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sábado, 6 de setembro de 2014

VALE TUDO PARA PREGAR A CRISTO?

VALE TUDO PARA PREGAR A CRISTO?
(Por Augustus Nicodemus )

Um amigo no Twitter me perguntou faz um tempo se Filipenses 1:18 não justificaria o evangelho gospel e o show gospel .
Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:
“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).
A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.
Então, tá. Mas, peraí... em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Ele estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.
Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”
Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia... por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).
Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.
Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de meios mundanos, escusos, de alianças com ímpios e de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com “cristãos” anunciando o Evangelho por motivos escusos, em busca de poder, popularidade e dinheiro, pois ele mesmo disse:
“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).
“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).
“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações” (1Ti 1:5-7).
“Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro” (1Ti 6:3-5).
“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar esta banalização pública do Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A RESPONSABILIDADE DA IGREJA: Mostrar ao mundo o Cristo Glorificado

A Igreja (Corpo de Cristo): responsável em mostrar Jesus Glorificado ao mundo


Referência: Mateus 5.13-16
"Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mateus 5: 13 a 16)


A credibilidade ao Evangelho nesse mundo mergulhado em pecado anda cada vez menor. Evangelizar não tem sido uma tarefa fácil. Sem a intervenção, direção e provisão do Espírito Santo, o trabalho nosso se torna árduo e, às vezes, impossível. No entanto, Deus não quer esforço humano e inventivo para a realização de sua obra. Ele quer vivificar sua Igreja (crente em particular e todas as igrejas cristãs em pleno compromisso com o Evangelho) para que sua obra possa ser realizada e concluída aqui na terra, pois, sem uma intervenção de seu Santo Espírito e sem sua direção, não pode haver o genuíno avivamento espiritual para o serviço do Reino.
No entanto, muitos crentes atuais com o nome de “desigrejados”, em meio às crises de suas igrejas (denominações), têm preferido abandonar o barco e cair numa espécie de solipsismo religioso ou, individualismo e, até mesmo, uns tem pregado uma espécie de anarquismo cristão, onde dizem que não é preciso congregar e nem freqüentar templos. Isso é um terrível engano que pode levar à morte espiritual, pois a Palavra de Deus tem um ensinamento consistente em relação à importância do congregar-se.
Um dos muitos frutos do relativismo pós-moderno é a negação da Igreja de Cristo como uma instituição visível (Mt 16:18; Ef 2:20), com liturgias e cerimônias (Mt 28:19; I Co 11:23-29), assembléias ou cultos solenes (I Co 11; I Co 14:34), autoridades constituídas (At 14:23; Ef 4:11; I Co 4:1), como capaz de julgar certos atos (I Co 5-6); concílios e reuniões (At 15) e até programas sociais para socorrer os necessitados (I Ti 5:3-16). Aqueles que querem anular essas coisas podem até dizer que estão voltando para o "modelo da igreja primitiva", mas somente se com isso referem-se ao modelo que buscavam os anarquistas da Igreja de Corinto contra a qual Paulo escreveu, pois a “Igreja Primitiva” experimentava visivelmente a doutrina da Igreja Corpo de Cristo.

Portanto, sabendo nós que congregar é importante (e preciso), tomemos mais conhecimento, agora, da missão da Igreja sobre a terra. A Igreja (igreja como Corpo de Cristo e não como conjunto de denominações simplesmente) tem uma definição em relação ao Evangelho de Jesus Cristo e ela (a Igreja) é o arauto do reino neste mundo. Nós - a igreja - somos a voz de Deus nesse mundo que não pode conhecer a Cristo (por causa do pecado). Assim, é nosso o compromisso de mostrar ao mundo quem é o Cristo que pregamos.

“E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim” (João 17:22-23)
Só podemos cumprir essa missão se estivermos cheios do Espírito Santo.

