contraste com os mestres em 2.13 (v. também Jd 24). Paz é o conteúdo de um coração que está em ordem com Deus. 15 Devemos ter em mente a paciência de Deus porque ele está dando tempo para que incrédulos sejam salvos e crentes tenham tempo de desenvolver a sua salvação (cf. Fp2.12,13). Como igualmente [...] acerca destes assuntos provavelmente se refere ao ensino geral acerca da segunda vinda. Pode, no entanto, destacar o último ponto, o fato de que a demora de Deus se deve à paciência e não à negligência. Sabedoria que lhe foi dada (NVI acrescenta: "por Deus") é um lembrete da origem sobrenatural das cartas de Paulo (cf. l Co 2.13; 3.10). 16 Em todas as suas epístolas não sugere necessariamente que a coleção das cartas de Paulo já estava completa, mas que a essa altura as comunida des cristãs estavam começando a colecioná-las. Difíceis de entender pode significar "ambíguas", "obscuras" (NEB), ou passíveis de interpretação errônea. Paulo tinha sido mal-interpretado nas mãos daqueles que ensinavam que os cristãos não precisavam obedecer à lei (Rm 3.8). Visto que pessoas ignorantes e instáveis se comportam dessa forma, é tanto mais importante que o cristão cresça em conhecimento e no estabelecimento de um firme fundamento para a vida cristã (cf. 1.3-11). A expressão as demais Escrituras pode ser usada para argumentar que os escritos de Paulo ou estavam incluídos nas Escrituras, ou estavam excluídos delas. O ensino de Pedro (1Pel. 10-12; 2Pe 1.19-21; 3.2) mostra que as cartas de Paulo possuíam as qualificações para ser aceitas nas Escrituras (a autoridade apostólica do autor e a condução do Espírito na composição — v. 1 Co 2.13; 4.17; 2Co 13.3-10; 1Ts2.13).

3.17,18 Um chamado à firmeza e ao crescimento; Pedro atribui a glória a Deus
Pedro agora leva a carta à conclusão ao voltar ao grande tema com o qual começou (1.3-11). Ele apela aos leitores, negativamente, para que se guardem das pessoas que desprezam a lei que vão tentar arrastá-las consigo para o erro, e, positivamente, para que continuem fazendo progresso espiritual. Cristo sozinho fez tudo para tornar isso possível, assim é para ele que damos toda a glória agora, como também faremos por toda a eternidade depois que ele voltar. Assim seja!
Notas. 17 Prevenidos como estais ("sabendo disso", NVI) pode significar que o conselho foi dado antes do aparecimento dos falsos mestres (cf. o tempo verbal futuro de 2.1), ou mais provavelmente se refere ao fato de que Pedro está alertando os seus leitores antes que esse ensino os tenha atingido. A rejeição de um código moral para os cristãos certamente era uma questão importante quando Romanos e 1Coríntios foram escritas. Firmeza vem da mesma raiz que Pedro usa em 1Pedro 5.10 (cf. Lc 22.32). 18 Graça e conhecimento são ambos dádivas conferidas por Deus que capacitam o crescimento nos planos moral e mental. Essa carta mostrou que o cristão deve fazer progresso paralelo em ambos. Jesus Cristo pode ajudar os seus seguidores a fazer esse progresso, visto que ele é Senhor e Salvador. A ele é uma referência a Cristo e uma afirmação inequívoca da sua divindade. No dia eterno ("para sempre", NVI) é lit. "para o dia da época" quando Cristo vier para dar início à eternidade. Amém possivelmente é um acréscimo posterior ao texto. "Assim seja" certamente é a resposta de um coração crente depois da leitura dessa carta.

P.S. 2Pe 2.22 ... porca lavada. Se for uma alusão ao batismo, é notável que tal ordenança não consiga mudar a natureza; ela continua porca, se não houver uma regeneração (2Co 5.17; cf Jo 3.15).



