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sábado, 12 de julho de 2014

O termo “misericórdia”

O termo “misericórdia”

Quando Moisés viu Deus de costas, ele também ouviu uma proclamação que definia o Deus de Israel como Misericordioso: “Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade; Que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniquidade, e a transgressão e o pecado…(Ex. 34:6).
 
No entanto, sempre que observamos as raízes das palavras em hebraico, podemos encontrar conexões incríveis!
 
Por exemplo, o verbo Le Rachem (לרחם), que significa ter misericórdia ou pena, está conectado com outras palavras, como “querido” ou “amado” (Rachim - רחים), que significa para o povo semita alguém que você ama. O termo para quem se ama na língua hebraica é caracterizado pela misericórdia. Você não pode amar sem ser misericordioso. 

O mais intrigante é que a raiz da palavra misericórdia também está conectada com a gravidez
Em hebraico, o útero, órgão que abriga o embrião desde a sua concepção até o nascimento, é chamado de Rechem (רחם). Então o milagre da concepção e proteção do embrião é definido em termos de misericórdia.

O que as Escrituras nos mostram? O que o Espírito Santo nos revela?

1)   Deus em sua Soberania e Graça decidiu agir com misericórdia para com nossa transgressora humanidade. Por quê? Porque Ele nos amou (primeiro). Mas, por quê no amou? Porque, para Ele, fomos queridos. Fomos amados (Le Rachem = ter misericórdia). Quando Ele nos amou e nos elegeu por sermos queridos dele (mesmo em pecado), Ele, o Deus soberano e justo juiz que antes podia nos condenar com justiça, preferiu salvar-nos. Portanto, teve misericórdia.

2)   Interessante ressaltar aqui o seguinte: o Filho Unigênito (Jesus) era o querido de Deus. Ele recebeu o Nome de Messias (em hebraico) e Cristo (em grego). Tais substantivos significam em comum “ungido”, “escolhido”, ou seja: Jesus é o escolhido por Deus, amado e querido e no ato da graça e misericórdia divina, se fez carne para padecer e perecer sob o dano e condenação que era nossa. Por quê Jesus fez assim? Porque Ele também nos amou! Ele nos teve como queridos e amados.

Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e neles sou glorificado. E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos(João 17:9-13);

Jesus amou profundamente os seus...

3)   Jesus se mostrou, então, como a expressão da misericórdia de Deus. Lembrando que “Le Rachim” é um verbo (que significa “ter misericórdia”). Quem é o Verbo de Deus? Jesus Cristo, a misericórdia que se encarnou no Homem e se fez como Cordeiro Perfeito.

4)   Por último, ressalta-se aqui a intrigante relação da raiz semântica da palavra hebraica (misericórdia) com a palavra “gravidez”. Passando pelo crivo profético, o que o nosso Deus quer nos dizer aí? Basicamente duas coisas:

a)   O Filho de Deus, Rei da Glória, Pai da Eternidade, nosso Senhor Jesus Cristo deixou o esplendor de sua Glória e toda sua majestade e poder para flutuar no ventre de uma mulher (pela vontade de Deus). Foi gerado o Salvador! Maria esteve grávida, gerando o seu Senhor, o nosso Senhor. Nasceu em Belém a Misericórdia de Deus para a humanidade!

b)   Salvos pela graça e misericórdia expressados no ato da cruz e do derramamento do Sangue de Cristo, nós, resgatados pela graça, tivemos a oportunidade de nascermos de novo em espírito para a Ressurreição da Vida. Fomos gerados pela misericórdia! Aleluia!

Assim, concluímos dizendo que Deus escolheu nos amar. Ele é quem nos escolheu! Sem sua primeira atitude de misericórdia, jamais provaríamos de sua graça. Jamais provaríamos do amor de Cristo. Jamais nosso coração se encheria de alegria e genuína paz. Jamais estaríamos aptos – como agora – para também exercermos a misericórdia, pois carregamos em nossa vida a marca de Jesus Cristo.

Gabriel Felipe M. Rocha

(tradução hebraico/português por Dr. Eli. E Teacher Biblical – Estudos Judaicos para Cristãos)


terça-feira, 13 de maio de 2014

Salmos 23:1

Salmos 23:1. 

" Iahvéh ro’i lô echsar."


“ Adonai é meu pastor, não me faltará." 
Neste Salmo está contida toda a confiança que se pode depositar em Deus. David compôs este belíssimo Salmo durante um dos mais perigosos e desencorajadores períodos de sua vida. Ele era fugitivo derrotado, fugindo do Rei Saul.

O Salmo acima está em sua mais pura essência, em Hebraico. A discussão gira em torno da tradução “NADA me faltará”, segundo alguns estudiosos, a palavra NADA transmite a idéia de coisas materiais (casa, alimento, vestes, etc.) o que pode faltar. Em seu lugar, o correto seria “e NÃO me faltará”, Deus (Ele) não faltará, estará sempre do nosso lado, mesmo nos momentos adversos quando as coisas materiais nos faltarem.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O NOME DE DEUS

O NOME DE DEUS

No velho testamento Deus recebe nomes diferentes para situações diferentes. São nomes maravilhosos que o povo de Israel invocava em momentos de desespero, de guerras, de enfermidades ou simplesmente para declarar o governo de Deus sobre eles. O que pode ser mais maravilhoso do que a revelação de Deus contida nesses nomes? Existe sim algo mais maravilhoso. Jesus, no novo testamento, sempre se referia a Deus como Pai e Senhor. A maravilha está aqui. Quando aceitamos a Jesus Cristo como Salvador passamos a ser co-herdeiros da vida eterna. Assim, por adoção, agora Deus para nós é Pai também. Quando Jesus ensina seus seguidores a orar ele diz assim:

(Mateus 6:9) - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 

Nesse versículo Ele nos ensina como devemos nos relacionar com Deus. Agora você pode escolher baseado no que é Deus para você como se relacionar com Deus. Eu já escolhi: Pai.



Para ler e meditar:

NOVO TESTAMENTO

Deus é apresentado no NT como Pai. No AT o nome Pai designa Deus 15 vezes. No NT isso acontece 245 vezes. As atuações de Deus ressaltadas pelo nome Pai demonstram que ele (http://www.igrejaredencao.org.br/):

a) Graça e paz (Ef 1.2; 1Ts 1.1);

b) Boas dádivas (Tg 1.7);

c) Mandamentos (2Jo 4);

d) Respostas de oração (Ef 2.18; 1Ts 3.11).

DEUS (THEOS)

Theos é a mais frequente designação para Deus no NT. É usado para se referir a Deus, mas há também textos em que theos aponta para deuses pagãos (At 12.22, 1Co 8.5), para o diabo (2Co 4.4) e para a sensualidade (Fp 3.19). O mais importante é que Jesus é chamado de theos (Rm 9.5; Jo 1.1,18, 20.28, Tt 2.13).