Vamos ver sobre a responsabilidade da Igreja em relação ao mundo em alguns itens:
1. A igreja e o mundo são (e devem continuar sendo) essencialmente diferentes:
A igreja é chamada do mundo, está no mundo, mas não é mundo, antes chama do mundo aqueles que devem pertencer à família de Deus. Como ela chama o pecador do mundo? Mostrando a Verdade das Escrituras e promovendo a fé pela Palavra. A Igreja deve estar firmada na Palavra de Deus e não em tradições, revelações extra bíblicas, etc. Ela só pode chamar o pecado para pertencer à família de Deus se ela tiver primeiro um compromisso com a verdade das Escrituras, pois assim Cristo será testificado e se revelará ao pecador, dano-o o perdão e regenerando-o para a Vida Eterna.
A igreja só é relevante quando é totalmente diferente do mundo. A amizade da igreja com o mundo é um desastre (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17; Rm 12.2). Algumas igrejas (denominações) têm preferido manter essa amizade, infelizmente.
Quando a igreja tenta imitar o mundo para atrair o mundo, ela perde sua capacidade transformadora, pois o agente de união (que é o Espírito Santo) não atua mais.
2. A igreja exerce um papel restringidor na corrupção do mundo e denunciador do pecado:
A igreja é o sal da terra:
a) Coíbe a decomposição: Assim como o sal, ela faz com que a “carne” se preserve da corrupção, da decomposição pelo pecado, ou seja, ela age contra o pecado através da Palavra (as Escrituras), da presença abundante do Espírito Santo (que promove vida), do incentivo à santificação, da sabedoria espiritual e intelectual e do discernimento de espíritos.
b) Preserva da corrupção: a Igreja quando clama por vida e por avivamento, ela não morre espiritualmente. A morte espiritual é o início da podridão, onde as bactérias do pecado penetram para destruir e consumir. Mas o sal preserva.
c) Dá sabor: a igreja tem uma definição. Ela está no mundo, mas não é do mundo. Portanto, como qualquer sabor é perceptível, a Igreja salga bem, mostrando ao mundo e ao pecador que nossa mensagem não é adocicada, não é amarga e nem azeda a alma, mas é salgada como um bom tempero.
d) Provoca sede: se somos sal e saboreamos esse mundo, logo haverá por parte dos outros a sede por Deus. Quando a Igreja prega a mensagem da cruz em espírito e no Espírito, atinge a alma alheia, provocando sede de Deus em: arrependimento, avivamento e regeneração.
Sem a presença da igreja, o mundo tornar-se-ia um ambiente insuportável para se viver. A igreja é o grande freio moral do mundo. Um dia ela será tirada e a corrupção do inferno tomará conta, mas agora, resta-nos cumprir o “ide”.
3. A igreja exerce um papel positivo de testemunho da Verdade e transformação espiritual
A igreja é a luz do mundo
a) A luz é símbolo da verdade: ela revela o Cristo. A Igreja cheia do Espírito santo mostra a presença de Cristo.
b) A luz é símbolo da pureza: a Igreja de Deus é santa e todo crente deve ser santo em uma vida marcada pelos frutos do Espírito Santo e genuína piedade.
c) A luz é símbolo da vida: a Igreja mostra ao mundo sem esperança que há Vida e Vida com abundância em Jesus.
d) A luz dá direção – estrada: a Igreja que pretende ser fiel anda nessa luz e não abre mão da direção espiritual.
e) A luz aquece – no frio: Na Igreja não pode existir jamais a frieza espiritual.
f) A luz gera vida – fotossíntese. Ela é o local para a transformação e regeneração humana, gerando vida de Deus no crente.
I. QUANDO A IGREJA DEIXA DE SER UM AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO DE VIDA?
Ela deixa de ser um agente de transformação de vida quando não deixa o Espírito Santo guiar seus caminhos e sua missão, pois, na verdade, quem gera Vida é o Espírito Santo. Se não há compromisso com o Espírito Santo e a Palavra de Deus, não á transformação de  vida.
Veremos alguns itens:
1. Quando ela confunde o evangelho com mero comportamentalismo legalista
O cristianismo não é o behaviorismo de Watson. Não é apenas mudança de esteriotipo. Não é verniz, fachada. Não é produzir crentes em série com clichês de massa. Não é usar o mesmo estilo de roupa, cabelo., forma de pregar, etc.
Quando a Bíblia fala de unidade e mesmo pensamento e sentimento, ela fala em relação ao contexto do Evangelho na: salvação, no mesmo batismo, na mesma fé, na mesma santificação, na mesma definição pelo Reino, na mesma esperança pela glória, no mesmo amor, no mesmo Caminho, etc.
Quando Paulo, por exemplo, roga a Evódia, e Síntique, que sintam o mesmo no SENHOR (Filipenses 4:2) há todo um contexto bíblico que vai para além do que algumas igrejas insistem em ensinar.
Não é a Igreja quem deve decidir sobre como vestir, como comer, como andar e como pensar. Ela apenas deve anunciar o Evangelho e ensinar a Doutrina sã explícita nas Escrituras. A obra é do Espírito santo!
2. Quando confunde evangelho com o platonismo cristão
Platão divorciou o espiritual do material. O mundo real era o mundo das idéias. O corpo era apenas a prisão da alma. Isso levou: 1) Ascetismo; 2) Licenciosidade;
