domingo, 20 de julho de 2014

IGREJA: A NOIVA PRECIOSA E GUERREIRA DE JESUS

IGREJA: A NOIVA PRECIOSA E GUERREIRA DE JESUS

(Por Gabriel Felipe M. Rocha)

“Uma esposa exemplar; feliz quem a encontrar! É muito mais valiosa que os rubis. Seu marido tem plena confiança nela e nunca lhe falta coisa alguma. Ela só lhe faz o bem, e nunca o mal, todos os dias da sua vida” (Provérbios 31:10, 11 e 12)

“Entrega-se com vontade ao seu trabalho; seus braços são fortes e vigorosos.
Administra bem o seu comércio lucrativo, e a sua lâmpada fica acesa durante a noite. Nas mãos segura o fuso e com os dedos pega a roca.
Acolhe os necessitados e estende as mãos aos pobres. Não receia a neve por seus familiares, pois todos eles vestem agasalhos”
(Provérbios 31:17-21)


Atualmente podemos ver nos noticiários Israel no meio de uma operação militar contra vários grupos terroristas em Gaza. Independente da questão política que envolve o conflito (pois aqui nós somos imparciais nessa questão e prudentes para não escrevermos besteiras), Israel nos arranca admiração quando observamos a educação militar que tal país tem. Uma disciplina insuperável e um sentimento nacionalista sólido e majestoso. Bem, isso tem uma série de razões e uma importante origem histórica e religiosa que envolve diretamente o povo judeu.

Pois bem, sem mais delongas, Israel é um povo que Deus escolheu para realizar um projeto específico. Sua existência como nação estava na economia de Deus, portanto, a Igreja deve prestar atenção em Israel, pois, a igreja é o Israel de Deus e tem semelhante participação no projeto salvífico de Deus.
“Israel” significa “o que luta com Deus”. Não significa lutar contra Deus, mas sim junto de Deus.
Deus tem um propósito de redenção para seus eleitos neste mundo e comissionou – agora –, na dispensação da graça (Novo Testamento), a sua Igreja para anunciar o Reino vindouro. Portanto, a Igreja luta com Deus nesse propósito. Ela é a Noiva Fiel de Cristo e, também, guerreira de Deus.

Do ponto de vista dessa perspectiva, trago aqui uma curiosidade no mínimo interessante. Faço então uma pergunta:

O que soldados israelenses que lutam suas batalhas têm em comum com a mulher registrada em Provérbios 31?

No Hebraico Moderno, um soldado é um Hayal (חייל) e uma soldada é uma Hayelet (חיילת). Já que o Hebraico é um idioma de raízes, podemos ver claramente como essa palavra se conecta com outras. Por exemplo, Hiul (חיול) se transforma em "mobilização" ou Hail (חיל) é uma “divisão militar”, como Hail Avir (חיל אויר) – força aérea (literalmente, o exército do ar), Hail haYam (חיל הים) – marinha (literalmente, o exército do mar), Hail raglim (חיל רגלים) – infantaria (literalmente, o exército a pé )

Em Hebraico Bíblico, a mesma raiz (חיל) é associada com uma variedade de palavras como dor, contrações do parto, fortificação, baluarte, muro de defesa externo, honestidade e até mesmo riqueza.

Portanto, o exército de Israel em conexão com as raízes hebraicas de suas expressões, é um “muro de defesa”, que sofre a “dor” do embate, mas é “fortificada” em seu objetivo (crença/ fé). Expressa “honestidade” diante de seu Deus e demonstra tamanha “riqueza” na presença, no serviço e na honra ao seu Deus.

Em paralelo, a Igreja passa a ter em sua essência todos esses adjetivos, pois, de igual modo, é guerreira de Deus. É Noiva e como toda noiva é suave e adornada, mas não deixa de ser guerreira: ela tem uma missão (proclamação do reino) e não se recua. Vai adiante! Enfrenta o embate, sofre a dor, é como muro de pedra, fortificada em Cristo e fundamentada no Santo Nome de Jesus. Ela é um muro de defesa ao defender a verdade e a sã doutrina. É honesta em suas necessidades, lutas, entrega, fidelidade e fé e também orações.

Ela (a Igreja) “administra bem o seu comércio lucrativo” (Proverbios 31: 17), ou seja: ela lucra para o Reino. Esse lucrar aqui não diz respeito de algo material ou financeiro, mas das almas que a Igreja – em batalha - ganha para Deus. Ela administra bem o Evangelho que lhe foi confiado e não abre mão de lucrar para a vida eterna.

Ela (a Igreja) mantém sua lâmpada sempre acesa (Prov. 31), pois busca a luz. Ama a luz! Quer andar na luz. Não se afasta da luz. A Igreja é guerreira, mas vence na luz que aqui aponta para a presença real do Espírito Santo na sua missão confiada.

Ela maneja bem o fuso e a roca, pois sabe tecer vestes. A Igreja quando ora e trabalha, tece vestes de salvação e em sua produção há sempre vestes de louvor ao invés de espírito angustiado, pois trabalha com alegria.

A Igreja acolhe o pobre e atende os necessitados, assim, se faz guerreira quando se define em ser luz e sal num mundo perdido e sem Deus. Ela mostra a luz ao que anda em trevas.

Ela não receia a neve e não foge da luta nos tempos de frieza. Ela ora, ela busca, ela se aquece.

A passagem bíblica mais famosa que se relaciona bem com o exército israelense se encontra em Provérbios 31. Ali, o conceito de sabedoria é personificado em uma mulher exemplar – Eshet Hail (אשת חיל) – a mulher virtude, a mulher exército, a mulher fortaleza, a mulher riqueza.


Gabriel Felipe M. Rocha

2 comentários:

EDINHO A. M. disse...

ANÁLISE MARAVILHOSA. SEM MAIS PALAVRAS

Jean disse...

Muito profunda a meditação! Fez queimar em mim essas palavras!