sábado, 8 de setembro de 2012

PROSSIGO PARA O ALVO


“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço,  e é que esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3: 13 e 14)

Saudações! Espero que os irmãos e leitores amigos do blog PALAVRA A SÉRIO entendam o fato de nós, moderadores, não postarmos todos os dias algo diferente aqui. Temos uma vida corrida e, superior a isso, temos um compromisso com nossas igrejas e isso está em primeiro plano para nós (não nos consideramos “blogueiros”). Estive fora da internet durante os últimos três dias, entrando esporadicamente com objetivos acadêmicos e com considerável limitação em relação aos meus estudos.  Temos um enorme respeito por vocês que acessam nosso blog procurando algo sério e com profundidade, sobretudo, temos um enorme respeito à Palavra de Deus, fazendo assim justiça ao nome do blog. A minha última postagem foi “Deus se alegra na morte de seus santos”. Agora, deixo a presente postagem que, na verdade, é uma mensagem que acabo de alcançar  lendo minha bíblia.  O que vocês, leitores amados, vão ler aqui é uma experiência alcançada com esse Deus vivo que se revela através de sua SANTA e penetrante PALAVRA. Uma boa leitura.

Paulo estava deixando um ensinamento para a igreja em Filipos: perseverar no caminho e prosseguir para o alvo, a saber, para a salvação eterna em Cristo (Fl. 3:11,12).

Interessante o seu  paralelo: O homem físico (ser terreno) caminhando para o estágio espiritual e pleno (ressurreição e eternidade). O homem carne prosseguindo no plano horizontal (terreno),  porém caminhando em espírito, enxergando o vertical (o do alto, eterno): “mas prossigo para o alvo” (Fl 3:12).

Para ter uma caminhada com Deus estando ainda no plano horizontal (terreno), Paulo deixa um ensinamento: Confiar sua caminhada somente a Deus e não seguir o caminho pela vista e pela limitada razão humana: “quanto a mim, não julgo” – Nossa caminhada à eternidade de Deus não depende daquilo que nós percebemos à luz da razão, porque o caminho em que caminhamos é profético (plenamente espiritual) e nosso percurso está inteiramente ligado à REVELAÇÃO. Jesus (a revelação de Deus na história) disse: “Eu sou o caminho...”. Não é pelo esforço humano que prosseguimos e crescemos em garça e na graça. Paulo ensina com essas palavras exatamente isso: Não cabe a mim julgar o que sou, mas Deus. No texto original (grego) a frase fica nesse sentido: “não alcancei tudo o que devo ser, mas me esforço”. Essa deve ser nossa posição!

O que seria se esforçar? Seria buscar aquilo que é do alto:

“portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus” (Colossenses 3:1).

Mas como assim? O que seria “buscar aquilo que é do alto”?

“No demais, irmãos meus fortalecei-vos no senhor e na força de seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes [...]” (Efésios 6:1,2).

Deus nos chama para avançarmos, para prosseguirmos para o alvo, mas, Ele mesmo, nos dá o recurso de sua GRAÇA SOBERANA. Aleluia!

Paulo é bem categórico em dizer: “...não julgo que tenha alcançado, MAS UMA COISA FAÇO, e é que esquecendo-me das coisas que atrás ficam...”.

Não adianta caminhar num caminho se não há uma convicção de seu destino. Paulo tinha: seu destino era certo, era eterno. Caminhar no caminho que nos foi proposto é agradar a quem nos chamou. Mas é impossível agradar a Deus sem a fé. “Sem fé é impossível agradar a Deus”, vamos lembrar disso.

“Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2 Timóteo 1:12).

“[...]esquecendo-me das coisas que atrás ficam [...]”- o que vem a ser isso: Paulo escreveu isso porque teve uma experiência assim. Antes, como Saulo, caminhava em suas concepções religiosas e seguindo aquilo que estava em seu coração humano e de pedra. Um dia, esse mesmo Saulo, teve uma experiência com um Deus vivo (não com o da letra), Jesus falara com ele e se revelara como seu Senhor. O que Paulo, depois dessa experiência podia fazer?

 Caminhar na REVELAÇÃO, pois sua experiência foi com a revelação de Jesus Cristo e não com aquilo que antes ele havia aprendido.  Ele esqueceu definitivamente da sua antiga vida e passou a dizer: “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20). O velho homem foi esquecido. O velho Saulo morreu para ressuscitar Paulo (confira esta definição de morte e ressurreição na postagem anterior: “Deus se alegra na morte de seus santos”).