Algumas implicações são:

a) Ele é o único Deus verdadeiro (Mt 23.9; Rm 3.30; 1Tm 2.5);

b) Ele é inigualável (1Tm 1.17; Mt 6.24);

c) Ele é transcendente (At 17.24; Hb 3.4; Ap 10.6);

d) Ele é o Salvador (1Tm 1.1; 2.3; 4.10).


SENHOR (KYRIOS)

Das 717 vezes em que kyrios aparece no NT, 210 vezes aparece nos escritos de Lucas e 275 nos de Paulo (67,7%). Kyrios enfatiza autoridade e supremacia. Pode significar:

a) Senhor (Jo 4.11);

b) Dono (Lc 19.33);

c) Mestre (Cl 3.22);

d) Ídolos (1Co 8.5);

e) Maridos (1Pe 3.6).

Quando aplicado a Deus, expressa especialmente sua condição de criador, seu poder e domínio justo sobre o universo.

Jesus foi chamado de kyrios no sentido de “rabi” ou “Senhor” (Mt 8.6). Quando Tomé o chamou de “Senhor meu e Deus meu”, atribuiu a ele divindade absoluta (Jo 20.28). A ordem de Rm 10.9 significa reconhecer Jesus com a natureza e os atributos que pertencem somente a Deus. Assim, a essência do cristianismo é reconhecer que Jesus é o yahweh do AT.

MESTRE (DESPOTES)

Despotes dá a ideia de propriedade, enquanto kyrios dá ideia de autoridade. Deus é chamado várias vezes de despotes (Lc 2.29; At 4.24, Ap 6.10). Jesus é chamado de despotes duas vezes (2Pe 2.1; Jd 4).

VELHO TESTAMENTO

Aqui estão alguns dos nomes mais conhecidos de Deus na Bíblia (http://www.gotquestions.org/Portugues/nomes-de-Deus.html): 

EL, ELOAH: Deus "poderoso, forte, proeminente" (Gênesis 7:1, Isaías 9:6) - etimologicamente, El parece significar "poder", como em "Tenho o poder para prejudicá-los" (Gênesis 31:29). El é associado com outras qualidades, tais como integridade (Números 23:19), zelo (Deuteronômio 5:9) e compaixão (Neemias 9:31), mas a raiz original de ‘poder’ continua. 

ELOHIM: Deus "Criador, Poderoso e Forte" (Gênesis 17:7; Jeremias 31:33) - a forma plural de Eloah, a natureza superlativa do poder de Deus é evidente quando Deus (Elohim) fala para que o mundo exista (Gênesis 1:1). 

EL SHADDAI: "Deus Todo-Poderoso", "O Poderoso de Jacó" (Gênesis 49:24; Salmo 132:2,5) - fala do poder supremo de Deus sobre todos. 

ADONAI: "Senhor" (Gênesis 15:2; Juízes 6:15) - usado no lugar de YHWH, o qual os judeus achavam ser sagrado demais para ser pronunciado por homens pecadores. No Antigo Testamento, YHWH é mais utilizado em tratamentos de Deus com o Seu povo, enquanto que Adonai é mais utilizado quando Ele lida com os gentios. 

YHWH / YAHWEH / JEOVÁ: "SENHOR" (Deuteronômio 6:4, Daniel 9:14) - a rigor, o único nome próprio para Deus. Traduzido nas bíblias em português como "SENHOR" (com letras maiúsculas) para distingui-lo de Adonai, "Senhor". A revelação do nome é primeiramente dada a Moisés "Eu sou quem eu sou" (Êxodo 3:14). Este nome especifica um imediatismo, uma presença. Yahweh está presente, acessível, perto dos que o invocam por livramento (Salmo 107:13), perdão (Salmo 25:11) e orientação (Salmo 31:3). 

JEOVÁ-JIRÉ: "O Senhor proverá" (Gênesis 22:14) - o nome utilizado por Abraão quando Deus proveu o carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. 

JEOVÁ-RAFA: "O Senhor que sara" (Êxodo 15:26) - "Eu sou o Senhor que te sara", tanto em corpo e alma. No corpo, através da preservação e da cura de doenças, e na alma, pelo perdão de iniquidades. 

JEOVÁ-NISSI: "O Senhor é minha bandeira" (Êxodo 17:15), onde por bandeira entende-se um lugar de reunião antes de uma batalha. Esse nome comemora a vitória sobre os amalequitas no deserto em Êxodo 17. 

JEOVÁ-MAKADESH: "O Senhor que santifica, torna santo" (Levítico 20:8, Ezequiel 37:28) - Deus deixa claro que apenas Ele, e não a lei, pode purificar o Seu povo e fazê-los santos. 

JEOVÁ-SHALOM: "O Senhor nossa paz" (Juízes 6:24) - o nome dado por Gideão ao altar que ele construiu após o Anjo do Senhor ter-lhe assegurado de que não morreria como achava que morreria depois de vê-lO. 

JEOVÁ-ELOIM: "Senhor Deus" (Gênesis 2:4, Salmo 59:5) - uma combinação do singular nome YHWH e o nome genérico "Senhor", significando que Ele é o Senhor dos senhores. 

JEOVÁ-TSIDIKENU: "O Senhor nossa justiça" (Jeremias 33:16) - Tal como acontece com Jeová-Makadesh, só Deus proporciona a justiça para o homem, em última instância, na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, o qual tornou-se pecado por nós "para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21). 

JEOVÁ-ROHI: "O Senhor nosso Pastor" (Salmo 23:1) - Depois de Davi ponderar sobre seu relacionamento como um pastor de ovelhas, ele percebeu que era exatamente a mesma relação de Deus com ele, e assim declara: "Yahweh-Rohi é o meu Pastor. Nada me faltará" (Salmo 23:1). 

JEOVÁ-SHAMMAH: "O Senhor está ali" (Ezequiel 48:35) - o nome atribuído a Jerusalém e ao templo lá, indicando que o outrora partida glória do Senhor (Ezequiel 8-11) havia retornado (Ezequiel 44:1-4). 

JEOVÁ-SABAOTH: "O Senhor dos Exércitos" (Isaías 1:24, Salmos 46:7) - Exércitos significa "hordas", tanto dos anjos quanto dos homens. Ele é o Senhor dos exércitos dos céus e dos habitantes da terra, dos judeus e gentios, dos ricos e pobres, mestres e escravos. O nome expressa a majestade, poder e autoridade de Deus e mostra que Ele é capaz de realizar o que determina a fazer. 

EL ELIOM: "Altíssimo" (Deuteronômio 26:19) - derivado da raiz hebraica para "subir" ou "ascender", então a implicação refere-se a algo que é muito alto. El Elyon denota a exaltação e fala de um direito absoluto ao senhorio. 

EL ROI: "Deus que vê" (Gênesis 16:13) - o nome atribuído a Deus por Agar, sozinha e desesperada no deserto depois de ter sido expulsa por Sara (Gênesis 16:1-14). Quando Agar encontrou o Anjo do Senhor, ela percebeu que tinha visto o próprio Deus numa teofania. Ela também percebeu que El Roi a viu em sua angústia e testemunhou ser um Deus que vive e vê tudo. 

