"E apegue-se firmemente à mensagem fiel, da maneira pela qual foi ensinada, para que seja capaz de encorajar outros pela sã doutrina e de refutar os que se opõem a ela" (Tito 1:9/ Bíblia King James Atualizada)
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Sugestão de Blog
BLOG OINOS
www.oinos222.blogspot.com.br
"O vinho novo do evangelho não é destinado a nos deixar
confortáveis, mas a nos fazer novos." (Paul Earnhart)
Um pouco mais sobre as Escrituras
"Examinai
as Escrituras [...]" (João 5:39)
Por Gabriel Felipe M. Rocha*
A paz de nosso Senhor a todos!
Pois bem, venho através deste mostrar um
pouco mais sobre a Bíblia, a Revelação de Deus. No mês anterior eu publiquei aqui
no blog Palavra a Sério dois estudos que desenvolvi sobre as Escrituras
Sagradas (Bíblia: Inspirada, Revelada e Espiritualmente Iluminada 1 e 2),
escritos esses que poderão ser vistos entre as postagens do mês de janeiro de
2014.
Mas, antes de lerem esta presente postagem, sugiro que
visualizem e analisem antes a postagem:
“Lendo as Escrituras” cujo link deixo aqui: http://palavraserio.blogspot.com.br/2014/02/lendo-as-escrituras.html
Como esses três estudos são originalmente um,
havia postado separadamente para não ficar algo tão grande. No entanto, resolvi
postar trechos importantes presentes em ambas as postagens e na postagem de
fevereiro, isso como meio de facilitar o entendimento do assunto, haja vista
que o Blog Palavra a Sério é um blog sério, inteligente e voltado para
verdadeiros estudos bíblicos, cujo conteúdo é realmente trabalhado, estudado e
pesquisado, evitando cópias e colagens alheias, a não ser algumas postagens
que julgamos importantes e que, ao serem postadas aqui, os devidos créditos são
deixados e, na maioria das vezes, sob permissão do autor. Eu (Gabriel Felipe M.
Rocha) por não ter compromisso com “teologias neopentecostais” e nem cursos
“teológicos” gratuitos sem reconhecimento dos devidos órgãos governamentais, me
faço sistemático o bastante para que o nosso conteúdo seja assimilado e tenha,
sobretudo, a seriedade, serenidade e a devida competência como textos dignos de
serem chamados “textos apologéticos”.
O trecho que deixo aqui hoje é uma
desmistificação de uma frase muito usada em algumas igrejas e, na maioria das
vezes, mal usada e interpretada, gerando heresias, interpretações alheias ao conteúdo
da sã doutrina e pretextos para a prática da apostasia no uso e no ensinamento
de doutrinas estranhas às Escrituras.
O
texto é: “porque a letra mata, mas o Espírito a vivifica” (2Cor 3:6)
E, na oportunidade, escrevo um pouco mais sobre o teor
‘profético’ das Escrituras.
Vamos à análise:
Já sabemos que Jesus é o clímax da revelação de Deus:
"Ninguém jamais viu a Deus. O Deus
unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer" (Jo 1.18).
“Porque não o
recebi e aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (Gl 1:12)
Jesus é a
revelação de Deus e, ao mesmo tempo, Deus foi revelado aos homens em Jesus.
Bem, a finalidade da revelação de Jesus Cristo é tornar Deus conhecido dos
homens e também acessível pelo Santo Nome de Jesus. Para isso, as Palavras do
Deus espiritualmente superior à razão dos homens devem ser mostradas pelo
Espírito Santo, aquele que “vos ensinará todas as coisas” (João 14:
26).
Veja em João
17: 21 a 24 que a função do mesmo Espírito Santo é dar ao mundo (através da
Igreja) o conhecimento de Deus. Isso configura um caráter explicitamente
espiritual e será pela revelação do Espírito Santo que tal conhecimento pode
chegar aos homens distantes de Deus.
Mas o que precisamos entender, de fato, aqui é o seguinte: Isso também não significa dizer que o texto literal é inválido. Quem diz ou ensina isso está cometendo um grave erro baseado num versículo isolado da Bíblia em (IICor 3:6) que diz assim: “[...] porque a letra mata, mas o Espírito vivifica”.
Mas o que precisamos entender, de fato, aqui é o seguinte: Isso também não significa dizer que o texto literal é inválido. Quem diz ou ensina isso está cometendo um grave erro baseado num versículo isolado da Bíblia em (IICor 3:6) que diz assim: “[...] porque a letra mata, mas o Espírito vivifica”.