Quando, imediatamente, se deixa o velho homem (ou morre o velho homem), nasce a nova criatura: aquela que prossegue em espírito pera o alvo. Veja em João 3: 5- 8. O novo homem, nascido de Deus, se dirige onde o ESPÍRITO SANTO quer que este ande. E sabemos, o Espírito santo conduz o redimido à Eternidade, dando a este a plena condição espiritual de caminhar “olhando para o alvo” (o Batismo com o Espírito Santo).

“avançando para as que estão diante de mim”- O Senhor é fiel. Ele nos chamou para vivemos uma OBRA onde tudo está diante de nós. Tudo está feito: Ele fala, Ele cura, Ele opera, Ele batiza com o seu Espírito Santo, Ele dá Dons Espirituais, o SANGUE de Jesus nos dá a certeza da vitória, sua PALAVRA nos orienta em segurança, etc. Mas, tudo isso (recursos de sua graça), serve para chegarmos firmes à benção maior que está diante de nós: a ETERNIDADE. Esse é o anseio de uma igreja que tem o Espírito santo como guia, pois o mesmo geme pela Eternidade e, se estamos nele, gememos juntos nesse anseio.

“Quem me dera, agora, que as minhas palavras se escrevessem! Quem me dera que se gravassem num livro! [...] Porque eu sei que o meu redentor vive[...] verei a Deus” (Jó 19:23,25,26).

“A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus”? (Salmo 42:2).

 

“prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação”-

O termo grego usado para escrever “alvo” foi “skopos”. O termo significa  meta” ou “objetivo”. Mas o que me chamou a atenção ao analisar o termo foi o fato de, esse termo, estar gramaticalmente ligado à expressão “Vigia”, “sentinela”. Podemos concluir que: para chegarmos ao alvo (meta) que nos foi proposta, precisamos estar como “sentinelas” e “vigilantes’ para que jamais possamos perder tal benção e , muito menos, nos perder nesse caminho que nos leva à Eternidade com Deus.

Jesus mesmo nos adverte em sua Palavra: “vigiai a todo o tempo”. Nesse caminho rumo ao céu, quando escolhemos caminhar, o inimigo se levanta ferozmente. Por isso volto a dar a referência em Efésios 6.

Irmãos e leitores amados, desejo terminar essa mensagem fazendo a seguinte análise com vocês:

Nossa vida (física) ainda está ligada ao plano terreno, pois ainda não estamos na eternidade, certo? Nesse plano terreno caminhamos firmes no Senhor. Porém, olhamos para o alto, prosseguimos para o alvo = um plano vertical - liga o homem (terreno) a Deus (profético). Mas, sendo o nosso caminho aqui no mundo (porque estamos no mundo), traçamos um sentido horizontal (nossa realidade terrena), com uma interferência profética (do alto), pois Jesus se revelou na História e em nosso íntimo. Onde quero chegar?

O resultado se dá numa cruz: homem (horizontal/terreno) recebendo uma interferência profética (isso se dá no chamado do mesmo para a salvação na qual havia sido determinada por Deus na eternidade). Tal interferência nada mais é que JESUS REVELADO, um elo (vertical) de ligação homem- Criador.

Pois bem, que prossigamos firmes pelo caminho que nos foi proposto.

Gabriel Felipe M. Rocha

Temos tido nos últimos dias inúmeros comentários e perguntas de cunho doutrinário.  Caso algum leitor queira se expressar compartilhando alguma dúvida que não queira que seja vista no blog, deixo meu e-mail pessoal: biel_shalom@yahoo.com.br. No mais, obrigado.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DEUS SE ALEGRA NA MORTE DE SEUS SANTOS


“Preciosa é à vista do Senhor a morte de seus santos”

(Salmo 116:15)
Por Gabriel Felipe M. Rocha

Jesus, certa vez disse: “Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará” (Lucas 9:24).

Pois bem, quero começar esta postagem dizendo o seguinte: Ser crente é, inevitavelmente, estar morto para o mundo (se possível, enterrado).

Toda a prática do EVANGELHO consiste em VIVER PARA DEUS.  Para se viver uma vida assim (com Deus) necessário é viver em espírito, pois Deus é ESPÍRITO; a comunhão entre o ser humano (corruptível) e DEUS só se dá no plano espiritual, para isso Jesus( Deus na forma de homem) foi à cruz derramar seu SANGUE (Espírito Santo) para que esse elo humano-divino fosse garantido.