Essa visão gerou o gnosticismo do primeiro século – que desvalorizava o corpo. Torna-se uma espiritualidade de fuga, de escapismo.
Essa visão produziu também o Pietismo do século XVII – O pietismo saiu de um extremo: ortodoxia sem piedade para o outro extremo: piedade sem ortodoxia. Deus está interessado na alma e não no corpo.
Essa visão gerou o movimento Quaker – Tremor. O que importa não é a verdade, mas a luz interior. A verdade subjetiva é mais importante que a verdade objetiva. Experiência é mais importante do que a Palavra. Isso é engano. Nenhuma revelação (suposta) ou experiência pode vir como superior em relação a Palavra (Bíblia).
3. Quando confunde o evangelho com um cristianismo de gueto
Muitas pessoas ao se tornarem crentes se isolam das outras pessoas, se trancam numa estufa, numa redoma de vidro, numa bolha espiritual se tornam sal no saleiro e depois sal insípido. Evangelho não é isolamento. Jesus mostrou isso no seu próprio exemplo de vida e ministério.
Algumas igrejas confundem santificação com isolamento e se tornam sectárias (e farisaicas). Jesus andava com as piores classes de pessoas para que assim pudesse lhes mostrar a Vida. Isso não significava que Jesus se envolvia com eles. Não! Jesus simplesmente convivia e suportava-os em amor. Mas algumas igrejas não querem pagar esse preço. Não querem ser imitadores de Cristo, mas preferem se fechar e dizer que são as “portadoras da verdade” e da melhor “revelação”. Engano!
 Elas não se apresentam, não se inserem, não influenciam, não salgam, não resplandecem. Tornam-se anti-sociais e conformistas.
Exemplo: os cristãos que na Idade Média se isolaram nos mosteiros e conventos.
4. Quando confunde o evangelho com o misticismo religioso
Nós (brasileiros) somos uma cultura mística: 1) Pagelança indígena; 2) Idolatria do Catolicismo Romano; 3) O misticismo da kardecismo europeu; 4) A magia dos cultos afro-brasileiros procedentes da África.
O catolicismo durou séculos induziu o povo a crer no misticismo: relíquias, santos, rezas, penitências.
Hoje algumas igrejas neo-pentecostais, principalmente a IURD é campeã do misticismo. Trocam apenas o rótulo, mas o povo é mantido no mesmo misticismo tosco.
5. Quando confunde o evangelho com doutrina sem vida
Há muitas pessoas que são ortodoxas de cabeça e hereges de conduta. São ortodoxos na teoria e liberais na prática. São vaidosos em relação às suas denominações e não produzem vida e nem testemunho de vida espiritual. Defendem doutrinas certas e vive uma vida errada. As vezes, defendem doutrinas erradas mesmo. São zelosos das tradições da igreja, mas vivem na prática do pecado, da vaidade, do sectarismo, etc. Ensinam a doutrina repetidamente, mas os casamentos estão se desfazendo, os jovens estão experimentando o mundo e os idosos e viúvas estão ficando para os cantos.
Pregam o que não vivem. Exigem dos outros aquilo que não praticam. Coam mosquito e engolem um camelo. Farisaicos! Há uma terrível condenação para os farisaicos.
6. Quando confunde o evangelho com o liberalismo teológico
O liberalismo entrou na igreja com o racionalismo, iluminismo. Começou com a alta crítica de Dibelius, a demitologização de Bultman. O liberalismo matou igrejas na Europa, na América. Agora, as denominações históricas no Brasil já estão se capitulando ao liberalismo. O ensino liberal já tomou conta dos principais seminários das grandes denominações no Brasil.
Uma igreja liberal nunca experimentou um avivamento. Uma igreja liberal nunca cresceu. Uma igreja liberal nunca impactou a sociedade com a mensagem do Reino.
O Ecumenismo está hoje apadrinhando muitas igrejas históricas. Isso é trágico. Unidade não é ecumenismo. Unidade é vida e comunhão, ecumenismo é morte e confusão.
II. COMO A IGREJA PODE TORNAR-SE UM AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA 
1. Quando ela vive como luzeiro no mundo
A vida da igreja é sua primeira mensagem. E sua mensagem aos olhos. A igreja só tem uma mensagem (a mensagem da cruz, do Reino, da Vida Eterna), se ela tem vida, ela já é carta viva pronta para ser lida. Sem testemunho não há proclamação.
A vida precede ao trabalho. O exemplo é mais importante do que a atividade.
2. Quando ela anuncia o Evangelho com senso de urgência, pois a missão antecede a Volta de Cristo
a) A igreja precisa ter um alto conceito da Escritura (suficiência) – 2 Tm 3.14-16
b) A igreja precisa ter um alto conceito do evangelho – Rm 1.16
c) A igreja precisa saber que não há outro evangelho e não se entregar a experimentalismos estranhos– Gl 1.8
d) A igreja precisa pregar o evangelho no poder do Espírito – 1 co 2.4; 1 Ts 1.5;
e) A igreja precisa pregar com lágrimas (para semear com alegria).
3. Quando usa todos os métodos espirituais (e legitimados pela Palavra) para alcançar o pecador
Em 1 Co 9.23 – Paulo não está ensinando duplicidade, mas flexibilidade.
Jesus abordou as pessoas de formas diferentes: Nicodemos, Paralítico de Betesda, Zaqueu, o leproso.