EL-OLAM: "Deus eterno" (Salmo 90:1-3) - A natureza de Deus não tem princípio, fim e nem quaisquer limitações de tempo. Deus contém dentro de Si mesmo a causa do próprio tempo. "De eternidade a eternidade, tu és Deus." 

EL-GIBOR: "Deus Poderoso" (Isaías 9:6) - o nome que descreve o Messias, Jesus Cristo, nesta porção profética de Isaías. Como um guerreiro forte e poderoso, o Messias, o Deus Forte, vai realizar a destruição dos inimigos de Deus e governar com cetro de ferro (Apocalipse 19:15).





"Pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens"      
Cor 11:21

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

SEPULCROS SE ABRIRAM? MORTOS RESSURGIRAM?


“abriram-se os sepulcros e muitos corpos de santos que tinham adormecido ressurgiram. Saíram das suas sepulturas, depois da ressurreição dele, foram à cidade santa e apareceram a muitos” (Mateus 27:52)


Olá, amigos e leitores do Blog Palavra a Sério, a paz de nosso Senhor Jesus.

Há duas semanas fui questionado a respeito da “ressurreição” de alguns mortos (em Mateus 27:52) quando Cristo entregou o seu Espírito no Calvário.  Tentei elaborar uma resposta e com alguns auxílios, deixei postada a presente informação. Boa leitura

Um jovem me questionou sobre tal versículo e sobre o possível sentido do mesmo. Foi apresentada uma possível contradição, considerando a nossa crença de que Jesus foi único que, na verdade, venceu a morte. E as outras ressurreições? E a “ressurreição” em série  em Mateus 27:52? Vejamos:

Essa passagem bíblica é pouco falada e muitas vezes quando é falada gera interpretações perigosas e contraditórias que, em algumas interpretações, entra em atrito com Hebreus 9:27.


Uma primeira explicação (mais aceita) para o ocorrido em Mateus 27:52 é a seguinte:

Lázaro e outros ressuscitaram antes da ressurreição de Jesus, porém não foram glorificados e nem receberam o dom da imortalidade ao serem ressuscitados.
Jesus mesmo disse que ele era a ressurreição e a vida e que tinha poder para dar a vida eterna a todos quantos nele cressem. O poder de Jesus sobre a morte evidenciou-se não somente na sua morte e ressurreição, mas também na ressurreição de um grupo de pessoas que ressuscitou com ele.
Lembre-se que os sacerdotes judeus subornaram os centuriões a negarem que Jesus havia ressuscitado, mas esses que ressuscitaram entraram em Jerusalém e apareceram a muitos que os conheciam e se tornaram testemunhas autênticas da ressurreição de Jesus e do seu poder sobre a morte. Eles foram na verdade instrumentos de Deus para mostrar o poder imensurável de Cristo.

Outra posição (a mais próxima da realidade, dos originais e também das escrituras em geral) é a seguinte:

Muitos comentaristas bíblicos acham que é isto o que estes versículos significam. No entanto, os eruditos admitem que o sentido e a tradução correta destes versículos são extraordinariamente difíceis. Na realidade, há motivo para se crer que, quando Jesus morreu, o terremoto acompanhante rachou alguns túmulos perto de Jerusalém e assim expôs os cadáveres aos transeuntes.

Mateus 27:52, 53, diz que
“abriram-se os sepulcros e muitos corpos de santos que tinham adormecido ressurgiram. Saíram das suas sepulturas, depois da ressurreição dele, foram à cidade santa e apareceram a muitos”. (Huberto Rohden; Common Bible).

Mas, se houve uma ressurreição quando Jesus morreu, conforme sugerem estas e outras traduções, teriam os ressuscitados esperado até depois da própria ressurreição de Jesus, no terceiro dia depois disso, antes de saírem dos seus sepulcros? Por que ressuscitaria Deus a tais “santos” nesta ocasião, uma vez que Jesus devia ser
“o primogênito dentre os mortos”? (Col. 1:18; 1 Cor. 15:20) Também, era durante a futura presença de Cristo que cristãos ungidos ou “santos” deviam participar da primeira ressurreição. — 1 Tes. 3:13; 4:14-17: Rev. 20:5, 6.

Observe que, falando-se estritamente, a narrativa não diz que os “corpos” passaram a viver. Apenas diz que ressurgiram ou foram jogados para fora dos sepulcros pelo terremoto. Algo similar aconteceu na cidade de Sonson, na Colômbia, em 1962. El Tiempo (31 de julho de 1962) noticiou: “Duzentos cadáveres no cemitério desta cidade foram lançados fora de seus túmulos pelo violento tremor de terra.” Pessoas que passavam por ali ou através daquele cemitério viram os cadáveres, e, em resultado, muitos de Sonson tinham de ir para lá e enterrar de novo seus parentes falecidos.

Sem violação da gramática grega, pode-se traduzir Mateus 27:52, 53, dum modo que sugira que houve uma exposição similar de cadáveres em resultado do terremoto que houve por ocasião da morte de Jesus. Assim, a tradução de Johannes Greber (1937) verte estes versículos do seguinte modo:
“Túmulos foram abertos, e muitos cadáveres dos enterrados foram jogados em posição vertical. Nesta postura projetavam-se para fora das sepulturas e foram vistos por muitos dos que passavam por ali em caminho de volta para a cidade.” — Compare isso com a Tradução do Novo Mundo.

(Mateus 27:52-53) E abriram-se os túmulos memoriais e muitos corpos dos santos que tinham adormecido foram levantados, 53 (e pessoas, saindo dentre os túmulos memoriais depois de ele ter sido levantado, entraram na cidade santa,) e tornaram-se visíveis a muitas pessoas.

Não é o caso da Tradução do Novo Mundo, que aponta para os efeitos dum terremoto. Por quê?

Primeiro quem quer que fossem os “santos”, Mateus não disse que eles foram levantados. Segundo, ele não disse que esses corpos tornaram a viver. Disse sim que foram levantados, e o verbo grego
e·geí·ro, que significa “levantar”, nem sempre se refere a uma ressurreição. Entre outras coisas, ele pode também significar “levantar para fora” de uma cova ou “levantar-se” do chão. (Mateus 12:11; 17:7; Lucas 1:69)

Este modo de encarar o ocorrido harmoniza-se com ensinos bíblicos. Em 1 Coríntios, capítulo 15, o apóstolo Paulo apresenta provas convincentes da ressurreição, mas não menciona de modo algum Mateus 27:52, 53. O mesmo fazem todos os outros escritores da Bíblia. (Atos 2:32, 34) Os cadáveres levantados por ocasião da morte de Jesus não podiam ter tornado a viver, pois, no terceiro dia depois disso, Jesus se tornou
“o primogênito dentre os mortos”(Colossenses 1:18) e a ressurreição de Lázaro dentre outras ocorridas no Ministério de Jesus esteve no plano de seu ministério e se tratava de pessoas que não estavam sepultadas, mas que estavam ali como instrumentos da glória de Deus através do milagre. Tais pessoas não “venceram” a morte, Jesus, também ali, venceu a morte. Prometeu-se aos cristãos ungidos, também chamados “santos”, terem parte na primeira ressurreição durante a presença de Cristo, não no primeiro século. — 1 Tessalonicenses 3:13; 4:14-17.