“Na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do ESPÍRITO não pode entrar no REINO DE DEUS” (João 3:5)

Para viver a vida que o Senhor nos pede no texto acima, necessário é nascer de novo. Nascer de novo implica morrer primeiro.

Há nesse mundo vários tipos de pessoas. Existem também vários tipos de “crentes”, uma vez que CRER no Senhor Jesus é importantíssimo, mas essa experiência se dá no decorrer da vida, é o que chamamos de “processo de salvação”.  Nesse processo, o verdadeiro crente se mostra na sua vida diária cuja característica envolve a santificação e a frutificação do Espírito Santo na vida dessa pessoa.

Existem (dentro das igrejas) pessoas convertidas ao Evangelho e pessoas convencidas à religião. Há pessoas que verdadeiramente morreram para o mundo e há pessoas que estão bem vivas para esse mundo, amando-o a cada dia sem se importar com os valores espirituais do REINO.

Jesus foi claro: “aquele que não nascer... não pode entrar...”

Irmãos, precisamos morrer a cada dia! Nosso eu, nossa razão (sempre predominante, pois somos indivíduos racionais abertos ao todo), nossos pecados, nossos desejos, etc.

Fazer a vontade do Pai é morrer primeiro.  Fazer a vontade do Senhor é vida nova. É agradar ao Senhor, uma vez que nossa posição perante Deus é a posição de SERVO.

Jesus também disse: “quem quiser vir após mim, pegue a sua cruz e siga-me”. Te pergunto: Para que servia a cruz?

No versículo 6 do capítulo 3 de João, Jesus ensina que não há negociação com o mundo e nem com a verdade e respeito do homem. O que é do Espírito, vive em espírito, o que é da carne, vive na carne.

Morrer para o mundo é, portanto reviver para Deus. É despertar do pecado e vir para luz. É sair da servidão do pecado para ser servo de Cristo.

“Portanto se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima...” (Colossenses 3:1)

O Evangelho insiste muito nessa questão que envolve nossa “morte” para esse mundo, pois não há como realizar a OBRA sem morrer para o mundo. Um exemplo: Ainda em João3, versículo 8 a Palavra nos ensina que, nascer de novo (morrer para o mundo) é estar plenamente no centro da vontade do Senhor, como uma folha seca ao vento que voa para onde o mesmo assoprar.

Para o plano de redenção valer, Jesus, além de morrer, teria que ressuscitar. Ressuscitou! A nossa vida espiritual,em parte, é semelhante. Para o Reino ser garantido em nossas vidas, temos que morrer para o mundo e ressuscitarmos para Deus, fazendo a sua vontade a partir de então.

“ Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé [...]” (Gálatas 2:20)

Voltando, portanto, ao texto do início desta postagem (Lucas 9:24), dizemos que a nossa redenção está garantida na medida em que estamos mortos para nós mesmos. Há uma promessa para todos nós que abdicamos de tudo que éramos para sermos exclusivos de Deus.

Mas, o caminho é estreito e nossa lutas diárias são reais. Surgem perguntas: Como morrer diariamente para o mundo? Como manter essa benção? Como não deixar o mundo resurgir em nós?

Mas há uma resposta: “Mas qualquer que, POR AMOR DE MIM, perder a sua vida, a salvará” (Lc 9:24).

O segredo está no AMOR ao Senhor, amor por sua OBRA, amor pelo Evangelho. Tudo que fizermos sem amor prosperará ou terá um resultado pleno em sucesso (1Corínthios 13: 1 –a3). Se abdicamos desse mundo para sermos de Deus, não foi porque nossa mente foi controlada para assim fazermos, mas sim porque escolhemos e optamos por aquele que nos amou primeiro. Fizemos isso por amor e consciência.

Há uma recompensa para os que escolheram amar o Senhor mais que suas próprias vidas:

“ Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Cor. 2:9)

Que benção! Você com certeza reparou que o título desta postagem se encontra lá no livro de Salmos, capítulo 116, versículo 15, não é?

Pois bem, Deus se alegra sim na morte de seus santos. E isso em ambos os sentidos, seja a morte física (pois a alma volta ao Criador), seja a morte para o mundo, que significa VIDA COM DEUS.