Igreja Presbiteriana de Alfenas - MG

terça-feira, 1 de julho de 2014

Amando a vinda de Jesus

Amando a vinda de Jesus
(por Gabriel Felipe M. Rocha)

"Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda" (2 Timóteo 4:8)

"Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam" (1 Coríntios 2: 9)

Todo o genuíno cristão deve amar a vinda de Jesus Cristo. Isso, na verdade, é bem mais que uma opção do tipo "eu escolhi amar a vinda de Jesus", mas é algo intrínseco à fé cristã. Se nós temos fé em Jesus, logo amamos sua vinda e se amamos (de fato) esperamos em santificação e séria definição e adesão à mensagem da cruz. Se conhecemos mesmo o Cristo e nossa fé é autêntica nele, nossa alma se preenche e nossa existência retoma o sentido da vida, pois, Cristo tira o peso espiritual da condenação, pois seu castigo nos trouxe a paz (Isaías 53:4-5) e completa (realiza completamente) nosso ser na remissão do pecado e na transformação (renovação) para a vida no livramento da (justa) morte e na superação da nossa angústia humana pela eminente morte (nossa finitude). Isso porque Cristo nos deu a abundante Vida. Todo cristão genuíno tem essa abundante vida dentro de si (mesmo estando ainda nesse mundo). A abundante Vida de Deus em nós é a revelação da graça divina na Pessoa de Jesus Cristo e na frutificação espiritual obrada pelo Espírito Santo. Se esse ciclo já é presente no crente, logo a alma responde (em plena satisfação) com o anseio pela Eternidade. Portanto, nossa alma deseja o céu, deseja estar com o Deus (Jó 19:23-25/ Salmo 42: 1,2).

 

“Pois quem é a nossa esperança, alegria ou coroa em que nos gloriamos perante o Senhor Jesus na sua vinda? Não são vocês? De fato, vocês são a nossa glória e a nossa alegria” (1Tessalonicenses 2: 19, 20)

Por que o pecador (e até mesmo alguns que se dizem crentes) não amam ou não creem na vinda de Jesus? Porque estão totalmente enraizados nesse mundo. E quem tem amizade com o mundo tem logo inimizade com Deus. Como se pode amar a vinda de um inimigo? "Qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4:4). 



"Mas o justo viverá pela fé" (Hebreus 10: 38)

 

 

Tendo nós a fé para a salvação (fé dom de Deus/ Efésios 2:8), há tão logo a frutificação em nossa vida dos frutos dessa fé, dentre esses frutos, a esperança pela volta de Jesus atestada numa adesão séria nossa em relação a essa promessa. Adesão essa capaz de mudar o sentido de nossa existência para vivermos em serviço do Reino de Deus. Além dos frutos do Espírito (gálatas 5:22), nossa vida é frutificada pela fé e temos em nós os frutos da fé, como o serviço, a tomada de posição, a definição total de nossa vida, a entrega diária, a confiança na Palavra do Senhor, os dons do Espírito Santo e, sobretudo, a esperança na vinda de Jesus.

 

A fé é efetivada em nossa vida pela Palavra, pois ela (a fé) vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Deus e tão logo se frutifica pela Palavra da Verdade. As Escrituras afirmam que o Cristo vem e ela produz essa esperança tão forte no coração do que ama genuinamente a Deus e, sendo assim, pela fé, passamos a amar a vinda do Cristo.

 

Quem ama a vinda de Jesus? O que não o conhece ainda? Como podemos amar a vinda daquele que não conhecemos? A mulher que ama seu esposo o espera com alegria e anseio. Assim é a esperança da Igreja: alegria e anseio. A igreja fiel a essa promessa se importa em relação ao preparo para esse dia e busca viver na dependência total do Espírito Santo:

 

 

"Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos.
E eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade. O mundo não pode recebê-lo, porque não o vê nem o conhece. “Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês”. Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês” (João 14: 15 -18)

 

 

"Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus”  (Apocalipse 2:7);

 

“Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. O vencedor de modo algum sofrerá a segunda morte” (Apocalipse 2:11);


“Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17)

A volta de Jesus, portanto, é a promessa mor para a Igreja.

“Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória” (Colossenses 3:4);

“Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo”  (1 Tessalonicenses 1:3);

“Ele os chamou para isso por meio de nosso evangelho, a fim de tomarem posse da glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Tessalonicenses 2:14)



“Ah! Que dia! Porque o Dia do SENHOR está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso.” (Joel 1:15)

A Igreja deve amar a vinda de Jesus. A Noiva ama seu Noivo e quer logo a conclusão do casamento. Assim, de todas as promessas bíblicas, a vinda de Jesus é a esperança maior da Igreja (que ao longo da História se prepara em santidade e definição diante do mundo para encontrar o Salvador).

A Igreja (cada um de nós) deve se preparar, dando lugar para que o Espírito Santo promova essa esperança e amor em seu coração. Isso será fundamental quando o Cristo vier. A fé deve estar viva e acesa como eram as candeias das cinco noivas prudentes.

“Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8)


Só no verdadeiro e notável avivamento é que o crente pode esperar (e amar) a volta de Jesus. O avivamento é resultado de uma ação de vida (vida abundante de Deus) no crente e é basicamente promovida pela ação do Espírito na Palavra de Deus, pois ela testifica do Cristo Ressurreto, Glorificado e Revelado. Portanto, o genuíno avivamento produz esperança e desejo ardente de estar já ceando com Cristo. Pela ação da Palavra de Deus, Jesus se revela e a revelação de Jesus só pode produzir plena satisfação da alma. Tanto que ela (a alma) deseja incessantemente estar com Deus. Assim, amamos sua vinda...  Passamos a olhar para o alto! As coisas terrenas passam a ser imediatamente segundo plano.

“Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão”. (1 Coríntios 15:19)

“Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova” (Romanos 6:4)

A essência da obra redentora do Espírito Santo é, como já indicado, a redenção humana que de forma completa se dará na Eternidade de Deus onde estará concluída a obra do Espírito. Portanto, a tarefa do mesmo Espírito Santo é a preparação do crente para essa redenção nos seguintes passos: 1) conhecimento de Jesus Cristo e seu Evangelho; 2) promoção da fé salvífica (dom de Deus) e avivamento espiritual; 3) convencimento do pecado; 4) arrependimento; 5) regeneração (obra imediata e constante); 6) santificação; 7) crescimento da graça, da fé e do conhecimento e instrumentalidade do crente; 8) dons espirituais (conforme a graça e o desejo do Espírito Santo) e evidência de ministérios específicos nesse crente. Esta é uma listagem resumida e simples. Nada exaustivo.

Logo, a ação da obra redentora do Espírito Santo é manter o eleito na graça divina para a salvação, acrescentando no mesmo a fé e avivando a esperança da glória.

“A ele quis Deus dar a conhecer entre os gentios a gloriosa riqueza deste mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória” (Colossenses 1: 27).

“Aquele que não me ama não obedece às minhas palavras. Estas palavras que vocês estão ouvindo não são minhas; são de meu Pai que me enviou”; "Tudo isso tenho dito enquanto ainda estou com vocês.
 Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu disse. Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo”; "Vocês me ouviram dizer: Vou, mas volto para vocês. Se vocês me amassem, ficariam contentes porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.  Isso eu digo agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês creiam.  Já não falarei muito, pois o príncipe deste mundo está vindo. Ele não tem nenhum direito sobre mim. Todavia é preciso que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço o que meu Pai me ordenou. Levantem-se, vamo-nos daqui!” (João 14: 24 -31).


Maranata! O Senhor vem!

domingo, 7 de julho de 2013

De onde me vem o socorro?

