quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O método alegórico nas pregações

O método alegórico nas pregações

Hoje li uma postagem em determinada rede social onde uma citada igreja é atacada por utilizar com freqüência o método alegórico, assim como os métodos que envolvem tipologias, simbologias, analogias e também a forma literal para desenvolver uma pregação à congregação com base no textos bíblicos.  Na postagem dizia-se assim:
“A (igreja em questão) tem sua própria interpretação da Bíblia, obedecendo a um modelo que a liderança criou. Eles chamam essa interpretação de “revelação” bíblica, como se fosse algo novo, divino, inspirado, especial. Mas não existe nada de especial nisso. O que eles fazem, muitas vezes, nada mais é do que a alegorizaçao das escrituras. O que é alegorizaçao? Alegorizar é procurar algum significado oculto no texto. É como se o sentido literal fosse apenas uma superfície de um terreno, que devemos escavar até encontrarmos outros significados, que muitas vezes estão dissociados do verdadeiro sentido. Essa era uma pratica comum entre os gregos antigos e que foi reconhecida como uma maneira errada de se entender a Bíblia”.

Bem, primeiro corrigi a pessoa que postou isso dizendo que determinada igreja não tem esse método (ou modelo) como único meio de interpretar a Bíblia e nem único modelo de pregação ou sermão. A generalização foi doentia e sem fundamento. Mas deixei minha opinão.
Na oportunidade que tive de entrar para a área acadêmica como mestrando em Filosofia e ter que manusear alguns textos filosóficos (clássicos), eu pude constatar que a ‘alegorização’ é um método, assim como outros, que alguns textos incitam por si próprios e vemos, de igual modo, na Bíblia alguns textos que incitam uma busca hermenêutica maior (mais profunda) tornando apto o uso de alguns métodos como alegoria, tipologia, analogia, simbolismo, exegese, etc. Assim como a própria Bíblia é repleta de textos que, na forma literal, você já tem a informação e a definição. Primeiro temos que definir o seguinte: no caso da citada igreja, vemos que o erro ali é a sistematização e o uso indiscriminado de um método no qual chamamos aqui "alegoria". Porém discordei quanto ao fato de afirmar que tal igreja usa apenas esse método, sendo que já ouvi ali muitas mensagens levadas à luz de outros métodos. Eu mesmo (por costume) faço o uso de métodos mais próximos possíveis do literal para não correr algum risco. Outro erro é dizer que tal alegoria, tipologia, etc. é "revelação" e está "além da letra". Isso pode ser realmente perigoso, embora eu creio que haja sim uma iluminação do Espírito Santo no uso e no manejo das Escrituras. Aliás, se afirmamos que ela é a Palavra de Deus, logo, Deus fala por intermédio de seu Espírito pela Bíblia (que é um livro de caráter profético, além de simplesmente histórico ou legalista). Portanto, alegoria é um método assim como tantos outros e sendo usado tendo em vista o contexto real daquilo que está sendo pregado, não pode oferecer malefício algum. O erro está exatamente na sistematização cega de símbolos, tipos e alegorias como certa vez foi elaborado pela igreja em questão. Mas, independente do erro da citada igreja, não se anula o fato de tais métodos serem úteis para a compreensão, para o ensino e a exposição de um sermão baseado em exemplos e situações selecionadas nos textos bíblicos.
A Bíblia como um livro que transcende o histórico e o literal, e também não se resume apenas num conjunto de "regras" e normas (pois aí configura o legalismo e fundamentalismo extremo) pode ser entendida tanto com métodos interpretativos diversos, como também pode ser 'iluminada' pelo Espírito Santo que tende a mostrar, iluminar, esclarecer ou revelar o projeto salvífico implícito nela, uma vez que cremos que ela, a Bíblia, é a Palavra de Deus. E quem é a Palavra de Deus? Jesus, o Verbo. Ele é (e deve ser) a única chave hermenêutica para o entendimento da Bíblia, pois ela testifica d´Ele. E se Cristo é vivo e a Bíblia revela o Cristo vivo e glorificado, logo ela é profética e deve ser, nessa perspectiva, discernida espiritualmente (isso não anula o fato de usarmos os métodos hermenêuticos presentes na qual a alegoria faz parte). Se Jesus e o projeto de redenção do pai estão implícitos na Bíblia, é o Espírito Santo na sua função mediadora quem pode (se darmos lugar) iluminar a mensagem bíblica de caráter profético. Em João 14, o Esp. Santo é tido como "O Consolador" (do grego 'parákletos') que significa exatamente "estar ao lado", "advogado", "intercessor". Logo, no mesmo contexto bíblico, João descreve conforme as Palavras de Cristo que esse Consolador "vos ensinará todas as coisas...". O verbo ensinar aparece ali como 'didatikos' cuja raiz gramatical está estreitamente ligada ao termo grego "dogmatizô" que pode ser traduzido por "doutrina". Sendo dessa forma e segundo esse horizonte hermenêutico, é o Esp. Santo quem revela e ensina a Igreja a praticar a sã doutrina. O que é a sã doutrina? Um conjunto sistematizado de regras e normas? Alguém poderia dizer qual foi a 'doutrina' que Jesus Cristo nos deixou de forma sistematizada? O fato é que Jesus não deixou um conjunto de regras, aliás, Ele veio cumprir toda a legalidade e proclamar a graça ao invés de instituir outra Lei. A doutrina cristã (ou as doutrinas cristãs) foram todas sistematizadas pelos apóstolos, inclusive, Paulo foi um grande ‘sistematizador’ da doutrina cristã. Tanto que, em Atos dos Apóstolos, a doutrina cristã é chamada de "doutrina dos apóstolos". Ali imperava, de fato, a operação do Espírito Santo na consolidação do projeto salvífico e nesse contexto é que as doutrinas foram surgidas. Logo, se há ainda hoje a operação do Esp. Santo, o batismo e o uso dos dons espirituais, a doutrina ainda é aperfeiçoada na perspectiva prática. Lógico que isso não significa dizer que o mesmo Espírito "revela" algo "novo", tampouco um "outro evangelho". Aí entra a importância dos métodos hermenêuticos na interpretação e da iluminação do Consolador Espírito Santo, pois a Bíblia é para o crente não uma "regra" de fé (no sentido legalista da palavra), mas sim "modelo” de fé e conduta, 'norteadora da igreja' e referência literária única e insubstituível.
Portanto nenhum aspecto pode vir como "algo novo" nem “algo a mais” se não tiver um embasamento bíblico (não falo do fundamentalismo). Toda 'revelação', assim como todo 'dom espiritual' no seio da igreja deve ter respaldo bíblico e nunca ultrapassar a sã doutrina de Cristo. Logo, usar métodos como alegorias, analogias, tipologias etc. para anunciar a verdade bíblica e a sã doutrina de Cristo (que se resume em: amor a Deus e ao próximo, proclamação do Reino e anúncio da vinda de cristo e do juízo divino) é totalmente saudável. Porém é saudável quando não há a deturpação do contexto bíblico e nem invenções fajutas corroboradas por alegorias dúbias. Mas, contudo, a própria Bíblia é repleta de alegorias a serem interpretadas, assim como tipologias e analogias diversas. O que dizer de Apocalipse? Interpretaremos tal livro de forma literal? Creremos então em dragões, cavalos voadores e bestas estranhas? Será que o livro de cantares está limitado apenas à mensagem conjugal de cunho extremamente íntimo? Será que se não lançarmos mão da analogia e das alegorias poderemos interpretar seguramente as profecias de Daniel? O que dizer das parábolas do Mestre? Porque o Cristo ensinava com símbolos? Porque curou três cegos de forma diferente? Qual era o ensinamento contido nesses atos? Seria ali um convite à reflexão ou uma incitação pela busca de algo ainda mais profundo, além ou oculto? O que o sangue nas vergas das portas queria nos ensinar? O que Paulo queria nos dizer quando afirmara que devemos correr como os que correm nos estádios em busca da “coroa”? Será que cada item da “armadura de Deus” (Efésios 6) tem algo a mais para nos oferecer? Essas são as perguntas que não podemos ignorar.