Quebrar tabus na evangelização é bem diferente de inventar estratégias humanas e imitar o mundo como se vê em alguns lugares. Quebrar o tabu na evangelização é estar cheio do Espírito Santo para tomar atitudes de fé, coragem e – como uma folha seca ao vento – deixar o Espírito fazer conforme Deus quer.
Jesus quebrou tabus para evangelizar: A mulher samaritana foi um grande exemplo disso.
a) Preconceito do cardápio – pão imundo, cidade dos bêbados;
b) Preconceito racial – mulher samaritana
c) Preconceito cultural – era uma mulher
d) Preconceito religioso – Ela adorava no monte Gerizim.
e) Preconceito moral – Ela tinha passado por 5 divórcios e agora vivia com um amante.
Jesus usou vários métodos para alcançar o maior número possível de pessoas:
a) Evangelização pessoal – Há 35 entrevistas pessoais de Jesus nos evangelhos;
b) Evangelização de massa – Várias vezes, Jesus pregou para multidões. Eram grandes evangelizações.
c) Evangelização pelo ensino – Sermão do monte. O sermão da montanha teve um caráter de ensino.
d) Evangelização pelo serviço – Jesus curou, alimentou, consolou, serviu.
Paulo usou também vários métodos para alcançar o maior número de pessoas:
a) Evangelização pessoal – a guarda pretoriana – Fp 1.13
b) Evangelização nos lares – At 20.20
c) Evangelização pela apologética – At 17
d) Evangelização pelo ensino bíblico e doutrinação – Cartas.
4. Quando ela se torna o braço estendido de Deus na prática do bem
A igreja sempre foi pioneira nas grandes transformações de vidas e também da sociedade (a história registra um grande e considerável apoio social que várias igrejas protestantes deram em várias questões sociais)
a) Libertação da mulher dos preconceitos.
b) Restauração da dignidade da criança e da mulher;
c) Libertação dos escravos;
d) Quebra do preconceito racial;
e) Criação de hospitais, escolas, academias, creches, instituições de socorro aos aflitos e excluídos.
f) Progresso científico;
g) A promoção do trabalho como uma liturgia para Deus e serviço ao próximo;
5. Quando a igreja se torna voz profética no mundo
A igreja não pode ser conformista, omissa, covarde. Ela tem uma mensagem séria que requer uma adesão séria.
Seu principal compromisso sempre foi anunciar o Reino e a salvação em Jesus Cristo. Hoje, em especial e em vista de diversos acontecimentos (histórico-proféticos), a Igreja deve anunciar a volta de Jesus. Essa posição e essa mensagem exigem de nós (Igreja) uma posição séria em relação ao pecado:
a) João Batista denunciou o adultério do rei Herodes,
b) Jesus chamou Herodes de raposa;
c) Os apóstolos ensinaram que a obediência ao poder civil tem limites.
d) Tiago denunciou a ganância dos ricos fraudando o salário dos trabalhadores;
e) Amós denunciou os juizes que vendem sentenças;
f) Isaias denunciou o pecado da ganância insaciável que leva a riqueza a se ajuntar nas mãos de poucos (Is 5).
g) Os profetas denunciaram o pecado no palácio, no templo, nas ruas.
h) Os reformadores denunciaram o pecado.
i) Os avivalistas também o fizeram
j) O avivamento se deu porque a igreja saiu na frente para defender o povo do despotismo japonês.
k) A igreja precisa se posicionar sobre os desmandos contra a lei moral de Deus: aborto, homossexualismo, corrupção, idolatria.
Não basta apenas dizer que Jesus vem e que Cristo salva. Devemos mostrar que nosso engajamento é sério e que detestamos o pecado. Assim verão que há definição e luz em nós. Assim crerão na Palavra de Deus e na mensagem que levamos.
6. Quando a igreja se coloca na brecha clamando a Deus também pelo país e pelo mundo.
Sim, a Igreja deve orar pelo seu país e pelo mundo, pois, como dissemos no início: não somos do mundo, mas estamos no mundo!