Como viver uma vida vitoriosa, uma vez mortos para o MUNDO? É viver na vontade do Senhor, trazendo alegria para o Senhor e assim somos fortalecidos a cada dia com a força de seu poder. Lembre-se: A Alegria do Senhor é a nossa força! Portanto, Deus se alegra na morte de seus santos. Aleluia!

Gabriel Felipe Martins Rocha

SEJA FEITA A TUA VONTADE (DEVOCIONAL)


“[...] TODAVIA,NÃO SEJA COMO EU QUERO, MAS COMO TU QUERES[...]” (Mt 26:39)

 

Olá pessoal, a paz de nosso Senhor Jesus Cristo! Temos percebido o quando o blog PALAVRA A SÉRIO  tem crescido nesses dias, muitos acessos e, principalmente, muitos comentários.  Estamos preparando mais postagens para breve colocá-las aqui. Enquanto isso, deixo para nós todos um breve e singelo devocional. Que o Senhor nos abençoe ricamente com sua Palavra.

 

Se formos ler os evangelhos por inteiro e analisar todos os atos do Senhor vamos ver que até Jesus, um dia, teve uma oração não respondida, ou atendida por Deus.

 

Fico a me perguntar, como viverão os que assim acreditam ,e pior, que se dizem cristãos e servos, como tal, tem de ter em Cristo, o mediador, o supremo intercessor diante da presença de Deus, das nossas vidas frágeis e sempre necessitadas de uma intervenção da GRAÇA por causa de nossos desconcertos e descompassos?

 

Essa confusão toda refere-se quando, diante da perspectiva da cruz, no momento de agonia de Jesus, no horto, pediu ao Pai: "Afasta de mim esse cálice!".

 

Mas esquecemos-nos, ou ignoramos que o seu clamor não parou ai. Houve na mesma sentença um - "Contudo... (porém, entretanto, todavia...) não seja como eu quero, como a minha carne deseja e faça-se a Tua vontade." (Mt 26:39)

 

não houve uma desculpa, não houve contemporização...

 

Houve uma derradeira conclusão. E atitude própria de quem estava pronto a manifestar a sua maturidade e confiança no amor divino.

 

Mesmo em face a toda adversidade, ao momento supremo e inédito (pela primeira vez em toda a eternidade passada e futura) de uma separação entre ele e o Pai, Jesus declarou - estou disposto, me submeto, haja o que houver.

 

Alguém já disse que seguir Cristo, ser cristão, chamar-se por esse nome, é crer que tudo já foi feito, todas as coisas pendentes entre nós e Deus já foi resolvido e a dívida toda quitada por Cristo e agora resta-nos submeter-se a Ele, a quem Deus fez Senhor e Cristo. À sua vontade, à sua ordem e comando, crendo que, HAJA o que houver, nada nos poderá separar do amor de Deus, justamente naquele advogado e sumo-sacerdote fiel e que não pode ser ignorado ou negado pelo Pai.

 

O resto, é caricatura gospel, é coreografia, é movimento, é religião.

 

Que vivamos o nosso dia nessa perspectiva. Reconhecendo em cada acontecimento, seja ele um pneu furado, um mendigo à porta com a mão estendida, a uma graça recebida, e etc. todas, tendo Deus e o seu propósito e chamado a nós, para que o vivamos. Mesmo que tenhamos de nos negar a nós mesmos, aos desejos e conveniências da nossa carne, confiando na Sua vontade - que é boa, perfeita e agradável!

 

A todos a paz de nosso Senhor!