Salmos 121:1 “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?”
Os Salmos nos mostram experiências muito interessantes, o salmista sempre nos relata uma experiência pessoal, nos relata um momento que ele vivia. Também exaltam o poder de Deus e sua criação.
Vemos neste Salmo que o salmista precisa de socorro, com certeza era um momento difícil que ele estava vivendo, precisava de socorro, de ajuda, uma saída, mas não achava: “...de onde me vem o socorro?”.
Quantas vezes estamos assim, pensamos no tamanho e quantidade dos nossos problemas e logo questionamos: “E agora?” “Quando vou ter outro emprego? Como vou sustentar minha família?” “Será que meu casamento será infeliz assim para sempre? Será que serei uma esposa (o) feliz novamente?” “Como vou escapar desta?” “O que é certo? O que é errado?” “Vou viver o resto da vida com esta vergonha?” “Até quando estarei tão fraco na fé? Estou muito desanimado.” “Nunca mais irei sorrir novamente.”
São estes e outros questionamentos e afirmações que todos nós  passamos em nossa vida, e a palavra de Deus tem uma solução para tudo, quando você estiver assim como o salmista: “De onde me virá o socorro?”, faça como ele, isso mesmo olhe para o monte. Como assim?
Coloquemo-nos no lugar do salmista, ele certamente era um judeu, e o judeu era muito conhecedor da Palavra de Deus, conhecedor dos profetas e homens de Deus do passado, e ele como tal, conhecia que varias das maiores experiências aconteceram nos montes:
·         Foi no monte Horebe que Moisés viu a sarça ardendo em fogo, ouviu a voz de Deus e foi chamado por Ele, estava fugindo, mas Deus lhe deu uma direção;
·         Foi em um monte que Elias desanimado (havia pedido até a morte), fugindo, amargurado se escondeu numa caverna e viu Deus se manifestando em um terremoto, em um fogo e ouviu Sua voz mansa e delicada;
·         Foi no monte Carmelo que o povo em meio a uma frieza espiritual, desprezando a Deus viram Elias orar e cair fogo do céu, os levando a se voltar novamente para o Senhor;
·         Foi em um monte que Moisés pediu para ver a face de Deus e Deus se revelou a Moisés, e o seu rosto brilhava intensamente;
·         Foi em um monte que Moisés de mãos estendidas orava pelo povo em batalha e o povo vencia;
Se eu for enumerar todas as experiências que o povo de Deus já alcançou nos montes vai faltar espaço neste Blog; Irmãos olhar para o monte é isto, é se lembrar das experiências que Deus já operou na sua vida, o salmista não olhou para Moisés, Elias, Samuel etc. Ele olhou para o que Deus fez na vida destes homens, do grande poder de Deus manifesto em momentos difíceis, momentos de lutas, de tristezas, momentos em que não havia socorro, mas Deus enviou socorro; O salmista naquele momento difícil se lembrou de que Deus é o seu socorro, que naquele momento ele precisava se lembrar que Deus sempre agiu em favor dos seus, sempre houve socorro, por isto ele olha para os montes e se lembra do Senhor.
Salmos 121:2 “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.”
Um dia foi encontrado por Deus e Ele mudou sua vida, te deu alegria, um motivo para sorrir, restaurou sua família, abriu portas, curou enfermidades, operou maravilhas na sua vida. Se hoje você se encontra desanimado, sem forças, sem alegria, sem esperanças, eleve os seus olhos para os montes, lembre-se de tudo que Ele já fez em sua vida, não se esqueça, Ele nunca te abandonou, sempre esteve ao seu lado, a todo instante. Olhe para os montes e não para os homens, o homem passa, Moisés passou, Elias passou todos passaram...
Olhe para os montes e para aquele que não passou: JESUS!
Sim, Jesus subiu ao Gólgota (monte da caveira) por mim e por você, Ele subiu e se humilhou, e da mesma maneira que Moisés como figura profética estendia as mãos e o povo vencia (Êxodo 17:11), Jesus estendeu as mãos naquela cruz, para que eu e você também tivéssemos poder para vencer; Olhe para Jesus, pois o seu socorro vem dos montes, vem do alto, vem de Deus, olhe para tudo que Ele é, pra tudo que Ele fez por você, nunca te abandonou, eleve seus olhos para o sacrifício, para o poder do seu sangue, pois é através dele que vem nossa vitória.
E então, para onde devemos olhar quando precisarmos do socorro?
 Salmos 121:1 “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?”
 
Mateus Morais

quinta-feira, 30 de maio de 2013

NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ!

NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ!

“Mas, agora, vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio” (Atos 27:22)


A paz de nosso Senhor Jesus a todos os irmãos, amigos, leitores assíduos do Blog Palavra a Sério e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus.

Na palavra de Deus, encontramos muitos pontos importantes e, que muitas vezes, passam despercebidos.
 Aqui nós vamos tratar do momento em que o navio que levava Paulo para a condenação em Roma foi naufragado.