Junto com o rasgar da cortina do templo, que separava o Santo do Santíssimo, este violento tremor de terra, que expôs cadáveres que em pouco tempo foram vistos por viajantes que levaram a notícia a Jerusalém, serviu de prova adicional de que Jesus não era mero criminoso executado por uma contravenção. Ele era o Messias, aquele que dentro em breve seria o primogênito dentre os mortos. O autor da nossa salvação.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

E VÓS, QUEM SOIS?


E VÓS, QUEM SOIS?

“Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega” (Atos 19:13)

“Conheço a Jesus e bem sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?” (Atos 19:15)

 

No livro de Atos (capítulo 19) vemos um momento curioso. Alguns judeus ambulantes, conhecidos como exorcistas, ouviram a mensagem evangelística de Paulo e, sem a fé genuína no Evangelho de Cristo e o entendimento do mesmo, eles intentaram exorcizar demônios usando o Nome de Jesus como uma espécie de “código” ou “mantra” para realizarem seus intentos (já que eram exorcistas por profissão). Curiosamente eles eram judeus, filhos de Cevas, um estimado sacerdote (principal).

Num determinado momento, praticando o exorcismo de um espírito maligno, esses religiosos usaram a “senha mágica”: O Nome de Jesus. Faziam assim inspirados nos atos de Paulo e, como viam que Paulo tinha êxito espiritual, eles creram que assim também fariam.

Mas havia um detalhe: eles não conheciam o Jesus que Paulo pregava e, não sabiam que o Nome Santo de Jesus não era nenhum mantra ou senha, muito menos “fórmula mágica” (como muitos “cristãos” usam em nome do “evangelho”).

Na tentativa de expulsar o demônio “no nome de Jesus, na qual Paulo prega”, o espírito maligno contendeu com esses judeus dizendo: “conheço Jesus e sei quem é Paulo, mas e vocês, quem são?”.

Isso só aconteceu pelo fato deles não terem a identidade com o Jesus de Paulo, de João, de Pedro, da Igreja apostólica, enfim, de NOSSO Jesus.

O que é ter identidade com Jesus? É ter sobre si o “Sangue do Cordeiro”, a marca do servo está no poder do Sangue. O Sangue de Jesus é a condição que Deus (Santo e Puro) instituiu para contemplar, conhecer e se relacionar com o homem (pecador e impuro). Sem o sangue não há identificação, sem o sangue não há remissão (Hb 9:22).

A Bíblia Sagrada traz esse projeto profético (eterno) de Gênesis a Apocalipse. Deus usou a figura do sangue para estabelecer uma ligação entre Ele e o pecador. E, biblicamente, temo muitos exemplos da “identificação pelo sangue”. Mas vamos destacar alguns momentos mais claros sobre esse tema:

·       Deus aceitou o sacrifício de Abel, pois era profético. O sacrifício de Caim era terreno. Deus, portanto, estabeleceu uma relação profética com Abel;

·       Na última praga sobre o Egito (momento de saída para Israel), o sangue foi necessário para “marcar” aqueles que seriam livrados da ira e retirados para a Terra Prometida;

·        Se o sacerdote entrasse no Lugar Santo ou no Lugar Santíssimo sem o sangue, não haveria aceitação por não ter havido o reconhecimento;

·       Jesus, enfim, ensinou que necessário seria “beber de seu sangue”, profeticamente indicando a Obra que seu Espírito realizaria na Igreja;

·       Jesus, em uma parábola, ensinou usando o símbolo da candeia acesa (cheia de óleo) nas mãos das cinco noivas prudentes. Elas foram reconhecidas pela luz da candeia iluminando o rosto na escuridão da noite.

No caso específico de Atos 19: 13 e 15, vemos que tais homens não tinham a identidade espiritual em Cristo, não tinham o sangue. O compromisso ainda era com o judaísmo (religiosidade e teologia) e com o espetáculo atrativo.

O espírito maligno disse conhecer Jesus, pois quando Ele morreu e derramou seu sangue, a derrota do inimigo havia sido decretada, portanto, nenhum demônio podia subsistir ao poder do sangue. Eles disseram que conheciam Paulo, pois Paulo foi remido pelo poder do sangue, tinha a marca do Espírito Santo sobre si, sua candeia estava cheia de óleo.

Mas disseram para aqueles homens: “e vós, quem sois?”- Não tinham a remissão que há no sangue de Jesus. Seus projetos ali não eram proféticos, mas terrenos.

Se fosse Paulo ali, não haveria nenhum diálogo com o inimigo.

Gabriel Felipe M. Rocha

 

 

 

 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

CONTRADIÇÃO EM ATOS 9:7 E ATOS 22:9 ?


Atos 9:7-  “Os homens que estavam viajando com Saulo ficaram parados sem poder dizer nada. Eles ouviram a voz, mas não viram ninguém”

Atos 22:9 “Os homens que viajavam comigo viram a luz,
Porém não ouviram a voz de quem falava comigo”



Olá amigos, irmãos e leitores do Palavra a Sério, a paz do Senhor Jesus! A um tempinho atrás, recebi um e-mail onde uma pessoa me apresentava a seguinte questão:

 “há uma CONTRADIÇÃO no livro de Atos em relação aos textos 9:7 e 22:9”?

Devido aos estudos e também ao trabalho, demorei em responder a questão, mas, eis aí a resposta (espero que tenha ficado claro):

Quando o próprio Paulo conta ele afirma que os homens viram uma luz.
Ver uma luz significa que viram uma luz e não uma pessoa. logo eles não viram ninguém.
Mesmo tendo visto uma forte luz

Quanto a voz da no mesmo. Paulo diz que ouviram um som parecido com trovão.
Isso em outra parte das escrituras é interpretado como a voz de um anjo.
Mas mesmo ouvindo um som de trovão eles não vão entender nada.
Logo eles ouviram a voz que parecia um som de trovão mas não entenderam nada.

Não viram ninguém é o mesmo que ver uma forte luz.
e não ouviram nada é o mesmo que não entenderam nada.
Apenas ouviram um som (isso com base nos originais em grego koinê)


logo, não ha. contradição alguma.

Vejamos mais

 

Em Atos 9: 7, os varões que iam com Paulo pelo caminho de Damasco não viram NINGUÉM, mas OUVIRAM A VOZ. A voz que ouviram aqui não lhes foi INTELIGÍVEL, somente o Apóstolo Paulo a ENTENDEU. Para os varões, provavelmente, soou como um TROVÃO.
No versículo 8, Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, NÃO VIA A NINGUÉM. Os varões que com ele estavam, guiaram-no pela mão, conduzindo-o à cidade de Damasco.