Ali Paulo não
falava da invalidez das Escrituras, mas sim da validez da mesma sobre a
intervenção inspiradora, reveladora e iluminadora do Espírito Santo. Paulo ali,
no contexto, falava da Lei e isso não pode fazer alusão à Bíblia que hoje nós
temos que é a revelação de Deus. Porém a expressão “letra”, do grego “gramma” que pode
falar da Lei, mas pode também falar do livro todo (forma abrangente),
uma epístola e Escrituras (considerando que ali não existia só a Lei, mas a Lei
e os Profetas). Essa expressão grega vem do substantivo “grapho” = “escrever”
e remete ao sentido literal da escrita. Então não podemos ignorar que Paulo
advertia a igreja do mau uso da letra literal, fundamentalista e religiosa. Mas
o que vale como informação central nesse texto é o seguinte: Não é a Lei e
nem a Palavra de Deus escrita, em si mesmas, que matam. Trata-se, pelo
contrário, das exigências da Lei, que sem a vida e o poder do Espírito, trazem
condenação (veja em Jr 31:33; Rm3:31). Mediante a salvação em Cristo, o Espírito Santo concede vida e poder
espiritual ao crente no manejo das Escrituras que também são vivificadas.
Cristo havia dito em João 5:39: “examinai as Escrituras (livros em si) [..] pois elas de mim testificam” (Jesus nelas). Jesus mostra com clareza que Ele não é a Bíblia, não podemos assim mistificá-la, mas a Bíblia fala dEle. Isso é bem claro e é questão de entendimento de termos e perspectivas.
Isso corrobora também com o fato de: a Bíblia ter um conteúdo ‘profético’. Mas antes, vou explicar o termo “profético”: a palavra “profético”, assim como “profecia”, é comumente usada nas igrejas, mas, muitas vezes, de forma errada. ‘Profecia’ e ‘profético’ remete ao voltar-se para algo, cujo caminho ou método é apontado. Não é só, portanto, “apontar para frente”, mas é, no caso bíblico, “voltar-se para Deus”. Leiam os profetas bíblicos (maiores e menores) e percebam qual é o conteúdo comum em suas mensagens. O conteúdo comum, já adiantando aqui, é “voltem para Deus”, cujo caminho é apontado: “obedeçam a sua palavra”. Isso define o termo “profético”. Sendo assim, a Bíblia é um livro literariamente e espiritualmente profético, pois é a revelação do projeto de redenção de Deus cuja centralidade está toda em Jesus Cristo, o Verbo de Deus, a verdadeira “Palavra Revelada”. Por que é profética? Porque revela a salvação em Cristo. O ato salvífico de Cristo se resume em: trazer o homem de volta para Deus, logo, o conteúdo da Bíblia é profético. Aliás, a salvação é profética, pois parte do pressuposto bíblico que Deus programou tal projeto na Eternidade e lá elegeu o seu povo para herdar a salvação e a glória em Cristo. Não é à toa que a figura do sangue percorre por toda a Bíblia, mostrando, conforme nos explica o autor de Hebreus, que viria o “Perfeito” (Cristo). Isso sustenta a frase de Cristo: “examinai as Escrituras, pois elas de mim testificam”. Como “de mim testificam”? Pelas figuras, alegorias e tipos.
Cristo havia dito em João 5:39: “examinai as Escrituras (livros em si) [..] pois elas de mim testificam” (Jesus nelas). Jesus mostra com clareza que Ele não é a Bíblia, não podemos assim mistificá-la, mas a Bíblia fala dEle. Isso é bem claro e é questão de entendimento de termos e perspectivas.
Isso corrobora também com o fato de: a Bíblia ter um conteúdo ‘profético’. Mas antes, vou explicar o termo “profético”: a palavra “profético”, assim como “profecia”, é comumente usada nas igrejas, mas, muitas vezes, de forma errada. ‘Profecia’ e ‘profético’ remete ao voltar-se para algo, cujo caminho ou método é apontado. Não é só, portanto, “apontar para frente”, mas é, no caso bíblico, “voltar-se para Deus”. Leiam os profetas bíblicos (maiores e menores) e percebam qual é o conteúdo comum em suas mensagens. O conteúdo comum, já adiantando aqui, é “voltem para Deus”, cujo caminho é apontado: “obedeçam a sua palavra”. Isso define o termo “profético”. Sendo assim, a Bíblia é um livro literariamente e espiritualmente profético, pois é a revelação do projeto de redenção de Deus cuja centralidade está toda em Jesus Cristo, o Verbo de Deus, a verdadeira “Palavra Revelada”. Por que é profética? Porque revela a salvação em Cristo. O ato salvífico de Cristo se resume em: trazer o homem de volta para Deus, logo, o conteúdo da Bíblia é profético. Aliás, a salvação é profética, pois parte do pressuposto bíblico que Deus programou tal projeto na Eternidade e lá elegeu o seu povo para herdar a salvação e a glória em Cristo. Não é à toa que a figura do sangue percorre por toda a Bíblia, mostrando, conforme nos explica o autor de Hebreus, que viria o “Perfeito” (Cristo). Isso sustenta a frase de Cristo: “examinai as Escrituras, pois elas de mim testificam”. Como “de mim testificam”? Pelas figuras, alegorias e tipos.