O mundo está já condenado pela Palavra de Deus. Há um juízo, mas devemos nos atentar para o que ocorre a nossa volta, pois ainda estamos aqui e nossas famílias também.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
O que a IGREJA pode fazer para levar a benção e mostrar o Cristo glorificado para suas famílias, seu bairro, sua cidade, influenciar nosso Estados e país?
Que instrumento nós temos nas mãos para fazer isso? O que não estamos fazendo que precisamos fazer? O que estamos precisando corrigir? O que precisamos deixar de fazer?

Nós, como igrejas de Deus e como membros de nossas igrejas e membros do Corpo de Cristo:
·        Devemos desejar sempre influenciar através de um santo testemunho os nossos amigos, colegas, familiares, vizinhos, etc. Se somos cheio do Espírito Santo, logo Jesus está vivo em nós e podemos mostrar esse Jesus glorificado aos que nos cercam. Assim, a Igreja tem uma enorme responsabilidade.
·        Devemos orar e agirmos para vermos os lares se transformando e desejar que nosso lar seja uma extensão da igreja para acolher, orar, cultuar a Deus, testemunhar aos outros da grande salvação.
·        Devemos trabalhar com os nossos jovens para que eles sejam influenciadores nas faculdades e escolas.
·        Devemos agir conforme os valores do Reino de Deus em nós.