A religião cristã tem sua superioridade em evidência exatamente por ser a mais racional em relação às outras religiões. Existe, como escreveu Jean Ladrière em sua obra “A fé e o destino da razão”/ capítulo IV: “fé e racionalidade”, uma racionalidade na fé. Muitas vezes essa racionalidade não pode ser facilmente captada no imediato. As curas e os sinais operados por Cristo eram imediatos, mas ali o Mestre deixava algo oculto para a sua igreja desvendar tendo em mãos a chave da revelação (como aquela dada a Pedro quando teve uma revelação dos céus). Portanto, há a necessidade da iluminação espiritual.

Essa foi só uma contribuição singela aos irmãos e amigos. Paz a todos!!!

Gabriel Felipe M. Rocha
Graduado em História (licenciatura e bacharelado);
Pós graduado em Sociologia (lato sensu)/ Sociologia da Educação;
Bacharel em Teologia (ênfase em História da Igreja);

Mestrando em Filosofia (campo de estudo: Ética e Antropologia).

O SANGUE DE JESUS (Pastor e Professor Augustus Nicodemus)

Vejam o vídeo na íntegra:



http://www.youtube.com/watch?v=VzThbTD9fq0




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O QUE É RELACIONAR-SE COM JESUS?

O QUE É RELACIONAR-SE COM JESUS?

