segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

JESUS CHOROU!


 

 Por que quem se compadeceria de ti ó Jerusalém? Ou quem se entristeceria por ti? Ou quem se desviaria a perguntar pela sua paz?” (Jeremias 15:5)

(uma pequena análise de Jesus Onisciente, Onipresente e Onipotente)

 

A paz de nosso Senhor Jesus!

Jerusalém estava vivendo um período crítico em sua história.  O profeta Jeremias intercedia por seu povo, mas Deus, naquele momento, já os tinha tido como abomináveis aos seus olhos. Grande era o pecado do povo, grande era a tristeza de Deus. O capítulo 15 do livro de Jeremias começa já de uma forma pesada: “Disse-me, porém o Senhor: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não seria a minha alma com esse povo; lança-os de diante da minha face, e saiam”.

O povo havia pecado. Já não queriam ouvir ao Senhor. O Senhor é amor, mas também é juízo. Ele não poderia jamais ir contra si mesmo. Um juízo sobre o povo viria. O cativeiro era iminente.

Jeremias chorava. Sua angústia pelo povo era tão grande que a sua própria alma desfalecia e se enchia de dor.

No texto em que lemos acima, Jeremias, com tamanha tristeza na alma, faz três perguntas ao seu povo:

·       Quem se compadeceria?

·       Quem se entristeceria?

·       Quem se desviaria a perguntar pela sua paz?  

Compaixão e tristeza leva qualquer um ao choro. Se o choro não se torna externo, a alma por dentro chora. E Deus? Ele choraria a nossa dor?

“Jesus chorou” (João 11.35)!

Ele viu quão crítico era o nosso estado.

A humanidade hoje vive da mesma forma que Jerusalém vivia naquele momento: longe do Senhor, em pecados diversos, apostasia, heresia, incredulidade, infidelidade, ausência de amor e descaso pelo profético.

Desde o pecado do primeiro homem, a humanidade inteira foi posta sob um juízo: a morte. Quem poderia reverter essa situação? Quem poderia adentrar o coração duro do homem e remover a pedra? Quem estaria presente com a humanidade pecadora e doente? Quem ouviria a voz e os clamores de uma alma sem Deus? Quem conheceria a dor alheia de forma tão plena?  Quem choraria conosco? Quem curaria toda essa gente sem Deus?

Foram três perguntas. Três tem um significado profético: É o tempo do Senhor para a redenção do homem. Poderíamos aqui dizer: o número que corresponde ao tempo de Deus não poderia ser três, mas sete, pois em sete dias tudo se fez. Sim! O projeto de Deus é perfeito e tudo que Ele fez é bom. Mas, e o homem em meio a isso tudo? O que preparou para Deus?

Deus anelava o louvor do homem e esse não correspondeu. Antes pecou e deixou a face do Senhor. Deus queria se relacionar com o homem. O termo usado no original para relatar o início foi “bereshit” e, desse termo hebraico temos a raiz gramatical “shirtaev” que relata exatamente isso: “anelo por um louvor”. Apenas isso Deus queria do homem.

Naquele momento, Jerusalém não tinha nenhum louvor para ofertar a Deus, antes rebeldia e apostasia.

O que vemos hoje no mundo não é nada diferente (para não dizer pior).

A alma de toda a criatura humana geme querendo Deus. Todos tem sede do Deus vivo. E muitos se perdem em seus pecados.

Assim como foi com Jeremias, muitas almas cansadas e abatidas querem saber: “Quem se compadeceria por mim?”, “Quem se entristeceria por mim, ou comigo?”, “Quem se desviaria a perguntar pela minha paz, ou quem daria uma palavra eficaz nesse momento?”.

Com três dias essas três perguntas foram respondidas!

Quem se compadeceria? O Pai se compadeceu.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...” (João 3.16)

Deus se compadeceu do homem. A ira de Deus em Jeremias, para nós, se tornou em amor. Jesus foi a expressão e a revelação desse amor. Mas Ele também foi a expressão e a revelação do juízo (que seria nosso), pois, sobre si, Jesus levou toda a nossa culpa e se fez maldição subindo em uma cruz.

Jesus pôde fazer isso, pois Ele se tornou como nós: frágil, sujeito às lutas e provas, humilhações, doenças, cansaço, medo, dor, etc.

Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas…” Mt 9.36

 Ele conheceu o homem, pois Jesus é Deus onisciente. Ele andou com o homem e com esse falou, pois é Deus onipresente. Manifestou-se como a resposta à pergunta de Jeremias naquele triste momento. Nele há solução para tudo, Ele é onipresente. Estava profeticamente presente no anseio e na pergunta de Jeremias e se revelou mais tarde no seio da terra.

Deus se compadeceu, pois conheceu a nossa fraqueza. Ele sabe quem somos, o que falamos, o que pensamos, o que nos prende, o que nos entristece, o que nos afeta,... Ele sabe! O ato dessa compaixão foi Jesus, o Verbo de Deus.

O termo grego usado em João 3.16 “amou” é agapao, que quer dizer também “benevolência” (graça). O termo agapao traz a ideia de “muito”, ou seja: Deus amou muito o mundo... Tal termo serviria também para traduzir o texto em Jeremias 15:5 “compadeceria”, pois tem uma correspondência com o termo hebraico usado para designar “compaixão”. Analisando a etimologia do verbo “compadecer”, temos uma surpresa: o termo pode, sem mudar sua raiz, ser substituído por: “capacidade para aceitar algo inadmissível” (graça/favor imerecido). Enfim, se cumpriu em Jesus, o Ato da criação, o Verbo que tem TODO o poder...