Em Atos 22:9, os varões que iam com Paulo VIRAM UMA LUZ e se atemorizaram muito, MAS TAMBÉM NÃO VIRAM NINGUÉM. O texto de Atos 9:7 não mente, apenas omite o fato deles terem visto a luz (isso acontece nos evangelhos com Constancia em relação a passagens semelhantes).
O texto continua dizendo que os varões NÃO OUVIRAM A VOZ DAQUELE QUE FALAVA COM PAULO. Ao dizer que "não ouviram" quis dizer que NÃO ENTENDERAM. Eles, na verdade, ouviram um Som como o de TROVÃO, mas não lhes foram INTELIGÍVEIS AS PALAVRAS. Por isso, ficaram atemorizados e atônitos.

Perceba que em Atos 26: 12 e 13, defendendo-se perante o Rei AGRIPA, o Apóstolo diz>

"Sobre o que, indo, então, a Damasco, com poder e comissão dos principais dos sacerdotes, ao meio-dia, ó rei, VI NO CAMINHO UMA LUZ DO CÉU, que excedia o esplendor do sol, CUJA CLARIDADE ME ENVOLVEU A MIM E AOS QUE IAM COMIGO."
Aqui, Paulo afirma que os seus companheiros também VIRAM A LUZ, pois a claridade os ENVOLVEU A TODOS!

Acontecimento muito SEMELHANTE se deu com o Profeta Daniel, pois os VARÕES que o acompanhavam também NÃO VIRAM nada, porém atemorizaram-se e esconderam-se: provavelmente porque viram uma LUZ, e ouviram um som de TROVÃO como uma voz, mas não viram ninguém e nem entenderam o sentido do que se falava.

"E SÓ EU, DANIEL, VI AQUELA VISÃO: os homens que estavam comigo NÃO A VIRAM; não obstante, caiu sobre eles UM GRANDE TEMOR, e fugiram, escondendo-se" (Dn. 10: 7)

Provavelmente, aconteceu o mesmo com os varões que acompanhavam a Saulo no caminho de Damasco.

OBS.: Interessante notar que, apesar dos VARÕES terem visto A LUZ, apenas o Apóstolo PAULO FICOU CEGO.
Da mesma maneira, apesar dos varões terem ouvido A VOZ, apenas o Apóstolo Paulo ENTENDEU-LHE O SENTIDO.

E assim deve ser INTERPRETADO.

 

A paz do Senhor Jesus a todos!!!

 

Gabriel Felipe

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

UMA CARTA PARA A IGREJA ROMANA

UMA CARTA PARA A IGREJA ROMANA
(CARTA DE UM EX CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO INDEREÇADA À I.C.A.R)


Olá leitores e amigos do blog Palavra a Sério, a paz de nosso Senhor Jesus! Tempos atrás postei alguns artigos cujo tema envolve algumas heresias (mais famosas) da igreja romana. Lógico que nossa intenção é somente refutar heresias e não temos como foco o ataque a grupos religiosos, mas, tendo que apresentar o conteúdo de cada artigo não podemos ignorar ONDE essas heresias são praticadas e, sendo assim, deixamos alguns irritados e incomodados com a VERDADE BÍBLICA, uma vez que nós refutamos, porém, com base na Palavra de Deus. Mas, para não nos atermos em questões fúteis e que dão o desagradável ar de inimizade venho através desta carta mostrar tais erros romanos apontados e escritos por punhos de quem um dia viveu toda essa apostasia espiritual.
A presente carta foi escrita por um ex- católico que esteve à frente desse sistema e que não era um ‘simples membro’, mas uma pessoa inserida e conhecedora do sistema religioso romano. Boa leitura.


“Ao
Sr. Karol Wojtyla (João Paulo II)
e o clero em geral...


Que Deus vos dispense a sua graça e infinitas misericórdias.




É com todo o amor e respeito que rogo a vossa preciosa atenção.

Fui católico apostólico romano, praticante, até os meus 19 anos de idade. Atuei na igreja como coroinha, e desejava, ardentemente, ingressar em um Seminário Teológico Católico Romano a fim de ser ordenado Padre.

Foi quando, em 1980, ouvi sobre a salvação e a perdição eterna da alma. Examinei as Escrituras – Edições Paulinas -, verificando, minuciosamente, sobre o assunto.

Sempre cri que a Palavra de Deus (a Bíblia) é o único documento inspirado que Deus deixou para o homem, narrando desde a criação até as coisas que em breve devem acontecer (algumas já estão acontecendo), e o fim deste mundo.

Aprendi, com o próprio Deus, pela sua Santa e Eterna Palavra, a amar, verdadeiramente o meu próximo, a ponto de procurar ajudá-lo, não só materialmente, mas, principalmente, no que concerne às coisas espirituais.

Desejo trazer à luz o que as Sagradas Escrituras nos adverte sobre alguns assuntos...

A sabedoria terrena e bens que possuímos só servem para utilização nesta terra. Deus não necessita de doutores, professores acadêmicos, advogados, dentistas, empresários, etc. Só entra no céu quem desejar ser servo e filho de Deus. E, quem está no inferno, não poderá utilizar os seus dotes no fogo eterno. Todas as patentes que o homem possui, aqui na terra, ficarão... Não trouxemos nada para este mundo, e sairemos como viemos: Nus.

Muitos dos que não quiseram acreditar nas Santas Letras, agora estão acreditando. Já passaram para a eternidade... sentindo no próprio espírito que o fogo eterno existe mesmo. Estão arrependidos, mas não há mais oportunidades.

Segundo as Palavras do Mestre, Jesus Cristo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”

Vede que não há outro caminho... Nem a agraciada e escolhida, criteriosamente, por Deus para que o Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, descesse do céu para ser gerado, em carne, no seu ventre, na sua virgindade, pelo Espírito Santo; nem igreja alguma, nem religiões, credos, outro homem ou mulher, dogmas ou qualquer outro tipo de crença ou objeto de religião ou não podem fazer alguma coisa para salvar a alma do pecador (Romanos 3:23). O Único que fez foi o Senhor Jesus Cristo com a sua morte na cruz. O Único caminho determinado por Deus para a salvação (livramento da condenação eterna do fogo do inferno) é o Senhor Jesus Cristo. Só a Ele deve-se dar graças, glórias e louvores.

Lucas, “o médico amado”, por inspiração do Espírito Santo (toda Escritura é divinamente inspirada – II Timóteo 3:16 e 17), deixou registrado “tudo quanto Jesus começou a fazer e ensinar, até dia que foi levado para cima...” No livro de Atos dos apóstolos, escrito por Lucas, nós encontramos as palavras que Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, dirigiu às autoridades e ao povo, dizendo: “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu NENHUM OUTRO NOME há, dado entre os homens em que devamos ser salvos.” Atos 4:12. Só, e unicamente no Senhor Jesus Cristo há salvação. Atos 4:10.

