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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A SEGUNDA VINDA DE JESUS CRISTO 2 Pe 3.1-18

A SEGUNDA VINDA DE JESUS CRISTO 2 Pe 3.1-18

PREGAÇÃO NA EBD DE 15 DE DEZEMBRO DE 2013 / POR JOSÉ HENRIQUE.

  
3.1-16 Um lembrete da vinda do Senhor
Pedro começou a sua carta com um encorajamento aos seus leitores para crescerem na piedade. Em 2.1, ele se desviou do assunto porque estava tão preocupado com o prejuízo que os falsos mestres podem causar na prevenção de tal crescimento. Agora ele volta ao tema da vida piedosa, estabelecendo a segunda vinda de Jesus como mais uma motivação para isso. Antes de fazê-lo, ele ressalta a certeza dessa vinda, e as razões por que Deus a adiou.

3.1,2 Um chamado para lembrarmos a promessa
Pedro ressalta a unidade da sua carta com a carta anterior e a coerência do seu ensino com o dos profetas e apóstolos. Em tudo isso, o seu propósito é que os seus leitores cultivem uma mente cristã (mente esclarecida). O seu coração se anima assim que ele se volta dos falsos mestres para o tópico de alimentar o rebanho de Deus, os seus amados.
Notas. 1 A segunda epístola pode ser uma referência a 1Pedro ou 2Pedro 1 e 2 (se escritos separadamente) ou a uma carta anterior, agora perdida. Em termos gerais, esses versículos podem descrever 1Pedro. Despertar é a mesma palavra usada em 1.13. Mente esclarecida ("mente sincera", NVI) contrasta com as idéias descritas no cp. 2. A expressão tem um sentido moral ("puro") como também significa "não contaminada pelo preconceito". 2 Pedro também ressalta a unidade do AT com os escritos apostólicos em 1.19-21 e 1Pedro 1.10-12. Mandamento parece referir-se ao ensino de Jesus como um todo elaborado pelos apóstolos (Jo 14.26). Senhor e Salvador é a autoridade final por trás tanto dos profetas quanto dos apóstolos (cf. Ef 2.20). Vossos apóstolos é interpretado por alguns como uma referência "àqueles que vos trouxeram a mensagem". E mais provável que a referência realce a sua confiabilidade do que a sua função — "aqueles em quem confiais, que vos ensinaram a fé ortodoxa em contraste com os falsos mestres" (cf. Jd 17).

3.3,4 Uma advertência para ignorarmos os escarnecedores
Pedro sabe como o desânimo pode se espalhar rapidamente em uma comunidade, assim ele adverte os seus leitores a que não sejam desviados e desprezados pelos que erroneamente argumentam que a aparente inatividade de Deus significa que ele não vai agir. Judas 18 atribui essa advertência aos próprios apóstolos.
Notas. 3 Tendo em conta, antes de tudo é a mesma expressão de "sabendo, primeiramente" em 1.20. Escarnecedores, em conjunção com a referência às suas próprias paixões, sugere que o autor ainda tem em mente os falsos mestres do cp. 2. Os que se entregam às suas próprias paixões sempre escarnecem de qualquer incentivo a uma vida decente. 4 Os pais pode ser aplicado aos líderes cristãos iniciais, como Estêvão, Tiago, filho de Zebedeu etc., ou aos membros mais antigos da primeira geração de cristãos que morreram entre 30 e 60 d.C. Paulo escreveu acerca do mesmo problema em 1Tessalonicenses 4.13-18, então este não pode ser considerado um argumento a favor da composição tardia da carta. A referência ao dilúvio nos v. 5-7 torna mais provável que o autor tinha em mente os patriarcas do AT.

3.5-7 Uma razão para não esquecermos essa palavra
Na verdade, o argumento dos escarnecedores no v. 4 é falso. Eles convenientemente esqueceram que Deus de fato interveio com juízo na época do dilúvio. Isso prova que a estabilidade da natureza não é argumento, que Deus não vai interromper o seu ritmo estabelecido e que ele pode cumprir novamente as suas promessas em seu tempo.
Notas. 5 Pela palavra de Deus (cf. Gn 1.3; SI 33.6; Jo 1.3; Hb 11.3). A água foi um dos elementos criados no início, dos quais Deus formou a terra (Gn 1.2). E um dos meios pelos quais ele ainda a sustenta. 6 Pela qual obviamente é uma referência ao dilúvio (Gn 6—9). 7 Os céus e terra que agora existem contrastam com os novos céus e terra do futuro (Ap 21.1).  