Por Gabriel Felipe M. Rocha

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem” (João 10:27)



Saúdo com a paz do Senhor Jesus a todos os irmãos, amigos, leitores e verdadeiros estudantes da Palavra de Deus.

Lendo o versículo acima, algo me chamou a atenção, portanto me dispus a estudar um pouco esse verso de João 10:27.

No texto proposto, quem fala é Jesus. Ele é bem enfático ao dizer: “as minhas ovelhas ouvem a minha voz [...] e elas me seguem”. Há, portanto, uma relação de reciprocidade indicando que: ser servo do Senhor Jesus implica em uma relação com Ele. Jesus sempre chamou o homem para tal relacionamento. Vou dar um exemplo que, para mim, é um exemplo clássico: João 21: 15 ao 17.

Nos dois primeiros “amas-me”, Pedro não se entristecera, pois Jesus falava de um amor que já existia com forte evidência em Pedro. Mas na terceira pergunta, Jesus usara a expressão grega “phileo” que traz a ideia de “relacionamento”, “amizade”, “amor de reciprocidade”, “andar junto”, dentre outros significados que podem ser extraídos desse termo. Essa terceira pergunta entristeceu Pedro, pois ela foi mais forte e direta e tocou exatamente em pontos fracos que Pedro demonstrara em alguns momentos: inconstância no serviço e no entendimento. Mas Jesus, com muito amor, o chamava ali para um íntimo relacionamento e, nesse chamado, Pedro recebia uma importante orientação: “apascenta as minhas ovelhas”. Pedro obedeceu, Pedro ouviu, Pedro seguiu...

Mas, o que é exatamente se relacionar com Jesus? Quero, aqui, chamar a atenção para alguns detalhes:

“As minhas ovelhas ouvem...”

O termo grego usado para “ouvir” é akoúo que significa também “obedecer” ou “atender a audiência” (ou o chamado).

Jesus estava dizendo o seguinte: suas ovelhas (de verdade) o ouvem e imediatamente o seguem.

“e elas me seguem”

O termo grego usado para “seguir” é akoloutheo que tem a mesma raiz semântica de akoúo e significa “acompanhar”, “obedecer ao caminho” ou “estar no mesmo caminho”.

Relacionar-se com Jesus é obedecer as suas palavras, é ouvir o que o Espírito Santo diz, é estar atento à revelação. É, portanto, Caminhar em suas pisadas e nunca abandonar o Caminho (que aponta para Ele mesmo). Ou seja, “ser fiel até a morte”.

“Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10)

“Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:11)



No Antigo Testamento, o termo ouvir também se apresenta na tradução hebraica como obediência e fidelidade.

Exemplos:

“Ouve, ó Israel...” (Deuteronômio 9:1).

“Será, porém que se não deres ouvido á voz do Senhor, teu Deus, para não cuidares em fazer todos os seus mandamentos...” (Deuteronômio 28:15).

É a obediência à voz de nosso pastor que nos faz vencer, que nos faz fortes, seguros e prósperos. Obedecer à orientação e à revelação do Senhor, para nós, é como alimento.

O maior obreiro de todos os tempos e também o maior de todos os servos foi o próprio Senhor Jesus que tinha a obediência ao Pai algo tão importante como o seu alimento diário. Todo o projeto de Deus e toda a realização de sua Obra consistem em ouvir, obedecer, dispor e seguir.

“A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (João 4:34)

Se Jesus era obediente, por que seus discípulos não serão? Jesus nos chama para sermos como Ele, portanto, devemos carregar sobre nossos corações o DESEJO de obedecer ao Senhor em todo o tempo. Se assim fizermos, estaremos nos relacionando com Ele no mesmo amor (phileo) que Jesus quis de Pedro na terceira pergunta.

“Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (João 15:14,15)

Outro detalhe de grande relevância:

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem”

“Eu conheço-as” – Essa afirmação de Jesus aparece exatamente no meio de sua frase. Para melhor entendermos, vamos analisar outro texto:

“Em verdade vos digo que vos não conheço” (Mateus 25:12)

Nesse verso em Mateus 25:12, Jesus, como o noivo da parábola, dizia para as virgens infiéis e desobedientes que Ele não as conhecia. Pois bem, sabemos que Jesus é Deus e como Deus, além de onipresente e onipotente, Ele é onisciente. Ele conhece a todos. Mas a frase “não vos conheço” está ligada a outro sentido: remissão, novo nascimento, presença real do Espírito Santo na vida de cada um.

O termo grego usado para “conheço” é eido que significa também “considerar”. Jesus considera aquele que faz a sua vontade e o tem como Senhor.