Quem se entristeceria?

Quando Deus criava os céus e a terra, o Espírito de Deus estava sobre a face das águas, pois a terra ainda era sem forma e vazia. Isso aconteceu no mundo físico, mas teve também todo um caráter profético. Apontava para o coração do homem que estava como Jerusalém quando Jeremias escreveu as palavras de seu livro. O Senhor procurava corações que pudessem receber o seu Espírito. Muitas vezes não encontrou.

O Espírito Santo é uma Pessoa da Trindade. Suas características são semelhantes à de uma pessoa distinta (como Jesus/Filho), pois o Espírito Santo é Deus. Ele se entristece, assim como também se alegra.

Mas a pergunta de Jeremias era: Quem se entristeceria? Ou: Quem ficaria triste comigo? Quem sofreria a minha dor? Quem tomaria nota de minha desesperança?

O Espírito Santo se entristeceu ao contemplar a situação espiritual do homem e ao perceber que em seus corações não havia lugar para a sua habitação.

“Mas eles foram rebeldes e contristaram o SEU Espírito Santo, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles”. Isaías 63:10.

 

Mas quem sofreria a tristeza comigo? Muitos perguntariam. O homem sem Deus não tem a esperança e nem a verdadeira alegria, pois não tem o Espírito Santo. Sua alma clama por essa alegria. A alma humana clama pela presença de alguém suficiente no momento da angústia: “quem ouvirá meu clamor?”.

“Tais coisas anunciadas não alcançarão a casa de Jacó. Está irritado o Espírito DO SENHOR? São estas as suas obras? Sim, as minhas palavras fazem o bem ao que anda retamente”. Miquéias 2:7.

Jesus, através de seu Espírito Santo, nos deu uma nova situação diante de Deus.

Ele se faz presente em todos os momentos, pois Ele, como já dissemos, é Deus onisciente, onipresente e onipotente. Ele pode ser a resposta para os nossos anseios e pode ser a resposta para o homem sem Deus. Ele sofreu a nossa tristeza. Ele venceu a morte, Ele é a própria Vida.

Quem se desviaria a perguntar pela sua paz?

O Filho se desviou para perguntar pela nossa paz.

Desviar aqui aponta para o ato da GRAÇA proveniente de Deus na Eternidade. Quem seria o Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo? Algum anjo do céu? Algum homem da terra para sem nenhuma estrutura divina? Não! Foi o Filho. O Rei da Glória. Aquele que se assentava no trono. O Filho do Homem.

Jesus, se não fosse a compaixão (graça) do Pai, não precisaria deixar o esplendor de sua Glória.  Ele é Deus! Mas deixou toda a sua glória para se ver no dentro do ventre de uma jovem virgem. Fez-se homem.

Tal ato nos lembra da misericórdia de Deus em favor dos gentios. Nós não merecíamos a graça de Deus através do Sangue de Jesus. Mas obtemos. Era para Israel, mas veio a nós.

Jesus perguntou pela nossa paz.

A palavra “perguntar” está no original hebraico como “saal” ou “sael” que quer dizer: inquirir, pedir, exigir, desejar, solicitar, requerer, entre outros termos.

Jesus, pelo seu sangue, inquiriu a nossa paz, ou seja: Ele pediu por ela. Ele exigiu, pois a comprou com alto preço – sua vida. Mas antes, Ele desejou, Solicitou.

Quem perguntaria pela nossa paz? Somente aquele que a comprou!

O termo em hebraico pode ser traduzido como “orar”. No Evangelho de João, no capítulo 17, Jesus inquire diante do Pai a vida de seus discípulos:

“...guarda em teu nome aqueles que me deste...” (João 17:11)

Grande é o amor de Jesus por nós.

Durante seu ministério, Jesus perguntou muito pela paz alheia:

“Queres ficar são?”, “queres ser curado?”, “o que queres que eu te faça?”.

Desviou-se algumas vezes também para entrar na casa de quem o convidasse.

A mulher de Samaria teve uma experiência com o Senhor Jesus ao lado do poço. Jesus não passaria ali se fosse um homem como qualquer outro ali, mas “era-lhe necessário passar por Samaria” (João 4:4). Jesus conhecia aquela mulher, Ele esteve presente ali com aquela mulher, Ele teve ciência de toda a sua vida, Ele a deu uma nova forma de vida.

Jerusalém não teve, naquele momento, essa mesma experiência, mas Jesus veio até nós, se compadeceu e chorou pela nossa vida, se revelou como um Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente.

 

Gabriel Felipe M. Rocha

3 comentários:

Evandro Villa disse...

Apdsj. Meu nome é Evandro e sou de Contagem- Mg. Gostaria da permissão para imprimie sua mensagem se não for incômodo. Muito boa. Falou comigo e creio que será edificante para a minha igreja também.

Apdsj.
evandrovilla.souza@bol.com.br

Mateus Morais disse...

Irmão Evandro APDSJ, fique a vontade para imprimir, e por favor nos ajude a divulgar o Blog, pode ser por email, pode ser por facebook.

Evandro Villa disse...

Amém, irmão. Obrigado. farei o possível para divulgar. Não tenho muitos meios na internet para divulgar, mas com certeza o farei por email. Apdsj.
Evandro Villa