sábado, 1 de setembro de 2012

COM CRISTO NO BARCO

O SENHOR NOS CHAMOU PARA SERMOS DIFERENTES DA MULTIDÃO
MARCOS 6: 49 – “MAS, QUANDO ELES O VIRAM ANDAR SOBRE O MAR, PENSARAM QUE ERA UM FANTASMA E DERAM GRANDES GRITOS”
Amigos leitores do BLOG PALAVRA A SÉRIO, A PAZ DE NOSSO SENHOR JESUS!  Hoje tens uma mensagem na qual o Senhor vai falar ao nosso coração.
Jesus havia operado o milagre da multiplicação dos pães. A multidão estava satisfeita com o pão que haviam comido, por isso quando Jesus se revelava como o PÃO DA VIDA, saiam em retirada dali. A palavra sobre o espiritual e o profético gerou contenda.
Mas Jesus chamou os seus discípulos e os direcionaram para o barco, assim ficaram separados da multidão que ia se despedindo.
No verso 47 do capítulo 6 o Evangelho nos diz que os discípulos ficaram a sós no barco (Jesus saíra para orar), mas a hora já se fazia avançada, era a quarta vigília da noite e os ventos eram contrários. O momento era de cansaço e desespero.
Havia ainda um fator que pesava para a incredulidade desses: eles ainda não haviam entendido o milagre dos pães.
Bem, amados, a Palavra vai nos ensinar em primeira mão que:
Deus nos chamou para uma OBRA ETERNA e nos quer diferentes da multidão.
Eles foram para o barco. O Senhor nos quer em seu projeto, longe da mentalidade religiosa que impera nas multidões.
Ele mesmo nos separou para um trabalho. Este trabalho não é fácil. Viver o EVANGELHO não é para o tímido e temeroso. Viver uma OBRA ETERNA não é viver o que esse Cristianismo moderno ensina. Não é ordenar bênçãos e buscar a riqueza, pois assim faziam as multidões que seguiam o Mestre de Israel.
O Senhor nos chamou para sermos servos, separados, diferentes do mundo, porém cheios de luz, cheios de conteúdo, não para vivermos como nuvens que se deslocam de uma parte para outra sem direção.
Jesus disse: “tereis aflições”, mas ELE garantiu: “tende bom ânimo, EU venci o mundo”.
O vento era contrário, lutavam contra a correnteza; cansados e afadigados.
Os discípulos estavam na terceira vigília da noite (entre as 3:00 e 6:00 horas), nesse período o sono é mais intenso e profundo, pois o corpo se manifesta  mais cansado.
Ser servo é matar a carne todo o dia. É negar  toda a plenitude da razão humana para viver o plano de Deus, é dizer: “não mais vive eu, mas CRISTO vive em mim”!
As lutas estão aí, são nossas a cada dia. Não estamos privados dela. A provação e o vale é a marca do SERVO de DEUS nesse mundo. Os que não sabem o que é viver em provação, verdadeiramente, nunca foram servos.
Os discípulos poderiam ter pensado: “ora, ele operou uma multiplicação de pães, por que aqui nessa situação estamos”? Poderiam pensar que estavam sozinhos e abandonados pelo Senhor. Eles não haviam compreendido o milagre da multiplicação.
Muitas vezes em nossas lutas e nas provas diárias em nossa vida como SERVOS do Altíssimo questionamos: “porque o ímpio é abençoado”? “porque o irmãozinho que nunca se firma na salvação alcança suas bênçãos”?
Os discípulos mesmo podiam ter perguntado uns aos outros: “Ele curou a muitos e livrou a tantos, porque estamos aqui”?
O Senhor nos chamou para sermos embaixadores de um reino eterno, não para gozarmos das virtudes dessa vida. Ele nos prova porque para nós a recompensa é maior do que a multidão pode receber.
 A multidão não tem identidade com Jesus. A multidão recebe sua benção no domingo e desaparece durante a semana toda, mas o servo não, esse está sempre ao lado de seu Senhor (mesmo na prova).
A multidão quando precisa se joga aos pés de Senhor, mas quando vem a bonança se retira para viver sua vida terrena e sem perspectiva eterna. Mas o servo luta, ora, jejua, se consagra, madruga, sofre as aflições de Cristo, sofre as aflições do outro, perde amigos nessa vida, é ignorado por familiares por causa do Evangelho, é exposto como vergonha, etc. Enfim, o SERVO serve.
Jesus apareceu sobre as águas e ficaram apavorados: “é um fantasma”!
A OBRA do Senhor é maravilhosa, mas depende de como a vemos.
Será que vemos fantasmas também? Será que durante a provação não enxergamos a Cristo? Será que na hora da dúvida, o pastor não presta? O louvor não é bom? Tudo está morto? Tudo é fantasma (algo sem identidade)? O Evangelho e o projeto eterno do Senhor não é mais o mesmo? Virou religião, tradição, rito, fábulas e futilidades gospels?