Quem o anjo da morte conheceu (ou considerou) na ultima praga sobre o Egito? O anjo conheceu os que tinham o sangue nas portas e luz em suas casas. Da mesma forma, Jesus, quando vier, conhecerá aqueles que estiverem cheios de seu Espírito Santo. Viver em espírito e em regeneração é viver com Jesus e se relacionar com Ele.

Como identificar alguém cheio do Espírito Santo? O indivíduo cheio do Espírito santo é aquele que ATENDE à voz do seu Senhor e o segue, fazendo a sua vontade. Não há um sequer que esteja cheio da presença do Senhor e permanece inerte diante da vontade de Deus.

Voltando para João 21:15-17, (na terceira pergunta de Jesus), Pedro entristecido respondeu: “Senhor, tu sabes de tudo” (conhece tudo). O Senhor conhece tudo, Ele sabe quem são seus. Ele sabe quão fraco somos, mas Ele mesmo nos fortalece e nos capacita para que possamos ouvir a sua voz.

Relacionar-se com Jesus é, enfim, obedecer (ouvir) a sua palavra, seguir o seu caminho e reconhecer que Ele conhece e sonda constantemente o nosso coração e vê a verdadeira intenção de nossa mente. Mesmo na nossa fraqueza e considerável limitação por sermos tão pecadores, Ele considera-nos como servos e amigos, pois vê o quanto queremos estar com Ele, apascentar o seu rebanho e realizar a sua Obra.

Quero finalizar dizendo que: Se relacionar com Deus não implica apenas pedir, mas também agir, fazer produzir, dar frutos. A oração é fundamental na vida do verdadeiro servo de Deus e, muitas vezes define o nível de intimidade que se tem com o Senhor, porém, ter vida com Deus sugere uma vida de obediência e trabalho.

Louvado seja o Senhor!

Gabriel Felipe M. Rocha

Graduado em História (licenciatura e bacharelado); pós graduado em Sociologia (Sociologia da Educação); bacharel em Teologia (com ênfase em História da Igreja); mestrando em Filosofia (campo de estudo: Ética e Antropologia).

sábado, 26 de outubro de 2013

INSPIRAÇÃO, REVELAÇÃO E ILUMINAÇÃO

Inspiração, revelação e iluminação

Inspiração, revelação e iluminação - Estes três conceitos caminham bem juntos, mantendo uma estreita ligação entre si, e são necessários para uma melhor compreensão do ensino das Escrituras.

A declaração de W. C. Taylor, missionário batista pioneiro no Brasil, irá nos ajudar a entender a relação destes conceitos entre si e o sentido de cada um:

"Três doutrinas vão sempre juntas, na inteligente apreciação do valor da Escritura: revelação, inspiração e iluminação. Para o autor (do texto bíblico) veio a Revelação; para a Escritura que ele transmite, veio a Inspiração; para o leitor, que busca saber por meio dela a verdade e a vontade de Deus, virá, nas condições de espiritualidade, a Iluminação. Os profetas e os apóstolos foram Movidos. Suas Escrituras foram Inspiradas. Nós somos Iluminados".

Inspiração - O termo vem do latim inspiro, que significa "soprar para dentro". "Inspiração" significa que Deus soprou para dentro do autor bíblico a Sua verdade. 

Ou seja, na inspiração, Deus divide de seus mistérios, mas esses precisarão ser revelados para o homem (que não tem a mente de Deus). A Inspiração é uma forma de “revelação”, mas “revelação” entra num outro contexto. O conteúdo das Escrituras não é uma especulação ou uma descoberta humana após uma longa e cansativa pesquisa filosófica, ou, pelo menos, não se resume nisso. Ela também não se dá ao homem como "revelação" (no sentido espiritual do termo) através de uma exaustiva labuta hermenêutica. Mas seja qual for o método que o autor usou, ou o que Deus usou com o autor, isto é inspiração. Foi Deus quem colocou na mente e no coração do escritor bíblico a capacidade de apreender e de registrar Sua Palavra. Assim dizemos que a Bíblia nasceu no coração e na mente de Deus. E Ele soprou Suas idéias para o homem. Isto é inspiração.

Na realidade, o que é inspirado não é o escritor humano, mas sim o texto bíblico; 

"Toda Escritura é inspirada". O termo "inspirada" (theopneustos), de 2 Tm 3.16, expressa mais do que qualquer outra coisa, que o "produto final" de todo o processo - a Escritura, é o que possui a qualidade de ser Palavra de Deus e, portanto, autoridade divina. 

Os escritores humanos foram "conduzidos" (pheromenoi) pelo Espírito Santo para registrarem o texto "soprado por Deus", o qual possui a autoridade de Palavra de Deus e cuja prerrogativa é ser obedecido (2 Pe 1.21, cf. 1.19).