Muitos pensam que “o barco onde Jesus está” não afunda. Bem, não sou contra essa crença, mas, com Paulo, esse ditado não foi válido. Jesus estava no barco com Paulo, pois Paulo era cheio do Espírito Santo e representava ali o único alento para aqueles homens em meio à tribulação da tempestade e do naufrágio. Mas, como sabemos, o barco afundou.
O Senhor permite algumas situações em nossa vida para seu Nome ser exaltado. De fato podemos dizer: Deus não abandona os seus, mesmo se o “barco” chegar a afundar. O que importa não é o “barco” (nossas preocupações terrenas e aflições humanas carregadas de cargas pesadas), mas sim a presença viva e eficaz de Jesus em nós. Inclusive, o que tem que ser preservado em nossas é a obra do Espírito Santo que não está edificada no "barco", mas em nossos corações. Se o barco afundar, a obra em nós não afundará se estivermos edificados em Cristo Jesus.

Pois bem, vamos ao que interessa:

Paulo era um prisioneiro. Por ser cidadão romano e  ter feito o apelo à César, foi imediatamente enviado à César. O imperador romano da época, César, era o tão temido Nero, um admitido adversário da Igreja de Cristo.
Curiosamente, todo prisioneiro que era enviado para um julgamento e para uma condenação, seja pelo mar, seja por terra, ia para o destino junto com as cédulas de sua condenação, ou seja, junto com o prisioneiro ia também todo o relatório de suas acusações.

Qual era a essência de toda a acusação contra Paulo? Estar em Cristo Jesus. Paulo seria condenado por ser cristão e pregar o Evangelho da salvação.

Agora você entende por que o barco afundou? Porque nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.

Em Atos, é registrado que nenhuma vida de fato se perdeu. Todos os homens foram poupados, mas o barco foi totalmente destruído. Junto com o barco estavam as acusações contra Paulo. Todas se perderam no mar do esquecimento.

É assim que Jesus opera com seu precioso sangue em nós. Ele limpa toda a acusação do inimigo sobre a nossa vida. Ele rasga toda a cédula de condenação que antes estava posta junto a nós, cujo destino nosso era a morte.
Mas Deus foi gracioso. Enviou Jesus, a expressão maior de sua graça. Ele se esquece de todos os nossos pecados quando a Ele clamamos com o coração arrependido. O que é acusação e injúrias contra nossas vidas é deixado no mar (no mundo), pois do mundo é o pecado, cujo pai é o adversário de nossa alma. Junto dessas acusações contra Paulo estavam muitas injustiças e falsos testemunhos. Todos foram a pagados. Quantas injustiças nós já recebemos nessa vida? Jesus tem apagado, pois Ele é a nossa justiça. Basta estar firmado nele, pois Ele é a salvação. Ele é a Rocha eterna.

Você pode até questionar: “mas Paulo, mesmo com o naufrágio do navio, não foi levado á julgamento e lá recebeu a condenação”? Sim! Mas lá, perante César foi necessário reformular e registrar outras acusações. Inclusive, Paulo não foi condenado  pelas acusações que vieram junto dele no barco, mas por ter exercido e levantado uma igreja em Roma. Paulo estava preso em casa, apenas sendo vigiado pela guarda romana, mas exercendo sua fé em Cristo, escrevendo suas cartas, recebendo seus irmãos e amigos. As acusações que levaram Paulo à morte foram escritas ali em Roma. Eram novas acusações. Roma interpretou o apostolado de Paulo como afronta ao império, por isso foi morto. Mas, mesmo nessa ocasião, estava ali a mão de Deus chamando Paulo para o seu galardão e para, enfim, possuir sua coroa de glória.

O naufrágio do navio traz um ensinamento para nós, servos de Deus:

Se estivermos em Cristo, nenhuma condenação há. Há poder no sangue de Jesus. Muitas 

vezes pecamos, aliás, essa é a nossa natureza. Uma vez nascido em Cristo, nossa natureza

 humana não morreu totalmente, apenas foi mortificada pelo nosso novo nascimento no ato de

nossa vida espiritual.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:9).

Mas, se pecamos, temos um advogado junto ao Pai (1João 2:1) e seu sangue tem poder para

 perdoar qualquer pecado. E nossa vida segue rumo à Eternidade de Deus, rumo à Herança 

que nos foi oferecida, em uma novidade de vida, em santificação e em esperança.