Onde entra a
interpretação e a “revelação” nisso? Entra no fato de: o Espírito conduzir o
que manuseia a Palavra ao entendimento de caráter profético que configura
numa espécie de revelação, pois, bota “para fora” algo que a Bíblia tinha
como “modelo”. Isso se aplica nas peças do Tabernáculo, na figura do Cordeiro,
do Sangue, dos tipos humanos, etc. Há aí uma interligação entre RAZÃO e
REVELAÇÃO. Nenhuma é alheia à outra. Estudar, pesquisar e se aprofundar nos
textos bíblicos no espírito e pelo Espírito é muito diferente de fazer o mesmo
sem a fé. Veja que muitos biblistas alcançam entendimentos profundos sobre o
conteúdo histórico, cultural, arqueológico e religioso sobre as escrituras, mas
pouquíssimos falam do seu caráter espiritual ou profético. Por quê? Porque não
têm o pressuposto fundamental para “botar para fora” aquilo que se discerne
espiritualmente, a saber, a fé. Mas vão até onde o espírito humano (a razão
humana) pode levar. Mas quando você lê ou estuda a Bíblia partindo desse
pressuposto espiritual (a fé), o Espírito de Deus, pela fé, dá o entendimento
espiritual daquilo que se lê e assim, Deus fala, às vezes, de forma bem
particular.
Não estamos falando aqui de inventar doutrinas
em nome da “revelação”, pois tudo que aparece deve ser provado pela própria
Bíblia.
Não podemos abstratamente pensar que se nós abrirmos a Bíblia
sem conhecê-la, o Espírito Santo vai nos revelar tudo. Isso soa um místico
demais. Mas o Espírito Santo auxilia no discernimento espiritual daquele que
conhece as Escrituras, pois deve haver um pressuposto, um ponto de partida
racional para a absorção da revelação divina. Lembrando também que a revelação
divina, ou a iluminação (como querem) não se configura como “algo a mais”, ou
“outro Evangelho”. Não podemos pegar um erro para justificar ou desqualificar
tudo. Isso é de igual forma, abstração.
Mas, no
manuseio da Bíblia pelo crente já convertido, há uma possibilidade de uma ação
reveladora do Espírito Santo? Não podemos dizer que não, pois como diz a Palavra
de Deus: “o Espírito assopra onde quer”, mas por uma questão de segurança,
melhor não se lançar em nenhum experimentalismo que possa vir como algo que
ultrapasse a sã doutrina de Jesus Cristo revelada na Bíblia. Mas, de mesmo
modo, não podemos negar que o mesmo Espírito divino que, segundo João nos
ensinaria todas as coisas. Como? Mostrando “algo novo”, revelando “novas
doutrinas”? Não! Mas apenas consolidando o conteúdo doutrinário já registrado e
aperfeiçoando a igreja por meio de ensinamentos e alcances ainda mais profundos
segundo propósitos específicos do próprio Deus . Não podemos negar que a função
do Espírito Santo na Igreja é o preparo, a consolidação da doutrina, o
aperfeiçoamento do Corpo de Cristo, oposição ao pecado, etc.
“E a unção, que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira …”
Podemos ilustrar da seguinte forma: Deus é o engenheiro e já tem pronto todo o seu projeto. Ele dita (revela) seu projeto a homens aptos para recebê-lo. Logo, ele nos deixa pronto e devidamente registrado (revelado) tudo sobre seu plano de construção (salvação). Mas, nós, os operários de Deus, não temos a mesma ciência divina. Aliás, somos trabalhadores registrados pela bondade soberana do dono da construção, pois nossa aptidão para tal obra havia sido perdida (pecado). Mas, diante do projeto já nos revelado no arquivo técnico, como interpretar e aplicar na prática o desenho se não temos a ciência divina? Só executaremos e entenderemos cada detalhe do projeto pelo auxílio do engenheiro enviado para nos “ensinar todas as coisas”. Isso, logicamente, não significará que tudo virá de forma ‘sobrenatural’, não! Mas se dará primeiro pelo nosso esforço em estudar e ler o projeto, entender os princípios básicos e já suficientes registrados ali e começar por nós mesmos a execução dessa obra. Daí o entendimento virá conforme a nossa necessidade diante de algumas adversidades, oposições. Para cada patamar dessa grande construção, o engenheiro enviado para ensinar todas as coisas mostrará a aplicação específica para a execução daquele trabalho e ele mesmo se encarregará de enviar alguns instrumentos. Como sou da confissão pentecostal, cito alguns instrumentos: dons espirituais e tantos outros recursos provenientes da graça divina.