3.6 pela qual. Ou seja, pela água. Deus, ao criar a água em cima e em baixo, incorporou em sua criação o instrumento de sua própria destruição. veio... o mundo daquele tempo. Uma referência a ordem do mundo antes do dilúvio. Esse mundo incluía a disposição física da abóbada em cima, das águas nas reservas subterrâneas, dos rios, dos lagos e dos mares em baixo, e dos céus no meio. O mundo antes do dilúvio, protegido dos destrutivos raios ultravioletas e com um clima suave sem chuvas, tempestades e ventos, era caracterizado pela vida longa dos seres humanos (Gn 5) e pela capacidade da terra (como uma estufa) de produzir em abundância. perecer... afogado em água. O segundo grande cataclismo divino que refuta a idéia do uniformitarianismo foi o dilúvio universal que inundou toda a terra e alterou a ordem original do mundo criado. De acordo com Gênesis 7.11ss., o dilúvio ocorreu em duas direções: primero o rompimento violento das fontes de água que estavam em baixo enquanto a terra se abria, ocasionando a saída de gás, pó, água e ar; depois a abóbada se rompeu pela ação violenta de toda a massa superior, ocasionando a precipitação sobre a terra da água que havia permanecido em cima. A inundação foi tão cataclísmica que todos os habitantes da terra foram destruídos, exceto oito pessoas e os exemplares de todas as espécies animais. É certo que, por meio desses dois grandes acontecimentos, o mundo não está num processo uniformitariano.

3.7 que agora existem. Desde o dilúvio, a humanidade vive na segunda ordem do mundo. Uma das diferenças óbvias entre as duas ordens do mundo é que as pessoas atualmente vivem 70 anos, e não 900 anos, que era uma idade comum dos seres humanos antes do dilúvio. E Pedro estava defendendo a idéia de que há uma terceira forma dos céus e da terra que ainda está por vir após outro cataclismo. agora existem... pela mesma palavra. O atual sistema do mundo está reservado para o castigo futuro, que virá pela Palavra de Deus, assim como aconteceu com a criação e o dilúvio. Deus irá pronunciá-lo também, depois que a atual ordem for destruída novamente. entesourados para fogo. Deus pôs o arco-íris no céu para indicar que ele nunca destruiria o mundo novamente por meio da água (Cn 9.13). No futuro, Deus destruirá os céus e a terra por meio do fogo (cf. Is 66.15; Dn 7.9-10; Mq 1.4; Ml 4.1; Mt 3.11-12; 2Ts 1.7-8). No atual universo, os céus são repletos de estrelas, cometas e asteróides. O centro da terra também está cheio de um lago líquido de fogo que ferve a uma temperatura de aproximadamente 6.800 °C. A raça humana está separada do centro ardente da terra por uma crosta fina de 16 km. Além disso, toda a criação é uma bomba em potencial por causa de sua estrutura atômica. Do mesmo modo que o ser humano cria a partir de átomos bombas destrutivas que deixam um rastro de morte, Deus pode desintegrar todo o universo com uma explosão de energia atômica. para o Dia do Juízo... dos homens ímpios. A terra espera o dia do juízo e da destruição dos ímpios. Os piedosos não estarão presentes na terra quando Deus pronunciar o juízo por meio do fogo. (cf. 1Ts 1.10; 5.9).

3.8,9 Razões por que a volta de Cristo se dará no tempo divino e não humano:
Visto que a promessa de Deus de outra intervenção nas questões humanas não pode ser rejeitada, Pedro dá dois fatores que explicam por que Deus está adiando tal intervenção o quanto ele quer: o tempo não importa para ele e ele está dando tempo para que as pessoas se arrependam (os eleitos ainda não despertados pela luz do evangelho, visto que os ímpios serão condenados no verso anterior).
Notas. 8 Não deveis esquecer contrasta com o esquecimento intencional dos falsos mestres nos v. 5,6. Para o Senhor cita Salmos 90.4, apontando para o fato de que Deus está além do tempo, e assim não tem pressa alguma para trabalhar (cf. Hb 2.3). Citado por alguns como argumento a favor do universalismo, esse versículo na verdade ensina o oposto. Mostra que após a segunda vinda, que dará início ao juízo de Deus, não haverá mais oportunidades para o arrependimento.

3.10-13 Uma reafirmação do fato e suas consequências
O argumento concernente à certeza da vinda de Cristo é concluído com mais um lembrete do fato da sua subitaneidade. Pedro comenta a seguir sobre as consequências que isso terá para o mundo físico como o conhecemos e as consequências que o conhecimento disso deve produzir na vida do crente. Visto que os novos céus e a nova terra serão a casa da justiça, devemos nos tornar familiares com ela e nos sentir em casa nela já aqui e agora.
Notas. 10 Como ladrão retoma o ensino de Jesus em Mateus 24.42,43. Os céus passarão também é mencionado por Jesus (Mc 13.31). Elementos pode ser aplicado tanto às substâncias das quais o mundo é composto quanto aos outros corpos celestes. As obras que nela existem pode ser uma referência às suas construções e outras realizações materiais, ou a obras no sentido moral; depende de qual variante do verbo é aceita. Serão atingidas (lit. "descobertas"; "[a terra] será desnudada", NVI; "se queimarão", ARC). A formulação mais provável é a que traz a idéia de desnudamento, havendo ainda outras possibilidades (e.g., "desaparecerão"). Então as obras seriam as obras da humanidade. 11 Jesus (e.g., Lc 12.35-40), Paulo (Rm 13.11-14; ITs 5.3-11) e Pedro (1Pe 1.13; 4.7-11) usam o juízo final como um incentivo à vida piedosa. 12 Apressando a vinda é preferível a "aguardando com ansiedade a vinda" (nota mrg. NVI) destacando a importância da at ividade humana de evangelismo etc. (cf. At 3.19-21; 17.30,31) durante o período da paciência divina. 13 Exemplos da sua promessa são Isaías 65.17-25 e 66.22,23.