Aleluia!

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” (1João 1:7)

Gabriel Felipe M. Rocha

Gostaria de sugerir aos irmãos o site: Servos ICM. É um site cujo objetivo é anunciar a Palavra de Deus, a Obra que o Espírito Santo tem realizado e, sobretudo, a grandiosa volta do Senhor Jesus.

Servos ICM

segunda-feira, 27 de maio de 2013

OS FILHOS DE JÓ

OS FILHOS DE JÓ
Por que Deus não os deu para Jó em dobro?

Texto 1: Jó 42:10 “E o Senhor virou o cativeiro de Jó quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía”.

Texto 2: Jó 42: 13 “também teve sete filhos e três filhas”.

A paz de nosso Senhor Jesus Cristo a todos os irmãos, amigos e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus.


Há vários textos e passagens na Bíblia que nos deixa em uma situação de extrema curiosidade. Sabemos que a Palavra de Deus é, sobretudo, profética e, pelo agir do Espírito Santo, se revela a nós.

Todos nós conhecemos a história de Jó. Uma história triste. Marcada por conquista, perda e reconquista.

No último capítulo do livro de Jó (um livro poético), vemos a restauração material de Jó. Não vamos entrar no âmbito do porquê Jó sofreu e porquê alcançou de Deus aprovação. Mas vamos nos ater em uma parte:

Deus restaurou tudo que Jó antes perdera. Deus deu tudo em dobro (v.10). Porém, os filhos, o Senhor deu de forma exclusiva. Não foi em dobro. Devolveu na mesma porção de antes – “ sete filhos e três filhas” (1:2/ 42:13).

Tudo que era material, Deus devolveu em dobro em bênçãos materiais. Mas por que não devolveu os filhos em dobro?

Porque Jó, como patriarca e temente a Deus, oferecia sempre uma oferta  pela vida de seus filhos (Jó 1: 1-5). Deus é fiel, por amor de Jó, tocou apenas na vida física de seus filhos. Cremos pela Palavra que Deus preservou, por amor a Jó, a vida espiritual de seus filhos e esses foram para a Eternidade.

Portanto, Deus deu sim TUDO em dobro a Jó. O que é desta terra, deu em dobro nesta terra. Mas o que é espiritual, Deus preservou na Eternidade. Jó teve 10 filhos na virada de seu cativeiro e ainda tinha os seus outros 10 filhos na Eternidade com Deus. Deus deu tudo em dobro...

Que ensinamento tiramos disso?

Deus é fiel e nos dá tudo aquilo que, de fato, nós merecemos nessa vida. Não temos dúvidas disso. Mas, com certeza (em análise do caráter santo de Jó), sua maior esperança seria rever seus filhos novamente. E, por fidelidade do Senhor, eles estariam no mesmo lar na qual Deus preparara para Jó. 

A maior esperança de quem serve a Deus não está nas coisas dessa vida, mas na Eternidade. Sabendo disso, em espírito e em caráter profético, Jó, no auge da sua aflição, clamou por Jesus Cristo, pois esse é o autor da Vida, a Porta, a própria Vida, o elo entre o homem e Deus:

“Porque eu sei que meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha carne, verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; e por isso, o meu coração se consome dentro de mim” (Jó 19: 25-27).


Gabriel Felipe M. Rocha

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A ESPERANÇA DO CRENTE NA MORTE


 

Gabriel Felipe M. Rocha

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum…" (Sl. 23:5)

"Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia" (2Tm 1:12)


Existem muitos problemas e tribulações que veem sobre o crente nesse "vale de lágrimas", mas nenhum deles é tão perturbante como a morte. A morte é algo que lança temor no mais forte coração, pois é o fim dessa vida terrena. Na morte o corpo se dissolve e volta ao pó, e com essa dissolução do corpo tudo o que pertence à nossa vida terrena é destruído.