Revelação - O termo significa "tirar o véu" e mostrar algo que estava encoberto. É tirar o véu daquilo que, veio de Deus, mas que é mistério para o homem . A Bíblia é um mistério a ser revelado sempre e o mesmo Espírito que inspirou revela (tira o véu). O fechamento do cânon bíblico não significa o cessar da revelação divina, pois esta manifesta-se (ou deve se manifestar) sempre no leitor da Bíblia que crê, não só na veracidade histórica da Bíblia, mas também (e principalmente) no teor profético da mesma.

Neste sentido, "revelação" é o conteúdo registrado pela inspiração. A relação entre os dois termos pode ser definida assim: a inspiração é o automóvel e a revelação é o passageiro. Quando dizemos que "Deus se revelou" estamos dizendo que Ele tirou o véu que O encobria diante dos homens e Se deu a conhecer à humanidade. O propósito da Bíblia é trazer a auto-revelação de Deus aos homens. E Jesus é a chave hermenêutica da mesma, aliás, Ele é a Palavra de Deus a ser revelada na Bíblia. A Bíblia como conjunto de livros é apenas informações sobre Deus, seu propósito salvífico, bons preceitos a serem seguidos, etc. Mas no âmbito da revelação ela é Jesus vivo, glorificado e que fala ao crente (sem o véu da separação). Conquista essa garantida pelo sangue derramado na cruz.

O propósito da Bíblia é falar de Deus. Ele revelou-Se a Si mesmo. Porém essa revelação não nos é algo 'completo'. Não temos todo o conhecimento de Deus, mas o Consolador Espírito Santo nos traz esse conhecimento pela revelação e pela iluminação. Já sabemos que Jesus é o clímax da revelação de Deus: "Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer" (Jo 1.18). Jesus é a maior revelação de Deus e a finalidade da revelação é tornar Deus conhecido dos homens.

"Revelação e inspiração estão estreitamente ligadas, mas distinguem-se em aspectos da verdade bíblica. Nas Escrituras, a inspiração e a revelação, se combinam para assegurar que a Bíblia é a Palavra de Deus, revelando com exatidão fatos sobre o Senhor. A revelação foi o ato da divina comunicação aos escritores da Escritura. Inspiração foi a obra de Deus em guiar e dirigir os escritores da Bíblia para que eles escrevessem a verdade absoluta, mesmo quando ela estivesse além do seu entendimento. A inspiração foi limitada à Bíblia em si, e é mais adequado dizer que as Escrituras foram inspiradas do que dizer que os escritores foram inspirados" (Lewis Chafer).

Iluminação - Esta palavra significa "fazer a luz brilhar". Não somos inspirados simplesmente porque não recebemos a revelação, mas somos iluminados para conhecê-la: "sendo iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da vossa vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos" (Ef 1.18). 

A iluminação é para que os crentes descubram as grandes verdades reveladas por Deus na Sua Palavra e a aplicação para as suas vidas. Isso é um ato contínuo que se findará apenas no concluir da história da Igreja na terra. É através da iluminação que o Espírito Santo concede aos cristãos a capacidade intelectual de compreenderem o que foi inspirado e revelado nas Escrituras. É impossível entendermos a situação de pecado sem intervenção do Espírito Santo, que produz luz em nossa consciência. A Iluminação acontece porque o homem natural não pode discerni-la (1 Co 2.14); a obra de Cristo na cruz faz sentido (1 Co 1.18); e o Espírito Santo ensina (Jo 14.26). Esse ensinamento é contínuo.

A obra redentora do Espírito Santo não se limitou no espaço- tempo conhecido como “era apostólica”. A base doutrinária nos foi deixada como 'herança' (herança histórico-profética), mas os ENSINAMENTOS do Senhor Jesus continuariam através dos séculos:
• “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14:16);
• “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo [...] vos ENSINARÁ todas as coisas...” (João 14:26).

Hoje, o Espírito Santo é quem zela pala doutrina, configurando-a em cada momento histórico e profético sem ultrapassar os preceitos doutrinários rudimentares deixados por Cristo cuja referência é a Bíblia. Portanto, não pecamos em dizer que: doutrina é um CONSTANTE ensinamento. Ensinamento esse, dado de forma didática através da revelação do Espírito Santo. Inclusive, dizer que a “Bíblia já é completamente revelada” é uma enorme abstração, uma vez que ela foi dada através de uma inspiração . Inspiração e revelação são conceitos distintos. Quem revela os segredos da Palavra de Deus é aquele quem inspirou vários homens a escrevê-la: o Consolador Espírito Santo (traremos esse assunto em determinado momento). 