3.14-16 Um chamado ao comportamento correto, apoiado por um apelo aos escritos de Paulo
Isso conduz ao chamado renovado à santidade, na expectativa da volta do Senhor e em gratidão por sua paciência. Esses são temas acerca dos quais Paulo também escreveu, e a menção a ele conduz à ad-vertência de que certas pessoas (talvez os falsos mestres do cp. 2) estão inclinadas a interpretar mal as suas palavras.
Notas. 14 Empenhai-vos retoma o conselho de 1.10. Por serdes achados pode referir-se ao "ser desnudado" do v. 10. Sem mácula e irrepreensíveis está em contraste com os mestres em 2.13 (v. também Jd 24). Paz é o conteúdo de um coração que está em ordem com Deus. 15 Devemos ter em mente a paciência de Deus porque ele está dando tempo para que incrédulos sejam salvos e crentes tenham tempo de desenvolver a sua salvação (cf. Fp2.12,13). Como igualmente [...] acerca destes assuntos provavelmente se refere ao ensino geral acerca da segunda vinda. Pode, no entanto, destacar o último ponto, o fato de que a demora de Deus se deve à paciência e não à negligência. Sabedoria que lhe foi dada (NVI acrescenta: "por Deus") é um lembrete da origem sobrenatural das cartas de Paulo (cf. l Co 2.13; 3.10). 16 Em todas as suas epístolas não sugere necessariamente que a coleção das cartas de Paulo já estava completa, mas que a essa altura as comunida des cristãs estavam começando a colecioná-las. Difíceis de entender pode significar "ambíguas", "obscuras" (NEB), ou passíveis de interpretação errônea. Paulo tinha sido mal-interpretado nas mãos daqueles que ensinavam que os cristãos não precisavam obedecer à lei (Rm 3.8). Visto que pessoas ignorantes e instáveis se comportam dessa forma, é tanto mais importante que o cristão cresça em conhecimento e no estabelecimento de um firme fundamento para a vida cristã (cf. 1.3-11). A expressão as demais Escrituras pode ser usada para argumentar que os escritos de Paulo ou estavam incluídos nas Escrituras, ou estavam excluídos delas. O ensino de Pedro (1Pel. 10-12; 2Pe 1.19-21; 3.2) mostra que as cartas de Paulo possuíam as qualificações para ser aceitas nas Escrituras (a autoridade apostólica do autor e a condução do Espírito na composição — v. 1 Co 2.13; 4.17; 2Co 13.3-10; 1Ts2.13).

3.17,18 Um chamado à firmeza e ao crescimento; Pedro atribui a glória a Deus
Pedro agora leva a carta à conclusão ao voltar ao grande tema com o qual começou (1.3-11). Ele apela aos leitores, negativamente, para que se guardem das pessoas que desprezam a lei que vão tentar arrastá-las consigo para o erro, e, positivamente, para que continuem fazendo progresso espiritual. Cristo sozinho fez tudo para tornar isso possível, assim é para ele que damos toda a glória agora, como também faremos por toda a eternidade depois que ele voltar. Assim seja!
Notas. 17 Prevenidos como estais ("sabendo disso", NVI) pode significar que o conselho foi dado antes do aparecimento dos falsos mestres (cf. o tempo verbal futuro de 2.1), ou mais provavelmente se refere ao fato de que Pedro está alertando os seus leitores antes que esse ensino os tenha atingido. A rejeição de um código moral para os cristãos certamente era uma questão importante quando Romanos e 1Coríntios foram escritas. Firmeza vem da mesma raiz que Pedro usa em 1Pedro 5.10 (cf. Lc 22.32). 18 Graça e conhecimento são ambos dádivas conferidas por Deus que capacitam o crescimento nos planos moral e mental. Essa carta mostrou que o cristão deve fazer progresso paralelo em ambos. Jesus Cristo pode ajudar os seus seguidores a fazer esse progresso, visto que ele é Senhor e Salvador. A ele é uma referência a Cristo e uma afirmação inequívoca da sua divindade. No dia eterno ("para sempre", NVI) é lit. "para o dia da época" quando Cristo vier para dar início à eternidade. Amém possivelmente é um acréscimo posterior ao texto. "Assim seja" certamente é a resposta de um coração crente depois da leitura dessa carta.

P.S. 2Pe 2.22 ... porca lavada. Se for uma alusão ao batismo, é notável que tal ordenança não consiga mudar a natureza; ela continua porca, se não houver uma regeneração (2Co 5.17; cf Jo 3.15).