Por Gabriel Felipe M. Rocha
Bíblia King James/ notas de estudo Bíblia Palavras chave (Hebraico e grego)
Sermão de Rev. Hernandes Dias Lopes (base para a postagem)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O Espírito Santo e o crescimento da igreja

O Espírito Santo e o crescimento da igreja

Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. 1 Coríntios 3:6
Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. 1 Coríntios 3:7

Se o Senhor Jesus não tivesse em mente a redenção daqueles que o Pai haveria de lhe dar, Ele poderia, talvez, se preocupar com “números”, “muita gente”, “multidões”,e teria dado uma ordem diferente daquela que deixou para a Igreja (discípulos) antes de Sua ascensão aos céus. Mas graças a Deus Ele agiu conforme o desejo do Pai e, como Deus, amou a salvação dos perdidos em imensurável graça. Suas palavras, talvez as mais lembradas pela igreja e, paradoxalmente, as mais negligenciadas também, foram (e ainda continuam sendo) estas: “Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.” (Mateus 28.19 – NVI). Não sabemos quantos discípulos o Senhor Jesus tinha em mente, mas quando menciona nações, deixou claro que a missão da Igreja envolveria avanços, crescimentos, multiplicações.

Como Igreja do Senhor, precisamos rejeitar a numerofobia (o medo do crescimento – às vezes justificado da seguinte maneira: “Prezamos pela qualidade, não pela quantidade”) e a numerolatria(o culto aos números). Tanto a numerofobia como a numerolatria não fazem parte do propósito original do Senhor Jesus para a Igreja. A primeira trava a Igreja e constrói muito mais “muros” do que “pontes”. A segunda transforma o crescimento em um fim em si mesmo, onde os números são mais importantes do que as pessoas.

Como Jesus olhava para as almas e para as nações a receberem sua Palavra, a Igreja não pode deixar de fazer o mesmo; não pode querer só para ela o que foi ordenado que fosse compartilhado com todos. Olhando para o nascedouro da Igreja e seus “primeiros passos”, não temos dúvidas quanto ao propósito do Senhor Jesus em relação ao crescimento. Todavia, não podemos deixar de considerar que este crescimento contava com a saúde divina. O avanço da Igreja glorificava o nome do Senhor Deus.
O Espírito Santo foi derramado sobre um pequeno grupo e logo foi sendo derramado sobre mais e mais pessoas. O propósito do batismo fpi e é aperfeiçoar e capacitar a Igreja para o trabalho da obra do Pai. Em seguida já passamos a ouvir falar de multidões (falamos aqui do exemplo de Atos dos Apóstolos). Sob o poder e atuação do Espírito Santo os discípulos faziam sinais e prodígios: os Doze, Estêvão, Filipe, Paulo…  Conosco ainda pode ser semelhante se nos atentarmos para a verdade da Palavra, se buscarmos o genuíno avivamento espiritual (pela Palavra), pelos dons do Espírito, pela regeneração, santificação e transformação do Espírito que nos dá poder para testemunhar ao mundo da grande salvação, etc.
A ação do Espírito Santo é indispensável ao crescimento que glorifica o Senhor. Pelo Espírito Santo a Igreja recebe instrução e direção da parte do Senhor (sua função é ensinar à Igreja, conduzindo-a a Verdade – João 16.13-16). Esta mesma direção foi fator preponderante para que a mensagem do Evangelho do Reino chegasse à Ásia (Atos 16.6-10). Pelo Espírito as conversões passaram a acontecer em proporções jamais vistas; somente ele pode convencer e converter o ser humano, transformando-o em um discípulo de Cristo (João 16.8). A Igreja foi/é liderada pelo Senhor (Ele é o Cabeça do Corpo/ Igreja) e o Espírito capacita homens que tem a mente de Cristo e não somente a mente denominacional ou sectária. Só quem tem a mente de Cristo atrai vidas para Cristo. A Igreja é formada por pessoas santificadas pelo Espírito Santo e remidas pelo mesmo Espírito Santo e é liderada por homens separados pelo Espírito Santo (Atos 13.1-3). Pela ação do Espírito Santo, a obra missionária foi/é largamente impulsionada (Atos 13-28). Por todo o livro de Atos há registros de que a Igreja crescia, mesmo tendo contra si todo o esforço do inferno – Atos 5.14; 6.7; 9.31; 12.24; 14.1; 16.5; 17.4; 19.20 (Jesus havia predito que isto ocorreria: oposição e crescimento – Mateus 16.18).
Sem a ação do Espírito Santo, a Igreja pode até avançar, mas isto não será considerado “crescimento” diante de Deus; será um enchimento de prédios e não um “povoamento do céu”.
Nem numerofobia, nem numerolatria; simplesmente números, os números de Deus. Todos quantos Ele escolher, separar e chamar, a Igreja deve estar pronta para buscar, acolher e cuidar. Este é o crescimento saudável, o crescimento resultante da ação do Espírito Santo sobre a Igreja.