“E a unção, que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira …”
Podemos ilustrar da seguinte forma: Deus é o engenheiro e já tem pronto todo o seu projeto. Ele dita (revela) seu projeto a homens aptos para recebê-lo. Logo, ele nos deixa pronto e devidamente registrado (revelado) tudo sobre seu plano de construção (salvação). Mas, nós, os operários de Deus, não temos a mesma ciência divina. Aliás, somos trabalhadores registrados pela bondade soberana do dono da construção, pois nossa aptidão para tal obra havia sido perdida (pecado). Mas, diante do projeto já nos revelado no arquivo técnico, como interpretar e aplicar na prática o desenho se não temos a ciência divina? Só executaremos e entenderemos cada detalhe do projeto pelo auxílio do engenheiro enviado para nos “ensinar todas as coisas”. Isso, logicamente, não significará que tudo virá de forma ‘sobrenatural’, não! Mas se dará primeiro pelo nosso esforço em estudar e ler o projeto, entender os princípios básicos e já suficientes registrados ali e começar por nós mesmos a execução dessa obra. Daí o entendimento virá conforme a nossa necessidade diante de algumas adversidades, oposições. Para cada patamar dessa grande construção, o engenheiro enviado para ensinar todas as coisas mostrará a aplicação específica para a execução daquele trabalho e ele mesmo se encarregará de enviar alguns instrumentos. Como sou da confissão pentecostal, cito alguns instrumentos: dons espirituais e tantos outros recursos provenientes da graça divina.
A
Bíblia é um instrumento planejado por Deus para sua revelação chegar de forma
acessível ao homem. Pois, o homem naturalmente depravado pelo pecado não
poderia entender e nem buscar a Deus, mas a Bíblia é um meio universalmente
posto para o homem conhecer um pouco, ou pelo menos de forma básica, aquilo que
Deus tem para ele.
Mas é a ação do Santo Espírito de Deus que vai definir o convencimento ou não desse depravado homem.
Mas é a ação do Santo Espírito de Deus que vai definir o convencimento ou não desse depravado homem.
Gabriel Felipe M. Rocha.
Graduado em História (licenciatura e bacharelado);
Pós- graduado em Sociologia (lato sensu);
Mestrando em Filosofia (stricto sensu) – Área de
concentração: Antropologia e Ética;
Bacharel em Teologia (ênfase em História da
Igreja).

domingo, 9 de fevereiro de 2014
Para a nossa reflexão ("a culpa é nossa")
Tenho reparado o quanto o cristianismo está em descrédito.
Principalmente no meio dito "evangélico" ou protestante onde há uma
maior carga de cobrança pelo simples fato de pregarem mais enfaticamente a
santidade. Bem, de fato o descrédito é justo quando olhamos para os vários
problemas que permeiam o meio cristão. Mas a culpa é nossa e não do Evangelho.
A essência do mesmo é tão real e eficaz que é capaz de transformar vidas, coisa
que homem nenhum pode fazer. E o fato do Evangelho ser simples e ser, ao mesmo
tempo, o poder de Deus para a salvação, aumentam mais a nossa culpa. Tantas
igrejas, tantas ideias, tantas heresias, tantas pessoas vazias, tantos
pseudocristãos que em nada se mostram diferentes ou transformados pela Palavra
do genuíno Evangelho (que é poder de Deus). Existem mais crentes
denominacionais do que homens e mulheres compromissados com as questões do
Reino de Deus, aliás, homens e mulheres que, como os cristãos primitivos,
morreriam pela causa cristã.
Mas o conteúdo do Evangelho é salvação, é graça divina, é resgate e é
amor. Está faltando um real engajamento. Está faltando qualidade. A mensagem do
Evangelho é para transformação e nós somos os culpados do descrédito do mesmo,
pois nossas ações não são boas! Não tem como pregar amor se não amamos e nem fé
se a nossa fé não vem acompanhada por sinais verdadeiros e nem frutos visíveis
de arrependimento, amor e piedade. Nós somos os culpados...
Mas quando há o verdadeiro engajamento, o mundo lê
as nossas vidas, pois somos, de fato, cartas abertas para o mundo onde a
mensagem do Cristo vivo está escrita com sangue. Assim fazemos diferença! Como
o nosso Senhor ensinou: precisamos ser sal e luz do mundo. Precisamos temperar
a terra e iluminar onde há escuridão. Não podemos ser iguais aos que não
conhecem a Cristo. Portanto, a tarefa é nossa e, com ela, a culpa, também é
nossa. Coloco aqui o termo “culpa” não
no sentido do pecado para morte, embora Deus irá requerer o fruto de nosso
trabalho e a multiplicação dos talentos que um dia nos foi confiado. Deus nos
chamou para sermos mordomos e precisamos dar conta dessa mordomia. A culpa que
emprego aqui nessa reflexão não é pessoal, mas muito abrangente. O fato de o
Evangelho estar em descrédito é culpa do ser humano comissionado a levá-lo e
anunciá-lo e não do Evangelho em si que é puro e santo. É nessa perspectiva que
deixo essa reflexão.