Além do mais, não há como escapar das garras da morte. Com a exceção daqueles que estarão vivos no retorno de Cristo, todos devem morrer. Deus diz: "… aos homens está ordenado morrerem uma vez …" (Hebreus 9:27). Isso é verdade do jovem, bem como do velho. Não sabemos o dia, nem a hora quando Deus nos dirá: "Esta noite te pedirão a tua alma" (Lucas 12:20). Qualquer um de nós pode morrer a qualquer momento.

Tudo isso faz da morte uma coisa muito assustadora. Para muitas pessoas ela é algo a ser temido. O próprio pensamento da morte enche seus corações de terror. A antecipação da morte traz sentimentos tais como desespero e desesperança, e as pessoas farão quase tudo para evitar sua inevitabilidade.

Contudo, para o crente as coisas são diferentes. Ele não teme a morte. Com o salmista ele diz: "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum …" (Sl. 23:5). Mesmo que esteja andando no "vale da sombra da morte," ele não teme. Ele sabe que a morte não é o fim de tudo para ele. Ele não morre como a besta do campo. Não morre como alguém sem esperança. Pela graça ele crê que Deus lhe deu a vida eterna, e que a morte é o meio pelo qual ele passa para uma experiência mais gloriosa dessa vida.

"Tragada foi a morte na vitória" (1Co. 15:54)

A esperança do crente está fixa no dia do retorno do nosso Senhor, e na ressurreição do seu corpo dentre os mortos.

 Embora seu corpo retorne ao pó, o mesmo não permanecerá nessa corrupção. Ele será levantado dentre os mortos. O corruptível se vestirá de incorrupção, e o mortal de imortalidade. "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" (1Ts. 4:16).

Essa é uma das razões pelas quais o crente espera avidamente a vinda de Cristo. Ele anseia pelo dia quando será transformado "num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta" (1Co. 15:52). Nesse momento glorioso todos do povo de Deus serão glorificados e entrarão na bem-aventurança dos novos céus e nova terra. Assim, a oração diária de todo filho de Deus é:

"Ora vem, Senhor Jesus" (Ap. 22:20).

Mas isso não é tudo. A esperança do crente não é somente que ele será ressuscitado dentre os mortos quando Cristo retornar, mas que após a morte ele entrará imediatamente na presença de Cristo. O filho de Deus espera Cristo vir na morte para levá-lo ao céu, da mesma forma que espera ele vir no final do mundo. Embora o corpo retorne ao pós e não será ressuscitado até o último dia, na morte, a alma é levada ao céu. Na morte, o crente desfruta conscientemente da bem-aventurança de estar com o seu Senhor e Salvador.

Embora essa verdade seja muito confortadora, ela é negada por muitos que professam ser cristãos. Por exemplo, os católicos romanos creem que na morte as almas da maioria dos crentes irão para o purgatório, e permanecerão ali por um tempo considerável antes de irem para o céu. Antes de o crente poder ir para o céu, ele deve sofrer o restante da punição temporal por seus pecados. É uma heresia.

Existem alguns protestantes evangélicos que creem que os santos do Antigo Testamento não foram imediatamente para o céu na morte, mas para um lugar diferente que eles chamam de "paraíso" ou "seio de Abraão." Somente após a morte e ressurreição de Cristo as almas dos santos do Antigo Testamento foram liberadas desse lugar e levadas ao céu. Ainda outros creem no que é chamado "sono da alma." Na morte, a alma entra num estado de sono, no qual a pessoa está inconsciente quanto a tudo. Ela permanece nesse sono até o dia da ressurreição, quando uma vez mais sua alma é unida ao seu corpo.

Contudo, a Bíblia deixa muito claro que nenhuma dessas visões é correta. Todo crente pode ter conforto no fato que quando morre, sua alma vai imediatamente para o céu.

Vemos isso a partir das palavras pronunciadas por Cristo ao ladrão sobre a cruz. Jesus disse: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23:43).

Jesus não disse que o ladrão estaria com ele no paraíso após uma longa estadia no purgatório. Nem disse que o ladrão entraria em algum tipo de sono até a ressurreição! Não! Jesus deixou muito claro que o ladrão estaria com ele no céu no mesmo dia em que ambos morreram. Na morte, o ladrão iria para o céu.

Da mesma forma, o apóstolo Paulo cria que na morte o crente vai imediatamente para o céu. Em 2 Coríntios 5:1, ele diz: "Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus."