Enquanto a multidão (tipo da religião) estava em casa dormindo o seu bom sono, os discípulos (a igreja) estavam no mar bravo com ventos contrários.
Irmãos, nada nesse mundo é a favor de nossa fé. Tudo está corrompido e intenta a nos tragar para as coisas terrenas. O mar quer nos afogar.
Na OBRA do SENHOR estamos em serviço, não temos lugar de descanso aqui neste mundo.
“[...] as raposas tem covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lucas 9:58)
Temos identidade com Jesus ou com este mundo? Se temos identidade com Jesus, também não temos onde reclinar a cabeça aqui nesta terra. Viver o projeto do Senhor é, portanto, remar contra as correntezas (e os ventos sempre são contrários).
“Sabe porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” (2Timóteo 3:1)
Os ventos contrários atingem nossa mente de tal forma que interfere na nossa vida espiritual. Os discípulos estavam exatamente nesta situação: Jesus havia surgido ali, mas ainda estavam envoltos pela fábula e pela limitadíssima percepção de um ser humano cansado e aflito.
“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força de seu poder”( Efésios 6:10)
O que devemos fazer então? Como receber a benção nesta condição? Como entender a OBRA do Senhor? Como discernir a operação do Senhor no nosso meio e não nos tornarmos apáticos?
Primeira atitude: Obedecer a vontade de Deus, escutar a voz do Mestre e crer em sua PALAVRA (viver sua Palavra).
No verso 50 Jesus diz: “Tende bom ânimo, SOU EU, não temais”
O Senhor tem dito isso a você no momento de sua aflição. Tem ouvido? Tem crido?
Os discípulos talvez, em meio à dúvida e cansaço, pensaram que Jesus os abandonara ali. Pensaram que estavam sós. Não sentiram a presença do Mestre.
Quando, na nossa luta, Jesus se revela, nasce uma esperança.
Os corações dos discípulos estavam endurecidos, pois a luta e a incredulidade faz isso. A razão e a dúvida produz endurecimento e resistência.
Mas a palavra para nós é: Não temas! Por quê? Porque SOU EU! Quando Moisés se viu numa situação complicada perante o Senhor na experiência da sarça, perguntou à Deus: O que direi a Faraó? Quem me enviou? Será que vou ter crédito? Deus disse: fale apenas que  EU SOU te enviou! Já bastava!
Qual a profundidade de nossa luta? Qual o tamanho de nossa aflição? O Grande EU SOU está conosco. Aleluia!
“aquietai-vos e sabei que sou Deus”(Salmo 46;10)
Poderíamos estar em vários lugares como a multidão está. Isso é certo. Mas o Senhor não nos chamou para sermos como a multidão. Nos chamou para sermos diferentes.
“Portanto, se já resuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima” (Colossenses 3:1);
“[...] guarda o bom depósito que em ti foi confiado[...]”(1 Timóteo 6:20);
“Tu, pois, filho meu, fortifica-te na GRAÇA[...]” (2 Timóteo 2:1);
“Sofre pois comigo as aflições de Cristo” (2 Timóteo 2:3);
“Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra” (2 Timóteo 2:5).
Bem, servir ao Senhor na bonança é fácil, temos que concordar. Mas sejamos servos de Deus aptos para a boa obra, seja essa qual for ou quando for.
Pedro certa vez quis saber: “Deixamos tudo para te servir, o que ganharemos”? Jesus não exultou em responder: ganharão 100 vezes mais e ainda muito mais na ETERNIDADE.
No momento que o vento era contrário ninguém viu o Mestre, mas este estava perto.
Irmãos, na hora da luta, por mais que a nossa condição humana nos impeça de ver a mão de Deus, ali ela está. Sua destra é conosco.
Jesus estava perto de seus discípulos e, no momento certo, Ele interviu.
A frase “não temas” está em toda a Bíblia 365 vezes: isso significa que o Senhor tem um “não temas” para cada dia nosso.
Jesus pode entrar no seu barco agora e tomar conta da situação? Tenha uma experiência com Ele!
Lembre-se, fomos batizados com o Espírito santo para vermos o Senhor presente e real em nossas vidas. Jamais pode ser um “fantasma”.
Apenas quando eles saíram do barco é que reconheceram  a Jesus. Mas, tudo bem, já era dia e tudo estava sob controle.
A luz da revelação te fará ver o rosto do mestre e reconhecê-lo como o seu Senhor, amigo e ajudador.
“OLHA, POIS, AGORA, PORQUE O SENHOR TE ESCOLHEU PARA EDIFICARES UMA CASA PARA O SANTUÁRIO; ESFORÇA-TE E FAZE A OBRA” (1 Cr 28:10)
Que o Senhor nos abençoe com esta palavra em nome de Jesus!
Gabriel Felipe M. Rocha