Citei os dois versos do Evangelho segundo João por serem de extrema importância para essa análise. O termo “Consolador” foi escrito originalmente como “parákletos” que expressa: “o que está sempre ao lado”; “perto em todo o tempo” (tempo cronológico, tempo histórico e tempo profético). Significa também “advogado”, ou seja: aquele que advoga ou intercede por alguém. 
Logo, o texto em João 14:26 diz: “aquele Consolador...vos ensinará todas as coisas”. O termo original que corresponde a “ensinará” é “didasko” cujo significado é “ensinar”. O termo didasko (ensinar), portanto, tem uma estreita ligação com o termo “didachê” que foi usado pelo mesmo escritor (João) e se traduz por doutrina. Concluímos que: quando Jesus disse aos seus discípulos e apóstolos que iria voltar para a sua imensurável majestade e glória, advertiu-lhes com a promessa da vinda de seu Espírito Santo como aquele que iria dar continuidade à sua obra, ensinando todas as coisas. 
É interessante notar no Evangelho segundo João (capítulos 14) que Jesus faz a promessa da vinda do Consolador Espírito Santo precedida pela promessa de seu glorioso retorno ao mundo (veja em Jo 14: 2,3; Jo 14:18.). O entendimento que temos, portanto, é o seguinte: O ensinamento de Cristo não se limitou apenas aos ensinamentos deixados àquele período histórico (era apostólica), mas, pela intervenção docente e didática do Espírito Santo, seria retransmitido ao mundo através dos séculos com aperfeiçoamentos e ênfases para cada momento histórico (e profético) da Igreja de Cristo. Esse aperfeiçoamento é obra exclusiva do Espírito Santo e não cabe a homem algum configurá-lo aos seus próprios moldes teológicos e religiosos, pois daí tem-se o que a Bíblia acusa de “outro evangelho” . Inclusive, essa minha análise nada tem a ver com o fechamento do Cânon bíblico, ou seja, não estou dando margem para se dizer que a “transmissão da herança” (incumbência do Espírito Santo) significa que a Bíblia “está incompleta” e que precisa de “algo a mais”. Não é isso. Inclusive, os mistérios bíblicos são inacessíveis ao homem sem a provisão inspiradora reveladora do Espírito Santo. Portanto, o Espírito Santo ao transmitir a Herança, Ele está apenas ensinando, repassando preceitos e posicionamentos importantes ligados ao tempo histórico –profético da Igreja cuja ênfase Ele mesmo revela. Ele faz a função de um professor que, enquanto docente, ensina com base na grade curricular estabelecida. No caso em vigência, o Espírito Santo ensina e repassa a Herança seguindo a base curricular estabelecida, a saber, a Bíblia. Exemplo: Igreja Apostólica (primeiro período da Igreja). Esse período foi profético enquanto “início” da obra redentora de Cristo na terra. A ênfase dada para esse período foi: “Cristo, o que morreu, está vivo!”. Nesse determinado contexto profético, o Espírito Santo confirmava a doutrina cuja base escrita era a “Lei e os profetas”, porém por revelação que transcendia o escrito. Veja em Atos 8: 30-35. A Lei e profetas, já cumpridos em Cristo, revelavam pela intervenção do Espírito Santo, a pessoa de Jesus. Alguém poderia dizer: “a Bíblia já é plenamente revelada”. Se fosse “plenamente revelada” o eunuco (em Atos 8:30-35) não precisaria de uma 'ajuda' inspirada de Filipe e transmissão da revelação dada pelo mesmo de que Jesus o tal que estava oculto naquelas letras (nos escritos de Isaías 53:7,8). Da mesma forma, diante das aporias históricas e religiosas da cada período, o Espírito Santo confirmava e zelava pela sã doutrina. Outro exemplo: a Reforma Protestante veio como uma intervenção sobrenatural do Espírito Santo na História, dando ocasião para a obra redentora de Cristo ressurgir visível na terra, longe da perversão católica-romana estabelecidas. A igreja, nesse referido período, se separou e a chamada “igreja protestante” atravessou a história com o constante aprendizado doutrinário do Espírito Santo que, como governo da Igreja de Deus, purgou ao longo dos séculos conceitos heréticos, devolvendo aos crentes fiéis a Palavra de Deus como regra de fé, usando homens inspirados por Deus para, enfim, surgir na terra o período propício para os grandes avivamentos, preparando a Igreja de Cristo para a esperada Volta de Jesus. Portanto, desde as teses de Lutero e os cinco pilares da Reforma, a Igreja de Cristo na Terra foi recebendo contínua instrução do Espírito Santo.