Igreja Presbiteriana de Alfenas - MG

sábado, 19 de julho de 2014

Deus chama o seu povo a uma audiência

Deus chama o seu povo a uma audiência

Referência: Malaquias 1.1-5
Uma advertência: a palavra do Senhor contra Israel, por meio de Malaquias.
"Eu sempre os amei", diz o Senhor. "Mas vocês perguntam: ‘De que maneira nos amaste? ’ "Não era Esaú irmão de Jacó? ", declara o Senhor. "Todavia eu amei Jacó,
mas rejeitei Esaú. Transformei suas montanhas em terra devastada e as terras de sua herança em morada de chacais do deserto. "
Embora Edom afirme: "Fomos esmagados, mas reconstruiremos as ruínas", assim diz o Senhor dos Exércitos: "Podem construir, mas eu demolirei. Eles serão chamados Terra Perversa, povo contra quem o Senhor está irado para sempre.
Vocês verão isso com os próprios olhos e exclamarão: Grande é o Senhor, até mesmo além das fronteiras de Israel! (
Malaquias 1:1-5)

O tempo dos milagres tinha passado com Elias e Eliseu.
O cativeiro babilônico era apenas uma amarga lembrança dos seus antepassados.
As reformas efetuadas por Neemias já estavam caindo no esquecimento. A rotina das cerimônias religiosas era continuada, mas sem entusiasmo. Era um tempo de apatia, de sonolência espiritual. Tanto a liderança como o povo estava vivendo um torpor espiritual.
A mensagem de Malaquias é atualíssima para a igreja hoje.
1. O mensageiro
O nome Malaquias significa mensageiro de Deus. Por isso, alguns estudiosos entenderam que ele Malaquias era um pseudônimo e não um nome. A LXX traduz: “angelou autou” = meu anjo.
Orígenes defendeu a tese de que ele era um anjo de Deus, trazendo uma mensagem de Deus para o povo.
Jerônimo e Calvino defenderam a tese de que Malaquias era um pseudônimo de Esdras.
Cremos, entretanto, firmados na maioria dos estudiosos, que Malaquias não é um pseudônimo, mas o nome do profeta. Ele era um personagem histórico. Obadias e Habacuque também não têm genealogia descrita.
2. O tempo
Alguns estudiosos colocam Malaquias antes de Esdras.
Outros, colocam-no no período entre a ausência de Neemias e seu segundo governo em Jerusalém, visto que Malaquias trata dos mesmos problemas que Neemias enfrentou, quando de seu retorno da Pérsia: sacerdócio corrompido, retenção dos dízimos, casamento misto.
Cremos, entretanto, que Malaquias profetizou logo depois do período de Neemias. No tempo de Malaquias o templo já havia sido reconstruído. O culto, entretanto, estava sendo oferecido com desleixo: tanto o sacerdócio como o povo estava em profunda letargia espiritual. O povo estava vivendo um grande ceticismo. Cremo, assim, que Malaquias vem logo depois de Neemias, e isso, por algumas razões:
a) O estado espiritual de geral decadência é incompatível com a firme liderança espiritual de Neemias. As condições descritas por Malaquias sugerem uma deterioração que surgiu depois da eliminação da influência de Esdras e Neemias. Havia frieza espiritual e culto insincero. Havia ritual, mas não vida nos cultos.
b) No tempo de Neemias a infidelidade não era generalizada nem do sacerdócio nem do povo, mas no tempo de Malaquias sim.
c) Nem Neemias faz referência a Malaquias, nem Malaquias a Neemias.
3. O estilo
No ensino de Malaquias é fundamental o conceito de aliança. Deus se chama de Pai e trata Israel como seu filho (1:6; 3:17).
Malaquias usa um estilo de confronto poderoso, como Deus se estivesse chamando o seu povo para um confronto no tribunal. Nessa audiência divina, há três expedientes:
a) Afirmação;
b) Interrogação;
c) Refutação.
Esse tipo de confronto é apresentado no livro 8 vezes (1:2; 1:6; 1:7; 2:14; 2:17; 3:7; 3:8; 3:13).
Do começo ao fim esse pequeno livro é um APELO – um apelo ao arrependimento do pecado e volta a Deus (1:6; 2:10; 3:7; 3:10; 4:4).
Malaquias pode ser considerado o mais argumentativo livro de todo o Antigo Testamento.
I.A MENSAGEM SOLENE DE DEUS – v. 1 
1. A natureza da mensagem – v. 1
A mensagem de Malaquias é uma sentença, um fardo, um peso. Não é uma mensagem consoladora, mas de profundo confronto e censura. Essa mensagem era um peso:
a) Para o profeta
b) Para o povo
c) Para Deus.
A palavra “sentença” masâ, peso significa mais do que uma palavra da parte do Senhor. É algo pesado, duro, que o Senhor vai dizer. É um peso para o coração do profeta (Jr 4:19), para o coraçãol do povo e para o coração de Deus. Não é uma mensagem palatável, azeitada, fácil de ouvir.
Estamos também com sérias deficiências na nossa espiritualmente. Precisamos ouvir a masâ de Deus.
Os dois principais males de sua época eram o formalismo e o ceticismo. Vemos neles os primórdios do farisaísmo (formlaismo) e do saduceísmo (ceticismo). Como essas duas coisas ainda nos prejudicam hoje.
2. A autoridade da mensagem – v. 1
A mensagem é “uma sentença pronunciada pelo Senhor. A mensagem não é criada pelo profeta, mas apenas transmitida por ele. A mensagem vem de Deus, é do céu.