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

QUAL O EVANGELHO VOCÊ TEM OUVIDO E PREGADO?

Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho”! (I Cor. 9:16)

Você está numa igreja onde, durante os cultos, é só paz e alegria, e após, mais alegria ainda? Você está numa igreja cujas ministrações lhe fazem sentir-se muito bem consigo mesmo (a)? Lá você ouve sempre que vai vencer porque Deus TEM que fazer?  Alguma coisa está errada,me perdoe.
O Evangelho de Jesus, para o mundo, não é lá muito reconfortante. Implica, basicamente, em "morrermos" para este mundo, e em "tomarmos nossa cruz" para seguir ao Mestre. Ora, quem quer morrer, e quem quer carregar o instrumento que lhe será o motivo de sua morte? O que você sentiria se um assassino lhe fizesse carregar, até o local do crime, a arma com a qual lhe matará?
Forte o que estou dizendo, não é mesmo? Muito melhor é pular e gritar e louvar e ouvir palavras de ânimo em cima dos púlpitos, e voltar para casa com a certeza de que somos salvos e que nossos esforços tem nos garantido o reino e nossos “desafios” ou “sacrifícios” tem incomodado Deus a ponto de “não ter como te abençoar, e, mais do que isso, tem ouvido que todos são herdeiros da promessa e mais do que vencedores em todas as áreas da nossa vida: saúde, prosperidade, família, trabalho, etc. Bem, isso tudo é bom e não temos nada contra nada disso, ao contrário, Deus é fiel suficiente para nos garantir tais vitórias (na sua vontade soberana).
Mas a Palavra de Deus ensina o que, de verdade?
Uma das passagens que mais fala ao meu coração está no episódio de Ananias e Safira, contado no livro de Atos, capítulo 5. Na igreja primitiva nada faltava a ninguém, pois quem tinha mais dividia com quem tinha menos ou não tinha, para que pudesse também ser provido. Assim, a igreja cumpria seu papel em relação à provisão e se deixava ser instrumento para o cumprimento daquilo que Jesus prometeu aos seus: que não precisavam se preocupar com o que comer ou vestir (Mateus 6.25-34). Porém, não era imposto a ninguém tal divisão de bens, a mesma ocorrendo por liberalidade e amor entre os irmãos.
Pois bem, Ananias e Safira venderam um terreno e se dispuseram a doar o valor em prol dos necessitados da igreja, porém esconderam uma parte. Diante de Pedro, seu pecado foi descoberto e o casal acabou morrendo de forma fulminante.
Veja bem como tal acontecimento repercutiu entre os "do mundo", entre aqueles que a igreja queria alcançar e evangelizar:
"E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas. E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão. Dos outros, porém, ninguém ousava ajuntar-se a eles; mas o povo tinha-os em grande estima. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais". Atos 5:11-14
Olha que fato marcante: o episódio deixou a igreja atemorizada, afinal viram na prática que o pecado traz a morte. E os de fora, que poderiam ser alcançados facilmente com uma campanha de shows gospel (com harpas e trombetas, ao gosto local), não queriam se unir aos cristãos, com medo do que lhes poderia acontecer, por se reconhecerem pecadores. Mas, ao mesmo tempo, cresceu o número de cristãos. Magnífico, não é? Espírito Santo na direção é isso! Não necessita de “boas ideias” de homem nenhum e, muito menos, atrativos mundanos para agradar as gentes.
E, futuramente, vimos a "qualidade" desses novos cristãos, nascidos do verdadeiro arrependimento, fruto de uma pregação no espírito, na revelação da Palavra e na conformidade com a sã doutrina que lhes mostrou o quão pecadores e carentes da misericórdia de Deus eram: esses novos cristãos foram tão fiéis a Deus que se deixaram queimar nas cruzes, se deixaram ser alimento das feras nas arenas romanas, se deixaram martirizar de todas as formas. E quanto mais cristãos morriam, mais o Evangelho de Cristo se espalhava.
Olha que diferença em relação aos nossos dias! Na igreja primitiva, as pessoas não seguiam a Cristo em troca de bênçãos financeiras e em outras áreas da vida: seguiam a Cristo sabendo que isso lhes poderia custar a vida, de forma extremamente dolorosa, e lhes fazer perder tudo aquilo, materialmente falando, que conquistaram até então. Quem queria bênçãos financeiras e outras mais, continuava seguindo os sacerdotes e servindo a César.
Na igreja primitiva, as pessoas tinham verdadeiro temor de Deus e buscavam arrependimento constante. Hoje, muitos se acham mais do que vencedores, mais do que salvos, mais do que libertos do pecado, e por isso podemos pecar todos os dias, em todos os momentos, afinal "o sangue de Jesus nos deixou alvos como a neve". Em tese, muito bonito. Na prática, arrependimento e conversão ZERO.
Poucos hoje entendem o quão sério foi o ato de Jesus na cruz. Poucos hoje levam a sua Palavra a sério. Poucos hoje em dia estão sendo guiados pelo genuíno mover do Espírito Santo. Poucos hoje tem , nos cultos, ouvido que necessário é arrepender-se, que Jesus vem, que o Dia do Senhor virá. Isso não é lucrativo para os “pastores” modernos e religiosos que já se venderam à apostasia por amarem suas vidas mais que o Senhor Jesus. Estes não são dignos do Reino!