Gabriel Felipe M. Rocha

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O NOME DE DEUS

O NOME DE DEUS

No velho testamento Deus recebe nomes diferentes para situações diferentes. São nomes maravilhosos que o povo de Israel invocava em momentos de desespero, de guerras, de enfermidades ou simplesmente para declarar o governo de Deus sobre eles. O que pode ser mais maravilhoso do que a revelação de Deus contida nesses nomes? Existe sim algo mais maravilhoso. Jesus, no novo testamento, sempre se referia a Deus como Pai e Senhor. A maravilha está aqui. Quando aceitamos a Jesus Cristo como Salvador passamos a ser co-herdeiros da vida eterna. Assim, por adoção, agora Deus para nós é Pai também. Quando Jesus ensina seus seguidores a orar ele diz assim:

(Mateus 6:9) - Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 

Nesse versículo Ele nos ensina como devemos nos relacionar com Deus. Agora você pode escolher baseado no que é Deus para você como se relacionar com Deus. Eu já escolhi: Pai.



Para ler e meditar:

NOVO TESTAMENTO

Deus é apresentado no NT como Pai. No AT o nome Pai designa Deus 15 vezes. No NT isso acontece 245 vezes. As atuações de Deus ressaltadas pelo nome Pai demonstram que ele (http://www.igrejaredencao.org.br/):

a) Graça e paz (Ef 1.2; 1Ts 1.1);

b) Boas dádivas (Tg 1.7);

c) Mandamentos (2Jo 4);

d) Respostas de oração (Ef 2.18; 1Ts 3.11).

DEUS (THEOS)

Theos é a mais frequente designação para Deus no NT. É usado para se referir a Deus, mas há também textos em que theos aponta para deuses pagãos (At 12.22, 1Co 8.5), para o diabo (2Co 4.4) e para a sensualidade (Fp 3.19). O mais importante é que Jesus é chamado de theos (Rm 9.5; Jo 1.1,18, 20.28, Tt 2.13).

Algumas implicações são:

a) Ele é o único Deus verdadeiro (Mt 23.9; Rm 3.30; 1Tm 2.5);

b) Ele é inigualável (1Tm 1.17; Mt 6.24);

c) Ele é transcendente (At 17.24; Hb 3.4; Ap 10.6);

d) Ele é o Salvador (1Tm 1.1; 2.3; 4.10).


SENHOR (KYRIOS)

Das 717 vezes em que kyrios aparece no NT, 210 vezes aparece nos escritos de Lucas e 275 nos de Paulo (67,7%). Kyrios enfatiza autoridade e supremacia. Pode significar:

a) Senhor (Jo 4.11);

b) Dono (Lc 19.33);

c) Mestre (Cl 3.22);

d) Ídolos (1Co 8.5);

e) Maridos (1Pe 3.6).

Quando aplicado a Deus, expressa especialmente sua condição de criador, seu poder e domínio justo sobre o universo.

Jesus foi chamado de kyrios no sentido de “rabi” ou “Senhor” (Mt 8.6). Quando Tomé o chamou de “Senhor meu e Deus meu”, atribuiu a ele divindade absoluta (Jo 20.28). A ordem de Rm 10.9 significa reconhecer Jesus com a natureza e os atributos que pertencem somente a Deus. Assim, a essência do cristianismo é reconhecer que Jesus é o yahweh do AT.

MESTRE (DESPOTES)

Despotes dá a ideia de propriedade, enquanto kyrios dá ideia de autoridade. Deus é chamado várias vezes de despotes (Lc 2.29; At 4.24, Ap 6.10). Jesus é chamado de despotes duas vezes (2Pe 2.1; Jd 4).

VELHO TESTAMENTO

Aqui estão alguns dos nomes mais conhecidos de Deus na Bíblia (http://www.gotquestions.org/Portugues/nomes-de-Deus.html): 

EL, ELOAH: Deus "poderoso, forte, proeminente" (Gênesis 7:1, Isaías 9:6) - etimologicamente, El parece significar "poder", como em "Tenho o poder para prejudicá-los" (Gênesis 31:29). El é associado com outras qualidades, tais como integridade (Números 23:19), zelo (Deuteronômio 5:9) e compaixão (Neemias 9:31), mas a raiz original de ‘poder’ continua. 

ELOHIM: Deus "Criador, Poderoso e Forte" (Gênesis 17:7; Jeremias 31:33) - a forma plural de Eloah, a natureza superlativa do poder de Deus é evidente quando Deus (Elohim) fala para que o mundo exista (Gênesis 1:1). 

EL SHADDAI: "Deus Todo-Poderoso", "O Poderoso de Jacó" (Gênesis 49:24; Salmo 132:2,5) - fala do poder supremo de Deus sobre todos. 

ADONAI: "Senhor" (Gênesis 15:2; Juízes 6:15) - usado no lugar de YHWH, o qual os judeus achavam ser sagrado demais para ser pronunciado por homens pecadores. No Antigo Testamento, YHWH é mais utilizado em tratamentos de Deus com o Seu povo, enquanto que Adonai é mais utilizado quando Ele lida com os gentios. 