Contudo, Deus tem chamado o seu povo para andar com
Ele e ser participante da glória dEle. Ele é rico em misericórdia e a
nossa culpa foi expiada pelo precioso sangue de Jesus. Basta, agora, nos
achegarmos diante dEle com fé e confiança. Precisamos (todos nós) a cada
instante nos renovarmos nesse amor, pois Jesus pagou a nossa culpa, nossa
dívida, mas o pecado ainda está em nós. Não sejamos mais omissos, mas sim
sensíveis e obedientes à voz do Espírito. Sejamos luz e sal.
Sejamos todos “atalaias da Verdade” e jamais venhamos nos assemelhar ao mundo.
"Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (1 João 1:7-9)
"Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (1 João 1:7-9)
Alguns ainda
poderão dizer: Ah! Isso tudo que está acontecendo é profético... ...O
amor de muitos se esfriaria, etc. Sendo profético ou não, é nossa
responsabilidade zelar pelo Evangelho de Jesus Cristo em nossas vidas e em
nossa congregação.
"Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na
verdade. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela tua
palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em
mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu
me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como
nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade,
e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles
como me tens amado a mim" (João 17:18-23)
Maranata!
Gabriel Felipe M. Rocha: professor e acadêmico;
Graduado em História (licenciatura e bacharelado);
Pós graduado em Sociologia (lato sensu);
Mestrando em Filosofia (área de estudo: Ética e Antropologia);
Bacharel em Teologia (ênfase em História da Igreja);
Estudou Francês Instrumental na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte.
Graduado em História (licenciatura e bacharelado);
Pós graduado em Sociologia (lato sensu);
Mestrando em Filosofia (área de estudo: Ética e Antropologia);
Bacharel em Teologia (ênfase em História da Igreja);
Estudou Francês Instrumental na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
FÉ: UM DOM DE DEUS?
FÉ: UM DOM DE DEUS
(Por Gabriel Felipe M. Rocha)
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; mas é dom de Deus” (Efésios 2:8)
Quando se fala sobre a questão da fé ser “dom de Deus”, abre-se uma discussão, principalmente entre as duas correntes soteriológicas mais comuns no protestantismo, a saber, calvinismo e arminianismo. De fato, dizer que a fé é “dom de Deus”, inquieta muito os da corrente arminiana. Contudo, tal inquietação é justa. Vejamos o seguinte:
Sendo a fé um dom de Deus, torna um pouco confuso o argumento da eleição prevista como quer os calvinistas. Deus escolheria para a salvação, nessa perspectiva da fé prevista, aqueles a quem Ele decidiu dar a fé de antemão, o que o tornaria parcial ao não dar a fé a todos. Por isso, são forçados a afirmar que a fé não é um dom de Deus e, para demonstrar isso, recorrem a Efésios 2:8.
O pressuposto é o seguinte: o pronome demonstrativo touto (“isto”) é do gênero neutro e, portanto, não pode referir-se a pisteos (“fé”) que é do gênero feminino. Sendo assim, eles estão corretos. Mas é importante ressaltar também que “isto” não pode se referir jamais à “graça”, pois kariti, de Karis é de igual modo feminino. Até mesmo “salvação” não poderia ser referência de “isto”, pois soterias é também feminino até porque a forma aqui é verbal. Sendo dessa forma, com base no contexto original, fica claro que o termo “isto” se refere ao ato da salvação como um todo. A fé, portanto, é o meio pelo qual o homem receberá o dom de Deus que é o ato da salvação. A responsabilidade humana não está aqui anulada. Em Lucas 18: 08, o texto bíblico diz: “Quando, porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”, deixando claro que tal fé será cobrada do homem como um meio pelo qual a salvação – dom de Deus – será, enfim, concluída aqui na terra e acompanhada no Reino de Deus.
Portanto, estamos falando do ato da salvação como um todo, como está explícito na afirmação “pela graça sois salvos mediante a fé”. Ou seja, embora o pronome não se refira diretamente à fé, a inclui como tudo que é necessário para que se efetive o “sois salvos” que é, de fato, um dom de Deus.