Vamos voltar às perguntas no início desta postagem:
Você está numa igreja onde, durante os cultos, é só paz e alegria, e após, mais alegria ainda? Você está numa igreja cujas ministrações lhe fazem sentir-se muito bem consigo mesmo(a) ao te apresentarem as grandes promessas que Deus TEM que cumprir em sua vida?
O Evangelho de Jesus não é oba-oba, não é auto-ajuda, não existe para que fiquemos bem. Ao contrário, quanto mais conhecemos a Jesus e à Palavra, mais ficamos angustiados conosco e temerosos (no sentio de medo e também de reverência). O verdadeiro seguidor de Cristo não consegue dormir direito, sabendo que tem uma fortuna particular e, lá fora, milhões de seres humanos (muitos deles também cristãos) estão morrendo de fome e de frio. O verdadeiro seguidor de Cristo não consegue viver um oba-oba gospel, sabendo que há milhares de cristãos nas masmorras, sendo torturados e mortos por terem optado por Jesus.
Duvida do que estou falando? Leia a Bíblia. Leia o Novo Testamento. Leia os sermões de Jesus e dos apóstolos. Veja o peso que se dá para o arrependimento, para a conversão para uma nova vida. E veja o peso que se dá para "bênçãos".
É lícito orar por bênçãos? Sim, com certeza! Elas são nossas!. Porém, as bênçãos não podem ser a razão de ser da nossa fé. Lembremos que Deus é soberano para nos dar aquilo que Ele quiser, e para não dar também, se Ele não quiser. Esse Evangelho, infelizmente muitas igrejas não pregam, já que tentam conquistar o consumidor com a promessa de sucesso em poucos dias.
Muitos pregadores temem afastar os fiéis, caso preguem o que realmente está na Bíblia. Para agradar à platéia, suas ministrações resumem-se em promessas de grandes ganhos financeiros, curas de todas as doenças e afins. Seus cultos se mostram de acordo com a preferência geral: muita música, regada a expressões emocionalistas, que levam os fiéis facilmente às lágrimas (não de arrependimento, mas de pura emoção, como as que nos caem nos olhos após ouvir qualquer música bonita). Tais lágrimas são comumente confundidas com "unção", quando não passam, muitas vezes, de puro extravasamento humano. Para finalizar, um pregador-showman, que sabe fazer piadinha na hora certa, tem carisma e fala aquilo que as multidões querem (não o que precisam) ouvir.
Queremos seguir a Cristo? Então temos que viver como Ele viveu. Cristo viveu à caça de riquezas e de bênçãos para Si? E os apóstolos, também viveram correndo atrás das bênçãos? E os profetas? Muito pelo contrário!
E por que nós, que alguns que se dizem seus seguidores, agem assim?
Quer pregar o Evangelho de Jesus? Não tema desagradar aos homens, pois é isso mesmo que você fará. “Não vim para trazer paz, mas espada”, disse o Mestre. E desagradar não é novidade nenhuma, pois todos os profetas e pregadores bíblicos desagradaram as multidões do seu tempo. Se seu Evangelho agrada às multidões, repito, alguma coisa está errada.
O verdadeiro Evangelho é aquele que, mesmo desagradando ao ser humano, o traz aos milhares aos pés de Jesus. Esses milhares buscam a Cristo pelo que Ele é, pois o maior tesouro Ele já nos deu: a salvação eterna.

Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal (Mateus 6:31-34)
Gabriel Felipe.