YHWH / YAHWEH / JEOVÁ: "SENHOR" (Deuteronômio 6:4, Daniel 9:14) - a rigor, o único nome próprio para Deus. Traduzido nas bíblias em português como "SENHOR" (com letras maiúsculas) para distingui-lo de Adonai, "Senhor". A revelação do nome é primeiramente dada a Moisés "Eu sou quem eu sou" (Êxodo 3:14). Este nome especifica um imediatismo, uma presença. Yahweh está presente, acessível, perto dos que o invocam por livramento (Salmo 107:13), perdão (Salmo 25:11) e orientação (Salmo 31:3). 

JEOVÁ-JIRÉ: "O Senhor proverá" (Gênesis 22:14) - o nome utilizado por Abraão quando Deus proveu o carneiro para ser sacrificado no lugar de Isaque. 

JEOVÁ-RAFA: "O Senhor que sara" (Êxodo 15:26) - "Eu sou o Senhor que te sara", tanto em corpo e alma. No corpo, através da preservação e da cura de doenças, e na alma, pelo perdão de iniquidades. 

JEOVÁ-NISSI: "O Senhor é minha bandeira" (Êxodo 17:15), onde por bandeira entende-se um lugar de reunião antes de uma batalha. Esse nome comemora a vitória sobre os amalequitas no deserto em Êxodo 17. 

JEOVÁ-MAKADESH: "O Senhor que santifica, torna santo" (Levítico 20:8, Ezequiel 37:28) - Deus deixa claro que apenas Ele, e não a lei, pode purificar o Seu povo e fazê-los santos. 

JEOVÁ-SHALOM: "O Senhor nossa paz" (Juízes 6:24) - o nome dado por Gideão ao altar que ele construiu após o Anjo do Senhor ter-lhe assegurado de que não morreria como achava que morreria depois de vê-lO. 

JEOVÁ-ELOIM: "Senhor Deus" (Gênesis 2:4, Salmo 59:5) - uma combinação do singular nome YHWH e o nome genérico "Senhor", significando que Ele é o Senhor dos senhores. 

JEOVÁ-TSIDIKENU: "O Senhor nossa justiça" (Jeremias 33:16) - Tal como acontece com Jeová-Makadesh, só Deus proporciona a justiça para o homem, em última instância, na pessoa de Seu Filho, Jesus Cristo, o qual tornou-se pecado por nós "para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21). 

JEOVÁ-ROHI: "O Senhor nosso Pastor" (Salmo 23:1) - Depois de Davi ponderar sobre seu relacionamento como um pastor de ovelhas, ele percebeu que era exatamente a mesma relação de Deus com ele, e assim declara: "Yahweh-Rohi é o meu Pastor. Nada me faltará" (Salmo 23:1). 

JEOVÁ-SHAMMAH: "O Senhor está ali" (Ezequiel 48:35) - o nome atribuído a Jerusalém e ao templo lá, indicando que o outrora partida glória do Senhor (Ezequiel 8-11) havia retornado (Ezequiel 44:1-4). 

JEOVÁ-SABAOTH: "O Senhor dos Exércitos" (Isaías 1:24, Salmos 46:7) - Exércitos significa "hordas", tanto dos anjos quanto dos homens. Ele é o Senhor dos exércitos dos céus e dos habitantes da terra, dos judeus e gentios, dos ricos e pobres, mestres e escravos. O nome expressa a majestade, poder e autoridade de Deus e mostra que Ele é capaz de realizar o que determina a fazer. 

EL ELIOM: "Altíssimo" (Deuteronômio 26:19) - derivado da raiz hebraica para "subir" ou "ascender", então a implicação refere-se a algo que é muito alto. El Elyon denota a exaltação e fala de um direito absoluto ao senhorio. 

EL ROI: "Deus que vê" (Gênesis 16:13) - o nome atribuído a Deus por Agar, sozinha e desesperada no deserto depois de ter sido expulsa por Sara (Gênesis 16:1-14). Quando Agar encontrou o Anjo do Senhor, ela percebeu que tinha visto o próprio Deus numa teofania. Ela também percebeu que El Roi a viu em sua angústia e testemunhou ser um Deus que vive e vê tudo. 

EL-OLAM: "Deus eterno" (Salmo 90:1-3) - A natureza de Deus não tem princípio, fim e nem quaisquer limitações de tempo. Deus contém dentro de Si mesmo a causa do próprio tempo. "De eternidade a eternidade, tu és Deus." 

EL-GIBOR: "Deus Poderoso" (Isaías 9:6) - o nome que descreve o Messias, Jesus Cristo, nesta porção profética de Isaías. Como um guerreiro forte e poderoso, o Messias, o Deus Forte, vai realizar a destruição dos inimigos de Deus e governar com cetro de ferro (Apocalipse 19:15).





"Pois zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens"      
Cor 11:21