(Por Gabriel Felipe M. Rocha)
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; mas é dom de Deus” (Efésios 2:8)
Quando se fala sobre a questão da fé ser “dom de Deus”, abre-se uma discussão, principalmente entre as duas correntes soteriológicas mais comuns no protestantismo, a saber, calvinismo e arminianismo. De fato, dizer que a fé é “dom de Deus”, inquieta muito os da corrente arminiana. Contudo, tal inquietação é justa. Vejamos o seguinte:
Sendo a fé um dom de Deus, torna um pouco confuso o argumento da eleição prevista como quer os calvinistas. Deus escolheria para a salvação, nessa perspectiva da fé prevista, aqueles a quem Ele decidiu dar a fé de antemão, o que o tornaria parcial ao não dar a fé a todos. Por isso, são forçados a afirmar que a fé não é um dom de Deus e, para demonstrar isso, recorrem a Efésios 2:8.
O pressuposto é o seguinte: o pronome demonstrativo touto (“isto”) é do gênero neutro e, portanto, não pode referir-se a pisteos (“fé”) que é do gênero feminino. Sendo assim, eles estão corretos. Mas é importante ressaltar também que “isto” não pode se referir jamais à “graça”, pois kariti, de Karis é de igual modo feminino. Até mesmo “salvação” não poderia ser referência de “isto”, pois soterias é também feminino até porque a forma aqui é verbal. Sendo dessa forma, com base no contexto original, fica claro que o termo “isto” se refere ao ato da salvação como um todo. A fé, portanto, é o meio pelo qual o homem receberá o dom de Deus que é o ato da salvação. A responsabilidade humana não está aqui anulada. Em Lucas 18: 08, o texto bíblico diz: “Quando, porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”, deixando claro que tal fé será cobrada do homem como um meio pelo qual a salvação – dom de Deus – será, enfim, concluída aqui na terra e acompanhada no Reino de Deus.
Portanto, estamos falando do ato da salvação como um todo, como está explícito na afirmação “pela graça sois salvos mediante a fé”. Ou seja, embora o pronome não se refira diretamente à fé, a inclui como tudo que é necessário para que se efetive o “sois salvos” que é, de fato, um dom de Deus.
Mesmo se precisássemos apenas dessa passagem para afirmar que a fé é um dom de Deus, não estaríamos desamparados de argumentos, como vimos aqui. No mais, essa afirmação é corroborada com outras passagens, formando assim uma doutrina consistente com o conteúdo e o ensino geral das Escrituras.
Por exemplo, Tiago afirma que “toda a boa dádiva, e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tiago 1: 17), sustentado por Pedro que escreve: “o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade” (2Pe 1:3) a ponto de Paulo mesmo perguntar: “que tens tu que não tenhas recebido?” (1Cor 4: 7). E isto, sem dúvida inclui a fé. Essa retórica paulina em 1Cor 4: 7 remete à pergunta que poderia entrar no contexto sem mudar o sentido da retórica: “o que não tens tu ainda para receber? O que te falta?”. Nesse caso, seria a fé.
Contudo, não estamos persuadindo aqui, ao mostrar a fundo esse contexto de Efésios 2:8, que a fé não é algo oriundo de Deus. Aliás, reforço aqui que a fé é oriunda da eternidade e é profética. Ela vem de Deus, é dom de Deus, é dádiva, é generosidade, é meio da graça NECESSÁRIA para a obra salvífica de Deus. Ela é efetivada na vida do crente pela ação exclusiva do Espírito Santo no ato da revelação de Cristo, no arrependimento e na conversão do mesmo. Ela (a fé) é o pontapé inicial (vindo da eternidade e não nosso) para a conclusão de todo o restante projeto do Espírito Santo de redenção humana. O projeto salvífico de Deus – pela graça – é eterno e profético (é dom de Deus) e só pode alcançar o homem (terreno e pecador) pela fé que também é profética.
Assim dizemos
sem erro que o homem só pode adentrar o plano de Deus e fazer parte da
eternidade do Criador se tiver sobre si os valores oriundos da mesma
eternidade. Em suma, ele só poderá subir ao Pai utilizando o meio que o Pai
envia, a saber, a fé em Jesus Cristo – o Mediador. O homem na sai condição de
pecador e de ser depravado (destituído da glória) não pode conhecer a Cristo
senão pela Revelação do mesmo a ele e não ao contrário. Não é um mero
reconhecimento intelectual de quem foi ou é Cristo, mas é algo que parte do
próprio projeto divino para seus eleitos e o mesmo Espírito testifica por meio
da experiência pessoal o Cristo revelado ao que receberá a fé da Eternidade
para contemplar tal revelação. Ou seja, Deus dá a se conhecer pelo Espírito
Santo na Pessoa de Jesus e é a fé (da eternidade) quem vai ligar o homem
(incapaz por si só) no reconhecimento de Jesus Cristo como Salvador, crendo no
poder de seu sangue e na eficácia de seu sacrifício. Da fé, inicia-se (agora
num plano terreno) todo o processo de redenção pela OBRA DO ESPÍRITO SANTO na
regeneração do crente à salvação do crente. A fé é recebida pelo crente como algo que Deus
provou para que esse eleito venha a crer, mas isso, por outro lado, não anula a
responsabilidade do mesmo no processo e no exercício dessa fé. A fé se firmará
sob diversas formas, mas a principal virá com o constante contato desse crente
com a Palavra, pois a Palavra é a fonte da fé. Ela é quem testifica do Cristo
e, ouvindo a Palavra, cremos. De fé em fé continuamos fazendo firme nossa
vocação.