O próprio apóstolo Pedro indica, pelo Espírito Santo, que o Senhor Jesus Cristo é a Pedra Angular. Atos 4:11

Maria, que foi mãe de Jesus como homem (Jesus, como Deus, já existia antes de Maria nascer. Deus sempre foi Pai, Filho e Espírito Santo. O Filho sempre foi Jesus Cristo.) testemunhou com as suas próprias palavras, e inspirada pelo Espírito Santo, que foi SALVA (ninguém pode ser salvo se não estiver em apuros ou perdido) por Deus e que é, apenas, uma serva de Deus (Lucas 1:47 e 48).

Maria, com certeza, sempre foi obediente, em tudo, aos mandamentos de Deus, mesmo sendo uma pecadora: Errava, como todo pecador erra: Não teve bastante fé para crêr imediatamente nas palavras do anjo – teve dúvidas (Lucas 1:34). “... TUDO o que não provém da fé é pecado.” Romanos 14:23. Jesus repreendeu a Maria: “E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho. Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.” João 2:3 a 5. Observem que a própria Maria orientou a que fizessem TUDO QUANTO ELE (JESUS) DISSESSE (E não o que ela dissesse.).

Os discípulos avisaram ao Senhor Jesus que a sua mãe estava a procura dele (com certeza Ele já sabia) para falar-lhe: “Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo. Ele, porém, respondeu ao que lhe falava: Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.” Mateus 12:47 a 50

Como cumpridora dos mandamentos de Deus, Maria, também, atendia ao que está registrado no livro do Êxodo, no capítulo 20 e versículos 3 a 5 que diz: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.”; em Deuteronômio 4:15 a 19: “Guardai, pois, com diligência as vossas almas, porque não vistes forma alguma no dia em que o Senhor vosso Deus, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; para que não vos corrompais, fazendo para vós alguma imagem esculpida, na forma de qualquer figura, SEMELHANÇA DE HOMEM OU DE MULHER; ou semelhança de qualquer animal que há na terra, ou de qualquer ave que voa pelo céu; ou semelhança de qualquer animal que se arrasta sobre a terra, ou de qualquer peixe que há nas águas debaixo da terra; e para que não suceda que, levantando os olhos para o céu, e vendo o sol, a lua e as estrelas, todo esse exército do céu, sejais levados a vos inclinardes perante eles, prestando culto a essas coisas que o Senhor vosso Deus repartiu a todos os povos debaixo de todo o céu.”

Na verdade, Maria foi muito pouco citada na Bíblia. Talvez para que não se fizesse o que estão fazendo com relação a Ela: Idolatrando-a.


Uma foto familiar (de pai, mãe, tio, etc.) não tem motivos religiosos-espirituais. As imagens religiosas são feitas (mesmo se não for para adoração/veneração) para fins religiosos-espirituais. Mesmo assim fazem Maria com várias fisionomias diferentes. Quais delas será a Maria que está no céu. Não há relato bíblico que Maria tenha posado para ser esculpida. Não havia máquinas fotográficas naquele tempo. Não existe nenhuma Verônica que enxugou o rosto de Jesus e ficou a sua fisionomia em um pano. Essa estória não existe em Bíblia alguma... Enfim, Deus ordenou conforme os textos descritos anteriormente para NÃO FAZER IMAGENS. Quem as faz, tem e/ou adora está desobedecendo (pecando) contra o 2º Mandamento (dos 10) da lei de Deus.

As coisas concernentes a Deus não têm destinações para lembranças familiares, mas religiosidade e crença espiritual.
A serpente que foi levantada no deserto não era uma imagem esculpida, não foi adorada nem reverenciada, não ficou definitivamente em um altar... Mas, por pouco tempo, foi utilizada como uma figura do Cristo que iria ser levantado no madeiro. Leiam: “E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:14 a 16

O povo havia pecado contra Deus. Então, Deus, mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que o mordiam; e morreu muita gente em Israel. Assim, disse o Senhor a Moisés: “Faze uma serpente de bronze, e põe-na sobre uma haste; e será que todo mordido que olhar para ela viverá.” Vede que Deus não mandou ninguém reverenciar/ adorar ou ter a serpente em um altar. Eles não deveriam fazer súplicas à serpente, nem apresentar rezas ou orações, mas, tão somente, SE ALGUÉM FOSSE MORDIDO, DEVERIA, APENAS, OLHAR PARA A SERPENTE, e seria curado. Números 21:1 a 9

Em Bíblia alguma existem rezas (Ave Maria, credo, etc.) mas, unicamente, a oração do Pai Nosso (Se fosse para alguém rezar para Maria, não seria “Pai Nosso”, mas “Mãe Nossa”). Mesmo assim os apóstolos não repetiram o “Pai Nosso” em lugar algum. Isso porque a oração do “Pai Nosso” é apenas um modelo, dado pelo Senhor Jesus Cristo, de como devemos falar diretamente com Deus (A oração do “Pai Nosso” começa dirigida diretamente ao “Pai” – Deus) e o Senhor Jesus Cristo ensinou no versículo anterior que NÃO DEVERIA SER REPETIDA: “E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.” Mateus 6:7 a 15

Se Maria soubesse que estão fazendo imagens (com diversas fisionomias e nomes) afirmando serem ela, com certeza, como uma cumpridora fiel dos mandamentos de Deus, não aprovaria.

Maria não pode ouvir todas as súplicas, de todos os fiéis católicos romanos, de todo o mundo, ao mesmo tempo. Se pudesse, ela teria de ser ONISCIENTE. O Único onisciente é Deus. Só Deus tem esse atributo. E Maria não é Deusa.

Maria não é “Mãe de Deus”. Se fosse, Deus seria Mãe, Pai, Filho e Espírito Santo. Deus seria quatrino, e não trino. É lógico que para alguém ser “Mãe de Deus” teria de ser Deusa. Deus não tem princípio nem fim – é de eternidade à eternidade. Maria nasceu, e não existia antes. Era tão limitada como qualquer ser humano. Por exemplo, não sabia onde o seu filho estava: “Quando Jesus completou doze anos, subiram eles segundo o costume da festa; e, terminados aqueles dias, ao regressarem, ficou o menino Jesus em Jerusalém sem o saberem seus pais; julgando, porém, que estivesse entre os companheiros de viagem, andaram caminho de um dia, e o procuravam entre os parentes e conhecidos; e não o achando, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os.” Lucas 2:42 a 46

Maria não tem poder para fazer milagres. Não pôde sequer transformar a água em vinho. Não curou e não ressuscitou ninguém. Se Maria nunca fez milagres, como imagens que dizem ser dela podem efetuar milagres?

Maria foi mãe de Jesus, como homem, enquanto estava na terra. No céu não existem parentescos (Mateus 22:30); todos são irmãos e há um só Pai, que é Deus.