O pregador não gera a mensagem. O sermão não é palavra de homem, mas palavra de Deus.
Calvino entendia que o púlpito é o trono a partir do qual Deus governa o seu povo com sua Palavra.
3. O destino da mensagem – v. 1
Malaquias entrega uma sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel. O juízo começa pela Casa de Deus. Deus antes de julgar o mundo, julga o seu povo.
Israel alegrava-se quando Deus julgava as nações ao seu redor, mas não aceitou quando Deus trouxe julgamento sobre eles.
Quando o povo da aliança desobedece, Deus envia a vara da disciplina.
4. O instrumento da mensagem – v. 1
Há uma sentença pronunciada pelo Senhor contra Israel, por intermédio de Malaquias. Deus levanta homens para pregar não o que eles querem pregar, não o que o povo quer ouvir, mas o que Deus ordena falar.
A mensagem de Deus não tem o propósito de agradar os ouvintes, mas de salvá-los.
II. O AMOR ELETIVO DE DEUS – v. 2 
1. É um amor declarado 
a) O amor de Deus por seu povo é um amor deliberado
O amor de Deus pelo povo é imutável (3:6). Era como o amor de um esposo pela esposa (2:11) ou de um pai pelo filho (1:6; 3:17).
Deus não nos amou por causa das virtudes que viu em nós (Os 11:1). A causa do amor de Deus está nele mesmo e não em nós. Deus escolheu Israel não porque era a maior ou a melhor nação. Jesus disse: “Não fostes vós que me escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros” (Jo 15:16).
Deus escolheu Jacó antes dele nascer. Deus não nos elegeu: 1) Porque previu que iríamos crer – A fé não é a causa da eleição, mas consequência (At 13:48); 2) Porque viu em nós boas obras – Fomos eleitos para as boas-obras e não por causa delas (Ef 2:10); 3) Porque viu em nós santidade – Deus nos escolheu para a santidade e não por causa da santidade (Ef 1:4); 4) Porque viu em nós obediência – Fomos eleitos para a obediência e não por causa da obediência (1 Pe 1:2).
b) O amor de Deus por seu povo é um amor paciente
Deus amou Jacó, mas ele foi um homem enganador: ele enganou o irmão, mentiu para o pai.
Muitas vezes o povo de Deus voltou-se contra Deus, provocou Deus a ira. Mas Deus nunca desamparou o seu povo. Tratou-o como um Pai trata o seu filho.
De igual modo, Deus é paciente conosco hoje. Mesmo que sejamos infiéis, ele permanece fiel!
c) O amor de Deus por seu povo é um amor triunfante
O amor de Deus por seu povo é um amor contínuo. Ele não disse: “eu vos amei” nem disse: “Eu vos amo”, mas disse: “Eu vos tenho amado”. O amor de Deus pelo seu povo nunca cessou. Deus ama com um amor eterno (Jr 31:3). Deus prova o seu amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós pecadores (Rm 5:8).
Israel afastou-se de Deus. Matou os profetas de Deus. Fechou o coração para Deus. Então, Deus o enviou ao cativeiro, mas Deus o tirou do cativeiro, restaurou-lhe a sorte. A graça de Deus é maior do que o nosso pecado. Israel ainda é o povo da aliança. Deus não desiste de nós. Aquele que começou a fazer boa obra em nós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus!
2. É um amor questionado – v. 2 
a) Insensibilidade ao amor de Deus
A raiz do pecado do povo é a insensibilidade ao amor de Deus. Isso produz dúvida, impiedade e relaxamento moral. Eles deixaram de ver a providência divina. Deixaram de ouvir a Palavra de Deus. Eles foram disciplinados, mas não viram nisso o amor do Pai, ao contrário, sentiram-se injustiçados.
O pecado sempre encontrará uma porta aberta, aonde o amor de Deus é colocado em dúvida.
b) Ingratidão ao amor de Deus
Apesar da declaração e das evidências do amor de Deus por Israel, eles ainda perguntam: “Em que nos tem amado?” A ingratidão tem os olhos fechados para a benevolência recebida. Quantas vezes, nós também, questionamos o amor de Deus. Quantas vezes, ferimos o coração de Deus, com uma atitude de rebeldia e ingratidão (Sl 78:9-17).
O povo de Israel achava certo que Deus julgasse Edom. Mas achava injusto que Deus o julgasse. É sempre mais cômodo apelar para o juízo divino contra os outros.
3. É um amor demonstrado – v. 2 
a) Pela escolha soberana
Deus escolheu Jacó. Deus escolheu Israel. “Tão somente o Senhor se afeiçoou a teus pais para os amar: a vós outros, descendentes deles, escolheu de todos os povos” Dt 10:15).
Deus escolheu-nos soberanamente. A eleição é um ato da livre graça de Deus. Ele nos escolheu antes dos tempos eternos (2 Tm 1:9). Ele nos escolheu quando não tínhamos nenhum mérito. Ele nos escolheu em Cristo.
b) Pela proteção amorosa
Deus livrou Jacó, salvou Jacó, abençoou Jacó. Formou um povo, libertou o povo, guiou o povo. Deu-lhe provisão, proteção, a lei, uma terra, uma missão.
c) Pela restauração milagrosa
Deus tirou o povo do Egito. Deus guiou o povo no deserto. Deus colocou o povo na terra da promessa. Deus lhes deu sua Palavra. Deus lhes enviou profetas. Deus os disciplinou em sua rebeldia. Deus os trouxe de volta do cativeiro. Deus os restaurou.