Quando nossa "casa terrestre" – o corpo e tudo o que pertence à nossa vida terrena – se dissolver na morte, não seremos deixados nu. Há "de Deus um edifício" no céu, no qual habitaremos. Essa não é a ressurreição do corpo, mas um estado celestial de glória que o crente entra na morte. É estar no “seio de Abraão”, como ensina a parábola de Jesus. Ele não entra em purgatório quando morre, ou em alguma outra moradia que não o céu. Nem ele dorme. Ao morrer, o crente entra na glória do céu.

Não deveria nos surpreender, portanto, que o apóstolo diria também:

"Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho" (Fp. 1:21).

Que ganho haveria se na morte o crente fosse para o purgatório? Que ganho existiria, se sua alma entrasse num estado de inconsciência? Mas visto que a alma do crente vai para o céu imediatamente após a morte, a morte é ganho. Para o crente, a morte é a passagem que o leva desse "vale de lágrimas" para a glória do céu.

Ó, quão glorioso é o céu!

No céu o crente não experimentará nunca mais o pecado, sofrimento e tristeza. Todas essas coisas não mais existirão. Não haverá nenhum velho pecador. Finalmente o crente estará completamente livre da sua natureza má, de forma que será impossível que ele peque. Com o fim de seu pecado, findará também tudo o que o seu pecado traz – o sofrimento e a tristeza desta vida.

Visto que está no céu, e não na terra, ele não mais enfrentará a perseguição e crueldades dos ímpios. Sua alma estará em descanso, como a voz do céu proclama: "Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem" (Ap. 14:13).

No céu o crente experimentará a bem-aventurança da comunhão com todos os outros santos que morreram e foram para o céu. Jesus diz: "… muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus" (Mt. 8:11).

Pense nisso!

Quando o crente morre, ele vai para o "seio de Abraão," onde se assentará com Abraão, Isaque, Jacó e todos os santos que foram para lá antes dele. Ele se reunirá com os seus amados que morreram no Senhor. O céu será como um grande banquete, no qual o povo de Deus desfruta da companhia uns dos outros, e se regozijam na bem-aventurança da sua salvação.

A esperança do céu, contudo, é muito mais que comunhão com os santos. No céu o crente experimentará a bem-aventurança da comunhão com Cristo, e em Cristo, comunhão com Deus.

O apóstolo nos ensina que "enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor" (2Co. 5:6), em termos de situação, lógico, pois quando temos o Espírito santo de Deus em nossas vidas, vivemos em plena comunhão com ele aqui. Isso porque o Senhor está no céu, e nós na terra. Mas "deixar este corpo" é "habitar com o Senhor" (2Co. 5:8). Quando o crente morre e vai para o céu, ele entra na presença de Cristo. Ele vê Cristo em todo lugar e sempre. Ele o vê como nunca o viu antes, pois o verá face a face.

Assim, na morte o crente entra numa experiência maior do pacto da graça. Ele conhece o amor e a graça de Deus como nunca conheceu antes. Ele anda e fala com Deus de uma forma mais íntima e amorosa. Ele sabe, sem a menor sombra de dúvida, que Deus é o seu Deus e que habitará com ele agora e para sempre. Seu coração está cheio, transbordando em louvor e adoração a Deus.

Não estamos dizendo que na morte o crente entra em seu estado final de glória. Devemos lembrar que na morte o corpo do crente ainda está no túmulo, os céus e a terra ainda não terão sido feitos de novo, e os santos de Deus não estarão todos reunidos. Todavia, esse estado intermediário da alma é o princípio dessa glória eterna que nos espera. É algo que deve dar grande conforto a todos do povo de Deus.

No dia do juízo, seremos colocados ante o Tribunal de CRISTO (ninguém escapará dele), mas, como nossa fé está já em Cristo e seu sangue tem o poder de nos perdoar (qualquer pecado, se não for contra seu Espírito), pois como está escrito:

“...nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1)

No meio de todas as tristezas que pertencem à morte, o crente tem uma esperança maravilhosa. Ele sabe que está indo para o céu!

"Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia" (2Tm 1:12).

A paz de nosso Senhor Jesus!