Maria, salva por Deus e serva de Deus (Lucas 1:46 a 48), NÃO É MEDIANEIRA. “Porque um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,” I Timóteo 2:5

O homem não pode ser salvo (livre da condenação eterna do fogo do inferno – Isaías 66:24; Mateus 18:8 e 9; Marcos 9:43,44,46 e 48; Lucas 3:16 e 17; Apocalipse 14:10; Apocalipse 19:20; Apocalipse 20:14 e 15; Apocalipse 21:8; etc.) por obras (“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8 e 9; “não em virtude de [obras de justiça] que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo,” Tito 3:5), por religiões, por igrejas, etc., mas, unicamente, pelo SANGUE DO SENHOR JESUS CRISTO, que foi derramado na cruz por TODOS OS PECADOS DE CADA PECADOR (I João 1:7; Efésios 1:5 a 7; Apocalipse 1:5; etc.). O Senhor Jesus Cristo já pagou TODOS os nossos pecados com o seu SANGUE porque não os podemos pagar, nenhum sequer. Morreu na cruz porque quis, por amor, para nos dar uma grande oportunidade de ao o recebermos como Único Salvador, termos a certeza absoluta de morarmos, para sempre, com Ele no céu.

Lembrai-vos do ladrão que arrependeu-se, na cruz, ao lado da cruz que o Senhor Jesus Cristo estava sendo crucificado: “Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Lucas 23:42 e 43. Vede que o Senhor Jesus respondeu: “...hoje estarás comigo no PARAÍSO”. Jesus não falou “PURGATÓRIO”, mas “PARAÍSO”.

O Senhor Jesus Cristo provou que se não quisesse ter morrido, não o teria. Ao terceiro dia da sua morte, triunfante, Ele ressuscitou (saiu do túmulo), em CARNE E OSSOS (Lucas 24:39); o túmulo ficou vazio. Não podemos representá-lO numa cruz, não podemos representá-lO sepultado... Ele não está mais em uma cruz, e também não está em um túmulo. O Senhor Jesus Cristo VIVE!

Um dia (em breve) o Senhor Jesus Cristo voltará para arrebatar todo aquele que o recebeu como Único Caminho, Única Verdade e Única Vida Eterna. (João 14:1 a 6; Romanos 10:9 e 10)

Todos os homens precisam arrepender-se, verdadeiramente, dos seus pecados e confessar-se apenas àquele que pagou o preço (com o seu sangue) por todos os nossos pecados; que nunca teve pecado (O verdadeiro Santo de Deus): Jesus Cristo. I João 1:5 a 10 e 2:1 e 2.

O Único Representante do Senhor Jesus Cristo, aqui na terra, é o Espírito Santo: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. Perguntou-lhe Judas (não o Iscariotes): O que houve, Senhor, que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou. Estas coisas vos tenho falado, estando ainda convosco. Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu. Eu vo-lo disse agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creiais. Já não falarei muito convosco, porque vem o príncipe deste mundo, e ele nada tem em mim; mas, assim como o Pai me ordenou, assim mesmo faço, para que o mundo saiba que eu amo o Pai. Levantai-vos, vamo-nos daqui.” João 14:15 a 31

Não foi só o apóstolo Pedro que recebeu a autoridade de ligar e desligar no céu e na terra. Os outros apóstolos também receberam, como igreja, e não individualmente (“Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano. Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu. Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” Mateus 18:17 a 20).

A primeira igreja que o Senhor Jesus Cristo estabeleceu foi com os apóstolos (I Coríntios 12:28 – Lucas 6:12 a 16).

O Senhor Jesus Cristo falou aos apóstolos, como igreja, que estaria com eles “TODOS OS DIAS ATÉ A CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS” (Mateus 28:16 a 20). Os apóstolos morreram, mas a igreja do Senhor Jesus Cristo perpetuou-se.

Por tudo isso, e muito mais, advirto aos senhores que arrependam-se dos seus pecados e recebam a salvação das vossas almas, gratuitamente, só no Senhor Jesus Cristo.

Com toda a sinceridade, amor e esperança”.

NIVALDO RODRIGUES

Postagem de Gabriel Felipe M. Rocha/ carta autorizada por Nivaldo Rodrigues.





sábado, 18 de agosto de 2012

VAMOS NOS RECONHECER LÁ NO CÉU?

IREMOS NOS RECONHECER NO CÉU ?
“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele” (1 Ts 4:13-18)

Olá leitores do Palavra a Sério, a Paz de nosso Senhor Jesus! Com base em uma dúvida que me foi apresentada algum tempo atrás, resolvi postar esse tema que tem sido dúvida para alguns servos. Infelizmente a dúvida da maioria (inclusive ‘cristãos’) é se há céu ou não. Mas o que importa é que nós cremos e para lá iremos. Aleluia!
Bem, o que é pertinente para nós, servos do Senhor, é unicamente a certeza de estar com Deus um dia na Eternidade para todo o sempre e a bíblia não nos dá margem dizendo que não teremos lembranças desta vida, mas ela nos garante que Deus limpará de nossos olhos toda a lágrima. Fazendo uma análise de alguns textos na tradução direta do original, dá-se muito a entender que chegaremos conscientes sim à Eternidade e lá a resplandecente e majestosa presença do Senhor nos será por preenchimento eterno de toda a dor e tristeza e, por fim, o que teremos é uma desvalorização de todas as “delícias”, “tristezas” e “apegos” terrenos. Seremos transformados, mas conscientes de que estaremos ali porque vencemos no mundo, trabalhamos para o Senhor aqui na Terra, oramos, buscamos, nos santificamos ( e todos esses atos foram feitos num plano terreno).
 Mas, contudo, essa questão que apresentamos aqui no Blog hoje é realmente  bem interessante, pois diz respeito ao que verdadeiramente existe de mais importante para o ser humano, que é a vida eterna, o nosso destino eterno, o qual jamais se poderá alterar depois de iniciado (Lc 16:26; Ap 3:5,12), bem como envolve outra área muito importante para qualquer ser humano normal, que é o apego, carinho e amor que desprendemos para com pessoas próximas a nós. Notadamente, todos queremos morar eternamente no céu, bem como anelamos que nossos entes queridos também.
Para responder a esta questão, vou iniciar com o texto de 1 Ts 4:13-18
que diz:
“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”.
O texto citado é bem esclarecedor para o presente foco. A igreja em Tessalônica era conhecida por sua falta de entendimento em relação à volta de Jesus e a ressurreição dos mortos, tanto é que o apóstolo teve que voltar a tratar do assunto em sua segunda carta aos mesmos. Os tessalonicenses se encontravam tristes, sem esperança, pois pensavam que não voltariam a rever seus entes queridos que já haviam partido desta vida (v. 13); para consolá-los e esclarecê-los, Paulo realiza um paralelo entre a morte e ressurreição de Jesus, com a nossa própria morte e ressurreição “se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele”.
 E o que a ressurreição de Cristo nos ensina para o caso em estudo?
Oras, mesmo após a sua ressurreição, Jesus continuou a ser a mesma pessoa, o mesmo Jesus, o qual fora reconhecido por inúmeras pessoas, como, por exemplo, Maria Madalena e outra Maria (Mt 28:9), pelos onze apóstolos (Mt 28:16,17; Lc 24:33-39), por dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24:31), por mais de quinhentos irmãos de uma vez só (1 Co 15:6), e por fim, fora reconhecido por Estevão em ocasião de sua morte (At 7:55,56), o que nos leva a concluir que também seremos reconhecíveis após a nossa ressurreição ou arrebatamento. Destaquemos, ainda no versículo em análise, a parte final que diz “Deus os tornará a trazer com ele”, frase que dá continuidade e reforça o ensino de Paulo de que a ressurreição não será sem sentido, vazia, mas sim terá um valor para nós, onde Deus irá trazer com Jesus os que já morreram e ressuscitaram, o que aponta claramente para uma comunhão consciente e de reconhecimento entre todos os salvos, haja vista que, como já exposto, reconheceremos a Jesus, e se os ressurretos irão vim do mesmo modo como Jesus (O qual é as primícias dos que dormem, cf. 1 Co 15:20), logo serão planamente reconhecíveis.