Pr. Gidiel Câmara Jr. / Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Evangelização e segunda vinda de Cristo

Evangelização e segunda vinda de Cristo
(artigo de Eduardo Borges. Pastor da Oitava Igreja presbiteriana de Belo Horizonte)

 “Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino; Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino.” (2 Timóteo 4. 1,2).

Existem mais de 300 referências proféticas, só no Novo Testamento, sobre a SEGUNDA VINDA DE CRISTO. É a Palavra inerrante, infalível, do Deus que não pode mentir, que certifica essa realidade da segunda vinda de Cristo.
Vários “profetas” tentaram adivinhar o dia da volta, mas todos erraram. Não sabemos o dia, nem a hora. Todos os que quiseram entrar nesse segredo de Deus caíram no ridículo (Mateus 24.36).
Quando Jesus irá voltar? Esta é uma informação que somente o Pai possui. A nós, discípulos, não compete conhecermos tempos ou épocas, mas sim, nos cabe viver uma vida em que nosso pensamento seja o de que Jesus pode voltar HOJE. O que a Bíblia também informa é que temos que estar preparados. Ele virá como um ladrão, ou seja, sem avisar. Será uma vinda inesperada, surpreendente e triunfal. Na primeira vinda, Ele veio em um jumentinho. Na segunda vinda, Ele virá sobre as nuvens. Ele veio como Servo humilde; Ele voltará como o Senhor da glória.
A parábola das dez virgens (Mateus 25. 1-13) nos ensina que temos que estar preparados, seja para uma volta imediata ou para uma volta distante. O que a Bíblia diz é que eu tenho que viver como se Jesus fosse voltar hoje. Devo ser o melhor crente que eu posso ser. Tenho que viver o Evangelho em sua plenitude. Cinco virgens estavam preparadas. Cinco foram pegas de surpresa. Sabiam que o Noivo viria, mas mesmo assim, foram negligentes.
Que Jesus voltará, não existe dúvida! O que temos que fazer é viver uma vida compatível com o Evangelho da graça. A evangelização muda as nossas prioridades, nossos valores, e dá um sentido novo (e bíblico) a nossa vida.
Que Jesus voltará, não existe dúvida! O que temos que fazer é viver uma vida compatível com o Evangelho da graça. Jesus, após andar com seus discípulos, morreu, ressuscitou, e passou mais quarenta dias andando e ensinando. Quando estava sendo assunto aos céus, deixou com seus discípulos uma mensagem. Concorda que esta mensagem deve ser muito importante? Ele deixa uma mensagem dizendo que toda autoridade lhe foi dada e que seus seguidores deveriam pregar a Palavra para todo o mundo, ensinando e batizando aqueles que recebessem a Palavra como Palavra de vida.
A evangelização nos faz menos egoístas. A evangelização nos impulsiona a amar. A evangelização muda as nossas prioridades, os nossos valores, e dá um sentido novo (e bíblico) para nossa vida. Sejamos sábios, portanto, não caindo na armadilha de sermos “agentes secretos do Reino”. Postar versículos bíblicos em uma rede social e dar um bom testemunho não torna ninguém um evangelista. Podemos sim, usar as redes sociais e outras ferramentas da internet com sabedoria e com isso, alcançarmos o mundo. Um bom testemunho é um ótimo começo. Mas é apenas isso, um bom começo.
Evangelismo de verdade envolve relacionamento. Use todas as ferramentas que você possui. Use sua inteligência e coloque-a a disposição da vontade soberana do Espírito Santo, pois a obra é dele. Seja um agente do Reino. Faça diferença.

Pr. Eduardo Borges | preduardo@oitavaigreja.org.br