III. O JULGAMENTO SOLENE DE DEUS – v. 3-4 
1. Esaú rejeita sua primogenitura – Gn 25:34; Hb 12:16
Esaú não dava valor às coisas espirituais. Ele preferia satisfazer seu apetite do que dar importância às coisas de Deus. Ele trocou seu direito de primogenitura por um prato dse lentilhas. Toda a história subsequente da descendência de Esaú se explica pelo sistem de valores dele.
Deus jamais predestinou Esaú a ser um réprobo. Deus jamais predestinou o pecado.
2. Esaú era impuro e profano – Hb 12:16-17
Esaú era um homem entregue à impiedade e perversão, ou seja, profano e impuro. Ele desprezava as coisas de Deus. Por isso, era capaz de chorar querendo a bênção, mas jamais se arrependeu sinceramente (Hb 12:17).
3. Os descendentes de Esaú, os edomitas seguiram seu caminho – Nm 20:14-21
Eles não deixaram Israel passar pelo seu território. Eles perseguiram o povo de Deus. Eles se colocaram na contra-mão da vontade de Deus.
4. Os descendentes de Esaú, os edomitas associaram-se com a Babilônia para matar o povo de Deus – Ob 10-14; Jl 3:19; Sl 137:7 
a) Saquearam Jerusalém junto com os caldeus (Ob 11,13).
b) Olhou com prazer a calamidade de Israel (Ob 12; Sl 137:7).
c) Pararam nas encruzilhadas para matar os que tentavam fugir (Ob 14).
d) Entregaram à Babilônia alguns que tentavam fugir (Ob 14).
5. Os descendentes de Esaú foram também saqueados pelos nabateus, árabes logo depois do cativeiro babilônico – Ob 15,18,21; Ml 1:3-4
Setenta anos depois que Jerusalém caiu nas mãos da Babilônia com ajuda dos edomitas, os nabateus, invasores do deserto varreram o território edomita, obrigando sua população a se refugiar no Neguebe, ao sul de Judá. Seu país, mais tarde conhecido como Iduméia, tinha por capital Hebrom.
O mal feito dos edomitas caiu sobre suas próprias cabeças. Ao perseguirem o povo de Deus, tocaram na menina dos olhos de Deus.
6. Os descendentes de Esaú, os edomitas, nunca foram restaurados – v. 4
A grande prova do amor de Deus por Israel é que igualmente Israel pecou. Igualmente Israel foi levado para o cativeiro. Mas Deus restaurou Israel e não restaurou Edom. Para Edom não houve restauração. Veja o contraste entre Ml 1:2 e 1:4.
Ainda que Edom queira reconstruir sua cidade à parte de Deus, Deus não o permitirá.
a) Os esforços do ímpio são dirigidos por propósitos errados (v. 4) – Os edomitas querem reconstruir sem Deus.
b) Os esforços do ímpio são conduzidos por espírito errado (v. 4) – retornaremos e reedificaremos (Babel).
c) Os esforços do ímpio estão edificados sobre um fundamento errado (v. 4) – A terra de Edom será sempre uma terra de perversidade. A ira de Deus está sempre ardendo contra eles. A providência divina tanto restaura como derruba (Ec 3:3). O juízo de Deus é terrível (desolada) e irrevogável (irado para sempre).
IV. A GRANDEZA UNIVERSAL DE DEUS – v. 5 
1. A grandeza de Deus é vista em seus graciosos atos com Israel, seu povo
a) Deus elegeu;
b) Deus protegeu;
c) Deus disciplinou;
d) Deus restaurou.
2. A grandeza de Deus é vista em seu julgamento às nações
Deus não age apenas na vida do seu povo, nem apenas na igreja. Deus não é propriedade da igreja. Ele não é uma divindade tribal. Ele é o Senhor do universo. Ele age em todo o mundo. Ele julga as nações.
A soberania de Deus não se limita ao seu povo. Se Israel olhasse mais ao seu redor, reconheceria melhor o amor de Deus, e veria como Deus fora maravilhoso com eles, em contraste com as experiências de outras nações.
Israel precisa ver e anunciar a grandeza de Deus em toda a terra.
CONCLUSÃO 
Este texto enseja-nos algumas lições práticas:
1. A sentença de Deus é deveras pesada
Precisamos escolher entre o peso de glória ou o pesa da ira.
Deus disse por intermédio de Amós: “De todas as famílias da terra somente a vós outros vos escolhi, portanto eu vos punirei por todas as vossas iniquidades” (Am 3:2).
2. O amor de Deus é deveras benigno
O amor de Deus é verdadeiro ainda quando disciplina o seu povo. O viticultor castiga a vinha, podando seus ramos para obter mais uvas.
É uma triste prova da nossa depravação que o amor de Deus é menos confessado, onde ele é mais manifesto (v. 2).
3. O soberano e eterno propósito de Deus é o único fundamento de seu favor a nós
A salvação depende do amor eletivo de Deus. O que deve nos espantar é o fato de Deus ter nos escolhido para ele!
4. O amor de Deus pelo seu povo nem sempre é correspondido
A ingratidão fere o coração de Deus, embora não apague o amor de Deus.
5. O poder do homem jamais pode reverter a sentença de Deus
É Deus quem edifica e quem derruba. Quando Deus edifica ninguém derruba; quando Deus derruba, ninguém edifica.
6. Deus será glorificado no julgamento do pecado como na recompensa da obediência
A glória de Deus é manifesta na salvação do seu povo e também na condenação dos ímpios que o rejeitam. Tanto o céu como o inferno devem manifestar a glória de Deus.