Indo agora para os
versos 17 e 18 do texto em análise, que dizem “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”. Estes versos encerram o pensamento do apóstolo dos gentios, onde Paulo usa mais elementos para indicar que a ressurreição e o arrebatamento são motivos para se acabar com a tristeza dos tessalonicenses, os enchendo da esperança que lhes faltava, lhes estimulando a crer que o reencontro com seus entes queridos será uma realidade por ocasião destes eventos. Paulo usa as expressões “seremos arrebatados juntamente com eles”, o que denota comunhão entre os ressurretos e os transformados (juntamente), “encontrar o Senhor nos ares”, o que confirma que iremos reconhecer o Senhor Jesus ressurreto e glorificado, “estaremos sempre com o Senhor”, frase que confirma a idéia de comunhão, união e interação entre os salvos no céu, e por fim, Paulo encerra dizendo “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”, o que nos remete para tudo o que fora exposto nos versos anteriores, notadamente em relação à tristeza que abatia os tessalonicenses em relação aos que já dormem (entes queridos), bem como em relação ao arrebatamento dos vivos e o encontro de ambos (ressurretos e transformados) com o Senhor Jesus (cf. 2 Co 4:14), para assim vivermos eternamente.


Outro ponto importante a se destacar é a passagem de
Lc 22:29,30 “E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos assenteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel”. Ora, pela passagem acima fica claro que os apóstolos se reconhecerão um ao outro após a ressurreição, pois se os mesmos irão comer e beber na mesma mesa (cf. Mt 26:29), juntamente com Jesus, com certeza eles se reconhecerão (mesa ou banquete tem um grande destaque na Bíblia como um símbolo de intimidade e honra), assim como reconhecerão a Jesus.
Destaque-se que a mesa no reino dos céus não está restrita apenas aos apóstolos, mas a todos os salvos, juntamente com os judeus salvos, reconhecendo uns aos outros (cf. Mt 8:11). Não faria o mínimo sentido os apóstolos sentados em uma mesa e os mesmos não se reconhecerem,(cf. Rm 8:18; 2 Co 4:17).

Uma passagem também muito pertinente é a parábola do rico e Lázaro, que se encontra em
Lc 16:19-31. Ela não deixa dúvidas quanto aos seguintes fatos: quem está no inferno verá e saberá quem está no céu (v. 23,24);  A bíblia só não dá margem quanto a quem está no céu. Não ensina claramente se quem está na Eternidade verá e saberá quem está no inferno (v. 25); Mas os condenados com certeza se lembrarão da vida que tiveram nesta terra (v. 25,vs. 27,28). Em relação aos condenados serem reconhecidos pelos salvos, e os salvos reconhecidos pelos condenados, o texto de Dn 12:2 é bem esclarecedor: “e muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (cf. Mt 25:32-46); como os condenados poderão sentir “vergonha” se não for por parte de pessoas que conheceram em terra? Sentiriam vergonha de quem nunca conheceram? Dificilmente. Logo para esta vergonha existir seria necessário não somente os condenados reconhecerem os salvos, mas os salvos também reconhecerem os condenados. Isso deixa o assunto mais complicado...

Por fim, cabe destacar que ressurreição
não é reencarnação. Os mortos quando ressuscitarem, ressuscitarão no mesmo corpo, embora glorificado (para os salvos), permanecendo, portanto, a mesma pessoa, com as mesmas características (tanto é que Estevão reconheceu Jesus no momento de sua morte).

 Supondo que nós , na Glória saberemos e nos lembraremos de tudo aqui na terra, pensemos:
como o salvo poderá ter plena alegria e gozo no céu, enquanto sabes que algum ente querido está no tormento eterno? A despeito das palavras de Paulo em 1 Co 7:16, creio que esta resposta foge um pouco a nossa limitação, até mesmo pelo fato da Bíblia não tratar diretamente do assunto, mas creio que as palavras de Jesus em Mt 10:37 e em Mc 12:28-31, talvez sejam o que temos de mais próximo sobre o assunto; a distinção entre o primeiro e o segundo mandamento na referência de Marcos é simples, sutil, mas muito importante.
Sem sobra de dúvidas, devemos conceder a Deus a excelência de nosso amor, dedicação, apreço, carinho e obediência, haja vista ser Ele o Deus, O qual nos criou, responsável por tudo que somos e temos, e principalmente O responsável pelo maior de todos os dons, o qual nenhum ser humano seria capaz e desprendido o suficiente para realizá-lo, que foi entregar o seu Filho unigênito para sofrer e morrer em nosso favor, em uma prova de seu infinito amor e cuidado para conosco, que não merecíamos tamanha graça. Sabemos que se algum ente querido não for para o céu, com certeza ele fez por onde, e com certeza desagradou e entristeceu ao nosso Deus, ao qual devemos render nosso amor maior e incondicional.
Se torna óbvio, claro e evidente o fato de querermos que todos se salvem, principalmente nossos familiares e amigos mais próximos, mas, como dito pelo próprio Jesus no já citado Mt 10:37, “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.
Somente será digno da vida eterna aquela pessoa que tiver em mente que o sofrimento de Cristo fora infinitamente mais precioso e caro do que qualquer sofrimento que algum ente querido possa vim a padecer eternamente nas trevas. Não é questão de não amar ou querer bem, é questão de a quem mais amar e querer bem.
Ademais, a nossa natureza será uma natureza transformada, glorificada, o que creio que nos fará ter uma visão e senso de justiça mais próximos da divindade, o que concorrerá com o já exposto, para que não venhamos a sofrer no céu por causa de algum ente querido condenado.

Não esqueçamos que o céu, e a vida eterna que nele os salvos irão gozar, como sendo obra “caprichada” do nosso Deus, com certeza será algo infinitamente perfeito, em todos os sentidos. Deus pode que seja assim! Deus quis que seja assim! Deus fará que seja assim!
“E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” Ap 21:4.
Amém.

Gabriel Felipe M. Rocha