Ademais, a
Bíblia afirma que a fé vem pelo ouvir (João 10: 17). Bem, se a fé vem pelo
ouvir a Palavra de Deus, como ela pode estar já definida? Não é tão simples
discorrer sobre isso. No entanto, a fé vem pelo ouvir e pronto! Sendo assim, o
ato da fé não é algo programado de antemão como algo definido de forma pessoal
por um Deus parcial, mas é algo que é gerado pela ação do Espírito Santo que
promove na vida do ouvinte ou leitor da Palavra a obra de redenção iniciada
pela fé salvífica, o “meio” de graça fundamental para a efetivação do dom de
Deus na vida do eleito. O texto em João 10: 17 deixa claro que, antes da
pregação do Evangelho não há fé no homem, mas tal é gerada. Isso não anula a
qualidade profética da fé. Ela é oriunda sim da Eternidade de Deus, até porque
não é a fé natural do homem que é capaz de salvá-lo, mas sim a fé salvífica. Há
uma diferença entre a fé natural do homem e a fé salvífica que é gerada pela
ação espiritual. Poderemos trazer esse assunto em breve.
Aos romanos, Paulo fala da “fé que Deus repartiu a cada um” (Rm 12:13) e aos efésios, Paulo fala da “fé da parte de Deus Pai” (Ef 6:23) e, também, aos filipenses, conclui: “a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele” (Fl 1: 29) que remete ao ato consciente de aceitar tal carreira cristã em crer no Cristo e em morrer pela causa de Cristo.
Portanto, concluindo, não podemos pensar a fé como um presente ou um favor do homem a Deus, mas sim um presente de Deus ao homem – não de forma pessoal - na ação redentora do Espírito Santo. Sendo a fé efetivada no ouvir a pregação do Evangelho, podemos crer que o conteúdo da Escritura é por inspiração, revelação e iluminação do Espírito Santo que tende a revelar o Cristo glorificado e testificado pelas Escrituras. Logo, o mesmo Espírito “oferece” e “trabalha” a fé na vida do ouvinte ou do leitor da Palavra de Deus e na disposição consciente do indivíduo, a fé é plantada (como um grão de mostarda) e pode vir a dar seus devidos frutos para a vida eterna.
Gabriel Felipe M. Rocha

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
JESUS, UM DEUS PRESENTE
Por Gabriel Felipe M. Rocha
“[...] que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação [...]” (2Cor 1:4)
A palavra “consolar”, aqui, (gr. paraklesis), significa colocar-se
ao lado de uma pessoa, encorajando-a e ajudando-a em tempos de
aflição. Deus, em sua imensurável e soberana graça, desempenha
incomparavelmente esse papel, pois Ele envia aos seus filhos o Espírito
Santo, que é chamado “O Consolador” (João 14:16).
Jesus chama o Espírito Santo de “Consolador”. Trata-se de uma tradução
da palavra grega parakletos, que significa literalmente “alguém chamado para
ficar ao lado de outro para o ajudar”. É um termo rico de sentido e pode
ser traduzido também (de forma simples) como “advogado” (1João 2:1),
“fortalecedor”, “Conselheiro”, “Socorro”, “Aliado” e “Amigo”.
“[...] se alguém pecar, temos um advogado junto ao Pai” (1João 2:1)
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza...” (Sl 46:1)
“...socorro bem presente na angústia” (Sl 46:1)
“...Maravilhoso, Conselheiro [...]” (Isaías 9:6)
“E digo-vos, amigos meus: não temais...” (Lucas 12:4)
Interessante que o termo grego para “outro” (alguém chamado para ficar
ao lado do outro para ajudar) é allom que significa
“outro da mesma espécie”, e não heteros, que significa
simplesmente “outro”. Noutras palavras, o Espírito Santo dá seguimento ao que
Cristo fez na terra e, hoje, a Igreja de Cristo (que assumiu a responsabilidade
de realizar a obra divina) caminha através da presença do Espírito Santo que é
o Agente principal e fundamental na Igreja e na obra redentora de Deus, ao lado
de Jesus que se revela na Igreja pelo mesmo Espírito Santo. A Igreja Fiel de
Cristo (sua noiva) tem uma intimidade com Jesus através do Espírito Santo (o
Consolador que caminha ao lado).