Rev. Hernandes Dias Lopes/ Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória -ES

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Esperar em Deus

Paz a todos os leitores do Blog.

“Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” Eclesiastes 11:1

Irmãos uma das coisas mais difíceis de se viver é esperar em Deus, nós sempre queremos tudo para ontem, quando há um familiar enfermo queremos a cura na hora, quando estamos desempregados queremos a porta aberta o mais rápido possível, eu vejo muitos pregadores dizendo em púlpito: Espera em Deus! Confia em Deus! Deus tarda mais não falha! E eles estão certos, só que é mais fácil falar do que esperar. 

A sua Palavra, que revela sua verdadeira vontade nos ensina como nos relacionar com ele. 

Bem, vejamos que sentido faz “Lançar o pão sobre as águas”? Nenhum, então podemos dizer que o texto bíblico não fala sobre o pão pronto para consumo semelhante ao que comemos hoje, mas fala do grão, além do mais no contexto do capitulo o autor continua falando sobre árvores e sobre sementes, o que nos permite fazer esta afirmação. 

Mas porque o fato de lançar sobre as aguas me fará encontra-lo depois de muitos dias novamente? Bem há um costume de se plantar assim, quando os rios transbordam se lança as sementes sobre as águas, e ai quando o rio baixa o nível novamente, as sementes se enterram naquele local e depois de muitos dias voltam como plantas. 

Irmãos assim são as nossas orações, colocamos diante de Deus, e assim como há um tempo para as águas baixarem, há um tempo para a resposta de Deus, sabemos que podem demorar dias, anos, mas a oração não fica sem resposta se for na vontade de Deus, tem orações que fazemos que até já nos esquecemos, mas ainda estão lá, esperando as águas baixarem para brotar. “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças.” Colossenses 4:2

As vezes o coração acha que estamos batalhando em vão, o mundo pode até falar no nosso intimo que estamos lançando sobre as águas, que não vamos receber nada, que não há recompensa, que estamos desperdiçando tempo ... Mas estamos esperando em Deus, e cremos que as águas vão baixar, as lutas e provas vão ter um fim, e a recompensa maior que é morar com Jesus virá, viveremos eternamente ao lado do nosso Deus.

Mateus Morais

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SANTO E PROFANO.

SANTO E PROFANO

“A meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o imundo e o limpo” (Ez 44.23)

“Para fazer a diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo” (Lv 10.10)

Não posso me esquecer do uso dos meios de Estamos vivendo numa época de sacralização do profano e de profanação do sagrado. Nunca antes esses elementos estiveram tão misturados como nos tempos de hoje.

Percebo claramente comportamentos dos mais variados no ambiente evangélico, comportamentos exibicionistas, egocentristas, desigualdade, injustiças e outras coisas mais que não agradam a Deus.

comunicação como “palco” para expressar seus interesses pessoais, filosóficos ou ideológicos, “em nome de Deus”.

Dentro deste quandro observo a dificuldade do povo de Deus em discernir o santo e o profano, quanta confusão se faz. 
Diante da falta de discernimento abrimos espaço para pensamentos totalmente distanciados da bíblia. 

Por vivermos no tempo da graça, acreditamos que tudo o que fizermos, porque fomos "orientados" a fazer é válido, mas não é bem assim, Deus colocou regras para a igreja e para o seu povo. (Quem tem ouvidos ouça o que o Espirito diz as igrejas) Isso significa ouvir a voz do Espirito Santo e não de líder religioso.

Existem regras para as nossas igrejas, para as nossas vidas. À medida que nossos cultos são violados, as nossas vidas são violadas, estamos trocando o Santo pelo Profano. 
Quando trocamos a fé em Jesus Cristo pelas rosas, sal, mantos, coisas que vemos nós estamos trocando o Santo pelo Profano. (At 16.31). Quando introduzimos para dentro de nós coisas que desagradam a Deus, quando achamos que são coisas pequenas e que não tem importância, estamos trocando o Santo pelo Profano. (Zc 3.1-3; Ap 16.15; I Co 6.19,20).

Inicio esta semana dizendo que por não fazermos a distinção entre o que é santo e o que é profano, perdemos a oportunidade de sermos boca de Deus (Jr 15.19). Ser boca de Deus é pensar e falar conforme a vontade do nosso Senhor.
Ser boca de Deus é traduzido por Paulo como alguém que tem a mente de Cristo (I Co 2.16; Fp 2.5).

O evangelho puro e verdadeiro precisa de pessoas com o desejo de ser boca de Deus. Que orem e Deus responda, que profetizem e suas mensagens sejam cumpridas, que preguem condenando o pecado e resgatando o pecador, que ensinem com ousadia contra os modismos e alcancem resultados extraordinários, que não compactuam com erros, omissão, jugo desigual, mandos e desmandos do homem, que não seguem cegamente tudo porque apenas falaram que foi Deus que revelou, antes examinam todas as coisas e retém o que é bom.

Irmãos separemos o santo do profano, de qual lado você quer estar e ficar?

Boa semana a todos!!!
Reginaldo Nogueira                                                                                             

Serra-ES

domingo, 17 de março de 2013

Acordando do Sonho



ACORDANDO DO SONHO

“Teve José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais
E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:
Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho”. Gênesis 37:5-7
“E teve José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim”. Gênesis 37:9

Os sonhos de José foram muito além de uma produção de sua mente, ou do que alguns chamam de “sonho de barriga cheia”, foram Promessas feitas por Deus.
Deus também usa este meio para se revelar ao homem, e isto é Bíblico: Em sonho ou em visão noturna, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama. Então o revela ao ouvido dos homens, e lhes sela a sua instrução” (Jó 33:15-16)

A DIDÁTICA DE DEUS:
1º SONHO: “Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho”
O “molho” ou “feixe” se levantou quando estavam “TRABALHANDO”: Deus nunca usou desocupado e preguiçoso. Todos que Deus chamou, usou, fez promessas... tanto no Antigo quanto no Novo Testamento estavam trabalhando.
Um dos exemplos mais vistos: A pessoa está desempregada, mas não sai em busca de emprego e começa a murmurar dizendo que Deus não quer abrir uma porta para ela; não busca se qualificar, estudar, aprender algo novo... e depois a culpa é de Deus.

2º SONHO: “Eis que tive ainda outro sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim”.
Foi o complemento da Promessa, que foi um princípio mais tarde, ensinado por Jesus.
No 1º ele viu elementos da TERRA; no 2º ele viu elementos do CÉU.
Jesus vem e explica este princípio: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu”. (Mateus 18:18)

PALAVRA PROFÉTICA  x  REALIDADE
“A Palavra Profética nunca se enquadra com o momento atual que a pessoa está vivendo”
Para entender melhor, usemos como exemplo Gideão (Juízes 6:12-16):
-“O SENHOR é contigo, homem valoroso”.
- Questionamento de Gideão: “Ai, Senhor meu, se o SENHOR é conosco, por que tudo isto nos sobreveio?”
(Dizemos sempre o mesmo: -Se o Senhor é comigo, porque estou passando por isso...Deus se esqueceu de mim...)
-“Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas”.
- Qual era a força de Gideão? “Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manasses, e eu o menor na casa de meu pai”.
“E o SENHOR lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem”.
Ou seja, a Palavra Profética foi além da realidade, porque Deus já vê o futuro, Ele fala o que vai fazer em nossa vida.

ACORDANDO DO SONHO:
Quando José acorda, a realidade era muito diferente do que ele havia sonhado:
- Ódio e inveja dos irmãos
- Vendido como escravo
- Arrancam a Túnica do Pai; recebe uma roupa de escravo; na casa de Potifar recebe uma roupa de mordomo, onde é tentado, caluniado e preso, onde agora recebe uma roupa de presidiário, mas em meio às adversidades nunca deixou de ser um Servo de Deus, por isso Deus o sustentou e o honrou.
13 anos depois do sonho recebe agora a Túnica de Governador do Egito. Vem os 7 anos de fartura, e quando começa o período da fome , seus irmãos vem ao Egito em busca de alimento... e o final já conhecemos: se cumpre a Promessa, se cumprem os sonhos, 20 anos depois.
CONCLUSÃO:
Esta pode estar sendo sua realidade: Há promessas de Deus sobre sua vida, mas sua realidade está sendo completamente o inverso do que Deus lhe prometeu, portanto, até que a promessa se cumpra se mantenha na posição de Servo (a) de Deus. Não pare, não desanime, mas trabalhe, se esforce, realize a Obra de Deus, pois Ele te honrará.

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. (I Coríntios 15:58)

Gustavo Rodrigues