Ainda sobre o termo allom (outro da
mesma espécie), é relevante ressaltar o seguinte: Jesus veio como a solução de
Deus para o homem. Veio como aquele que andaria lado a lado com a humanidade.
Jesus (Deus) se tornou homem como nós somos, ou seja, Deus (Deus presente -
Emanuel) se tornou homem segundo o termo grego allom, “outro da mesma
espécie” (humano) e sofreu as nossas lutas, as nossas dores e nos garantiu a
redenção.
Só poderemos ter uma experiência real com esse Jesus vivo e presente se
atendermos a esse chamado. Jesus nos chama para perto. Esse “chamar para perto”
é o mesmo conteúdo prático do genuíno avivamento: o avivamento de Deus tende a
trazer o homem para perto, de volta para Deus. O caráter do avivamento é
profético, pois chama o homem para voltar ao Criador e aponta o caminho, a
saber, Jesus – o Caminho, a Verdade e a Vida. Jesus (a Palavra de Deus, o Verbo
Vivo e o conteúdo profético das Escrituras) é quem opera o avivamento. Ele é quem
batiza com o Espírito Santo e é Ele quem dá dons aos homens. Portanto, Ele se
fez “allom” (“outro” da mesma espécie = humano) e esteve perto, ao lado, junto
e’ ajudador’ (“parákletos”) e nos consola (parákletos) com seu Espírito Santo.
Esse “consolar” não diz respeito somente ao ato do alento, mas, pela riqueza
semântica, significa também “cuidar” ou “apascentar”. Essa afirmação é
corroborada com o texto do salmo 23: “o teu cajado (tipo do Espírito Santo) me
consola (parákletos)”. E Jesus, portanto, antes de cumprir seu propósito na
Terra, prometeu à Igreja a vinda do Consolador Espírityo Santo, o que consola,
guia (cajado), ensina, aperfeiçoa, opera vida, batiza, dá dons aos homens, faz
oposição ao pecado, santifica, etc.
Voltando no texto de 2 Coríntios 1:4:
A expressão usada por Paulo traduzida em “consola” (“... que nos
consola...”), tem sua raiz no termo que vimos acima (paraklesis) e, no texto de
2Cor 1:4 está empregada como parakaleo que significa
“chamar para perto”.
Por isso Ele é o nosso Pastor,
pois ajunta seu rebanho. Como? Com seu Cajado (Salmo 23), o Espírito Santo (O
Consolador). O nosso pastor, com muito amor e cuidado, tem usado o seu cajado,
pois Ele está perto, está presente. O cajado é usado não para bater, mas para
puxar a ovelha que se desvia. O cajado é símbolo da direção do Espírito Santo e
é, exatamente pelo Espírito Santo que conseguimos chegar até Jesus, caminhar em
seu caminho e seguir a sua direção.
O texto de Coríntios afirma categoricamente que Jesus nos consola (pois
está perto) para que também possamos consolar os outros.
Achei muitíssimo interessante essa frase, pois ela revela um fato que
deve, ou precisa acontecer constantemente em nossas vidas, pois somos Igreja e
Cristo continua presente na terra através da Igreja. Como o homem sem Deus
saberá que Jesus está presente? Através do testemunho da Igreja Fiel.
“E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós
somos um. Eu neles, tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para
que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me
tens amado a mim” (João 17:22,23)
Se Ele está presente em nossa vida e nos consola, ou seja, está junto de
nós em todo o momento, devemos consolar os outros. Para melhor dizer, segundo o
termo original contido nesse “consolar”, precisamos estar perto e nos
colocarmos como amigos, socorro, conselheiros, intercessores e luz de Cristo
para o outro, seja nosso irmão em Cristo, seja o homem perdido sem
Cristo.
“Para que também possamos”- A condição que nós
hoje temos de nos portarmos como “cristãos” (pequenos cristos) e servos de Deus
está no fato de o próprio Senhor nos conceder tal condição e nos capacitar para
isso.
Quero finalizar esta singela análise dizendo o seguinte: Não é o
bastante apenas saber que Jesus é onisciente, onipresente e onipotente.
Precisamos viver e alcançar sempre uma experiência com Jesus nesses três
atributos. Ele está presente, sempre perto para nos ajudar. Louvado seja o
Senhor!
“E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua
destra, dizendo-me: Não temas; eu sou o Primeiro e o Último” (Apocalipse 1:17)
“Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na
sua destra as sete estrelas, que anda no meio
dos sete castiçais de ouro.” (Apocalipse 2:1)
Gabriel Felipe M. Rocha


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